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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Vamos fugir, deste lugar, babe!

Mulherada querida do meu Brasil, sei que o momento é político e de luta, mas como cupido nunca descansa nos anseios dos corações e almas femininas, aqui vai um guia-manual rápido e prático. Uma listagem de tipos dos quais devemos fugir com toda presteza e decisão.

Há sim, homens maravilhosos por aí, mas os tipinhos abaixo são o que minha sábia avó chamaria de pura perda de tempo... Sei também que faz parte da vida ter tido pelo menos dois deles no currículo, afinal, a gente não nasce sabendo... O que passou, passou e que sirva de experiência. Bola pra frente. O intuito da lista é alertar e evitar futuros desastres que podem, e vão, machucar mais ainda o seu lindo e bondoso coração. Sei que não é bonito rotular e classificar as pessoas, mas quem resiste?

Atenção! Modo de usar:  Os tipos classificados abaixo não são auto-excludentes, ou seja, há os que conseguem pertencer a mais de uma categoria ao-mesmo-tempo-agora! E, se você já está irrevogavelmente apaixonada e envolvida com um deles, não se desespere, tudo passa!

1 - O ESPORTISTA - esse te dá o maior mole, lança frases de efeito que fazem sua cabeça pirar por dias e noites! Tudo indica que ele está caidinho por você, e que vai rolar em breve, mas ele caça por esporte, amor. Tudo não passa de um teste pra ver se você é ou não receptiva ao seu charme quase irresistível. Na hora da finalização, ele dá uma de Sergio Ramos, aquele jogador da seleção espanhola que chutou o pênalti pra fora... Em suma, melhor sumir!

2 - O SABONETE - esse, todo mundo conhece pelo menos três... Tem muita coisa em comum com o tipo esportista, com a vantagem de que consegue finalizar. Pode até ser um bom PA.  - Se você não sabe o que é um PA, pergunta pra uma amiga mais sagaz. - Mas a serventia é essa e não passa disso. Ele muda de forma e escorrega sempre... Some e reaparece, tem super poderes! Ok, não precisa fugir dos sabonetes, mas se não sabe brincar, não desce pro play!

3 - O SISSI KING - esse bofe se sente: se acha a última coca-cola do deserto, o último biscoito do pacote, a bala que matou Kennedy. Ui que preguiça! Merece ser colocado no banco dos reservas por tempo indeterminado pra ver se volta com um textinho remodelado, mais humilde e coerente. Atenção, nunca elogie ou dê muito mole pra esse tipo pois você só está contribuindo pra sua sissizice atávica e, o que é pior, enfraquecendo o nosso lado.

4 - O MAL CASADO - Vixi, piorou... esse faz a linha coitado, vítima de um casamento horrível, muito infeliz, uma megera monstra com quem ele "não tem mais nada há anos" costuma ser a mãe dos filhos que ele ama perdidamente... Geralmente se dá superbem e descola uma amante de primeiríssima, sempre pronta a lhe agradar, com vocação para salvadora da pátria. Se está envolvida com um desses, busque terapia, ou também pode sentar e esperar ele separar da monstra mocréia pra ficar com vocêzinha, só não prende a respiração!

Queridas, há outros tipos perigosíssimos no mercado, como o aproveitador, o encostado, o drogado, o tirano e o recalcado, mas desses eu não quero nem falar! Corra, Lola, corra!
 E lembre-se:


beijos e boa sorte

sábado, 15 de setembro de 2012

50 tons - preto no branco, cores berrantes e aquarelas

Acabo de ler o primeiro livro da trilogia de E L James, Cinquenta Tons de Cinza. O livro, que virou o hit do momento, segundo uma amiga minha, o "Harry Potter da mulherada", é um mergulho no erotismo, o que já torna a leitura instigante e interessante. Afinal, qualquer coisa que desperte a chama e nos faça explorar um pouco mais a sexualidade é em si um tônico. Já tô no 2!

Como recém li o Intimidade, da antropóloga Mirian Goldenberg, alguns conceitos dela me vêm à mente. O primeiro deles é o nosso desejo intrínseco de agradar ao parceiro. Queremos agradar, nascemos para agradar, nos agrada agradar. Na relação entre os personagens do 50 Tons, há um contrato explícito de dominação e submissão. Contrato esse que descofio estar presente na maioria dos relacionametos amorosos. Só que, diferente da narrativa do livro, essa questão está velada, implícita, não assumida, como se fossem aquelas letrinhas minúsculas que nunca ninguém lê... - O que agrada e o que desagrada o parceiro. O que devo fazer para ser recompensada? O que tenho medo de fazer e ser punida? - Cada relacionamento tem lá seu próprio jogo de poder... Cabe um alerta: quase sempre o que é obvio é invertido: "As vezes quem pede perdão é que está perdoando, e da vida recebe o troco quem paga pra ver..." como diz tão lindamente a poesia do samba Deixa de dar Defeito de autoria do meu amigo Rogê em parceria com Marcelinho Moreira.

