quinta-feira, 4 de julho de 2013
Vamos fugir, deste lugar, babe!
Há sim, homens maravilhosos por aí, mas os tipinhos abaixo são o que minha sábia avó chamaria de pura perda de tempo... Sei também que faz parte da vida ter tido pelo menos dois deles no currículo, afinal, a gente não nasce sabendo... O que passou, passou e que sirva de experiência. Bola pra frente. O intuito da lista é alertar e evitar futuros desastres que podem, e vão, machucar mais ainda o seu lindo e bondoso coração. Sei que não é bonito rotular e classificar as pessoas, mas quem resiste?
Atenção! Modo de usar: Os tipos classificados abaixo não são auto-excludentes, ou seja, há os que conseguem pertencer a mais de uma categoria ao-mesmo-tempo-agora! E, se você já está irrevogavelmente apaixonada e envolvida com um deles, não se desespere, tudo passa!
1 - O ESPORTISTA - esse te dá o maior mole, lança frases de efeito que fazem sua cabeça pirar por dias e noites! Tudo indica que ele está caidinho por você, e que vai rolar em breve, mas ele caça por esporte, amor. Tudo não passa de um teste pra ver se você é ou não receptiva ao seu charme quase irresistível. Na hora da finalização, ele dá uma de Sergio Ramos, aquele jogador da seleção espanhola que chutou o pênalti pra fora... Em suma, melhor sumir!
2 - O SABONETE - esse, todo mundo conhece pelo menos três... Tem muita coisa em comum com o tipo esportista, com a vantagem de que consegue finalizar. Pode até ser um bom PA. - Se você não sabe o que é um PA, pergunta pra uma amiga mais sagaz. - Mas a serventia é essa e não passa disso. Ele muda de forma e escorrega sempre... Some e reaparece, tem super poderes! Ok, não precisa fugir dos sabonetes, mas se não sabe brincar, não desce pro play!
3 - O SISSI KING - esse bofe se sente: se acha a última coca-cola do deserto, o último biscoito do pacote, a bala que matou Kennedy. Ui que preguiça! Merece ser colocado no banco dos reservas por tempo indeterminado pra ver se volta com um textinho remodelado, mais humilde e coerente. Atenção, nunca elogie ou dê muito mole pra esse tipo pois você só está contribuindo pra sua sissizice atávica e, o que é pior, enfraquecendo o nosso lado.
4 - O MAL CASADO - Vixi, piorou... esse faz a linha coitado, vítima de um casamento horrível, muito infeliz, uma megera monstra com quem ele "não tem mais nada há anos" costuma ser a mãe dos filhos que ele ama perdidamente... Geralmente se dá superbem e descola uma amante de primeiríssima, sempre pronta a lhe agradar, com vocação para salvadora da pátria. Se está envolvida com um desses, busque terapia, ou também pode sentar e esperar ele separar da monstra mocréia pra ficar com vocêzinha, só não prende a respiração!
Queridas, há outros tipos perigosíssimos no mercado, como o aproveitador, o encostado, o drogado, o tirano e o recalcado, mas desses eu não quero nem falar! Corra, Lola, corra!
E lembre-se:
beijos e boa sorte
sábado, 15 de setembro de 2012
50 tons - preto no branco, cores berrantes e aquarelas
Como recém li o Intimidade, da antropóloga Mirian Goldenberg, alguns conceitos dela me vêm à mente. O primeiro deles é o nosso desejo intrínseco de agradar ao parceiro. Queremos agradar, nascemos para agradar, nos agrada agradar. Na relação entre os personagens do 50 Tons, há um contrato explícito de dominação e submissão. Contrato esse que descofio estar presente na maioria dos relacionametos amorosos. Só que, diferente da narrativa do livro, essa questão está velada, implícita, não assumida, como se fossem aquelas letrinhas minúsculas que nunca ninguém lê... - O que agrada e o que desagrada o parceiro. O que devo fazer para ser recompensada? O que tenho medo de fazer e ser punida? - Cada relacionamento tem lá seu próprio jogo de poder... Cabe um alerta: quase sempre o que é obvio é invertido: "As vezes quem pede perdão é que está perdoando, e da vida recebe o troco quem paga pra ver..." como diz tão lindamente a poesia do samba Deixa de dar Defeito de autoria do meu amigo Rogê em parceria com Marcelinho Moreira.
