quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O peru de Sarkozy

(Se você não gosta de política, não leia essa postagem)...

Eis que eu já havia fechado os trabalhos do blog em 2008, desejando a todos um ano novo maravilhoso, e, ao assistir o noticiário, me deparo com a seguinte novidade: o presidente francês está no Rio e assina acordo com Lula. Muito bem. Ou será que eu devia dizer - trés bon?

O "acordo", assinado às vésperas do natal, é o seguinte: os franceses ficam com um pedaço da floresta amazônica, onde poderão se instalar e fazer pesquisa, (o lucro do que eles retirarem dali não vai ser dividido com o Brasil), em contrapartida, ficamos com a tecnologia para a construção de um submarino nuclear e uns helicópteros de guerra. Nossa! Mas era tudo que a gente tava pedindo a papai noel, um submarino e uns helicópteros... imprescindível, não acham? Ah, eles também vão nos dar de lambuja umas bolsas de estudo lá na França, como são bonzinhos, os franceses!

Então deixa ver se eu entendi: ficam com um pedaço da nossa floresta, não nos pagam nada por isso, nos emprestam tecnologia pra uns troços que a gente não precisa e isso é uma troca justa! Otários, nós... Posso não entender nada de política, menos ainda de relações internacionais, mas sei reconhecer fácil quando estou sendo ludibriada...

Depois de assinar o acordo, Monsieur Sarkozy se manda com Carla Bruni para uma pequena temporada no sul da Bahia, paraíso! Gente, perdoa o meu francês, mas isso não é um peru, é uma trolha de natal! Peço, peloamordedeus, aos mais esclarecidos no assunto, que me expliquem essa barganha.

"Dormia, a nossa pátria mãe, tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações"
Vai Passar, do genial Chico Buarque.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um ótimo natal e...

Desejo, de coração, um natal simples e prazeroso, compartilhado com pessoas queridas. E um 2009 de saúde, paz, amor, alegria, prosperidade, harmonia e criatividade!

Encerro as postagens do ano agradecendo demais a presença, a força e os comentários de vocês nesse blog. Tem sido um delicioso exercício de escrita!

Como ilustração, usei um cartão da talentosa amiga Adriana Tavares, que além de artista plástica, está se saindo uma DJ de primeira!!!

http://adrianatavares.com.br/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Playing for Change: Peace Through Music



Esse vídeo é parte do premiado documentário, "Playing for Change: Peace Through Music". Nele, ouviremos Stand by Me, o clássico de Ben E. King, uma das muitas canções que foram tocadas por pessoas mundo afora.

O documentário é uma das iniciativas de um movimento multimídia criado para inspirar, conectar e trazer a paz ao mundo através da música.

http://www.playingforchange.com/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eco-embrulhos para o seu natal

Olha que boas idéias Ana Claudia Nioac nos dá para embrulhar os presentes de natal:

Para quem está procurando uma alternativa para reduzir a quantidade de papéis e caixas que jogamos fora nessa época do ano, aqui seguem algumas idéias para os embrulhos de natal.

É possível embrulhar seus presentes de maneira criativa e autêntica e sem gerar muito lixo. Você pode fazer o seu próprio papel reciclado, usando páginas de jornal, de revista, de revistas em quadrinhos, de catálogos, cartazes, mapas e folhetos publicitários. Esses papéis também podem ser usados para forrar uma caixa velha em que se queira colocar o presente.

Para quem tem filhos, usar os desenhos das crianças como papel de embrulho pode ser bem divertido.

Você também pode fazer um embrulho temático de acordo com o presente. Por exemplo, se for um vaso de flores, procure gravuras com flores e jardins. Outra opção é procurar figuras com árvores ou decoração de natal; para um olhar diferente, tente encontrar documentos estrangeiros; caso queira dar um toque a mais ao presente, acrescente um enfeite usando selos, flores, laços, negativos de fotos, adesivos, cartões, fotos, postais ou qualquer outro objeto decorativo.

Para os mais criativos, no site Eco-Artware onde a designer Anna Rosenlund ensina a produzir uma caixa usando caixas vazias de cereal.

Uma opção mais simples é usar sacolas antigas que vem guardando ao longo do ano, tapando a marca da loja com um adesivo ou uma gravura, para embalar os presentes.

Outra idéia, ainda, é embrulhar os presentes em materiais que também possam ser utilizados. Ou seja, 2 presentes em 1, sucesso na certa. A japonesa Furoshiki ensina várias idéias divertidas e simples de como fazer um belo embrulho usando toalha de mesa, echarpe, pashimina ou qualquer pedaço de tecido.

Para amarrar o embrulho use fitas ou barbantes, coloridos de preferência, ou até mesmo fita métrica velha. Se você ainda tiver fitas cassetes ou VHS e sabe que nunca mais vai escutá-las ou assisti-las, usar a fita para amarrar também pode ser uma opção. Para ser ainda mais criativo, pegue uma tesoura afiada e corra a fita ao longo da lâmina para dar aquele movimento crespo no laço de fita.

E aproveite para já guardar os restos desse ano para o natal do ano que vem. Uma idéia é estipular na casa um local em que todos possam depositar os papeis e as caixas após abrirem seus presentes. Para guardar os papeis e esticá-los, enrole-os em tubos.

Uma outra dica que também pode ser divertida e agradar a criançada é fazer a sua própria árvore de natal com garrafas PET. Como enfeites podem ser usados recortes de revistas, figurinhas, bonequinhos, ou até mesmo tampinhas de garrafa, potes de iogurte ou qualquer outra sucata. É diversão na certa para as crianças que adoram corte e colagem.

Usando a criatividade desta maneira é divertido e econômico. Que tal tentarmos algumas dessas idéias e ver se é possível iniciar uma tendência na família e entre os amigos para os próximos anos? Quem tiver outras idéias não deixe de postar nos comentários para compartilhar com os outros leitores. Vamos ajudar a divulgar essa idéia!

Um feliz natal ambientalmente mais consciente para todos!

http://www.oeco.com.br/ana-claudia-nioac/20544-eco-embrulhos-de-natal

Ana Claudia Nioac de Salles é aluna de doutorado do Programa de Planejamento Energético da COPPE-UFRJ e estuda reciclagem de plástico para substituir a madeira na fabricação de determinados produtos, como dormente de ferrovia.

Euzinha, aderi imediatamente, olha que coisa linda, chique e atual meu embrulho de jornal:


foto: Adriana Pinheiro

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Uma árvore diferente

Todos os anos, minha avó Helena decorava uma planta da casa dela como árvore de natal e eu adorava aquela árvore totalmente diferente das demais. Ainda hoje é com esse espírito do diferente e com gosto de infância que penso qual planta aqui de casa vai servir de árvore de natal. Nunca fomos muito católicos nessa parte da família, aliás, nem católicos, nem de religião nenhuma. Mas havia solidariedade.

Cresci vendo minha avó servir café com leite e pão com manteiga para as mães que passavam na porta da casa dela com seus filhos à caminho do Hospital Menino Jesus. Acho que deviam saber que naquela casa havia lanche, pois era um ritual quase diário. Eu, com menos de seis anos, queria também tomar meu lanche nas canecas de plástico coloridas que eram exclusivas das mães e das crianças, e minha avó explicava que aquelas pessoas estavam indo ou vindo do hospital e que podiam estar doentes. Ela preparava o lanche e eu ajudava a servir. Era tudo muito natural, rotina, normal. A palavra "caridade" nunca era mencionada.

Hoje entendo que a árvore da casa da minha avó não era só diferente das outras, era de fato outra árvore. Minha avó não ajudava as pessoas no natal, ajudava o ano todo. Minha avó não era católica, nunca rezou, mas seu coração era mais cheio do espírito de comunhão do que qualquer outro coração que eu tenha conhecido. Meu maior orgulho é ser um fruto dessa árvore.





foto: Adriana Pinheiro

sábado, 13 de dezembro de 2008

Ainda e para sempre na onda do PLÁSTICO NÃO

Quando entrei na onda do plástico-não, foi só prestar atenção para ver que os sacos plásticos são de fato uma praga, pois estão em todos os lugares. É uma daquelas coisas que você de repente começa a notar e percebe a magnitude do monstro: os copinhos plásticos usados para servir café em salões de beleza e consultórios médicos, os copos plásticos para beber água, as sacolas de lojas e super mercados, as embalagens dos produtos...

Tenho o costume de almoçar nos restaurantes aqui perto de casa, dentre eles, o Nanquim. E qual não foi a minha surpresa ao ver que os talheres eram individualmente embalados em saquinhos de plástico... Eu disse "eram" porque não são mais! No caso do Nanquim, algo extraordinário aconteceu: o dono do Nanquim, João Camargo, soube ouvir a minha queixa e tomou uma providência. Agora, não somente os talheres são embalados em saquinhos de papel pardo, como as sacolas para viagem passaram a ser também de papel, uma iniciativa e tanto! Fiquei muito feliz com a sensibilidade do João, um cara que percebeu o desperdício e não demorou a agir. É de gente assim que o mundo precisa.

