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sábado, 3 de agosto de 2013

Liberdade para as borboletas

Tenho pensado muito sobre a postura das mulheres. Falo daqui do Rio de Janeiro, mas creio estar falando do Brasil como um todo, um país que se diz católico, talvez neo-evangélico. Duas doutrinas que repreendem e amarram terrivelmente o feminino. No catolicismo, a santíssima trindade é pai, filho e espírito santo. O feminino é excluído ou retratado aos pedaços: Maria, a virgem, é mãe e santa, Madalena, a prostituta. Creio que a grande maioria das mulheres esteja em algum lugar do meio nessa pobre e indigesta composição. As igrejas trabalham pelo enfraquecimento da mulher, suas escolhas e liberdade de ação.

De muito pouco vale que hoje sejamos chefes de família se não mudarmos a postura machista de submissão sem consciência ou visão, onde a repressão passa a vir das das próprias mulheres para com suas semelhantes, filhas e irmãs. O machismo é assim perpetrado de geração em geração. Triste. Uma atitude sombria e arrogante. Irônico que ao olhar para países muçulmanos, por exemplo, essas mesmas mulheres se digam horrorizadas com as mortes por apedrejamento, as burcas, a remoção dos clitóris... Quando, no simbólico, estão, elas mesmas, escondidas atrás de burcas da hipocrisia, apedrejando com severas críticas, julgamento e superioridade as que tentam se libertar e ter voz, repreendendo todo o tempo o prazer da outra. É nesse lugar da repressão simbólica, em nome da sociedade, da moral e dos bons costumes, que está a mulher brasileira.

Não quero ofender a fé de ninguém, trata-se de uma questão tão arraigada que é difícil crescer aqui e buscar alguma outra percepção. Todas já sentimos na carne a dor do preconceito e da submissão. A autoanálise é fundamental para o processo de vida, saúde e evolução do feminino. Chega de submissão e repressão, sinceramente. Meu amigo, o astrólogo Marcos Kolker observou: "A primeira forma de opressão que se conhece na sociedade é a do homem sobre a mulher. Engels dizia isso.Tirar o direito das mulheres e tirar o direito sexual de uma pessoa é fascismo, e é a raíz das tiranias e opressões!" 



É preciso estarmos atentas sempre aos nossos atos, posturas e palavras, se quisermos, um dia, caminhar para fora dessa armadilha letal.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Vamos fugir, deste lugar, babe!

Mulherada querida do meu Brasil, sei que o momento é político e de luta, mas como cupido nunca descansa nos anseios dos corações e almas femininas, aqui vai um guia-manual rápido e prático. Uma listagem de tipos dos quais devemos fugir com toda presteza e decisão.

Há sim, homens maravilhosos por aí, mas os tipinhos abaixo são o que minha sábia avó chamaria de pura perda de tempo... Sei também que faz parte da vida ter tido pelo menos dois deles no currículo, afinal, a gente não nasce sabendo... O que passou, passou e que sirva de experiência. Bola pra frente. O intuito da lista é alertar e evitar futuros desastres que podem, e vão, machucar mais ainda o seu lindo e bondoso coração. Sei que não é bonito rotular e classificar as pessoas, mas quem resiste?

Atenção! Modo de usar:  Os tipos classificados abaixo não são auto-excludentes, ou seja, há os que conseguem pertencer a mais de uma categoria ao-mesmo-tempo-agora! E, se você já está irrevogavelmente apaixonada e envolvida com um deles, não se desespere, tudo passa!

1 - O ESPORTISTA - esse te dá o maior mole, lança frases de efeito que fazem sua cabeça pirar por dias e noites! Tudo indica que ele está caidinho por você, e que vai rolar em breve, mas ele caça por esporte, amor. Tudo não passa de um teste pra ver se você é ou não receptiva ao seu charme quase irresistível. Na hora da finalização, ele dá uma de Sergio Ramos, aquele jogador da seleção espanhola que chutou o pênalti pra fora... Em suma, melhor sumir!

2 - O SABONETE - esse, todo mundo conhece pelo menos três... Tem muita coisa em comum com o tipo esportista, com a vantagem de que consegue finalizar. Pode até ser um bom PA.  - Se você não sabe o que é um PA, pergunta pra uma amiga mais sagaz. - Mas a serventia é essa e não passa disso. Ele muda de forma e escorrega sempre... Some e reaparece, tem super poderes! Ok, não precisa fugir dos sabonetes, mas se não sabe brincar, não desce pro play!

3 - O SISSI KING - esse bofe se sente: se acha a última coca-cola do deserto, o último biscoito do pacote, a bala que matou Kennedy. Ui que preguiça! Merece ser colocado no banco dos reservas por tempo indeterminado pra ver se volta com um textinho remodelado, mais humilde e coerente. Atenção, nunca elogie ou dê muito mole pra esse tipo pois você só está contribuindo pra sua sissizice atávica e, o que é pior, enfraquecendo o nosso lado.

4 - O MAL CASADO - Vixi, piorou... esse faz a linha coitado, vítima de um casamento horrível, muito infeliz, uma megera monstra com quem ele "não tem mais nada há anos" costuma ser a mãe dos filhos que ele ama perdidamente... Geralmente se dá superbem e descola uma amante de primeiríssima, sempre pronta a lhe agradar, com vocação para salvadora da pátria. Se está envolvida com um desses, busque terapia, ou também pode sentar e esperar ele separar da monstra mocréia pra ficar com vocêzinha, só não prende a respiração!

Queridas, há outros tipos perigosíssimos no mercado, como o aproveitador, o encostado, o drogado, o tirano e o recalcado, mas desses eu não quero nem falar! Corra, Lola, corra!
 E lembre-se:


beijos e boa sorte

domingo, 12 de maio de 2013

Momento deusa - receitinha

Quando foi a última vez que você tirou um momento relax para cuidar de si? Não falo da obrigatória faxina: depilação, unha, cabelo, isso não tá contando.... Falo de um momento exfoliação, beleza, beauté: banho ou escalda-pés e tratamento facial, um tempo de qualidade entre você e vocêzinha. Banhos e escalda-pés são que nem pipoca, podem ser sal ou doce. Vale uma bacia com água quente e sal grosso para megulhar os pés num dia em que esteja particularmente cansada, precisando reabastecer. Só essa mistura seguida de toalha, creminho hidratante e uma meia nos pés já faz muito bem, pode até te salvar de um resfriado.