Há muitos outros conceitos de Mirian presentes na trilogia, além desse da necessidade de agradar: o do corpo como capital, o da autovalorização pautada no ser a única na vida do parceiro, mas o conceito que mais me assusta é o da "miséria subjetiva". É o seguinte: em suas pesquisas com mulheres brasileiras, a antropóloga descobriu que a queixa da falta é recorrente. Umas queixam-se de falta de afeto na relação, outras, de falta de intimidade, outras ainda, da falta da relação em si... falta isso, falta aquilo, a lista das faltas é infinda... Mirian chama essa falta de miséria subjetiva. E voilá, na trilogia dos 50 Tons, lá está a falta... Como assim tanto e tão pouco?
Entendo que a falta é o que nos move, sem ela, poderíamos ficar mediocremente estagnados... E sei que a alma tem muitos anseios, cada um/uma de nós tem em si seu buraco negro... (Isso deve remontar a Freud e sua teoria de inveja do pênis... não sei, chego a pensar na falta como algo descrito na nossa própria anatomia... ) Mas a questão é que não quero ser um poço de insaciabilidade. Me recuso a pautar a vida no que me falta. E quando me sinto muito queixosa e faltosa, terror ao qual não sou imune, tento fazer o exercício de pensar no que eu tenho. Quero focar na metade cheia do copo. Xô xô, de mim, miséria subjetiva!
mais um samba, o samba salva! MANEIRAS, na voz do rei Zeca -
quinta-feira, 8 de março de 2012
O mapa da mina
É que, enquanto para os homens a chama do desejo é acesa pelos olhos, - basta observar a quantidade de revistas com fotos eróticas vendidas nas bancas de jornal para deleite dos héteros e gays, - para nós, mulheres, o portão de entrada principal são os ouvidos. Daí sermos todas apaixonadas por trovadores delicados como Gil ou Chico Buarque!
É isso, simples assim, como diria a velha canção, Try a Little Tenderness. Pode confiar, não há mulher emburrada que resista a palavras sussuradas ao pé do ouvido, podem ser doces e/ou picantes: sempre funcionam! Querido leitor, os ouvidos da sua amada são o seu passaporte para o jardim das delícias. Diga palavras simples e sinceras e terá da sua musa aquilo o que desejar.
No mais, se quiser uma aula master avançada, leia Xico Sá!
domingo, 15 de maio de 2011
Um homem pra chamar de seu
É essencial ressaltar o quanto, apesar de todas as conquistas no âmbito sócio-econômico, nós mulheres continuamos tendo a vida amorosa como fonte primordial de validação da nossa existência/felicidade. Talvez por questões fora do alcance consciente... Recebemos uma herança de crença coletiva que pode sussurar ou gritar frases como "você é independente demais para atrair um homem", "o fim do seu casamento foi culpa sua, você não soube "segurar" o seu marido", "coitada de você, está sozinha... não dá sorte nos relacionamentos!" Se essas vozes estão secretamente no comando, que preço estamos dispostas a pagar para ter um relacionamento? Calar essas vozes talvez seja uma tarefa individual, mas que precisa ser trazida à luz da discussão se for para transmitirmos às gerações futuras conceitos mais flexíveis de felicidade.
No último programa Saia Justa, exibido no GNT, foi posto em debate o resultado de uma pesquisa da cientista social Debora Emm, exatamente sobre esse tema. A revelação de um segredo íntimo, a nossa sensação de inadequação ou incompetência quando estamos sozinhas. Vale assistir:
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Condição de entrega
O texto, no entanto, não saiu diretamente das mãos abençoadas de Martha para a minha leitura: ele me foi lido ao telefone, pela voz doce, mansa e segura de uma grande amiga. Não sei como vai cair em cada um que o ler, mas sorvi cada palavra avidamente, junto com o ar que respiro, indo cada vez mais fundo, enquanto elas iam sendo carregadas pela minha corrente saguínea A+ até chegar ao bichão que, graças a deus, bate no compasso.