Há muitos outros conceitos de Mirian presentes na trilogia, além desse da necessidade de agradar: o do corpo como capital, o da autovalorização pautada no ser a única na vida do parceiro, mas o conceito que mais me assusta é o da "miséria subjetiva". É o seguinte: em suas pesquisas com mulheres brasileiras, a antropóloga descobriu que a queixa da falta é recorrente. Umas queixam-se de falta de afeto na relação, outras, de falta de intimidade, outras ainda, da falta da relação em si... falta isso, falta aquilo, a lista das faltas é infinda... Mirian chama essa falta de miséria subjetiva. E voilá, na trilogia dos 50 Tons, lá está a falta... Como assim tanto e tão pouco?

Entendo que a falta é o que nos move, sem ela, poderíamos ficar mediocremente estagnados... E sei que a alma tem muitos anseios, cada um/uma de nós tem em si seu buraco negro... (Isso deve remontar a Freud e sua teoria de inveja do pênis... não sei, chego a pensar na falta como algo descrito na nossa própria anatomia... ) Mas a questão é que não quero ser um poço de insaciabilidade. Me recuso a pautar a vida no que me falta. E quando me sinto muito queixosa e faltosa, terror ao qual não sou imune, tento fazer o exercício de pensar no que eu tenho. Quero focar na metade cheia do copo. Xô xô, de mim, miséria subjetiva!



mais um samba, o samba salva! MANEIRAS, na voz do rei Zeca -

quinta-feira, 8 de março de 2012

O mapa da mina

Inspirada por mestre Xico Sá e seu vasto conhecimento da alma feminina, venho também dar meu pitaco sobre o caminho que leva ao tesouro. Mapa esse destinado a ser ignorado pela maioria da, infelizmente, indiferente macharada... Digo indiferente porque, muitos homens, aqui nessa banda da Terra, parecem convictos adeptos da lei do menor esforço, fazendo a medíocre linha do se-vier-a-mim-tá-bom... Esses, desconfio, sequer lerão esse modesto post... Mas, para os poucos que se dão ao trabalho de indagar o que afinal querem as mulheres, vou ser bem direta: carinho!

É que, enquanto para os homens a chama do desejo é acesa pelos olhos, - basta observar a quantidade de revistas com fotos eróticas vendidas nas bancas de jornal para deleite dos héteros e gays, - para nós, mulheres, o portão de entrada principal são os ouvidos. Daí sermos todas apaixonadas por trovadores delicados como Gil ou Chico Buarque!

É isso, simples assim, como diria a velha canção, Try a Little Tenderness. Pode confiar, não há mulher emburrada que resista a palavras sussuradas ao pé do ouvido, podem ser doces e/ou picantes: sempre funcionam! Querido leitor, os ouvidos da sua amada são o seu passaporte para o jardim das delícias. Diga palavras simples e sinceras e terá da sua musa aquilo o que desejar.

No mais, se quiser uma aula master avançada, leia Xico Sá!

domingo, 15 de maio de 2011

Um homem pra chamar de seu

Acabei de ler um livro chamado O Mundo Pós-Aniversário, de Leonel Shriver. Logo no começo da história, a personagem principal, que é casada, sente enorme atração por um amigo do casal. A partir daí, o livro se alterna em duas narrativas. Na primeira, ela resiste à tentação e continua casada, embora empurrando para debaixo do tapete seus anseios e frustrações para não "criar problema". Na segunda, ela inicia um romance com o amigo e deixa o marido para ir viver o novo amor. Nessa segunda relação, ela se vê relegando o seu trabalho para orbitar em torno do novo marido. De uma ou outra forma, a trama nos faz refletir sobre temas como segurança, submissão, auto estima, erotismo e tudo o que compraz o universo ou papel do feminino dentro de um relacionamento amoroso. É impossível não se identificar com a personagem e também não se aturdir com as "burrices" dela... uma leitura muito interessante e instigante que nos coloca frente à frente com nossas próprias barganhas relacionais.