Agora, se quiser um milagre, invista num vidro de 10ml de óleo essencial de lavanda ou lavandim, que é um pouco mais barato - os de uma boa procedência custam entre 40,00 e 60,00 reais o vidrinho - e duram muito tempo pois apenas 3 gotas são necessárias para um escalda-pés, por exemplo. Se na sua casa tiver banheira, meio caminho andado para a glória, você tem um mini spa! Inspire-se. Vamos criar um clima. Ponha uma música deliciosa para tocar, eu amo e recomendo a trilha original do filme Chocolate, mas todo mundo tem lá sua trilha favorita... Acenda umas velas no banheiro. Encha a banheira com água quente e pingue, na hora que for entrar, umas 6 ou 8 gotinhas de óleo essencial de lavanda ou lavandim.

Enquanto a banheira enche, vá até a cozinha e prepare numa cumbuquinha ou xícara uma mistura de 1 colher de chá de açúcar para 2 de mel, misture e leve com você para o banheiro. Quando estiver feliz e contente no seu banho e já tiver molhado o rosto com a água quentinha,  passe a mistura exfoliante no rosto, fazendo movimentos circulares com as pontas dos dedos, com carinho pra não arranhar. Depois de um tempinho enxague o rosto com a água de lavanda do banho para retirar a máscara "mamãe passou açúcar ni mim". Essa mistura de mel com açúcar também pode ser usada para exfoliação corporal, aí sugiro que acrescente uma colher de azeite extra virgem na mistura, muito boa para a circulação e para a maciez da pele. Passe no corpo também em movimentos circulares e simplesmente enxague depois. Como a superfície do corpo é bem maior, melhor dobrar a quantidade de mel e açúcar. Esse banho é sem sabonete, tá?

Azeite de oliva extra virgem não é bom-bril mas tem mil e uma utilidades. Depois da exfoliação facial e de ter enxugado o rosto, coloque um pouquitito na palma da mão e passe no rosto - bem pouquinho mesmo, tipo meia colherinha de café. Pode passar sem medo. Sua pele recém exfoliada vai sorver todos os nutrientes puríssimos do azeite e, garanto, vai ficar radiante e cheia de viço, parecendo que você fez um tratamento caríssimo ultra master plus moderno a laser. Se sua pele for oleosa, pode depois do azeite lavar o rosto com água morna, depois fria. E pronto. Eu, deixo o azeite trabalhar, só lavo o rosto no dia seguinte de manhã. Se não acredita em mim, pode pesquisar as propriedades do azeite de oliva extra virgem.

Ainda depois do banho, momento hidratação: beba muita água ou um chá de jasmim, camomila, erva doce, cidreira ou hibisco.
Vista uma roupa confortável e tenha bons pensamentos. Antes de dormir, uma gotinha de óleo essencial de lavanda no travesseiro garante bons sonhos e um sono tranquilo.
Um pouquinho de amor próprio é tão bom, faz tão bem...  e custa tão pouco!



para se inteirar sobre cosméticos naturais, visite Maison Pi

sábado, 15 de setembro de 2012

50 tons - preto no branco, cores berrantes e aquarelas

Acabo de ler o primeiro livro da trilogia de E L James, Cinquenta Tons de Cinza. O livro, que virou o hit do momento, segundo uma amiga minha, o "Harry Potter da mulherada", é um mergulho no erotismo, o que já torna a leitura instigante e interessante. Afinal, qualquer coisa que desperte a chama e nos faça explorar um pouco mais a sexualidade é em si um tônico. Já tô no 2!

Como recém li o Intimidade, da antropóloga Mirian Goldenberg, alguns conceitos dela me vêm à mente. O primeiro deles é o nosso desejo intrínseco de agradar ao parceiro. Queremos agradar, nascemos para agradar, nos agrada agradar. Na relação entre os personagens do 50 Tons, há um contrato explícito de dominação e submissão. Contrato esse que descofio estar presente na maioria dos relacionametos amorosos. Só que, diferente da narrativa do livro, essa questão está velada, implícita, não assumida, como se fossem aquelas letrinhas minúsculas que nunca ninguém lê... - O que agrada e o que desagrada o parceiro. O que devo fazer para ser recompensada? O que tenho medo de fazer e ser punida? - Cada relacionamento tem lá seu próprio jogo de poder... Cabe um alerta: quase sempre o que é obvio é invertido: "As vezes quem pede perdão é que está perdoando, e da vida recebe o troco quem paga pra ver..." como diz tão lindamente a poesia do samba Deixa de dar Defeito de autoria do meu amigo Rogê em parceria com Marcelinho Moreira.

Há muitos outros conceitos de Mirian presentes na trilogia, além desse da necessidade de agradar: o do corpo como capital, o da autovalorização pautada no ser a única na vida do parceiro, mas o conceito que mais me assusta é o da "miséria subjetiva". É o seguinte: em suas pesquisas com mulheres brasileiras, a antropóloga descobriu que a queixa da falta é recorrente. Umas queixam-se de falta de afeto na relação, outras, de falta de intimidade, outras ainda, da falta da relação em si... falta isso, falta aquilo, a lista das faltas é infinda... Mirian chama essa falta de miséria subjetiva. E voilá, na trilogia dos 50 Tons, lá está a falta... Como assim tanto e tão pouco?

Entendo que a falta é o que nos move, sem ela, poderíamos ficar mediocremente estagnados... E sei que a alma tem muitos anseios, cada um/uma de nós tem em si seu buraco negro... (Isso deve remontar a Freud e sua teoria de inveja do pênis... não sei, chego a pensar na falta como algo descrito na nossa própria anatomia... ) Mas a questão é que não quero ser um poço de insaciabilidade. Me recuso a pautar a vida no que me falta. E quando me sinto muito queixosa e faltosa, terror ao qual não sou imune, tento fazer o exercício de pensar no que eu tenho. Quero focar na metade cheia do copo. Xô xô, de mim, miséria subjetiva!



mais um samba, o samba salva! MANEIRAS, na voz do rei Zeca -

domingo, 9 de setembro de 2012

Independência ou morte!