Vamos à ele:
"CONDIÇÃO DE ENTREGA
Acaba de ser revelado o que uma mulher quer e que Freud nunca descobriu. Ela quer uma relação amorosa equilibrada onde haja romance, surpresa, renovação, confiança, proteção e, sobretudo, condições de entrega. É com essa frase objetiva e certeira que Ney Amaral abre seu livro Cartas a uma Mulher Carente, um texto suave que corria o risco de soar meio paternalista, como sugeria o título, mas não. É apenas suave.
Romance, surpresa etc, não chegam a ser novidade em termos de pré-requisitos para um amor ideal, supondo que amor ideal exista, mas "condição de entrega" me fez erguer o músculo que fica bem em cima da sobrancelha, aquele que faz com que a gente ganhe um ar intrigado, como se tivesse escutado pela primeira vez algo que merece mais atenção.
Mesmo havendo amor e desejo, muitas relações não se sustentam, e fica a pergunta atazanando dentro: por quê? O casal se gosta tanto, o que os impede de manter uma relação estável, divertida e sem tanta neura?
Condição de entrega: se não existir, a relação tampouco existirá pra valer. Será apenas um simulacro, uma tentativa, uma insistência.
Essa condição de entrega vai além da confiança. Você pode ter certeza de que ele é uma pessoa honesta, de que falou a verdade sobre aquele sábado em que não atendeu ao telefone, de que ele realmente chegará na hora que combinou. Mas isso não é tudo. Pra ser mais incômoda: isso não é nada.
A condição de entrega se dá quando não há competitividade, quando o casal não disputa a razão, quando as conversas não têm como fim celebrar a vitória de um sobre o outro. A condição de entrega se dá quando ambos jogam no mesmo time, apenas com estilos diferentes. Um pode ser mais rápido, outro mais lento, um mais aberto, outro mais fechado: posições opostas, mas vestem a mesma camisa.
A condição de entrega se dá quando se sabe que não haverá julgamento sumário. Diga o que disser, o outro não usará suas palavras contra você. Ele pode não concordar com suas ideias, mas jamais desconfiará da sua integridade, não debochará da sua conduta e não rirá do que não for engraçado.
É quando você não precisa fingir que não pensa o que, no fundo, pensa. Nem fingir que não sente o que, na verdade, sente.
Havendo condição de entrega, então, a relação durará para sempre? Sei lá. Pode acabar. Talvez vá. Mas acabará porque o desejo minguou, o amor virou amizade, os dois se distanciaram, algo por aí. Enquanto juntos, houve entrega. Nenhum dos dois sonegou uma parte de si.
Quando não há condição de entrega, pode-se arrastar, prolongar, tentar um amor pra sempre. Mas era você mesmo que estava nessa relação?
Condição de entrega é dar um triplo mortal intuindo que há uma rede lá embaixo, mesmo que todos saibamos que não existe rede pro amor. Mas a sensação da existência dela basta."
Vou dar um beijo na Martha Medeiros.
"Ask me no more" (1906) pintura de Sir Lawrence Alma-Tadema
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Curtinha - Veríssimo ou não Veríssimo?
"Uma pessoa é uma coisa muito complicada. Mais complicada que uma pessoa, só duas. Três, então, é um caos, quando não é um drama passional. Mas as pessoas só se definem no seu relacionamento com outras. Ninguém é o que pensa que é, muito menos o que diz que é (...) Ou seja, ninguém é nada sozinho, somos o nosso comportamento com o outro".
Aí, Sonia Mendes - mestra e sábia - terapeuta de familia que, portanto, trabalha com sistemas inter-relacionais, fez o seguinte comentário: "Genial! Veríssimo pensa sistemicamente."