Hoje, passeando pela vizinhança, descobri que a Illiá, simpática loja de presentes na rua Maria Angélica, está vendendo as sacolas portáteis que antes a gente só conseguia na Europa. Foram essas as sacolas que pedi para uma amiga mandar da França, outra da Alemanha e enviei para o Zona Sul e para o Hortifruti como sugestão de produto. O Zona Sul disse não estar interessado, pelo menos por ora, e o Hortifruti disse que gostou e está analisando... Enquanto isso, vamos nós ter as nossas!!! São o presente de natal perfeito! Por R$ 35, lá estão elas na Illiá, nas mais lindas estampas. São dobráveis, resistentes e moram num saquinho com um gancho que pode ser preso à bolsa ou ao chaveiro. A minha vai comigo pra todo lugar, chique e ecológica. Tem que ter uma, gente!



foto: Adriana Pinheiro

http://www.restaurantenanquim.com.br/
não sei se a Illiá Casa & Obejetos tem site, vou pesquisar...depois publico aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sobre o coração

Achei uma passagem muito linda, escrita pela romancista britânica Charlotte Bronte (1816-1855). Eu a havia anotado num pedacinho de papel que hoje caiu de um livro... vai para o blog... um pouco de poesia. O original é assim:

The human heart has hidden treasures
in secret kept, in silence sealed
the thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures
whose charms are broken if revealed.

A tradução:
O coração humano tem tesouros escondidos
Em segredo mantidos, em silêncio selados
Pensamentos, esperanças, sonhos, prazeres
cujo encanto quebraria se revelados.



foto: Sascha Mühlenhoff

Ainda no tema do coração humano, não deixem de assistir o último filme do Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, um filme sobre os desejos do coração e talvez sobre sua eterna insatisfação. O que esperamos do amor? Estabilidade ou arrebatamento? Será que sempre falta alguma coisa, algum ingrediente secreto? E, se sempre falta esse tal ingrediente secreto, será que não deveríamos nos contentar com a falta dele? Ou será que devemos buscá-lo como aventureiros incansáveis? Vale um debate.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

BRASIL RURAL CONTEMPORÂNEO

V FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR E REFORMA AGRÁRIA

Essa feira imperdível está pela primeira vez aqui no Rio, esse fim de semana, na Marina da Glória, (as edições anteriores foram em Brasília). Acabei de chegar em casa, a feira é fabulosa: tem doce, suco, salame, queijo, cachaça, cestaria, brinquedo, roupa, mel, sabonete, orgânico, tambor indígena, tapete, uma festa.

Fiquei muito emocionada ao caminhar pela feira, ver os produtos e conversar com expositores. Gente muito simples e talentosa que faz esse brasilsão de meu deus com toda essa riqueza, toda a diversidade, todas as nuances. A gente só não dá mais certo por causa da robalheira ... Senti enorme orgulho de ser brasileira, não por nossos dirigentes, mas pela qualidade do nosso povo. Êta gente bacana!

Foto: Rachel Grandinetti

Essa da foto, sendo abraçada pelo ministro, é dona Eva, de São Borja, Rio Grande do Sul. Dona Eva e outras artesãs do LÃ PURA fazem maravilhosas bolsas e écharps, um luxo! Claro que comprei uma bolsa incrível na barraca delas!

No site oficial tem todos os detalhes:
http://feira.mda.gov.br/

Mas vá lá conferir de perto, é uma delícia! Ainda tem uma parte de comidinhas regionais com vista para a Baía de Guanabara. Um programão.

domingo, 16 de novembro de 2008

10 passeios

Inspirada pelo domingão, resolvi fazer uma lista de 10 passeios xô-baixo-astral para se fazer no Rio. Há muitos outros, mas esses foram os primeiros dez que me ocorreram:

1- tomar um banho nas Paineiras;
2- passear de bondinho em Santa Tereza;
3- dar uma caminhada na lagoa;
4- visitar o Jardim Botânico;
5- fazer compras no SAARA;
6- ir à feira de São Cristóvão;
7- comprar flores na CADEG;
8- comer um petisco na mureta do Bar Urca;
9- tomar uma água de coco no Arpoador;
10 - ir ao Maracanã em dia de jogo!

Não há como não alegrar os olhos, e, consequentemente, o coração!



foto: Rodrigo Romano

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

a minha Guacamole

Adoro guacamole! Aqui em casa comemos praticamente toda semana e, por ser facílima e rapidíssima de fazer, é o que sirvo no improviso para as eventuais visitas. Faz o maior sucesso, principalmente acompanhando uma cerveja gelada.

Pra quem não come abacate porque acha que engorda, vou dizer uma coisa (ou duas): numa rápida pesquisa no Google, levantei o seguinte - rica fonte de potássio, vitamina A, ferro, magnésio e ainda vitaminas C, E e B6, o amigo abacate contém mais proteína que qualquer outra fruta (alô vegetarianos!). Pelo que pude entender, apesar de calórico, a gordura no abacate "briga" com a gordura ruim do nosso corpo. Então vou deixar de blá blá blá e dar logo a receita:


1 abacate maduro
1 dente de alho cortado em micro pedacinhos (2 dentes se o abacate for dos grandes)
sal e pimenta do reino
1 colher de chá de maionese (opcional)
algumas gotas de Jimmi Taco Sauce ou Jimmi molho de pimenta vermelha

É só amassar com o garfo e pronto, tá pronto!

Dica importante, essa receita não leva limão, portanto tem que ser comida logo depois de pronta, senão o abacate escurece...
Outra dica: coma com um salgadinho chamado Garytos (Sequoia Alimentos), uma tortilha de milho deliciosa que vende no Zona Sul, é um pouco mais caro que o Doritos (Elma Chips), mas é mais gostoso!



O pintinho da pintinho

Ainda na onda comemorativa da vitória do Obama nos Estados Unidos, minha amiga, talentosa designer e fotógrafa, Fernanda Pinto, me envia essa delícia:

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama

Olha a mentalidade de quem perdeu, uma temeridade:



Tradução: "Vou ficar com a minha liberdade, minhas armas e meu dinheiro. Você pode ficar com o troco". Ou "Vou ficar com a minha liberdade, minhas armas e meu dinheiro. Você pode ficar com a mudança". Há um trocadilho na última frase, em resposta ao slogan da campanha de Obama que era "Change, we need it", algo como "Precisamos da Mudança".




O mundo celebra, esperançoso, a vitória de Obama.
Bem-vinda a mudança!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Plutão em Capricórnio e a crise mundial

Astrologia política não é meu forte, mas diante dos acontecimentos atuais, não dá pra não falar da entrada de Plutão em Capricórnio agora em novembro.

Senhor dos processos lentos e dolorosos, Plutão é o grande transformador do zodíaco e traz à superfície aquilo que está oculto nas profundezas, como algo que revolve o fundo de um lago trazendo o lodo à tona, para que possa ser limpo. Seu significado tem a ver com morte e renascimento, com o fim definitivo de algo para dar origem a algo mais adequado à essência.

Após o crash de Wall Street em 1929, Plutão foi descoberto em 1930, no signo de Câncer (onde esteve de 1914 até 1939). Sincronicamente, o mundo atravessava uma forte recessão política e financeira. A década de 30 marcou o surgimento de governos totalitários na Europa com fortes objetivos militaristas e expansionistas que resultou na Segunda Guerra Mundial. Também nesse período, pesquisas científicas levaram à divisão do átomo e à conseqüente descoberta da energia nuclear, usada tanto para a destruição em massa como para a cura.

Capricórnio é o signo do alto da mandala astrológica, o arquétipo da autoridade, dos limites, da estrutura, da ordem institucional e governamental. Durante esses anos viveremos profunda transição nas estruturas políticas e sociais, em termos coletivos. É exatamente nessa esfera que Plutão transitará de 2008 até 2023. (Arrisco dizer que a coisa ficará ainda mais exacerbada de 2010 á 2015, período em que forma uma quadratura com Urano em Áries.) Em seu curso, Plutão fará ruir estruturas consideradas sólidas como bancos (grandes falências e fusões para evitá-las), instituições e até governos. Por estarem inseguros, governos tentarão cada vez mais controlar suas populações através da política do medo, tendendo à maior centralização de poder, em nome da segurança, uma estratégia de manipulação. Podemos esperar o uso da força militar, maior controle de fronteiras e de cidadãos pelo uso de câmeras de vigilância, assim como recessão, escassez de recursos, como água e alimentos, e a imposição de regras mais controladoras e rígidas, o que pode levar a rebeliões e até mais guerras.

O mundo vive uma fase de reforma. Cedo ou tarde, atentaremos para esse fato e passaremos a um uso mais consciente e responsável dos recursos que temos. A ordem é DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Especialmente, nós, brasileiros, donos (?) de vastas reservas naturais. Acho que o mundo ainda pode precisar muito da gente...