Lendo Intimidade, livro da antropóloga Mirian Goldenberg, não dá pra não pensar na vida dentro de um contexto social de gênero onde as mulheres se impõem obrigações e tem-ques além da conta. Ao que parece, no Rio de Janeiro, se você não for jovem, não pode ser gostosa, muito menos se sentir... passou dos 40, tá passada; então, as pesquisadas além 50 se queixam, quase que em unanimidade, de estarem velhas demais para novas investidas amorosas... eita maluquice! Já as alemães da mesma faixa etária - diga-se de passagem, muito mais fisicamente detonadas do que as brasileiras - se percebem de uma outra forma, mais realizadas e experientes, parecem mais confortáveis com a maturidade, menos dependentes da aprovação da sociedade e de fatores externos. A ditadura do corpo perfeito pode esmagar a luz do indivíduo? ah que chatice... como se, de perto, alguém fosse perfeito... É quase inacreditável pensar que deixamos que o nosso senso de valor próprio e identidade seja regido por uma sociedade com valores e conceitos tão equivocados - e americanizados.

Assisti O Exótico Hotel Marigold, um filme inglês passado na India, onde a estética foge do botox para o brilho no olho. Nesse contexto, o envelhecimento é vivido mais simples e hamonicamente, não sem seus questionamentos e inevitáveis ajustes, porém, visto de uma forma mais leve, natural, sem a sombra da ilusão da eterna juventude... Um filme maravilhoso. Judy Dench, deusa, mostrando que dá pra fazer diferente.

Depois vi Histórias Cruzadas (The Help), uma outra referência de feminino no tempo e numa sociedade preconceituosa. Um filme extremamente claro em mostrar a crueldade de que são capazes as mulheres em seu mundinho bitolado e burro... a mesquinhez, a falsa noção de superioridade de raça. Mas a redenção no filme vem da nossa capacidade de união, da amizade e do respeito. E da ousadia de fazer diferente. Ah, a transgressão! Um filme muito sensível, comovente, imperdível. Viola Davis, arrasando.

O que tudo isso tem a ver? Mulherada, wake up and smell the coffee! Vamos abrir os olhos, com ou sem pé de galinha, e tirar os antolhos, as amarras, as algemas autoimpostas!

E viva a liberdade!



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Adolescência, sexualidade, orientação e limites

Estava jantando numa varanda e não pude deixar de observar as garotas adolescentes passando em grupo a caminho das casas noturnas de um balneário carioca. A faixa etária variava dos 13 aos 16 anos. O invariável era o figurino: todas vestiam uma blusinha com certo brilho, ultra mini micro saia e sapatos de salto muito alto. A aberração era o  comprimento das saias - ou a falta dele! Não se trata de moralismo, não sou nenhuma paladina da moral e dos bons costumes, mas estavam todas vestidas de periguetes! (Nem vou entrar no mérito da cafonice master dos saltos super altos numa cidade praiana...)

O impacto das ínfimas saias, que acabavam exatamente no início das coxas e nem um milímetro a mais, era tal que, se uma daquelas garotas fosse, por desventura, vítima de violência sexual, tenho certeza que alguém argumentaria a favor do estuprador, dizendo que ela estava pedindo para que isso acontecesse... Me pergunto se os pais (ou responsáveis) acham pertinente, ou ainda por que permitem, que uma mocinha em idade tão tenra saia por aí "vestida para matar". Me pergunto se alguma vez já conversaram com as filhas no intuito de esclarecer questões sobre  sexualidade e sobre a impressão, as vezes totalmente errônea, que uma vestimenta pode causar. O amigo que estava comigo observou tratar-se de um fenômeno da moda Big Brother Brasil... Moda muito deselegante, equivocada e - por que não dizer - perigosa.

Sendo astróloga e terapeuta, parte da minha missão consiste em observar comportamentos e seus desdobramentos. Sei perfeitamente que a adolescência é a fase das descobertas e experimentações, da emergência da sexualidade, da urgência de pertencer ou ser aceita em determinados grupos. E do desabrochar da questão ainda mais profunda que costuma acompanhar as mulheres na vida adulta: a capacidade de despertar o desejo no sexo oposto como validação da sua feminilidade e às vezes, existência.

Apesar do deleite que ser desejada causa na auto estima do feminino, creio que o anseio vá além: as meninas - e mulheres - querem também ser amadas, descobrir os meandros do corpo e as delícias do sexo com um parceiro que seja de alguma forma atento também a dar prazer. Com uma iniciação sexual carinhosa, mesmo apesar dos inevitáveis atropelos da adolescência, podemos construir uma base mais inteira para a sexualidade na vida adulta.

Fica a pergunta: a quem cabe a educação sexual dos nossos filhos? 

 Se você tem um filho ou filha adolescentes e não sabe muito bem como abordar o assunto, recomendo que lhe presenteie com o livro Sexo e Amor para os Jovens, do psicanalista Flavio Gikovate. É objetivo, franco e certamente um bom começo de conversa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O mapa da mina

Inspirada por mestre Xico Sá e seu vasto conhecimento da alma feminina, venho também dar meu pitaco sobre o caminho que leva ao tesouro. Mapa esse destinado a ser ignorado pela maioria da, infelizmente, indiferente macharada... Digo indiferente porque, muitos homens, aqui nessa banda da Terra, parecem convictos adeptos da lei do menor esforço, fazendo a medíocre linha do se-vier-a-mim-tá-bom... Esses, desconfio, sequer lerão esse modesto post... Mas, para os poucos que se dão ao trabalho de indagar o que afinal querem as mulheres, vou ser bem direta: carinho!