Naturalmente. :)

trabalho dos osgemeos, grafiteiros e artistas plásticos, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Mulheres do século XXI
foto: Anusha Jardimsexta-feira, 21 de agosto de 2009
O que realmente importa
Há pessoas para quem a foto vale mais que o fato, vale mais que o afeto. Não importa se é tudo falso, de fachada, se a foto ficou boa, então está tudo bem, tudo perfeito. No perfeito, não há lugar para nada que fuja do padrão, para o divórcio, para o luto, não há margem para erro ou recomeço. Os esqueletos vão ficando enterrados nos armários e fedem enquanto apodrecem. É certamente uma forma de viver: viver de aparências. Para o egocêntrico, o que importa é ele e o que pensam dele, perdendo a oportunidade de conhecer o seu entorno. A vida passa e ele deixou de conhecer um fillho, um pai, um amigo maravilhoso que estava bem ali, mas que ele não teve olhos para ver. Construiu à sua volta o muro intransponível do isolamento, e reina absoluto em seu delírio, sua bênção é mesmo sua ignorância. Para esses, tenho pouco ou nenhum tempo.
Gosto mesmo é da troca, e quero aplicar meu tempo tecendo e fortalecendo vínculos. Ter tempo de ouvir o outro e poder dialogar de coração para coração. Isso, pra mim, é o que faz a vida tão linda e rica, é o que dá sentido à nossa breve existência. Assim, posso rir, chorar e me emocionar ao descobrir o valor das relações, sejam elas de homem e mulher, de amigas, de padrasto e enteado, de tia e sobrinha, de porteiro e morador, relações de amor e de amizade. É bom demais esse negócio! Nessas relações, há integridade, integração de luz e sombra, as caveiras podem sentar na sala, são tratadas com respeito e compaixão, arejadas, trazidas ao sol da verdade, não fedem. Podem até denegrir a perfeição das aparências, mas e daí, se o que importa é o conteúdo?
Assim, termino essa postagem citando Elza Soares: "o que se leva dessa vida é o que se come, o que se bebe, o que se brinca, ai ai."

terça-feira, 9 de junho de 2009
Acerta o passo, amor!
Tanto ele quanto ela eram jovens, bonitos e visivelmente comprometidos, devido à aliança que ocupava o dedo anelar da mão esquerda de ambos. Depois de alguns bons metros, ela foi ficando para trás, mas distraída com tantas paisagens, sons e movimentos, nem percebeu. Talvez eu achasse que nem ele, não fossem suas recorrentes olhadinhas para trás, a fim de monitorar a distância que os separava. De repente, como quem não quer diminuir a velocidade, mas também não quer perder de vista sua companheira, ele gritou (num tom imperativo e, ao mesmo tempo, cheio de ternura): “acerta o passo, amor!”.

segunda-feira, 6 de abril de 2009
O laço e o abraço
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

ilustração de Mimi Noland do livro The Little Book of Hugs, Kathleen Keating
terça-feira, 24 de março de 2009
Sobre orkut, facebook e outros bichos
Até que ontem, uma amiga me convenceu a ter uma página no facebook. O troço tem uma ferramenta que cruza seus contatos de email e descobri que lá estavam vários queridos meus. Não sei bem ainda pra que serve o facebook... mas ninguém pode acessar um perfil sem a aprovação do dono da página e só de ter encontrado alguns amigos queridos, já valeu. Agora, o que eu quero mesmo comentar aqui é o seguinte: na página do perfil tem lá uma caixa chamada "status de relacionamento" onde as opções são (vou escrever do jeitinho que tá lá e comentar nos parênteses):
- solteiro (ok)
- em um relacionamento sério (gente, ninguém fala isso! como assim? não parece que o relacionamento é meio um tédio? ou sou eu que sou implicante?)
- em um noivado (sem comentários...)
- cônjuge (credo!)
- em um relacionamento enrolado (hã?!? será que alguém marca essa opção?)
- amizade-colorida (com hífen. achava que o termo já tinha caducado e sido atualizado para "ficante"...)
Fiquei estupefata! Quem escreveu isso? Ou melhor, quem traduziu isso? O que há de errado com solteiro, namorando, casado, separado, viúvo e pegando? Lembrei do Sílvio Santos que, trinta anos atrás, perguntava pros calouros se eram solteiros, casados ou tico-tico-no-fubá, muito mais moderno que o facebook!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Sobre o coração
The human heart has hidden treasures
in secret kept, in silence sealed
the thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures
whose charms are broken if revealed.