Assim que escrevi esse texto, enviei-o à amiga Bia Casotti, pessoa muito sensível e sensata, perguntando: "Amiga, escrevi o texto, mas tô achando muito sombrio demais da conta. O que vc acha?"

Eis a resposta: "Achei bom. O sombrio faz parte desse lodo que virá a tona, mas talvez no final fosse interessante falar um pouco mais da possibilidade desse lodo ser transformado, ou seja, ser limpo e renascer algo mais interessante para a humanidade."

Me lembrei do programa que vi ontem na Globonews, daquele rapaz Trigueiro, que mostrava uma usina de reciclagem de embalagens longa-vida, em Piracicaba (a única no mundo todo) com uma técnica que separa o alumínio e o plástico do papel (essas embalagens não são só de papel) e, de um caldo marrom estranhíssimo surgia no final rolos enormes de um papel fabuloso. Além de barras de alumínio e parafina. Tudo isso utilizando técnicas que não poluem em nada o meio ambiente. Eu acho que isso mostra a nossa capacidade de transformar o sujo em algo adequado à essência.

Genial a minha amiga, sabe tudo. Vou repetir as palavras dela: o surgimento de algo mais interessante para a humanidade.

o planeta Plutão

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A bizarrice dos nomes

Saiu hoje no G1 uma matéria falando de pessoas que decidem trocar seus nomes pois são absolutamente bizarros. Já ouvi falar de gente que registrou filhos com nomes como Madinusa (de made in usa), Email (leia: emaíl) e Interneide...

Tenho uma amiga que tem três filhos, Pedro, João e Gabriel, e um dia ouviu a seguinte conclusão da faxineira: "A senhora gosta de nome de pobre, né?"

O problema é exatamente o inverso: as pessoas mais ignorantes é que adoram nome estrangeiro. Parece que quanto mais estranha a grafia, melhor. Afinal, Eduardo, José, Antônio e Laura são muito banais! O bom é Haleydavidson, Jenifferanne, Swellenkelly e Dayanny...

Segue abaixo parte da matéria:
Wonarllevyston, aos 13 anos, consegue mudar nome na Justiça de MS. Mãe do garoto, Dalvina, acrescentou Xuxa ao próprio nome. Prima dele se chama Linda Blue Junia Sharon Mell Melina Marla Cyndi.

O cidadão brasileiro que quiser mudar o nome que o incomode, provoque constrangimento ou o exponha ao ridículo pode pedir na Justiça a alteração do Registro Civil. Esse foi o caso do estudante Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell (e outros três sobrenomes, que não serão citados para preservar o jovem, de apenas 13 anos).

A mãe dele, Dalvina Xuxa (e dois sobrenomes), entrou com o processo de retificação de registro civil em Campo Grande, em abril de 2007. O juiz Fernando Paes de Campos, da Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, autorizou, em agosto do mesmo ano, a mudança do nome do garoto, que hoje passou a ter um nome composto e dois sobrenomes.

Veja lista com pessoas que pediram para mudar o nome na Justiça de MS:
Altezevelte
Alucinética Honorata
Maxwelbe
Claysikelle (esse é o mais mais!)
Maxwelson
Mell Kimberly
Wildscley (sem comentários!)
Frankstefferson (sensacional!)
Hedinerge
Starley
Hezenclever
Uallas
Udieslley
Ulisflávio (deve vir de o Luis Flavio...)
Hollyle
Hugney
Necephora Izidoria
Kristofer Willian
Locrete
Venério (sacanagem...)
Walex Darwin
Yonahan Henderson
Maxwelson
Wochton
Wallyston
Waterloo
Wolfson

Detalhe: o coitado do Wonarlleviston só quer se chamar Bruno!

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL843152-5598,00-WONARLLEVYSTON+AOS+ANOS+CONSEGUE+MUDAR+NOME+NA+JUSTICA+DE+MS.html

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Derrota de Paes

Pronto, chegou um texto da Cora Rónai que é justamente o que eu tava precisando publicar aqui:

Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos. Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.

Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar. Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?

Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.

Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.

Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.

Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante "Liberou geral!"
Nojo, nojo, nojo.

domingo, 26 de outubro de 2008

Derrota

Nem acredito...
Perdemos a chance de dar uma virada no jogo de interesses que rege a política.
Perdemos todos, tanto os que votaram em Gabeira, como os que se deixaram iludir pela rica campanha de Eduardo Paes.
A cidade perdeu, o Rio está triste, calado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O presidente nos ameaça no Rio?

Gente, olha, sei que agora em outubro esse blog mais parece um blog de campanha, mas é que não dá pra ficar calada só assistindo sem lutar pela melhoria da qualidade de vida na cidade em que vivemos e que tanto amamos.
Então, mais uma vez, ataco com um texto de Beatriz Diniz, minha amiga jornalista:

Sou cidadã brasileira, natural do Rio de Janeiro, eleitora, pagante de impostos, e não apenas acredito como tenho certeza absoluta que relações institucionais entre esferas de poder não devem, em uma democracia, ser baseadas em interesses partidários, eleitorais ou pessoais.
No entanto, a Justiça Eleitoral permite que o Presidente da República faça campanha para um candidato qualificando como verdadeira a parceria Lula/Cabral/Paes e publicamente vinculando parceria harmoniosa do governo federal com a prefeitura dependendo do prefeito que for eleito pela população.
A cada vez que vejo comercial que divulga o apoio do Presidente Lula à campanha de Eduardo Paes, me sinto ameaçada como cidadã e como eleitora.
Transcrição do Comercial:
Fala do Presidente Lula: "se você tem um Presidente da República e um Governador que estão estabelecendo uma harmonia extraordinária nas relações políticas e nas suas relações administrativas, é importante que a gente tenha um Prefeito afinado com essa harmonia."
Fala do narrador: "uma parceria forte por recursos para levar o PAC a mais comunidades e expandir a rede upa 24 horas a todos os bairros."
Fala do Presidente Lula: "por isso, Sergio Cabral, Eduardo Paes, estejam certos que da minha parte iremos trabalhar harmonicamente e iremos trabalhar fazendo verdadeiras parcerias porque o povo da cidade do Rio de Janeiro merece."
O Presidente parece tentar enganar os eleitores, pois Lula não pode afirmar que o candidato que não apóia não estará afinado com a harmonia já existente entre o governo federal e o governo estadual. O Presidente Lula não pode garantir que harmonia será preservada apenas pelo seu candidato - a não ser que Lula se recuse a estabelecer relações e parcerias harmoniosas com eleitos não apoiados por ele .
No comercial da campanha de Eduardo Paes, Lula afirma que "é importante que a gente tenha um prefeito afinado com essa harmonia", ou seja, fica claro que essa harmonia não é importante para a cidade ou para a população e sim para "a gente", pois que gente é essa senão eles mesmos, Presidente, Governador e candidato do Governador e do Presidente? Isso é democrático e legal, é moral e decoroso um Presidente da república se posicionar publicamente nestes termos?
Se o Presidente afirma que irá trabalhar harmonicamente com Sérgio Cabral e Eduardo Paes, podemos entender que Lula não trabalhará harmonicamente com governadores e prefeitos não apoiados por ele e seu partido? Se o Presidente classifica como verdadeiras as parcerias com o governador e o candidato a prefeito que apóia, então, são falsas as parcerias com governadores e prefeitos não apoiados por Lula e seu partido? Se o Presidente afirma que trabalhará fazendo verdadeiras parcerias porque o povo da cidade merece, Lula quer dizer que parcerias não verdadeiras são o que merece o povo da cidade que eleger candidato diferente do apoiado por ele?
O apoio do Presidente e do governador deve ser a prefeituras e não a prefeitos, deve existir independente de afinidade política, eleitoral ou pessoal. Lula é indecoroso e nos desrespeita ao condicionar recursos do governo federal à eleição de seu candidato a prefeito no Rio, essa condição pode ser interpretada como uma ameaça aos eleitores, aos cidadão e à democracia. Lula, como Presidente, tem obrigação institucional de se relacionar com representantes de outras esferas de poder eleitos democraticamente, e não pode se negar a investir no Rio se o candidato dele não for eleito pela população do Rio. E a justiça eleitoral não deveria permitir que o Presidente de nosso país se preste a esse papel de ameaçar os cidadãos do Rio ao condicionar recursos públicos aos seus interesses eleitorais.

Texto escrito por Beatriz Diniz, jornalista profissional, que trabalhou em 15 campanhas eleitorais (PMDB, PSDB, PT e PDT), e que acredita na vitória da cidadania na cidade do Rio

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu quero fazer a minha parte

Esse vídeo foi desenvolvido por uma amiga jornalista, Beatriz Diniz, visando a divulgar formas de melhor viver e respeitar o planeta. É uma campanha muito bacana.