É que, enquanto para os homens a chama do desejo é acesa pelos olhos, - basta observar a quantidade de revistas com fotos eróticas vendidas nas bancas de jornal para deleite dos héteros e gays, - para nós, mulheres, o portão de entrada principal são os ouvidos. Daí sermos todas apaixonadas por trovadores delicados como Gil ou Chico Buarque!

É isso, simples assim, como diria a velha canção, Try a Little Tenderness. Pode confiar, não há mulher emburrada que resista a palavras sussuradas ao pé do ouvido, podem ser doces e/ou picantes: sempre funcionam! Querido leitor, os ouvidos da sua amada são o seu passaporte para o jardim das delícias. Diga palavras simples e sinceras e terá da sua musa aquilo o que desejar.

No mais, se quiser uma aula master avançada, leia Xico Sá!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Da vida

Salve, gente! Andei sumida, é verdade... Mesmo sendo uma geminiana falante, andante, (e muito pensante), tenho cá os meus silêncios. Ora por não ter nada a dizer, ora por estar absorta num universo interno que não se deixa articular. Não se trata de um silêncio frio ou indiferente, há calor e alguma melodia no meu calar. Os tempos do silêncio são tempos de mar, ajustes internos, prioridades da alma.

Dessas, estar com quem me sinto aceita e à vontade são um grande prazer. Estar comigo tem sido assim. Pode ser que isso seja a tal maturidade que o povo fala e nunca soube exatamente o que era... Será que parte da maturidade tem a ver com se aceitar? Se for, o troço é bom, viu? Vale deixar um pouco da juventude (e seu intenso desejo de agradar) para trás, conviver com as rugas, mazelas, perebas. Existe nisso vasto alívio e liberdade.

Nessa onda liberta, resolvi sair sozinha, ouvir um pouco de música. Engraçado como em pleno século XXI estar sozinha num bar/restaurante causa espanto, um certo olhar de desolação, como se a pessoa sozinha fosse meio estranha, infeliz, sei lá... Mas o melhor disso é a diversão: Diz o maitre: "a mesa é para quantas pessoas?" e dá vontade de dizer: "para três: me, myself and I" - a tradução dessa expressão seria talvez um "mim, eu mesma e eu" - tríade até que bem divertida! A música era da melhor qualidade: violão, baixo, batera e sax - alternado com flauta transversa - uma festa para os ouvidos. - Gostei tanto que vou voltar lá! - De repente, senta ao meu lado um garoto de 8 anos, filho de um grande amigo. A conversa é interessantíssima, puxa assunto de cinema, falamos sobre o bruxo Harry Potter, depois me fala dos lugares do mundo onde "é amarradão para ir". Meu coração transborda de admiração por toda aquela graça e vivacidade, uma alegria!
E penso que a vida é mesmo maravilhosa quando estamos receptivos a ela...
As vezes, achamos que estamos juntos e estamos sós, outras vezes, achamos que estamos sós, e estamos juntos! Saravá!Detail from the Miggy Tree illustrated by Anna Walker

sábado, 20 de agosto de 2011

Minimamente Feliz

Leila Ferreira - jornalista

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

Eu contabilizo tudo de bom que me aparece, sou adepta da felicidade homeopática. Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá para ser feliz no singular:'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.


foto: Adriana Pinheiro (orquidário da 'mãe' Nely)

Acredito profundamente nessa felicidade das pequenas coisas e por isso adorei esse texto! Mas tenho uma importante ressalva: admiro o príncipe Charles por assumir seu amor por Camila, que embora feiosa parece ser uma mulher interessante e cheia de conteudo. Já Victoria Beckham, sinceramente, apesar do marido lindo, me parece uma pessoa muito infeliz com questões de aparência e sérios distúrbios alimentares... Portanto, talvez Camila esteja sim mais "bem servida" que Victoria.
Pronto, falei!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Florais para TPM

A postagem mais comentada desse blog é sobre TPM. Muito contente com o debate que se entabulou nos comentários, resolvi postar uma fórmula de florais para as mulheres que sofrem nesse período.

Florais atuam primeiramente no lado emocional e têm também efeito físico.
Nessa fórmula específica, um deles atua como um regulador hormonal (Pomegranate); outro é para irritabilidade, o nome já diz tudo, tipo "vou matar um!", (Mala Mujer); há um para aqueles sentimentos de rejeição do tipo "socorro, estou carente..." (Evening Primrose); e outro que é para equlibrar o sistema nervoso (Lavander); e ainda o australiano She Oak, que também trabalha infertilidade (quando não há aparente causa física) e disfunções hormonais, devendo, inclusive, ser usado durante a menopausa.
Não possuem contra-indicações e podem ser tomados por quem faz uso de outros medicamentos. A fórmula pode ser tomada apenas na fase mais aguda da TPM ou durante todo o mês.
  • Evening Primrose (Califórnia)
  • Pomegranate (Califórnia)
  • Lavander (Califórnia)
  • She Oak (Australia)
  • Mala Mujer (Deserto)
Podem ser manipulados todos juntos em vidros de 30ml ou 60ml. Recomendo tomar 1/2 conta-gotas direto na língua ou diluído em um pouco d´água - para quem não gosta do gosto de conhaque. Devem ser tomados de 3 a 6 vezes ao dia.
Espero que se beneficiem com o alívio!


A flor da romã, nossa amiga protetora do feminino, Pomegranate.

domingo, 15 de maio de 2011

Um homem pra chamar de seu

Acabei de ler um livro chamado O Mundo Pós-Aniversário, de Leonel Shriver. Logo no começo da história, a personagem principal, que é casada, sente enorme atração por um amigo do casal. A partir daí, o livro se alterna em duas narrativas. Na primeira, ela resiste à tentação e continua casada, embora empurrando para debaixo do tapete seus anseios e frustrações para não "criar problema". Na segunda, ela inicia um romance com o amigo e deixa o marido para ir viver o novo amor. Nessa segunda relação, ela se vê relegando o seu trabalho para orbitar em torno do novo marido. De uma ou outra forma, a trama nos faz refletir sobre temas como segurança, submissão, auto estima, erotismo e tudo o que compraz o universo ou papel do feminino dentro de um relacionamento amoroso. É impossível não se identificar com a personagem e também não se aturdir com as "burrices" dela... uma leitura muito interessante e instigante que nos coloca frente à frente com nossas próprias barganhas relacionais.