É essencial ressaltar o quanto, apesar de todas as conquistas no âmbito sócio-econômico, nós mulheres continuamos tendo a vida amorosa como fonte primordial de validação da nossa existência/felicidade. Talvez por questões fora do alcance consciente... Recebemos uma herança de crença coletiva que pode sussurar ou gritar frases como "você é independente demais para atrair um homem", "o fim do seu casamento foi culpa sua, você não soube "segurar" o seu marido", "coitada de você, está sozinha... não dá sorte nos relacionamentos!" Se essas vozes estão secretamente no comando, que preço estamos dispostas a pagar para ter um relacionamento? Calar essas vozes talvez seja uma tarefa individual, mas que precisa ser trazida à luz da discussão se for para transmitirmos às gerações futuras conceitos mais flexíveis de felicidade.

No último programa Saia Justa, exibido no GNT, foi posto em debate o resultado de uma pesquisa da cientista social Debora Emm, exatamente sobre esse tema. A revelação de um segredo íntimo, a nossa sensação de inadequação ou incompetência quando estamos sozinhas. Vale assistir:

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Condição de entrega

Ás vezes nos deparamos com palavras que vão direto ao que sentimos ou ao que estamos vivendo, como se a autora, lá na casa dela, lá na vida dela, pensasse: "deixa eu mandar ver num texto aqui pra fulana de tal que a alma dela vai entender!" É o caso desse texto da Martha Mediros publicado na sua coluna da Revista, O Globo em 02 de maio.
O texto, no entanto, não saiu diretamente das mãos abençoadas de Martha para a minha leitura: ele me foi lido ao telefone, pela voz doce, mansa e segura de uma grande amiga. Não sei como vai cair em cada um que o ler, mas sorvi cada palavra avidamente, junto com o ar que respiro, indo cada vez mais fundo, enquanto elas iam sendo carregadas pela minha corrente saguínea A+ até chegar ao bichão que, graças a deus, bate no compasso.


Vamos à ele:
"CONDIÇÃO DE ENTREGA
Acaba de ser revelado o que uma mulher quer e que Freud nunca descobriu. Ela quer uma relação amorosa equilibrada onde haja romance, surpresa, renovação, confiança, proteção e, sobretudo, condições de entrega. É com essa frase objetiva e certeira que Ney Amaral abre seu livro Cartas a uma Mulher Carente, um texto suave que corria o risco de soar meio paternalista, como sugeria o título, mas não. É apenas suave.

Romance, surpresa etc, não chegam a ser novidade em termos de pré-requisitos para um amor ideal, supondo que amor ideal exista, mas "condição de entrega" me fez erguer o músculo que fica bem em cima da sobrancelha, aquele que faz com que a gente ganhe um ar intrigado, como se tivesse escutado pela primeira vez algo que merece mais atenção.

Mesmo havendo amor e desejo, muitas relações não se sustentam, e fica a pergunta atazanando dentro: por quê? O casal se gosta tanto, o que os impede de manter uma relação estável, divertida e sem tanta neura?

Condição de entrega: se não existir, a relação tampouco existirá pra valer. Será apenas um simulacro, uma tentativa, uma insistência.

Essa condição de entrega vai além da confiança. Você pode ter certeza de que ele é uma pessoa honesta, de que falou a verdade sobre aquele sábado em que não atendeu ao telefone, de que ele realmente chegará na hora que combinou. Mas isso não é tudo. Pra ser mais incômoda: isso não é nada.

A condição de entrega se dá quando não há competitividade, quando o casal não disputa a razão, quando as conversas não têm como fim celebrar a vitória de um sobre o outro. A condição de entrega se dá quando ambos jogam no mesmo time, apenas com estilos diferentes. Um pode ser mais rápido, outro mais lento, um mais aberto, outro mais fechado: posições opostas, mas vestem a mesma camisa.

A condição de entrega se dá quando se sabe que não haverá julgamento sumário. Diga o que disser, o outro não usará suas palavras contra você. Ele pode não concordar com suas ideias, mas jamais desconfiará da sua integridade, não debochará da sua conduta e não rirá do que não for engraçado.

É quando você não precisa fingir que não pensa o que, no fundo, pensa. Nem fingir que não sente o que, na verdade, sente.

Havendo condição de entrega, então, a relação durará para sempre? Sei lá. Pode acabar. Talvez vá. Mas acabará porque o desejo minguou, o amor virou amizade, os dois se distanciaram, algo por aí. Enquanto juntos, houve entrega. Nenhum dos dois sonegou uma parte de si.