A tradução:
O coração humano tem tesouros escondidos
Em segredo mantidos, em silêncio selados
Pensamentos, esperanças, sonhos, prazeres
cujo encanto quebraria se revelados.
Ainda no tema do coração humano, não deixem de assistir o último filme do Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, um filme sobre os desejos do coração e talvez sobre sua eterna insatisfação. O que esperamos do amor? Estabilidade ou arrebatamento? Será que sempre falta alguma coisa, algum ingrediente secreto? E, se sempre falta esse tal ingrediente secreto, será que não deveríamos nos contentar com a falta dele? Ou será que devemos buscá-lo como aventureiros incansáveis? Vale um debate.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ele simplesmente não está a fim de você
Ouvi falar desse livro há uns quatro anos, mas só o comprei uns dois anos depois. Estava conversando com uma amiga sobre esses assuntos, entramos numa livraria e, munidas do livro, sentamos em um café. Demos muita risada folheando juntas e lendo uma para a outra a cartilha de Greg e Liz. Nos identificamos, identificamos amigas, e, em alguns trechos, era rir para não chorar da perda de tempo que determinadas relações podem ser.
O livro traz relatos de inúmeras mulheres que sofrem por não ter dos homens a atenção merecida, seguidos da opinião de Greg, que detona o auto-engano, rasgando em pedacinhos o véu da ilusão. Apesar de não concordar piamente com Greg no capítulo sobre traição por achar que é radical demais, a verdade do livro é inegável.
Se enganar, assim como ser enganada, rejeitada, ou tomar um olímpico pé na bunda, faz parte da trajetória de todo mundo que se aventura no amor. O problema não é entrar numa roubada, (isso é normal): o problema é insistir nela, não mudar de padrão. Se por acaso você estiver investindo sua energia em uma relação com alguém que você acha que, no fundo, gosta de você, mas que contradiz a sua teoria em todas as atitudes, leia o livro. Saia já do auto-engano e valorize-se!
domingo, 18 de maio de 2008
A nova família
domingo, 11 de maio de 2008
Saturno, Vênus e a arte do encontro
A cada sete anos, aproximadamente, nossa Vênus natal é aspectada por Saturno em trânsito. Isso ocorre para cada um em épocas distintas, mas sempre nesse ciclo de sete em sete anos. Esse é o momento para examinarmos com sinceridade as nossas trocas, se elas têm sido ou não satisfatórias. O trânsito pede uma análise das nossas relações: se têm bases sólidas, se têm estrutura para maior comprometimento. Se temos ou não agido de forma coerente com nosso desejo. Essa análise pode até levar a uma crise, mas ela é necessária para que façamos ajustes condizentes para uma vida mais satisfatória. Até as amizades passam por esse crivo saturnino: que amigos são amigos para todas as horas, quais são os muito divertidos, mas só para o oba-oba. Em suma, o trânsito pede uma arrumação das prateleiras sentimentais, um exame das datas de validade e qualidades dos relacionamentos.
Se estamos casados, o trânsito apresenta uma oportunidade de revermos as bases do contrato. Podemos atualizar cláusulas, falar ao parceiro das nossas prioridades, dedicar um pouco mais de tempo e energia na relação.
Se estamos sós e em busca de um amor, é tempo de refletir se nossas atitudes têm sido sabotadoras ou construtivas. Saturno pede cautela, é um planeta de critério e seriedade. É bom aproveitar o momento para dar uma melhorada na auto-estima, é clichê, mas é verdade: quando nos gostamos, temos mais chances de sermos gostados. Desespero atrai desespero, agir por impulso ou carência não é a onda de Saturno. O cara é sério e demanda uma análise dos nossos valores para que possamos então encontrar pessoas que tenham a ver com eles. Saturno pergunta à Vênus o que ela realmente deseja e parte em busca dessa realização. Eu sei que um encontro amoroso não depende exclusivamente da nossa vontade, mas fica mais fácil para o universo materializar o que queremos se soubermos o que é.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Para as meninas
'Homem tem que ser tratado igual cabelo!
Um dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola,
dá uma cortada quando precisa,
uma semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo!
Fala a verdade... cabelo dá um trabalho... Mas e lá a gente consegue viver careca???'