É essencial ressaltar o quanto, apesar de todas as conquistas no âmbito sócio-econômico, nós mulheres continuamos tendo a vida amorosa como fonte primordial de validação da nossa existência/felicidade. Talvez por questões fora do alcance consciente... Recebemos uma herança de crença coletiva que pode sussurar ou gritar frases como "você é independente demais para atrair um homem", "o fim do seu casamento foi culpa sua, você não soube "segurar" o seu marido", "coitada de você, está sozinha... não dá sorte nos relacionamentos!" Se essas vozes estão secretamente no comando, que preço estamos dispostas a pagar para ter um relacionamento? Calar essas vozes talvez seja uma tarefa individual, mas que precisa ser trazida à luz da discussão se for para transmitirmos às gerações futuras conceitos mais flexíveis de felicidade.

No último programa Saia Justa, exibido no GNT, foi posto em debate o resultado de uma pesquisa da cientista social Debora Emm, exatamente sobre esse tema. A revelação de um segredo íntimo, a nossa sensação de inadequação ou incompetência quando estamos sozinhas. Vale assistir:

sábado, 27 de novembro de 2010

Lágrimas para que?

Sou da teoria de que rir é o melhor remédio. Para quem não concorda, basta dar um google no nome do doutor indiano Madan Kataria, fundador do Clube do Riso, uma espécie de yoga calcada simplesmente no rir até gargalhar sem parar como forma de bem-estar e exercício.

No entanto, há fases e situações na vida em que choramos muito. Atendi, nas últimas semanas, duas pessoas, ambas com trânsitos de Netuno, que se queixaram do quanto estavam chorando ultimamente, às vezes até sem saber muito bem o motivo. Trânsitos de Netuno são mesmo sensibilizadores, podemos ter a impressão de estar sendo "engolidos pelas águas", e choramos mais que o que normalmente costumávamos chorar. Netuno atua como um dissolutor de bloqueios e defesas. Choramos antigas mágoas que nem sabíamos existir, choramos as dores do mundo, somos lavados. E a sensação é de tristeza, fragilidade e estranheza.

Lendo Mulheres que Correm com os Lobos, livro da autora junguiana Clarissa Pinkola Estés, deparei-me com um trecho maravilhoso sobre a função do choro no psiquismo. Daí resolvi transcrevê-lo (pág 499):
"As lágrimas, na mitologia, derretem o coração enregelado. Na história "A Criança de Pedra" do povo inuit, as lágrimas mornas de um menino fazem com que uma pedra fria se quebre, liberando um espírito protetor. Na história de "Mary Culhane", o demônio que se apoderou de Mary não pode entrar em nenhuma casa onde haja lágrimas derramadas com sinceridade pois essas ele considera "água benta". Desde o início da história, as lágrimas cumpriram três funções: chamaram os espíritos para o lado de quem chora, afastaram os que queriam abafar e amarrar a alma pura e curaram os males decorrentes dos pactos infelizes.
Há épocas na vida de uma mulher em que ela chora e não consegue parar de chorar, e mesmo que tenha o auxílio e o apoio dos seres amados, ainda assim ela chora. Algo nesse pranto mantém o predador afastado, mantém longe a vantagem ou o desejo mórbido que irá destruí-la. As lágrimas fazem parte do conserto de rasgos na psique pelos quais a energia vinha vindo vazando sem parar. A questão é séria mas o pior não ocorre - nossa luz não é roubada - porque as lágrimas nos tornam conscientes. Não há a menor chance de se voltar a adormecer quando se está chorando. O sono que nos chega nessas circunstâncias é apenas repouso para o corpo físico.
Às vezes a mulher diz: "não aguento mais chorar, estou cansada, quero parar com isso." No entanto é a sua alma que está gerando as lágrimas, e elas são a sua proteção. Por isso, ela precisa continuar até a hora que acabe essa necessidade."

O trecho descreve perfeitamente o descongelamento que ocorre na psique depois de um período de "adormecimento da alma", onde estivemos anestesiadas e desconectadas do feminino profundo, agindo como zumbis ou robôs. Na desconexão, queremos agradar, mesmo que isso esteja nos destruindo interiormente. O choro lava, limpa, descongela e acaba por reconectar a pessoa de volta ao seu caminho.

Ilustração de Jana Vulkovic - Crying Girl

sábado, 3 de julho de 2010

Pessoal e intransferível

Esses dias me dei conta que, com o passar dos anos, fui adquirindo e exercendo mais e mais a minha feminilidade. Explico: sempre fiz a linha água + sabão neutro + hidratante = estou pronta para sair. Em primeiro lugar, acho que vale dizer que nunca fui o tipo mulherão. Talvez eu seja ou tenha sido o que as pessoas chamam de uma beleza meio selvagem ou natural, sem muito quás quás quás. Tirando a obrigatória depilação que faço, seja aqui ou no inverno inglês, desde os 14 anos, o resto foi vindo com a vida. E claro, um batonzinho não faz mal a ninguém - e pode se morder de inveja, Cristiano Ronaldo!