O site dela tem outras campanhas, vale conferir: http://www.comunicacaoecidadania.spaces.live.com/

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Faço votos

Como a sincronicidade não falha, recebi ainda agora por email o texto de Anna Maria Ribeiro que reproduzo aqui. Serve de alerta e orientação aos que insistem em taxar o Gabeira de maconheiro e outras cositas más:

Faço votos para que os eleitores deste Rio de Janeiro tão lindo e tão maltratado percebam, neste segundo turno, que promessas e intenções declaradas em campanha só têm credibilidade quando respaldadas por uma história de vida. Qualquer um pode dizer "eu sou". Muito poucos podem dizer "eu fui". Da mesma forma o "eu vou fazer" diz muito menos do que o "eu fiz".

Faço votos para que os eleitores atentem para o fato inédito de um dos candidatos ter condicionado sua candidatura a uma carta branca que lhe permitisse escolher seus auxiliares - se eleito - por um critério de competência e não por indicações políticas dos partidos que o apoiaram. Tem sido assim, não é? E como resultado constatamos ser a incompetência ainda mais danosa que a corrupção.concorrendo ainda para que esta ocorra. Acreditem! Os prejuízos por ela causados são incalculáveis e seus efeitos perversos atravessam décadas.

Faço votos para que estudem com atenção as propostas deste candidato. Nelas não se faz presente o impossível nem as promessas vãs. Como exemplo: todos nós, é claro, ansiamos por segurança. Mas é possível garanti-la na esfera municipal? Claro que não. No entanto é possível a atuação da Prefeitura numa ação de inteligência que municie com informações valiosas àquelas esferas que têm por dever nossa proteção, possibilitando a adoção de medidas que não sejam meramente pontuais e conjunturais. Isto é prometer o possível. A recondução do Rio ao papel de capital cultural é mais que possível. Ações coordenadas nas áreas de educação, saúde, saneamento e infra-estrutura também são e se conduzidas com competência e pé no chão também terão impacto na área de segurança.

Faço votos para que observem neste candidato a ausência do ódio, do revanchismo, do vociferar, da postura histriônica quando em frente às câmeras e a presença da intervenção firme, corajosa e respeitosa com que sempre ocupou a tribuna ou participou de comissões parlamentares. Nunca jogou para platéia. Jogava para o Brasil. Como sempre o fez, desde muito jovem.

Faço votos para que pessoas como eu - velhas ou terceira idade se preferem - não se abstenham de votar. A Lei não nos obriga, é fato. Mas a gente deveria se obrigar, não é? Pode ser que não se veja pessoalmente o resultado, mas os filhos e netos verão. Não é assim construído o futuro? Conhecemos, ao contrário dos jovens, uma época em que existiam políticos mais sérios. Não eram exceções como este de quem vos falo. E, por que sabemos das coisas podemos dar o exemplo.

Vamos lá. Ainda é tempo.

Faço votos para que os eleitores não acreditem em milagres. Na esfera administrativa eles não existem. Os resultados quando existem são construídos pela competência, pela cultura, pela ética, pelo trabalho, pela união de esforços, pela disseminação do conhecimento, pela compaixão não piegas por este povo tão sofrido.

E se meus votos forem ouvidos teremos orgulhosamente Fernando Gabeira como Prefeito desta cidade maravilhosa que mais que merece melhores dias, não apenas por ser linda e mundialmente conhecida, mas por ser a nossa casa. E casa da gente é muito importante para que dela façamos uma entrega sem pensar.

Anna Maria Ribeiro, 78, é Analista de Sistemas e Roteirista

domingo, 5 de outubro de 2008

Estamos no segundo turno!!!

domingo, 28 de setembro de 2008

O Sopro da vida

Obituário
Aos 50 anos, morre regente Tina Pereira, da Pro Arte

Plantão Publicada em 24/09/2008 às 15h14m O Globo online
Antônio Carlos Miguel

RIO - Regente da Orquestra de Sopros Pro Arte, que, ultimamente, vinha apresentando um tributo a Egberto Gismonti, a musicista Tina Pereira morreu na manhã desta quarta-feira, em São José de Campos (SP), onde estava internada. Após estrear no Rio, na semana passada, e com um novo concerto em homenagem a Gismonti agendado para este sábado, dia 27, na Sala Baden Powell, a regente viajara para a cidade de Mirantão, em São Paulo, onde sofreu um aneurisma. Transferida para um hospital de sua cidade natal, São José dos Campos, onde seria operada, Tina, de 50 anos, não resistiu. Seu corpo será enterrado nesta quarta-feira em São José dos Campos. Formada em Educação de Música e Dança pelo Instituto Orff da Escola Superior de Música e Artes Dramáticas "Mozarteum", em Salzburg, Áustria, Tina estudou flauta com Lenir Siqueira, Carlos Ratto e Carlos Alberto Rodrigues. Integrou o duo de flauta e piano com o pianista e compositor Caio Senna, quando se dedicaram à pesquisa e execução de repertório contemporâneo para esta formação. Atuava como professora da Escola de Música Villa-Lobos, da UniverCidade, do projeto de formação musical Villa-Lobinhos, regente do Coral Infantil da Escola Sá Pereira e diretora musical da Orquestra de Sopros da Pro Arte.

O Sopro da vida
Não tem ainda sete dias que Tina morreu, mas rezo aqui minha própria missa: Tina era minha fada madrinha. Não fui batizada ao nascer e nos adotamos mútua e carinhosamente como fada madrinha e fada afilhada – fadrinha e fadaafi, para encurtar. Tinha outra fada afilhada, a Lulu.

Grande musicista e maestrina, Tina fez fluir o sopro da vida através das muitas flautas que colocou em mãos miúdas e mentes férteis. Hoje, grande parte de seus alunos propagam esse legado sendo também professores e músicos.

Tina gostava de natureza, tinha o dedo-verde, suas plantas eram as mais lindas e bem cuidadas. No natal, serviam de árvore um manjericão e uma romã, muito floridos, em anos diferentes, claro. Também gostava de poesia, de banho de rio, de prosecco e dos produtos da l´Occitane. Era uma exímia bordadeira. Organizou, com a amiga Tetê Amarante, uma cooperativa de bordadeiras em Lídice. Traziam ocasionalmente as peças bordadas para serem vendidas no Rio. Tinha pena de vender as mais criativas e “perturbadas”, então ela as comprava para si mesma, ou para dar de presente (sorte minha!). Tinha a voz doce e rouca e uma rara delicadeza, ria com facilidade.

Enfrentou com grande coragem e humildade os sobressaltos da doença e da morte do companheiro de muitos anos. Viúva, se permitiu amar de novo quando o amor lhe acenou com outra chance. Saiu à francesa, minha fada madrinha... saudades, Tinoca!

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”
Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A TPM e outros monstros

Todo mundo sabe que TPM é a sigla que descreve a tensão pré-menstrual, o estado de nervos causado por uma chuva de hormônios que assola a mulherada mais ou menos uma semana antes do início da menstruação.

A questão é: a TPM varia... alguns meses ela gera uma espécie de desamparo, uma vontade de chorar, uma supersensibilidade, uma pena de si mesma. Em outros, ela aparece na forma de raiva, irritabilidade, pavio curto, vontade de socar um. Em outros ainda, pode ser uma mistura das anteriores (Jesus!). Em outros, a menstruação vem, você acha que está tudo bem pois nem teve TPM e aí é que vem o blues, uma angústia maluca. Outro mês passa e você não tem TPM, nem pré, nem pós, e pode-se dizer que foi uma brisa. Não tem fórmula, o monstro tem mil faces. E há ainda meses em que não há nenhuma alteração de humor, mas o corpo em compensação fica combalido, um mal-estar, as pernas parecem pesar 100 quilos... e vamos levando.

Acabei de ler um email daqueles “quem entende as mulheres?” , e quero dizer o seguinte: homem também tem TPM, só que sem ter o ciclo ovulação/menstruação como base. A deles pode não ter ainda uma explicação científica do tipo alta ou baixa de testosterona, mas que eles têm variações estranhas de humor, ah, têm!

Mas, voltando à TPM feminina, alguns defendem a tese de que se trata de um luto físico, pois o corpo que vai menstruar não engravidou, um óvulo foi produzido e não foi fecundado, a vida se perdeu. Faz todo sentido, não acham?

TPM em 4 fases

Depois de publicar a postagem sobre TPM, um amigo me envia essa beleza de texto. Não pude resistir e publico aqui:

TPM em 4 fases
(procura-se a autoria para entregar o Nobel)
Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:


*Fase 1 - a Fase Meiguinha*
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal. Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas... Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que... - Merda, viu!? - ela rosna de repente. - Que foi? A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta. Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!' Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...

ADENDO DO LEITOR
P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!! ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO, E DAÍ?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sacos plásticos? não, obrigada!