Quando não há condição de entrega, pode-se arrastar, prolongar, tentar um amor pra sempre. Mas era você mesmo que estava nessa relação?

Condição de entrega é dar um triplo mortal intuindo que há uma rede lá embaixo, mesmo que todos saibamos que não existe rede pro amor. Mas a sensação da existência dela basta."

Vou dar um beijo na Martha Medeiros.

"Ask me no more" (1906) pintura de Sir Lawrence Alma-Tadema

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Curtinha - Veríssimo ou não Veríssimo?

Recebi hoje essa maravilha de uma querida amiga. É assinado pelo Veríssimo, mas como tudo na rede, a autoria pode até não ser dele... Veríssimo ou não veríssimo, é vero, vérissimo! Espia:

"Uma pessoa é uma coisa muito complicada. Mais complicada que uma pessoa, só duas. Três, então, é um caos, quando não é um drama passional. Mas as pessoas só se definem no seu relacionamento com outras. Ninguém é o que pensa que é, muito menos o que diz que é (...) Ou seja, ninguém é nada sozinho, somos o nosso comportamento com o outro".

Aí, Sonia Mendes - mestra e sábia - terapeuta de familia que, portanto, trabalha com sistemas inter-relacionais, fez o seguinte comentário: "Genial! Veríssimo pensa sistemicamente."
Naturalmente. :)


trabalho dos osgemeos, grafiteiros e artistas plásticos, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mulheres do século XXI

Num arroubo de pensamentos desconexos, saí com a seguinte sacada: estamos tentando ser tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Nada de ter uma coisa e não ter outra e ainda estar batalhando noutra, queremos (ou achamos que queremos) ser perfeitas. Mulheres olham com desdém para as que optaram por ser donas de casa, como se isso fosse uma menos valia... Nossas avós não eram nem um pouco idiotas e eram donas de casa. Olhamos também com uma certa pena para as que não constituíram família. Também é considerada incompleta, ou pior, infeliz, a que não tem um relacionamento estável. Enfim, penso que estamos confinadas ao desespero por não sermos maravilhosamente bem sucedidas em tudo.

Na falta de uma mitlogia que nos sirva de parâmetro, nos restam as revistas de celebridades e os astros de Hollywood, o nosso atual e empobrecido Olimpo. Daí, bolei um teste, daqueles de revista feminina, para fazermos aqui no blog. A "deusa" em quetão é Angelina Jolie, considerada, em junho de 2009, pela revista Forbes o 1º lugar no ranking das 100 celebridades mais poderosas do mundo. Angelina tem tudo: beleza física, uma carreira brilhante que lhe rende fortuna, uma família do gênero united colors of benetton, é casada com ninguém menos que Brad Pitt e pra completar, é Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas. Gente, ela é incrível!!! Para provar essa tese, vamos ao teste:

Quesito 1: Beleza - aqui vale como referéncia ter um rosto lindo e um corpo escultural digno de sair numa revista masculina sem retoques de photoshop.
marque zero pontos se você se acha um horror,
1 ponto se você dá para o gasto,
e 2 pontos se você tem pele de pêssego, bocão, olhão, braços e pernas longos e esguios, peitão, cinturinha e bundão.

Quesito 2: Carreira
marque zero se você é do tipo sustentada ou madame ou os dois.
1 se você faz o que gosta e não ganha uma fortuna ou se você ganha uma fortuna e não gosta do que faz,
2 se você faz o que gosta e ficou rica através desse ofício.

Quesito 3: Relacionamento
marque zero se você está sozinha,
1 se você está em um relacionamento bacana,
2 se você é casada com o Brad Pitt.

Quesito 4: Filhos
marque zero se você não tem filhos,
1 se você tem um ou dois filhos
2 se você tem três ou mais filhos (podem ser adotados, de pais diferentes ou do mesmo pai).

Quesito 5: O que você faz para tornar o mundo um lugar melhor
marque zero se você não tá nem aí,
1 se você é uma consumidora consciente que não joga lixo na rua,
2 se você é Embaixadora da ONU.