Lembro quando, aos 12 anos, usei meu primeiro salto alto para sair na rua: um tamanco horrendo com salto acrílico, todo transparente, no qual eu me senti o máximo, uma lady! Logo depois dos primeiros dias da novidade, voltei pros rasteiros e os anabelas, salvo raríssimas exceções. Na Índia, as mulheres adquirem o direito de usar certos adornos depois de casadas, como aquele vermelho no repartido do cabelo. E acho que fui, atabalhoada e espontaneamente, fazendo assim. Só que, ao invés do estado civil servir como abono, foram os anos que o trouxeram.
Aí vai um pouco dessa cronologia da dondoquice:
quando criança adorava me emperequetar toda com os figurinos e bijus da minha avó para fazer "espetáculos caseiros" de teatro, canto e dança (valha-me deus, nossa senhora, que paciência tinham meus avós!);
11 anos - furei as orelhas e passei a usar mini brinquinhos; (meu tio e a mulher dele me levaram para furá-las na finada loja Mesbla - ou seria Sears??? - fiquei tão feliz!)
12 anos - primeiro salto alto;
14 anos - depilação (a primeira é de matar, depois, a gente acostuma e nem liga...);
15 anos - fui ao salão de beleza e voltei pra casa com o cabelo todo encaracolado, não era permanente, era um outro troço, tal de bigudim. Ao chegar em casa, me achando incrível, meu pai me olhou e disse: "tá parecendo um poodle!" (sem comentários!);
17 anos - passei a alternar os confortáveis e eternos brinquinhos com brincos pendurados e argolas (sempre muito leves, que tenho a maior agonia de orelha rasgada, credo!),
18 anos - tatuagem;
19 anos - outra tatuagem;
20 anos- terceira tatuagem (tatuagem vicia.);
26 anos - primeiro sutiã (tudo bem que a anatomia permitia, mas hoje, olhando pra trás, acho que eu era meio totalmente nem aí, tipo despudorada...);
34 anos - passei a pintar as unhas da mão de cores vivas, como rosa, ameixa, chocolate e vermelho;
36 anos - descobri que também podia pintar com cores vibrantes as unhas dos pés (nunca quando as mãos estão pintadas, gosto das coisas desconjuntadas...);
37 anos - primeira vez que deixei alguém fazer as minhas sobrancelhas;
38 anos - passei a tingir os cabelos (não por gosto, mas pelo despontar dos primeiros fios brancos, que parecem ter vida própria);
44 anos - descobri que corretivo é uma coisa sensacional! (obrigada Renata!)

De mulher para mulher, essa blogueira adverte: esse post não tem a pretensão de servir como exemplo de nada para ninguém, os quesitos de beauté citados aqui foram apenas surgindo como desejos ou necessidades ao longo do caminho. O que eu acho bacana é o "tomar posse" da mulher aos pouquinhos, com gosto e delicadeza. Assim, a idade nova traz também novas descobertas. Invariavelmente, algo de caráter muito pessoal. Pessoal e intransferível.

Isabela em "espelho meu", foto: Renata Corrêa

quinta-feira, 11 de março de 2010

O eixo

Estava no ônibus quando vi um cartaz que anunciava um curso de Gerenciamento de Stress. Comecei a pensar no quão eficientemente gerencio o meu. O corre-corre da vida é um convite irrecusável ao stress. As vezes, tenho a impressão nítida de que estou tendo um diálogo com o stress, algo como:
- alô, Adriana, sou eu denovo, o stress, preciso muito falar com você e tem que ser agora!
- ah, "seu" stress, não amola, me deixa, depois falamos, outra hora...
- eu vou estar ligando todos os dias (ah, sim, o stress fala gerundês!), então, vou estar ligando todos os dias e vou estar falando sem parar na sua cabeça sobre problemas, contas a vencer, qualquer outro assunto que vá te tirando do prumo.
- ah, pelamordedeus!
- não tem essa de apelar pra santo não, garota, vou estar te pegando na TPM, isso é certo!
- ah meu pai... Quer saber? Vá pra p*** que o p**** !!!
(desligo) e corro, já stressada, pra algo que me faça sentir bem.

Assim vou eu negocinado com a fera... Não quero nem gosto de ficar fora do eixo. O eixo pode até ser imaginário e sutil, mas existe. É aquela linha reta que entra pelo chakra da coroa ou cucuruto e desce até aquele outro chakra 4 dedos abaixo do umbigo e vai até o chakra da base, acima do fiofó. Os chakras são centros do corpo por onde circula a energia. Não sou fera no assunto, mas vou ilustrar:

Não sou meditante, iogue, nem nada assim, sou apenas uma garota latino americana normalzinha que já aprendeu com terapia que respirar muito fundo alivia o stress e que, as vezes, o apelo do stress é tanto que acho que a gente que nem respira direito... Mas o ponto onde quero chegar é o seguinte: há pessoas que me fazem voltar imediatamente para o eixo. São uma recarga de identidade, referências, pilares. Suas vozes atuam em mim como um bálsamo, me fazem lembrar quem sou, tudo o que já vivi e que ainda estou aqui para contar a história. São as pessoas a quem mais amo. Antídoto infalível para o meu stress é procurar e estar com uma delas.

Outra arma poderosa contra o carcará sanguinolento são algumas canções. Sabe aquela coisa da memória afetiva que remete a gente prum imediato sentir-bem? Há cheiros, gostos e música que têm esse poder teletransportador da alma. Vou colocar uma dessas músicas aqui hoje. Nem sei o porquê dessa específica música, mas ela me faz sentir bem. . . E que a paz do violão de Baden Powell esteja conosco!


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mulheres do século XXI

Num arroubo de pensamentos desconexos, saí com a seguinte sacada: estamos tentando ser tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Nada de ter uma coisa e não ter outra e ainda estar batalhando noutra, queremos (ou achamos que queremos) ser perfeitas. Mulheres olham com desdém para as que optaram por ser donas de casa, como se isso fosse uma menos valia... Nossas avós não eram nem um pouco idiotas e eram donas de casa. Olhamos também com uma certa pena para as que não constituíram família. Também é considerada incompleta, ou pior, infeliz, a que não tem um relacionamento estável. Enfim, penso que estamos confinadas ao desespero por não sermos maravilhosamente bem sucedidas em tudo.

Na falta de uma mitlogia que nos sirva de parâmetro, nos restam as revistas de celebridades e os astros de Hollywood, o nosso atual e empobrecido Olimpo. Daí, bolei um teste, daqueles de revista feminina, para fazermos aqui no blog. A "deusa" em quetão é Angelina Jolie, considerada, em junho de 2009, pela revista Forbes o 1º lugar no ranking das 100 celebridades mais poderosas do mundo. Angelina tem tudo: beleza física, uma carreira brilhante que lhe rende fortuna, uma família do gênero united colors of benetton, é casada com ninguém menos que Brad Pitt e pra completar, é Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas. Gente, ela é incrível!!! Para provar essa tese, vamos ao teste:

Quesito 1: Beleza - aqui vale como referéncia ter um rosto lindo e um corpo escultural digno de sair numa revista masculina sem retoques de photoshop.
marque zero pontos se você se acha um horror,
1 ponto se você dá para o gasto,
e 2 pontos se você tem pele de pêssego, bocão, olhão, braços e pernas longos e esguios, peitão, cinturinha e bundão.