Vou reproduzir aqui dados de um email que recebi a respeito das sacolas plásticas que tão cordialmente “ganhamos” nas lojas e supermercados:

Usamos anualmente cerca de um trilhão de sacos plásticos em todo o mundo;
Menos de 1% desses sacos é reciclado, pois é mais barato fabricá-los do que reciclá-los;
Um estudo de 1975 mostra que as embarcações lançam, por ano, aproximadamente 4 milhões de quilos de plástico nos oceanos;
Segundo a WWF, cerca de 200 espécies diferentes de vida marinha, incluindo baleias, focas, golfinhos e tartarugas, morrem depois de ingerir os sacos, que confundem com comida;
Isso, sem falar nas aves que são encontradas mortas com plástico no estômago ou enredando suas asas;
Os sacos plásticos se foto-degradam: se decompõe em petro-polímetros menores e ainda mais tóxicos, que acabam contaminando os solos e as vias fluviais.

Há leis em diversos países que proíbem a gratuidade das sacolas plásticas no comércio, ou regulam sua utilização com impostos. Segundo a BBC, a Irlanda foi o primeiro país europeu a adotar a medida (2002) e reduziu o consumo em 90%. Segundo a CNN, a China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos. Ruanda, Israel, Canadá, India, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul e Singapura também proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos. Cidades também podem criar leis próprias para a questão, como fez São Francisco, nos EUA.

Diante dos fatos, devemos, imediatamente, adotar medidas para banir a proliferação dessas pragas que são usadas por meia hora e levam mais de 1000 anos para desaparecer:
Ir às compras com uma sacola de lona ou nylon, carregar as coisas na própria bolsa;
Pressionar as autoridades locais, (aproveitando as eleições municipais), para que criem leis no sentido de fazer com que as lojas passem a cobrar pelos sacos em cada compra;
Os próprios mercados podem passar a ter uma caixa-depósito onde os sacos são devolvidos pelos clientes e reutilizados.
Dessa forma, estaremos criando maior consciência ecológica e educando as pessoas para aplacar a calamidade e evitar tanto desperdício. É urgente e tem solução.



foto: The Daily Mail

sábado, 30 de agosto de 2008

A importância de dizer não

Outro dia, conversando com um amigo, ele disse que tinha aprendido a dizer não. Aquilo me surpreendeu por vir dele, alguém que sempre considerei muito safo, nunca passou pela minha cabeça que ele pudesse ter dificuldade para estabelecer limites e simplesmente mandar um não bem mandado para quem quer que fosse... mas não é bem assim... por mais forte que se aparente ser, o não ainda é uma questão de aprendizado, treino e prática,.

São muitas as cobranças e as demandas desmedidas que merecem um belo não. Podem vir dos amigos, de um patrão, da família, de qualquer lugar. Se você tem filhos então, o não é uma prova de amor. Pode inicialmente acarretar em uma certa culpa... dá trabalho. Pode parecer mais fácil dizer sim e não desapontar a expectativa dos outros. Principalmente se estamos (ou fomos colocados) no lugar do bonzinho, do disponível. Os outros podem até se indignar quando saímos desse lugar tão cômodo para muitos.

Porém, dizer não é uma questão de sobrevivência. Mais cedo ou mais tarde todos teremos que começar a praticar. Se o mundo fosse um lugar onde todas as pessoas tivessem um alto grau de semancol e respeitassem umas o espaço das outras, o não nem seria tão imprescindível. Mas é. Temos que fazê-lo em prol da vida e da sanidade. Incrível como aprender a dizer não valoriza o nosso sim.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sobre o luto e a morte

Temos horror à morte e é até compreensível, posto que é a separação final, a derradeira. Parte de toda angústia humana tem a ver com separação e ela é a separação irrevogável. Mas uma coisa é certa: todos vamos, mais cedo ou mais tarde, nos deparar com ela – e não estou falando da nossa própria morte, a morte que se morre – falo da morte de entes queridos, a morte que se vive. Quanto mais vivermos, mais pessoas veremos morrer.

No tempo dos nossos avós, as pessoas morriam e eram veladas em casa, normalmente o caixão era colocado na sala da casa e velado por toda a noite, com choro, conversa, bebida e comida. As pessoas contavam casos da vida do morto, riam dos seus episódios hilários e choravam a sua partida. Só então o cortejo partia para o funeral. Hoje, morre-se mais nos hospitais e o velório praticamente não existe: no cemitério São João Batista, por exemplo, as capelas são fechadas às 22 horas por “motivo de segurança”. O morto fica lá sozinho, esperando os familiares voltarem para o enterro no dia seguinte (sem comentários).

No sétimo dia, os que são católicos celebram uma missa muito da impessoal, raramente alguém faz um discurso, toca uma música ou lê um poema em homenagem àquela vida que se foi. Aos que perderam uma pessoa amada, restam o silêncio, a solidão. Não é raro ouvir alguém falar de uma viúva ou um filho assim: “fulano tá ótimo, já até voltou a trabalhar”. Destituídos do ritual, perdemos o direito à celebração da pessoa que partiu, o direito ao luto. Não que eu ache que a vida não tenha que prosseguir – ela vai prosseguir – mas vai prosseguir melhor ainda se pudermos sentir o luto e sair dele. E para sentir o luto, precisamos poder falar sobre quem morreu, recordar histórias, rir e chorar, sentir o calor da acolhida de quem ainda está aqui, compartilhar a perda com outros que também amaram aquela pessoa. Assim, a morte tem o poder de unir os vivos.

Vai o luto e fica a saudade que volta e meia aparece precipitada pelo gosto de uma comida, por um cheiro, um sonho, uma lembrança. Nossos mortos estão vivos dentro dos nossos corações e das nossas memórias e só de fato morrerão de todo quando nós também tivermos partido. Eu sou a favor da volta do ritual, nem que seja um singelo almoço íntimo na saída do funeral... proponho uma festa (também íntima e singela) de sétimo dia.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Sol no mapa natal

No mês de Leão, uma homenagem ao astro-rei:
Força vital da galáxia e do mapa natal, o sol é um símbolo da nossa individualidade e auto expressão, uma fonte de energia e luz. O sol no mapa natal é como uma seta apontando uma direção na vida do indivíduo. Dizemos que somos daquele signo (signo solar), mas devemos de fato desenvolver conscientemente as qualidades desse determinado signo (e também das atividades relativas à casa do sol natal), pois representam algo vital ligado ao nosso potencial. Quando expressamos as qualidades do nosso sol, estamos contribuindo para o todo, como um instrumento que faz parte de uma orquestra. É a nossa capacidade de nos tornarmos quem somos e, é claro, servimos melhor quando somos nós mesmos. Psicologicamente, é o princípio da polaridade yang, masculina e ativa da carta natal, o animus, individuação, identidade, diferenciação.

Todo mapa natal conta uma historia: no princípio da vida, somos mais lunares, mais instintivos e indiferenciados. A lua indica onde e como somos afetados pelo meio, o sol indica onde e como afetamos o meio. O sol é o nosso herói, e o herói tem uma jornada a cumprir, o desenvolvimento da personalidade. Essa jornada começa com o nascimento. Em alguns momentos da vida, recebemos “o chamado para aventura”. Assim como o herói dos contos de fadas, receberemos ajuda e também teremos empecilhos e dificuldades (sabotadores, sombra).

O planeta regente do signo solar pode ser um grande aliado nessa aventura, é essencial que ele seja usado como instrumento de batalha. A batalha com o dragão (o lado de nós que deseja permanecer indiferenciado, que tem medo de mudar, de brilhar, medo de não ser mais amado, medo da solidão) é parte intrínseca dessa jornada. Essa solidão é sentida até encontrarmos a nossa orquestra, a nossa família espiritual. A carta natal pode indicar que planetas são nossos aliados na jornada, e que outros planetas sentimos como inimigos. Algum prêmio é obtido com a derrota do dragão, geralmente, algo que nos dá propósito, significado, que faz a batalha valer a pena. Ao desenvolvermos características solares, passamos a ter vontade e escolha. Há no entanto o perigo de nos tornarmos arrogantes ou dissociados do princípio lunar, dos nossos instintos e emoções. Essa dissociação é altamente destrutiva. Devemos buscar um equilíbrio entre os dois princípios:

“Ganhar liberdade das flutuações da natureza, das emoções, dos instintos e do meio é uma coisa, aliená-los é outra coisa. O ego ocidental não apenas libertou-se da Grande Mãe, mas lesou severamente sua profunda interconexão com ela. Essa ferida se ampliou, não apenas entre ego X natureza, mas entre ego X corpo” (Ken Wilber)

Referências literárias - Os Luminares, Liz Greene e Howard Sasportas

domingo, 3 de agosto de 2008

Rezando pra dar tudo certo

Mais do que rezando, mantendo uma atitude positiva...



Outra foto minha de grafite, denovo Fleshbeckcrew.
Coisa antiga, não tá nem mais lá... ainda bem que tem a foto, porque é lindo demais!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Os ditados populares

Gosto muito de alguns ditados, possuem um conteúdo de sabedoria, veracidade e às vezes humor, refletindo a nossa cultura e as nossas crenças. Surgiram ninguém sabe de onde e vão também sendo transmitidos assim, como um ensinamento que passa de geração em geração. Conheço pessoas que sabem vários, inventam outros e os utilizam muito pontualmente naquele momento em que nada poderia expressar melhor o seu pensamento ou conclusão sobre algo. Meu pai é um que sempre aparece com algum que eu não conhecia... Afinal, “pra bom, meia”!