Pontuacão:

10 pontos: querida, nem Angelina tem esse score, pois lhe falta uma bela bunda gostosa, redonda e sem celulite do gênero mulher-fruta-da-estação.

de 7 à 9: poderosa, você não exite... você deveria trabalhar num circo! Não, não estou falando que você é uma palhaça, você é malabarista, equilibrista de pratos, consegue mantê-los todos girando sem cair. Parabéns e tire umas férias de vez em quando para não ter uma estafa ou coisa pior!

de 4 à 6 pontos: média 5, passou!!! Pode se parabenizar todas as noites, antes de dormir e de manhã, ao acordar! Apesar de tudo o que construiu, amiga, você é normal, normal, NORMAL!!! Acostume-se com o sentimento de inadequação diante das poderosas desse planeta e toque a vida com personalidade e perseverança!

de 1 à 3 pontos: bem-vinda ao clube! Tá muito bem, continue na batalha, nada de desânimo. A vida está aí cheia de oportunidades e você ainda pode fazer muita coisa. Nâo esqueça que você é normal, normal, NORMAL!!!!

Zero pontos - não é possível! Pelo menos 1 pontinho você marcou nesse teste! Deixe de ser curiosa e vá para a sua faixa de pontução.

Valeu, mulherada! Vamos em frente! Não fomos formatadas como cubos de gelo em série, ainda bem. Personalidade, brilho nos olhos e vontade de viver valem ouro e vão longe. E, por tudo que é mais sagrado, não esqueçamos de ser um pouquinho felizes! Como diria o sábio Gilberto Gil: " O melhor lugar do mundo é aqui e agora". Flores pra nós!

foto: Anusha Jardim

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que realmente importa

De tempos em tempos é bom fazer uma certa análise das nossas prioridades. Afinal, o que realmente importa? Tirando a questão da sobrevivência em si, saúde e tal, as prioridades são (ou deveriam ser) sempre muito simples. Tenho pensado muito nessa questão. Para definir prioridades, é preciso antes definir valores. São eles que norteiam tudo o mais.

Há pessoas para quem a foto vale mais que o fato, vale mais que o afeto. Não importa se é tudo falso, de fachada, se a foto ficou boa, então está tudo bem, tudo perfeito. No perfeito, não há lugar para nada que fuja do padrão, para o divórcio, para o luto, não há margem para erro ou recomeço. Os esqueletos vão ficando enterrados nos armários e fedem enquanto apodrecem. É certamente uma forma de viver: viver de aparências. Para o egocêntrico, o que importa é ele e o que pensam dele, perdendo a oportunidade de conhecer o seu entorno. A vida passa e ele deixou de conhecer um fillho, um pai, um amigo maravilhoso que estava bem ali, mas que ele não teve olhos para ver. Construiu à sua volta o muro intransponível do isolamento, e reina absoluto em seu delírio, sua bênção é mesmo sua ignorância. Para esses, tenho pouco ou nenhum tempo.

Gosto mesmo é da troca, e quero aplicar meu tempo tecendo e fortalecendo vínculos. Ter tempo de ouvir o outro e poder dialogar de coração para coração. Isso, pra mim, é o que faz a vida tão linda e rica, é o que dá sentido à nossa breve existência. Assim, posso rir, chorar e me emocionar ao descobrir o valor das relações, sejam elas de homem e mulher, de amigas, de padrasto e enteado, de tia e sobrinha, de porteiro e morador, relações de amor e de amizade. É bom demais esse negócio! Nessas relações, há integridade, integração de luz e sombra, as caveiras podem sentar na sala, são tratadas com respeito e compaixão, arejadas, trazidas ao sol da verdade, não fedem. Podem até denegrir a perfeição das aparências, mas e daí, se o que importa é o conteúdo?

Assim, termino essa postagem citando Elza Soares: "o que se leva dessa vida é o que se come, o que se bebe, o que se brinca, ai ai."


terça-feira, 9 de junho de 2009

Acerta o passo, amor!

Mais um texto que recebi por email, dessa vez sei que é da autoria de Rosana Braga. Não a conheço, mas a sincronicidade do texto com meus sentimentos já me fazem grata à ela... Um texto dedicado à delicada (e frágil e volátil) sintonia do amor. Aí vai:

"Saí para caminhar num parque perto de casa, esta linda manhã de sol. Em silêncio, atenta a minha própria respiração, era inevitável observar as tantas pessoas que iam e vinham. O dia e aquele lugar estavam encantadoramente sintonizados. Algumas pessoas andavam sozinhas, outras com seus pares. Avós brincavam com seus netos, mães e pais com seus filhos. Amigos confidenciavam as novidades entre si e riam de seus causos. Muitas vidas. Diferentes sonhos. Incontáveis sentimentos.