Quesito 2: Carreira
marque zero se você é do tipo sustentada ou madame ou os dois.
1 se você faz o que gosta e não ganha uma fortuna ou se você ganha uma fortuna e não gosta do que faz,
2 se você faz o que gosta e ficou rica através desse ofício.

Quesito 3: Relacionamento
marque zero se você está sozinha,
1 se você está em um relacionamento bacana,
2 se você é casada com o Brad Pitt.

Quesito 4: Filhos
marque zero se você não tem filhos,
1 se você tem um ou dois filhos
2 se você tem três ou mais filhos (podem ser adotados, de pais diferentes ou do mesmo pai).

Quesito 5: O que você faz para tornar o mundo um lugar melhor
marque zero se você não tá nem aí,
1 se você é uma consumidora consciente que não joga lixo na rua,
2 se você é Embaixadora da ONU.

Pontuacão:

10 pontos: querida, nem Angelina tem esse score, pois lhe falta uma bela bunda gostosa, redonda e sem celulite do gênero mulher-fruta-da-estação.

de 7 à 9: poderosa, você não exite... você deveria trabalhar num circo! Não, não estou falando que você é uma palhaça, você é malabarista, equilibrista de pratos, consegue mantê-los todos girando sem cair. Parabéns e tire umas férias de vez em quando para não ter uma estafa ou coisa pior!

de 4 à 6 pontos: média 5, passou!!! Pode se parabenizar todas as noites, antes de dormir e de manhã, ao acordar! Apesar de tudo o que construiu, amiga, você é normal, normal, NORMAL!!! Acostume-se com o sentimento de inadequação diante das poderosas desse planeta e toque a vida com personalidade e perseverança!

de 1 à 3 pontos: bem-vinda ao clube! Tá muito bem, continue na batalha, nada de desânimo. A vida está aí cheia de oportunidades e você ainda pode fazer muita coisa. Nâo esqueça que você é normal, normal, NORMAL!!!!

Zero pontos - não é possível! Pelo menos 1 pontinho você marcou nesse teste! Deixe de ser curiosa e vá para a sua faixa de pontução.

Valeu, mulherada! Vamos em frente! Não fomos formatadas como cubos de gelo em série, ainda bem. Personalidade, brilho nos olhos e vontade de viver valem ouro e vão longe. E, por tudo que é mais sagrado, não esqueçamos de ser um pouquinho felizes! Como diria o sábio Gilberto Gil: " O melhor lugar do mundo é aqui e agora". Flores pra nós!

foto: Anusha Jardim

terça-feira, 26 de maio de 2009

Viver despenteada

Recebi esse texto por email e quis imediatamente compartilhar com vocês. Adorei o texto! Primeiro, porque sempre vivi meio despenteada e a idenificação foi imediata! Segundo, porque acho muito chato essa coisa de todas-as-mulheres-iguais-com-escova-progressiva ou seria escova obsessiva? (Ainda bem que a moda dos cabelos lisíssimos já passou.) Desconheço a autoria do texto, pesquisei na internet e encontrei um blog (muito bacana, por sinal) que o havia publicado http://andorinhaquevoa.blogspot.com/2009/03/viver-despenteada.html


Aí vai:
O mundo está louco, definitivamente louco... O que é gostoso, engorda. O que é bom, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...

Então, se quando nos encontrarmos, eu estiver com o cabelo despenteado, pode ter certeza que é porque estou passando por um momento feliz da minha vida. É a lei da vida: a mulher que anda no primeiro carrinho da montanha russa sempre vai estar mais despenteada do que aquela que preferiu não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, penteada e engomada por dentro e por fora. O anúncio dos classificados deste mundo exige boa aparência: penteie o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...

E talvez devesse seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bem... A pessoa mais bonita que posso ser!

O que realmente importa é que, ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação à todas as mulheres (e também aos homens): entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável, admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixe a vida te despentear!!!

O pior que pode acontecer é que, rindo, frente ao espelho, você precise se pentear de novo...



Mafalda (Quino)

E, para aquelas que estão desesperadamente precisando se despentear, recomendo urgente a leitura de Mulheres que Correm com os Lobos de Clarissa Pinkola Estés, uma espécie de bíblia da minha vida.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Entre mães e filhas

Mãe: Alô?
Filha: Mãe? Posso deixar os meninos contigo hoje à noite?
Mãe: Vai sair?
Filha: Vou.
Mãe: Com quem?
Filha: Com um amigo.
Mãe: Não entendo porque você se separou do teu marido, um homem tão bom...
Filha: Mãe! Eu não me separei dele! ELE que se separou de mim!
Mãe: É... você me perde o marido e agora fica saindo por aí com qualquer um...
Filha: Eu não saio por aí com qualquer um. Posso deixar os meninos?
Mãe: Eu nunca deixei vocês com a minha mãe, para sair com um homem que não fosse teu pai! Filha: Eu sei, mãe. Tem muita coisa que você fez que eu não faço!
Mãe: O que você tá querendo dizer?
Filha: Nada! Só quero saber se posso deixar os meninos.
Mãe: Vai passar a noite com o outro? E se teu marido ficar sabendo?
Filha: Meu EX-marido!! Não acho que vai ligar muito, não deve ter dormido uma noite sozinho desde a separação!
Mãe: Então você vai dormir com o vagabundo!
Filha: Não é um vagabundo!!!
Mãe: Um homem que fica saindo com uma divorciada com filhos só pode ser um vagabundo, um aproveitador!
Filha: Não vou discutir, mãe. Deixo os meninos ou não?
Mãe: Coitados... com uma mãe assim...
Filha: Assim como?
Mãe: Irresponsável! Inconseqüente! Por isso teu marido te deixou!
Filha: CHEGA!!!
Mãe: Ainda por cima grita comigo! Aposto que com o vagabundo que tá saindo contigo você não grita.
Filha: Agora tá preocupada com o vagabundo?
Mãe: Eu não disse que era vagabundo!? Percebi de cara!
Filha: Tchau!!
Mãe: Espera, não desliga! A que horas vai trazer os meninos?
Filha: Não vou. Não vou levar os meninos,> também agora não vou mais sair!
Mãe: Não vai sair? Vai ficar em casa? E você acha o que, que o príncipe encantado vai bater na tua porta? Uma mulher na tua idade, com dois filhos, pensa que é fácil encontrar marido? Se deixar passar mais dois anos, aí sim que vai ficar sozinha a vida toda! Depois não vai dizer que não avisei! Eu acho um absurdo, na tua idade você ainda precisar que EU te empurre para sair!