Vou citar alguns dos meus favoritos:

Jacaré que não batalha, vira bolsa.
Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas.
A coisa é mansa, mas atropela.
Rapadura é doce, mas não é mole não.
Quem refresca cu de pato é lagoa. (perfeito!)
Passarinho que anda com morcego amanhece de cabeça para baixo.
Passarinho que come pedra sabe o cu que tem.

Quem diz que dinheiro não traz felicidade, tá fazendo compras no lugar errado.
A pressa passa e a merda fica.

Ações falam mais alto que palavras.
Quem dá muita bola, acaba levando chute.
Antes só do que mal acompanhado.

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. (esse é incrível!)
A união faz a força.
Melhor ter onde cair vivo do que morto.
É no chacoalhar da carroça que as abóboras se ajeitam.

Pra fechar, um trocadilho de boléia de caminhão, que não quer dizer nada, mas é fantástico:

Rosa reza e Mercedes benze.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A Lua no mapa natal

As pessoas normalmente falam o seu signo (posição do Sol) e o signo ascendente, deixando de fora o signo da Lua. Dizer onde está a lua no mapa natal entrega muito sobre quem somos intimamente... Em homenagem ao nome desse blog e à lua cheia do mês de aniversário dos cancerianos, aí vai um resumo sobre o significado dela no mapa natal:

O signo, aspectos e casa da Lua natal descrevem a fonte de nutrição mais básica do indivíduo, como ele é na intimidade, na sua casa, como foi seu passado, sua família, sua infância. Altamente ligada ao feminino (anima), representa o nosso lado yin, as necessidades emocionais, a sensibilidade e mutabilidade, energia receptiva, passiva, reflexiva que rege as nossas emoções e reações.

Por ser o “planeta” mais próximo da terra, a Lua completa seu ciclo zodiacal aproximadamente a cada 28 dias (ciclo menstrual), alterando, com seus ciclos, o fluxo das marés, os partos e concepções, e o plantio e colheita de alimentos. O corpo humano, à semelhança da Terra, é constituído por cerca de 80% de água, e está sujeito às “marés biológicas”, que resultam em mudanças de humor e transbordamentos da energia emocional. A influência da Lua sobre o comportamento humano tem sido objeto de muitas crenças e folclores (como o do Lobisomem). O termo “lunático”, por exemplo, descreve precisamente esse tipo de transbordamento emocional.

Na mitologia, a Lua é a Grande Mãe, representante do matriarcado. Deusas regentes do lar e da família, como Hera; da vida selvagem e das feras, como Ártemis; da fartura de alimentos, da fertilidade, e de toda a vida na Terra, como Deméter e Gaia; dos mistérios do útero, do nascimento e da morte, e, em sua face mais oculta ou obscura, deusas feiticeiras como Hécate ou Circe, ou mesmo Perséfone; todas deusas lunares. Representações lunares estão associadas às tríades, numa alusão às fases da lua, (a quarta fase sendo oculta). Tudo tem o seu ciclo: o impulso criativo, a vida familiar, os relacionamentos, a própria história. Tudo passa e volta a passar, como uma grande ciranda, e “não há nada de novo sob o Sol”, porque a Lua já fez tudo antes. As fases da Lua representam a vida orgânica em todo o seu ciclo: concepção, gravidez, nascimento, infância, puberdade, maturação, envelhecimento e morte.

É fácil idealizar a consciência lunar, até como contraponto a tanto poder destrutivo contra a natureza gerado por excesso de racionalidade e vontade (Sol). No entanto, é preciso trabalhar com os opostos em harmonia, pois o excesso de consciência lunar reprime o valor da expressão individual em prol da tribo, ou da família. Permanecer em consciência lunar significa não crescer, não se diferenciar, não se individuar. Muitos empregos estáveis e enfadonhos e relacionamentos insatisfatórios e sufocantes operam com o princípio lunar, sacrificando o crescimento do indivíduo pela segurança que provêm. Por outro lado, dá para se ter um panorama do que acontece quando somos de tal forma dissociados da nossa ligação com a Lua (anima) que negligenciamos as necessidades do corpo e, num plano mais coletivo, depredamos a Terra e destruímos a natureza. Sem os cuidados necessários, adoecemos.

Ter consciência dos nossos conflitos e nossas necessidades ajuda demais a estabelecer uma melhor relação com a nossa “criança interior”, principalmente se nos tornarmos a “Grande Mãe” responsável por ela, cuidando para que esteja minimamente nutrida; sem depositar no outro a responsabilidade total de cuidá-la. Afinal, a Lua é, fisicamente, cheia de crateras e não há relação íntima, emprego ou o que seja que possa cuidar do preenchimento de todas elas.

Referências Literárias:
Os Luminares – Liz Greene e Howard Sasportas
Ciclos Astrológicos e Períodos de Crise – John Townley

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ele simplesmente não está a fim de você

É o título de um livro escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccilo, ambos roteiristas da série Sex and the City, publicado aqui pela editora Rocco. Como se pode notar pelo título, o livro é um verdadeiro balde de água fria naquelas mil e oitenta desculpas que as mulheres costumam dar para o descaso dos homens que dizem que vão ligar e não ligam (nem atendem as ligações), também pra aqueles que vêm com um papinho do tipo “não estou preparado pra ter um relacionamento agora” e “você é uma mulher muito legal mas, blá blá blá” (pode preencher o blá blá blá com sua imaginação).

Ouvi falar desse livro há uns quatro anos, mas só o comprei uns dois anos depois. Estava conversando com uma amiga sobre esses assuntos, entramos numa livraria e, munidas do livro, sentamos em um café. Demos muita risada folheando juntas e lendo uma para a outra a cartilha de Greg e Liz. Nos identificamos, identificamos amigas, e, em alguns trechos, era rir para não chorar da perda de tempo que determinadas relações podem ser.

O livro traz relatos de inúmeras mulheres que sofrem por não ter dos homens a atenção merecida, seguidos da opinião de Greg, que detona o auto-engano, rasgando em pedacinhos o véu da ilusão. Apesar de não concordar piamente com Greg no capítulo sobre traição por achar que é radical demais, a verdade do livro é inegável.

Se enganar, assim como ser enganada, rejeitada, ou tomar um olímpico pé na bunda, faz parte da trajetória de todo mundo que se aventura no amor. O problema não é entrar numa roubada, (isso é normal): o problema é insistir nela, não mudar de padrão. Se por acaso você estiver investindo sua energia em uma relação com alguém que você acha que, no fundo, gosta de você, mas que contradiz a sua teoria em todas as atitudes, leia o livro. Saia já do auto-engano e valorize-se!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Nos muros

Agora que desabafei falando das grades, vou falar do que me deixa feliz: os muros grafitados. O grafite é a tatuagem transitória da cidade. Traz cor e vibração para onde havia apenas um muro. Passam os carros, os ônibus, as pessoas e lá está a arte fora do museu, pra todo mundo ver. Presto a maior atenção, adoro!


grafite: FLESHBECKCREW foto: Adriana Pinheiro

Atrás das grades

Sei bem o quanto esse papo de segurança pública é batido e até chato, mas preciso falar das grades dos prédios e do quanto elas me oprimem. Não lembro bem quando foi que isso começou, mas deve ter sido no início dos anos 90: eu estava morando fora do Rio e vim passar férias aqui, de repente percebi que os prédios da rua Prudente de Moraes estavam todos gradeados, com raras exceções. “Que tristeza”, pensei, “agora somos nós que vivemos atrás das grades”. Nunca morei na Prudente de Moraes, mas foi lá que tive o baque. Aliás, tenho a sorte de ter sempre morado em prédios que não aderiram à moda das grades. Sorte é forma de falar, porque houve uma antiga síndica que quis gradear o prédio onde moro, mas não conseguiu maioria na votação, amém.

Não estou nem falando daquelas grades de ferro antiguinhas, que têm um acabamento em arabescos ou setinhas, falo daquelas horrendas de alumínio, ou sei lá que material é aquele, são tubulares e grosseiras, horrendas é bem o termo. Agora mesmo, perto aqui de casa, tem um prédio trocando a grade antiguinha por uma dessas “mudernas”, um horror. O que me intriga é: será que as pessoas se sentem mais seguras assim? Devem achar que sim, de outro modo a empresa que fabrica essa grade já teria falido há tempo. Quem serão os “gênios” que ganham grana fabricando essa porcaria? Porque, na real, se os bandidos quiserem entrar, acho que entram com grade de alumínio acobreada e tudo.