Cada um anda no seu ritmo, pensei numa fração de segundo. Tal reflexão foi decorrente de uma cena específica: já havia notado bem próximo de mim, um casal caminhando a passos largos, como quem quer abandonar a vida sedentária e ganhar em boa forma e saúde.
Tanto ele quanto ela eram jovens, bonitos e visivelmente comprometidos, devido à aliança que ocupava o dedo anelar da mão esquerda de ambos. Depois de alguns bons metros, ela foi ficando para trás, mas distraída com tantas paisagens, sons e movimentos, nem percebeu. Talvez eu achasse que nem ele, não fossem suas recorrentes olhadinhas para trás, a fim de monitorar a distância que os separava. De repente, como quem não quer diminuir a velocidade, mas também não quer perder de vista sua companheira, ele gritou (num tom imperativo e, ao mesmo tempo, cheio de ternura): “acerta o passo, amor!”.

Surpreendida pela própria situação, ela se assustou e imediatamente sorriu, dando alguns pulinhos até alcançá-lo. Neste momento, numa atitude sincronizada e cheia de significados, os dois se deram as mãos e continuaram a caminhada em silêncio. Cruzei com eles mais duas vezes e lá estavam, sintonizados, de mãos dadas, provando que basta um tantinho de atenção e disponibilidade para que duas pessoas caminhem lado a lado, rumo a um único objetivo, em última instância: continuarem juntas, cada qual incentivando a outra quando – por qualquer razão – seu ritmo diminuir!

Mas, infelizmente, a maioria dos casais anda distraída demais para se dar conta de que o outro está muito adiante ou de que ficou para trás. Falta atenção de um e disponibilidade do outro. Esquecem de darem-se as mãos e a sintonia vai desaparecendo em meio a rotina cansativa e morna do dia-a-dia. Sempre penso que não importa qual seja o objetivo, um encontro só pode ser bom quando há sintonia, quando os ritmos estão afinados. Porque quando o desejo de um é diferente do desejo do outro, chegará o tempo em que as insatisfações serão cada vez maiores. Seria o mesmo que dizer que acredito em quem aposta na possibilidade de amar pelos dois numa relação. Creio que relacionamentos sejam feitos de reciprocidade e troca. Não se trata de contabilizar, mas de cada um fazer a sua parte. Também não se trata de submeter os sentimentos a uma avaliação racional, mas de perceber que dois corações não podem se enxergar quando um corre na frente e o outro corre atrás. Portanto, se realmente quer estar com uma pessoa, minha sugestão é que você note onde ela está: à sua frente, atrás de você ou ao seu lado? Se a sua resposta não for a terceira opção, trate de acertar o passo, amor!"
Sei que não é fácil assim...
foto: Adriana Pinheiro
pássaros de cerâmica: Elisa Ceppas
escapulário do amor: Jana Carrano 21- 8105 1227
Rosana Braga é conferencista, escritora, jornalista e consultora em relacionamentos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O laço e o abraço

poema genial da psicóloga Maria Beatriz Marinho dos Anjos:

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!




ilustração de Mimi Noland do livro The Little Book of Hugs, Kathleen Keating

terça-feira, 24 de março de 2009

Sobre orkut, facebook e outros bichos

Nessa onda internética, há vários sites e redes de relacionamento ao nosso dispor. Não tenho orkut, na verdade, implico com o orkut, pois toda vez que ouço falar dele no consultório é um tal de "fulano entrou na minha página pra ver se cicrano tinha deixado algum recado e aí encontrou a mensagem de beltraninho e deu o maior problema" ou ainda "fui na página da ex mulher dele e vi que ele tinha mandado flores pra ela, aí, terminei com ele". Em suma, o orkut me parece um meio de devassar e bisbilhotar a vida alheia... tanto que adorei (e acreditei) quando vi um cara na rua vestindo uma camiseta com os seguintes dizeres: "orkut ruined my life" (o orkut arruinou a minha vida) rsrs. Em contrapartida, conheço gente que usa o orkut para contatos de trabalho e nunca teve o menor problema. Como disse, sabiamente, um amigo: "o problema não é o orkut, mas o uso que as pessoas fazem dele". Ok, concordo, mas continuo não tendo uma página lá.

