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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Simpatia é quase amor

Não me refiro ao simpático bloco que assola as ruas de Ipanema nos dias de Momo, mas de fato à simpatia que pessoas dispõem no trato umas com as outras. Li recentemente uma tese de um estudante de psicologia da USP que se disfarçou de gari por 20 dias para provar que existe algo tenebroso chamado de "invisibilidade social". Ao ser gari, ele não era sequer cumprimentado pelos trocentos estudantes que cruzavam com ele diariamente no campus.

A tese do rapaz me fez pensar no zelador, no vigia, no motorista de ônibus, no ascensorista, enfim, naqueles que nos prestam serviços básicos no dia a dia e que, óbvio, merecem um bom dia/boa tarde/boa noite, e os mágicos "por favor" e "muito obrigado". É uma questão de cortesia, simpatia e educação.

A tal "invisibilidade social" é consequência direta da arrogância e da falta de simpatia. Tem coisa mais insuportável do que gente antipática? Pode reparar, quem é bonito e simpático fica ainda mais bonito, quem é feio e simpático fica, no mínimo, interessante, porque beleza é algo que se tem na vitalidade do olhar. O antipático é o feio mais feio que existe, porque tem feiúra na alma. Vou adaptar a frase do poeta Vinícius de Moraes para enriquecer essa postagem: que me perdoem os feios, mas simpatia é fundamental.



foto: Celso Pereira http://www.celsopereira.com.br/