É uma baita inversão de valores viver atrás de grades, como bichos acuados e tristes, enquanto a violência e a impunidade andam soltas por aí. Moramos numa cidade linda e sitiada. Devagar, sem percebermos, vamos nos conformando, nos limitando cada vez mais... não ando na Lagoa de bicicleta à noite sozinha, isso também me entristece, mas seria “conduta de risco”. Outro dia li no jornal que uma moça foi dar queixa por ter sido assaltada na Lagoa e o delegado, ou alguém da delegacia, passou um sermão nela, tipo, “o que a senhora queria? Andando ali naquela hora?” Vamos assim vivendo atrás das grades, dos vidros escuros e dos blindados. Não gosto nem de pensar onde isso vai parar, mas penso na música do mestre Cole Porter, Don´t Fence Me In, e peço para não nos iludirmos com a falsa sensação de segurança que uma grade pode trazer, peço para estarmos cercados de menos conformidade.

foto: Rodrigo Romano

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Pra quem gosta de Sex and the City e foi ver o filme

Gosto muito do seriado, com exceção do último capítulo que achei um dramalhão sem par. Mas no todo, me diverti demais com as aventuras das quatro amigas em NY. Acho que havia leveza, veracidade e humor na abordagem das questões das mulheres, suas vidas e relacionamentos amorosos.

Quando estreou o filme, fui logo ao cinema. Fui feliz, como quem vai reencontrar velhas e boas amigas. Até posso dizer que gostei do filme, tipo razoável, mas a verdade é que fiquei chocada com o machismo do roteiro. Vou enumerar:

Carrie: só pensa no casamento. De repente, uma mulher independente e inteligente fica obcecada pela cerimônia, esquecendo de perguntar ao companheiro o que ele gostaria. (Até aí, tudo bem, afinal, o roteirista precisa de uma trama...) Tudo acaba lindamente “sonho dourado” com Big a pedindo em casamento de joelhos num closet (argh!).

Miranda: vivendo um período desvitalizado na relação, essa fica irredutível diante da confissão de uma única pulada de cerca do Steve e se separa. Mas, como ainda se gostam e têm um filho acabam juntos, final feliz.

Charlotte: feliz, feliz, mais feliz ainda de finalmente ter um bebê biológico, lógico!

Samantha: essa então, pelo amor de deus... o que é que fizeram com a Samantha? Tudo bem que ela estava tendo dificuldades em orbitar o tempo todo em torno do marido, isso é mesmo muito chato pra qualquer mulher que se preze. Tudo bem que ela estivesse atormentada pela tentação do vizinho garanhão... mas terminar sozinha, jogando fora o vínculo construído tão lindamente por ela e Smith? Francamente... Quer dizer que a melhor forma de encarar as dificuldades de uma relação, em se tratando de uma mulher assumidamente independente e fogosa, é cair fora dela?

Moral da história (e põe moral nisso): mulher quer casar de véu e grinalda, mulher não perdoa escapulida do marido, mulher quer ter filho que saia da própria barriga, mulher fogosa tem mais é que ficar sozinha. Bonito, os americanos são mesmo um show em matéria de caretice!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

As festas juninas e os rituais pré-cristãos

Desde os primórdios, o homem observou a natureza e as mudanças climáticas, constatando que o sol, em quatro determinadas épocas do ano, nascia e se punha em pontos diferentes do horizonte. Assim o calendário celta, por exemplo, determinou os dois solstícios e os dois equinócios, marcando o início de cada uma das quatro estações. Os equinócios marcam a chegada do outono e da primavera, têm dias com a mesma duração e eram comemorados com festas diurnas. Os solstícios, comemorados com festas noturnas, marcam a chegada do verão (dia mais longo do ano) e do inverno (noite mais longa do ano), nos dias 21 e 22 de junho, verão no hemisfério norte e inverno no hemisfério sul, e 21 e 22 de dezembro, inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul. Os solstícios de verão e inverno sempre foram comemorados com diferentes rituais agrários em celebração ao sol, portanto, festas do fogo.

O solstício de verão do hemisfério norte, um festejo junino, marca o início das colheitas, uma festa dedicada à fertilidade do solo e à proliferação da vida. Há uma infinidade de crenças e ritos que envolvem a noite do solstício de verão: fogueiras, dança, jogos, e muita comida. Era costume as mulheres dançarem nuas pelos campos na véspera do solstício para assegurar a colheita do ano seguinte. Acreditava-se também que tudo aquilo que fosse sonhado, desejado ou pedido nessa noite se tornaria realidade. Tratava-se de uma noite mágica, repleta de significado e esperança, onde era possível fazer pedidos ou prever o futuro: as moças faziam advinhações para saber com quem iriam casar, os rapazes pulavam as fogueiras evocando a fertilidade e a fartura da colheita. As cinzas das fogueiras eram posteriormente espalhadas nos campos para proteger as plantações. Também costumavam banhar-se em rios, cachoeiras e fontes, no intuito de purificação e fertilidade. As ervas tinham um destaque especial nessa data, pois suas propriedades curadoras eram consideradas ainda mais fortes se colhidas nessa noite mágica.

Essas celebrações atravessaram os séculos e hoje dão lugar a ritos religiosos que ainda remetem aos rituais pré-cristãos. O catolicismo celebra o nascimento de São João (o arauto de Cristo) no dia 24 de junho e o de Jesus Cristo no dia 24 de dezembro, exatamente junto com os solstícios. Também no catolicismo, São João é associado às fogueiras, pois foi acendendo uma fogueira no alto de uma montanha que sua mãe Isabel avisou à Maria que seu filho havia nascido. Há lugares onde até hoje a imagem de São João é banhada em um rio nesse dia, para que o santo renove as suas forças e abençoe tudo o que se relaciona com as águas e com os homens.

Trazida pelos portugueses, a festa foi logo incorporada no Brasil, onde comemos derivados do milho, da mandioca e do coco. Ao festejar São João, com fogueira, quadrilha e comidas típicas, continuamos, mesmo que inconscientemente, cultuando a fertilidade, a fartura e perpetuando o contato com a natureza. É uma celebração da vida. Anarriê!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Quiabinho crocante

Essa receita me foi passada pelo amigo Guilherme Secchin, que além de artista plástico, é também talentosíssimo na cozinha. É um jeito de quem não gosta de quiabo passar a comer esse legume tão apreciado na culinária indiana.

1 kg de quiabo
2 colheres de chá de curry em pó
azeite de oliva para regar

Depois de lavar o quiabo só com água, corte fora o chapeuzinho dele e descarte. Fatie o quiabo em rodelinhas não muito compridas (menos de 1 cm). Coloque numa assadeira, polvilhe o curry e regue com o azeite de oliva. Leve ao forno por mais ou menos 1 hora, dando uma revirada nele de vez em quando com a colher de pau, até ver que está ficando crocante. Quanto mais desidratado ele fica, mais crocante será.

Pode ser servido com arroz ou mesmo como parte da salada. É fácil e delicioso! Ah, rende pouco...


PS- Guilherme falou que esqueci de dizer que tem que secar os quiabinhos depois de lavá-los!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Texto do rabino Nilton Bonder

Fiquei encantada com esse texto do rabino Nilton Bonder que recebi de uma amiga por email e, como pareço estar numa pausa de inspiração, resolvi publicá-lo:

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.


Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado.

Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Futebol e astrologia - fantastique

No blog Planeta que Rola do O Globo Online, Marcelo Alves assina um artigo de 2 de junho falando das excentricidades do treinador da seleção francesa de futebol, Raymond Domenech. Aparentemente, o treinador é um aficionado da astrologia que leva em consideração os signos dos craques ao fazer sua escalação. Até aí, tava achando o treinador chique no último... só de admitir gostar de astrologia e não se importar com os inevitáveis deboches, o cara já merece meu respeito.
Segundo a matéria, Domenech não escala jogador escorpiano nem que a vaca tussa... o que faria dele um verdadeiro bobalhão por deixar de dar oportunidades a jogadores do signo de Pelé, Maradona e Garrincha*. Gente, isso seria preconceito astral! Como assim escorpiano não pode jogar? Admito que são seres intensos, que podem até ser um tanto obsessivos, tanto para treinar, como para emburacar numa jaca qualquer da existência... mas descartá-los? Achei que Domenech fizesse os mapas dos jogadores para entender melhor seus pontos fortes e fracos, para melhor orientá-los. Pode ser que seja isso e que a mídia esportiva tenha o transformado numa espécie de bobalhão esotérico do futebol. Não acredito que Domenech simplesmente barre os escorpianos, afinal, podem ser jogadores implacáveis, sagazes, talentosíssimos – a pequena lista de exemplos fala por si! Dunga não faria uma coisa dessas... primeiro, por aparentemente não ligar a mínima para astrologia, segundo, por ser ele mesmo um escorpiano.