Até que ontem, uma amiga me convenceu a ter uma página no facebook. O troço tem uma ferramenta que cruza seus contatos de email e descobri que lá estavam vários queridos meus. Não sei bem ainda pra que serve o facebook... mas ninguém pode acessar um perfil sem a aprovação do dono da página e só de ter encontrado alguns amigos queridos, já valeu. Agora, o que eu quero mesmo comentar aqui é o seguinte: na página do perfil tem lá uma caixa chamada "status de relacionamento" onde as opções são (vou escrever do jeitinho que tá lá e comentar nos parênteses):
- solteiro (ok)
- em um relacionamento sério (gente, ninguém fala isso! como assim? não parece que o relacionamento é meio um tédio? ou sou eu que sou implicante?)
- em um noivado (sem comentários...)
- cônjuge (credo!)
- em um relacionamento enrolado (hã?!? será que alguém marca essa opção?)
- amizade-colorida (com hífen. achava que o termo já tinha caducado e sido atualizado para "ficante"...)

Fiquei estupefata! Quem escreveu isso? Ou melhor, quem traduziu isso? O que há de errado com solteiro, namorando, casado, separado, viúvo e pegando? Lembrei do Sílvio Santos que, trinta anos atrás, perguntava pros calouros se eram solteiros, casados ou tico-tico-no-fubá, muito mais moderno que o facebook!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sobre o coração

Achei uma passagem muito linda, escrita pela romancista britânica Charlotte Bronte (1816-1855). Eu a havia anotado num pedacinho de papel que hoje caiu de um livro... vai para o blog... um pouco de poesia. O original é assim:

The human heart has hidden treasures
in secret kept, in silence sealed
the thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures
whose charms are broken if revealed.

A tradução:
O coração humano tem tesouros escondidos
Em segredo mantidos, em silêncio selados
Pensamentos, esperanças, sonhos, prazeres
cujo encanto quebraria se revelados.



foto: Sascha Mühlenhoff

Ainda no tema do coração humano, não deixem de assistir o último filme do Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, um filme sobre os desejos do coração e talvez sobre sua eterna insatisfação. O que esperamos do amor? Estabilidade ou arrebatamento? Será que sempre falta alguma coisa, algum ingrediente secreto? E, se sempre falta esse tal ingrediente secreto, será que não deveríamos nos contentar com a falta dele? Ou será que devemos buscá-lo como aventureiros incansáveis? Vale um debate.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ele simplesmente não está a fim de você

É o título de um livro escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccilo, ambos roteiristas da série Sex and the City, publicado aqui pela editora Rocco. Como se pode notar pelo título, o livro é um verdadeiro balde de água fria naquelas mil e oitenta desculpas que as mulheres costumam dar para o descaso dos homens que dizem que vão ligar e não ligam (nem atendem as ligações), também pra aqueles que vêm com um papinho do tipo “não estou preparado pra ter um relacionamento agora” e “você é uma mulher muito legal mas, blá blá blá” (pode preencher o blá blá blá com sua imaginação).

Ouvi falar desse livro há uns quatro anos, mas só o comprei uns dois anos depois. Estava conversando com uma amiga sobre esses assuntos, entramos numa livraria e, munidas do livro, sentamos em um café. Demos muita risada folheando juntas e lendo uma para a outra a cartilha de Greg e Liz. Nos identificamos, identificamos amigas, e, em alguns trechos, era rir para não chorar da perda de tempo que determinadas relações podem ser.

O livro traz relatos de inúmeras mulheres que sofrem por não ter dos homens a atenção merecida, seguidos da opinião de Greg, que detona o auto-engano, rasgando em pedacinhos o véu da ilusão. Apesar de não concordar piamente com Greg no capítulo sobre traição por achar que é radical demais, a verdade do livro é inegável.

Se enganar, assim como ser enganada, rejeitada, ou tomar um olímpico pé na bunda, faz parte da trajetória de todo mundo que se aventura no amor. O problema não é entrar numa roubada, (isso é normal): o problema é insistir nela, não mudar de padrão. Se por acaso você estiver investindo sua energia em uma relação com alguém que você acha que, no fundo, gosta de você, mas que contradiz a sua teoria em todas as atitudes, leia o livro. Saia já do auto-engano e valorize-se!

domingo, 18 de maio de 2008

A nova família

Outro dia estava em uma festa de aniversário quando o assunto cambou para o fato de reis e rainhas não viajarem no mesmo avião que seus herdeiros, pois em caso de acidente, o país ficaria sem monarca. Foi quando uma amiga disse: "taí a vantagem de filhos de pais separados: eles nunca vão perder pai e mãe em um mesmo acidente!" Inicialmente, todos acharam graça, mas dali por diante, começamos a enumerar os ganhos da criança de pais separados, e ao contrário do que se pensa, eles existem.