O diálogo acima é fictício e desconheço o autor, recebi de uma amiga por email e não pude deixar de reparar o quanto essa filha não tem saída: se sai com um novo homem, é uma aventureira desnaturada, se não sai, é uma encalhada amargurada.

Há muito que as mulheres se tratam com esse menosprezo, a si mesmas e umas às outras. Para serem merecedoras de um mínimo de respeito e admiração, precisam preencher quesitos considerados "básicos". Não é novidade para nenhuma de nós ter nossa existência validada por outras mulheres apenas se tivermos um marido (se mantivermos a relação), se tivermos filhos, se, se, se... A baixa estima é uma praga que atravessa gerações, envenenando totalmente nossa auto-avaliação e, consequentemente, nossas escolhas.

Não tenho uma varinha de condão que resolva o problema de forma imediata e eficaz. Mas sei que algo precisa ser trazido à luz da consciência para que comece a ser trabalhado com alguma honestidade. Admitir a existência do problema é meio caminho andado, não se tornar vítima dele vestindo a carapuça da menos valia, mais mil passos em direção à glória. Precisamos viver em constante alerta para não repetir esse padrão acachapante conosco e com nossas filhas. Escorregaremos vez por outra na casca de banana deixada ali há gerações... E para levantar, uma pitada de ousadia é ingrediente essencial!


foto: Rodrigo Romano

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quem será "a favorita" de João Emanuel?

Quem é brasileiro sabe que a novela das oito não é apenas um folhetim para simples entretenimento: é um verdadeiro veículo de influência comportamental, talvez o mais influente de todos. Daí a importância da sensibilidade do autor quando resolve abordar temas como infidelidade, preconceito, corrupção, violência doméstica e drogas. Se ele vai tocar nesses assuntos, que o faça de forma honesta e inteligente, ciente de que sua abordagem influenciará cabeças e comportamentos do Oiapoque ao Chuí.

Não vou sair explanando um por um desses assuntos, só quero falar de uma coisa: que horror total aconteceu com a mulher que traiu o marido com o melhor amigo dele na novela?

Primeiro, ela ficou indigente, dormindo pelas ruas da cidade, sem rumo e sem acolhimento. Nenhuma boa alma lhe estendeu a mão. O autor tinha ali uma oportunidade incrível de mostrar que as pessoas podem, num ato de solidariedade, salvar a vida do outro. Mas não. A adúltera virou uma espécia de mendiga surtada da cidade cenográfica. Depois de quase ser violentada, contraiu uma doença gravíssima. Nessa hora, o marido, apiedado, a acolheu. Então ela morre, numa cena ridícula, pedindo perdão ao marido e ao amante, implorando que os dois voltem a ser amigos, pois tudo o que aconteceu havia sido culpa dela, só dela.

Gente, João Emanuel Carneiro perdeu a noção! Aos que dizem que ele é o autor revelação do momento, digo o seguinte: autor revelação prêmio misoginia 2009! Vai detestar mulher assim lá no inferno!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A TPM e outros monstros

Todo mundo sabe que TPM é a sigla que descreve a tensão pré-menstrual, o estado de nervos causado por uma chuva de hormônios que assola a mulherada mais ou menos uma semana antes do início da menstruação.

A questão é: a TPM varia... alguns meses ela gera uma espécie de desamparo, uma vontade de chorar, uma supersensibilidade, uma pena de si mesma. Em outros, ela aparece na forma de raiva, irritabilidade, pavio curto, vontade de socar um. Em outros ainda, pode ser uma mistura das anteriores (Jesus!). Em outros, a menstruação vem, você acha que está tudo bem pois nem teve TPM e aí é que vem o blues, uma angústia maluca. Outro mês passa e você não tem TPM, nem pré, nem pós, e pode-se dizer que foi uma brisa. Não tem fórmula, o monstro tem mil faces. E há ainda meses em que não há nenhuma alteração de humor, mas o corpo em compensação fica combalido, um mal-estar, as pernas parecem pesar 100 quilos... e vamos levando.

Acabei de ler um email daqueles “quem entende as mulheres?” , e quero dizer o seguinte: homem também tem TPM, só que sem ter o ciclo ovulação/menstruação como base. A deles pode não ter ainda uma explicação científica do tipo alta ou baixa de testosterona, mas que eles têm variações estranhas de humor, ah, têm!

Mas, voltando à TPM feminina, alguns defendem a tese de que se trata de um luto físico, pois o corpo que vai menstruar não engravidou, um óvulo foi produzido e não foi fecundado, a vida se perdeu. Faz todo sentido, não acham?

TPM em 4 fases

Depois de publicar a postagem sobre TPM, um amigo me envia essa beleza de texto. Não pude resistir e publico aqui:

TPM em 4 fases
(procura-se a autoria para entregar o Nobel)
Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:


*Fase 1 - a Fase Meiguinha*
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal. Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas... Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que... - Merda, viu!? - ela rosna de repente. - Que foi? A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta. Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!' Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...

ADENDO DO LEITOR
P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!! ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO, E DAÍ?