Mais adiante na matéria, Domenech diz ficar de olho vivo ao escalar zagueiros leoninos, pois teme que “cedo ou tarde tentem alguma coisa idiota”. Leoninos podem mesmo querer aparecer desenvolvendo jogadas individuais, o que é um grande risco para um jogador de defesa... Bom lembrar que futebol é um jogo de espírito de equipe (qualidade do signo de Aquário). Atenção treinador, arianos também podem se destacar em jogadas individuais, pois são fominhas em campo e têm pavio curto, mas costumam ter excelente arrancada e chutes que são verdadeiras bombas. Como em tudo o mais, cada signo tem seus defeitos e seus méritos.

Bem, voltando ao treinador, que por sinal é aquariano, Raymond Domenech não deve ser tão tolo assim, com seu método eclético, convenceu três veteranos em vias de aposentadoria – Zidane, Thuram e Makelele - a integrarem mais uma vez o time e assim levou les bleus à final contra a Itália na Copa de 2006.

Por conta dessa história, saí pela Internet pesquisando as datas de nascimento de craques atuais e de outros tempos, daqui e de outros países. Não consegui os horários, segue então uma lista curiosa dos signos dos jogadores:

Áries: Rivaldo, Luisão, Emerson, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Edmundo, Bobby Moore , Baggio, Makelele

Touro: Lúcio, Gilberto, Kaká, Dodô, David Beckham

Gêmeos: Cafu, Ricardinho, Cris, Elano, Vagner Love, Paul Gascoine

Câncer: Cicinho, Zé Roberto, Carlos Alberto, Riquelme, Messi, Platini, Zidane, Fabien Barthez

Leão: Thierry Henry

Virgem: Alexandre Pato, Julio César, Denílson, Deco, Beckenbauer

Libra: Gilberto Silva, Dida, Ronaldo Fenômeno, Roque Junior, Falcão, Paolo Rossi, Trezeguet

Escorpião: Pelé, Maradona, Garrincha, Luis Fabiano, Fred, Robert Pires, Van Basten, Luis Figo

Sagitário: Gary Lineker, Passarella

Capricórnio: Rivelino, Jairzinho, Marcelinho Carioca, Thuram

Aquário: Robinho, Adriano Imperador, Tostão, Juninho Pernambucano, Juan, Cristiano Ronaldo, Rogério Ceni, Sócrates, Romário, Batistuta, Patrick Vieira

Peixes: Diego, Vampeta, Thiago Neves, Zico


* há dúvida sobre o signo de Garrincha: em alguns registros, a data de nascimento do saudoso jogador é 18 de outubro, o que o faria libriano, em outros, consta como tendo sido dia 28 de outubro, caso no qual ele seria de Escorpião.







Link do artigo: <
http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/post.asp?t=domenech_suas_manias&cod_Post=105829&a=419>

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Vulgo "inferno astral"

É popularmente conhecido como inferno astral o mês que antecede o aniversário de cada um, (por exemplo, se uma pessoa nasceu dia 15 de setembro, seu inferno astral começaria em 15 de agosto). Particularmente, acho o termo “inferno” muito infeliz e vou tentar aqui explicar porque.

Todos os anos, (no dia anterior, no dia exato ou no dia seguinte ao nosso aniversário), o Sol volta para a posição zodiacal onde estava no ano em que nascemos, o que é chamado de "revolução solar". O aniversário marca, portanto, o fim do ciclo solar de um ano e o começo de um outro ciclo de um ano, um novo ano, um reveillon particular. Deixamos de ter uma idade para ter outra, é um rito de passagem. Costuma-se celebrar essa data, (lembrando simbolicamente o nosso nascimento), dando boas-vindas ao novo ano de vida com família, amigos, música, comida, bebida, dança, enfim, com um pequeno ritual.

O inferno astral seria, então, o mês que marca o fim de um ciclo, um período de morte do velho ano que deveria ser usado para uma reflexão. Reflexão é algo que exige certa introspecção, um pouco de paz para podermos fazer um balanço do ano que acaba, e também um pouco de serenidade para pensar sobre nossos planos para o ano que começa... será que há planos?

Como no reveillon, há aqueles que decidem que vão ter um filho naquele ano, outros, decidem malhar mais, outros, que vão procurar um novo trabalho ou aprender um novo idioma, e há resoluções menos objetivas, mas não menos importantes, como ser mais tolerante, ouvir mais, dedicar mais tempo a um ente querido... a lista é infinda. Também não precisa ser o mês anterior ao aniversário para decidirmos algo novo... pode ser qualquer dia...o importante é olhar para esse mês chamado (a meu ver, injustamente) de “infernal” como uma chance de analisar e também valorizar a vida.

PS - Num tempo onde envelhecer é tão mal visto, desconfio que o termo deva ter sido inventado por alguém que não gostava nem um pouco de ficar mais velho, daí o “inferno”! Porém, envelhecer é exatamente o que acontece quando dá tudo certo e a gente continua vivo...

sábado, 31 de maio de 2008

A inveja e a cobiça

Estive pensando sobre a inveja nessas últimas semanas, tudo por causa de uma desvairada que, num ímpeto frívolo, deu em cima do marido alheio (e foi até muito mal sucedida na empreitada). Me espanta a burrice de determinadas pessoas e, nesse caso em particular, me dá raiva dessas mulheres, pois são elas quem dão conteúdo à comentários machistas do tipo “mulher não é amiga de mulher, os homens são muitos mais amigos... tal e tal”. Isso nos leva de volta ao pensamento católico de que a mulher é a precursora de todo o mal, uma verdadeira enviada do demônio... Precisamos lutar para corrigir esse pensamento absurdo a todo custo, mulheres são leais e solidárias amigas, capazes de ajudarem umas às outras nos momentos mais críticos. A inveja não é exclusividade do sexo feminino, é um sentimento que também corrói os homens. Não é à toa que é um dos pecados capitais.

Sempre achei que a inveja fosse uma espécie de prima pobre e feia da admiração, afinal, ninguém inveja o que não admira. Mas, numa breve pesquisa no Google, vi que eu confundia inveja com cobiça. Segundo Zuenir Ventura: “A inveja não é querer o que o outro tem (isso é cobiça), mas querer que ele não tenha, é essa a grande tragédia do invejoso.”

Na mesma pesquisa, encontrei um texto chamado Dialética da Inveja, de Olavo de Carvalho, publicado na Folha de São Paulo em 26 de agosto de 2003. Transcrevo aqui o primeiro parágrafo:
“A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível, mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.”

É natural sentir inveja vez por outra, afinal, é um sentimento como qualquer outro e faz parte da vida. Não estamos aqui para sentir apenas o que é politicamente correto ou conveniente, mas não podemos nos deixar dominar. O invejoso é aquele que se avalia sempre desfavoravelmente em relação ao outro. Deveria cultivar um pouco de amor próprio para descobrir que cada um tem seu brilho, sua trajetória. Olhar para aqueles a quem admira e buscar desenvolver aquelas qualidades ou habilidades em si mesmo... ou simplesmente se ejetar para outra galáxia!

domingo, 18 de maio de 2008

A nova família

Outro dia estava em uma festa de aniversário quando o assunto cambou para o fato de reis e rainhas não viajarem no mesmo avião que seus herdeiros, pois em caso de acidente, o país ficaria sem monarca. Foi quando uma amiga disse: "taí a vantagem de filhos de pais separados: eles nunca vão perder pai e mãe em um mesmo acidente!" Inicialmente, todos acharam graça, mas dali por diante, começamos a enumerar os ganhos da criança de pais separados, e ao contrário do que se pensa, eles existem.

O divórcio marca o fim de um casamento, não o fim da família. É natural que inicialmente as coisas fiquem um pouco confusas até que todos tenham se adaptado à nova condição. O essencial para os filhos é não virarem moeda de troca, não serem postos no meio da briga. Que os pais se tratem com um mínimo de civilidade e não fiquem falando mal um do outro. Se há mágoas, que essas sejam trabalhadas com amigos e terapeutas, não com as crianças. Filhos querem poder estar com pai e mãe em datas importantes, como aniversários e apresentações do teatro da escola, sem que o fato estarem todos em um mesmo lugar seja motivo de tensão e conflito.

Quando os pais recasam, as famílias crescem, o filho passa a ter mais referências, mais pessoas a quem recorrer, a quem amar. As famílias ganham agregados, novos tios, avós, graus de parentesco tão novos que não há termos em nossa língua para designá-los. Usamos "avô-postiço" e "tio-emprestado", mas o "postiço" e o "emprestado" já estragam um pouco o vínculo. Meu pai, por exemplo, tem quatro filhos de outros casamentos e nunca os apresento como "meio-irmãos", refiro-me a eles como irmãos simplesmente, e quando tenho que explicar, prefiro dizer que são meus irmãos por parte de pai, acho mais simpático.

Temos muito o que aprender sobre a nova família, por isso recomendo a todos o livro DUAS CASAS E UMA MOCHILA que a terapeuta de família Sonia Mendes lança no próximo dia 25. Tenho certeza que o livro vai ajudar muitas crianças e pais a viverem melhor esse momento tão conturbado da separação.