O divórcio marca o fim de um casamento, não o fim da família. É natural que inicialmente as coisas fiquem um pouco confusas até que todos tenham se adaptado à nova condição. O essencial para os filhos é não virarem moeda de troca, não serem postos no meio da briga. Que os pais se tratem com um mínimo de civilidade e não fiquem falando mal um do outro. Se há mágoas, que essas sejam trabalhadas com amigos e terapeutas, não com as crianças. Filhos querem poder estar com pai e mãe em datas importantes, como aniversários e apresentações do teatro da escola, sem que o fato estarem todos em um mesmo lugar seja motivo de tensão e conflito.

Quando os pais recasam, as famílias crescem, o filho passa a ter mais referências, mais pessoas a quem recorrer, a quem amar. As famílias ganham agregados, novos tios, avós, graus de parentesco tão novos que não há termos em nossa língua para designá-los. Usamos "avô-postiço" e "tio-emprestado", mas o "postiço" e o "emprestado" já estragam um pouco o vínculo. Meu pai, por exemplo, tem quatro filhos de outros casamentos e nunca os apresento como "meio-irmãos", refiro-me a eles como irmãos simplesmente, e quando tenho que explicar, prefiro dizer que são meus irmãos por parte de pai, acho mais simpático.

Temos muito o que aprender sobre a nova família, por isso recomendo a todos o livro DUAS CASAS E UMA MOCHILA que a terapeuta de família Sonia Mendes lança no próximo dia 25. Tenho certeza que o livro vai ajudar muitas crianças e pais a viverem melhor esse momento tão conturbado da separação.

domingo, 11 de maio de 2008

Saturno, Vênus e a arte do encontro

No mapa natal, Vênus reflete nossas escolhas, tanto no amor, como nas amizades. É um planeta de troca com o outro, indica aquilo que nos atrai, o que nos é caro, o que valorizamos, do que e de quem gostamos, o que nos dá prazer. Vênus simboliza nossa forma de amar, tanto amar ao outro quanto a nós mesmos. Por isso, quando queremos saber de relacionamentos, é para Vênus que devemos olhar.

A cada sete anos, aproximadamente, nossa Vênus natal é aspectada por Saturno em trânsito. Isso ocorre para cada um em épocas distintas, mas sempre nesse ciclo de sete em sete anos. Esse é o momento para examinarmos com sinceridade as nossas trocas, se elas têm sido ou não satisfatórias. O trânsito pede uma análise das nossas relações: se têm bases sólidas, se têm estrutura para maior comprometimento. Se temos ou não agido de forma coerente com nosso desejo. Essa análise pode até levar a uma crise, mas ela é necessária para que façamos ajustes condizentes para uma vida mais satisfatória. Até as amizades passam por esse crivo saturnino: que amigos são amigos para todas as horas, quais são os muito divertidos, mas só para o oba-oba. Em suma, o trânsito pede uma arrumação das prateleiras sentimentais, um exame das datas de validade e qualidades dos relacionamentos.

Se estamos casados, o trânsito apresenta uma oportunidade de revermos as bases do contrato. Podemos atualizar cláusulas, falar ao parceiro das nossas prioridades, dedicar um pouco mais de tempo e energia na relação.

Se estamos sós e em busca de um amor, é tempo de refletir se nossas atitudes têm sido sabotadoras ou construtivas. Saturno pede cautela, é um planeta de critério e seriedade. É bom aproveitar o momento para dar uma melhorada na auto-estima, é clichê, mas é verdade: quando nos gostamos, temos mais chances de sermos gostados. Desespero atrai desespero, agir por impulso ou carência não é a onda de Saturno. O cara é sério e demanda uma análise dos nossos valores para que possamos então encontrar pessoas que tenham a ver com eles. Saturno pergunta à Vênus o que ela realmente deseja e parte em busca dessa realização. Eu sei que um encontro amoroso não depende exclusivamente da nossa vontade, mas fica mais fácil para o universo materializar o que queremos se soubermos o que é.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Para as meninas

De vez em quando, chega uma pérola por email ... Bem, aí vai uma de autor desconhecido, que dedico às noivas do ano: Sílvia, Mari, Luli, Nanda e Duda (esqueci de alguma?)

'Homem tem que ser tratado igual cabelo!
Um dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola,
dá uma cortada quando precisa,
uma semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo!

Fala a verdade... cabelo dá um trabalho... Mas e lá a gente consegue viver careca???'