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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Como comprar o Pequeno Manual de Astrologia & Estilo?
Rio de Janeiro:
Lojas:
Gabinete Duilio Sartori - rua Lopes Quintas, 87, Jd Botânico
Mutações - Largo dos Leões e Galeria River
Livrarias:
Argumento (Leblon) - (21) 2239-5294
Assis (café Cosme Velho) Rua Cosme Velho, 174 lj 6 Laranjeiras Tel.: (21) 2285-2575.
Blooks (livraria Unibanco Arteplex) Praia de Botafogo
Carga Nobre - PUC Gávea RJ
Empório das Letras (livraria cinema São Luis) Largo do Machado
Travessa - Centro, Barra, Ipanema e Leblon
À partir da semana que vem, livrarias Cultura de SP e Brasília!
Vendas online para todo o Brasil:
Travessa
Maria Brechó
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Blooks (livraria Unibanco Arteplex) Praia de Botafogo
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sábado, 17 de novembro de 2012
Mais sobre o Pequeno Manual
E nasceu a criança!
Na terça-feira, dia 13, tive a honra de receber os amigos no Gabinete Duilio Sartori, ambiente lindo e único. Foi uma delícia! Gente bacana, astral excelente! Agradeço a presença de cada um dos amigos, pacientes e familiares, que compareceram para me prestigiar, apesar da chuva que pedia um pijama e um sofá... Me senti muito querida e prestigiada.
![]() | |
| fotos de Naná Viveiros, minha sócia no Maria Brechó |
Na ausência da ilustradora Adriana Tavares, em viagem fora do Rio, Henrique e Duilio, dois lindões, mais do que rápido providenciaram um quadro fabuloso dela para ficar pertinho de mim na mesa de autógrafos. Adorei!
(Repare que até baguetes eu ganhei de presente, acho que era uma mensagem simbólica do meu amigo Marcelo: olha o ganha-pão! Amém!)
Aliás, a equipe do Gabinete é impecável: obrigada Duilio, Henrique, Bel, Gisele, Felipe, Rosa e Paulo.
Hoje, pra coroar o trabalho, saiu essa notinha no caderno Ela ---> Adriana Tavares, minha flor, comprei um exemplar do O Globo de hoje para você! Fiquei toda feliz!
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Pequeno Manual de Astrologia & Estilo
O que dizer de um livrinho do qual sou a autora? Que é fruto de um processo, as vezes sofrido, outras muito muito prazerozo, o famoso processo criativo. Meu dia a dia é pautado por incursões astrológicas no psiquismo do outro, em cada atendimento, esse é meu fascínio e meu ganha-pão. Nas horas de folga, me vejo cercada de peças de roupa, fazendo os textos descritivos para o Maria Brechó. Sabe quando você acha uma roupa linda, mas ela não é pra você? Não por não caber ou cair bem, mas por não ser a sua cara... Me
pus então a pensar na forma de vestir de cada pessoa e na moda como meio de expressão
da identidade: Astrologia e Estilo.
Que, apesar de ter me aventurado por esse universo da moda, não sou nenhuma guru no assunto, muito ao contrário, sempre tive uma forma muito própria - e nem sempre apreciada - de vestir e, talvez, por isso mesmo, tenha considerado o livro como um instrumento para que cada um possa entender melhor os ingredientes que compõem a sua personalidade e consequentemente, seu jeito de ser.
Não teria sido possível realizar esse trabalho sem as preciosas e generosas contribuições de experts em moda e estilo. Contei com a colaboração de gente que sabe do riscado, talentos como Carolina Cronemberger, Chris Baerlein, Cristiane Kekei Mesquita, Daniella Martins, Domingos Alcântara, Evelyn Boninaro, Fernanda Villela, Glorinha Marques, Marcella Virzi, Mariana Salim, Pedro Cardoso, Renata Abranchs, Renata Salles Brun, Ronaldo Fraga e Rosanna Naccarato.
As ilustrações da amiga Adriana Tavares deram um charme todo especial ao projeto. Enfim, o compasso é de espera: o filhote vai nascer!
Eis a carica dele:
Pequeno Manual de Astrologia e Estilo - 150 pags - Editora Circuito
Que, apesar de ter me aventurado por esse universo da moda, não sou nenhuma guru no assunto, muito ao contrário, sempre tive uma forma muito própria - e nem sempre apreciada - de vestir e, talvez, por isso mesmo, tenha considerado o livro como um instrumento para que cada um possa entender melhor os ingredientes que compõem a sua personalidade e consequentemente, seu jeito de ser.
Não teria sido possível realizar esse trabalho sem as preciosas e generosas contribuições de experts em moda e estilo. Contei com a colaboração de gente que sabe do riscado, talentos como Carolina Cronemberger, Chris Baerlein, Cristiane Kekei Mesquita, Daniella Martins, Domingos Alcântara, Evelyn Boninaro, Fernanda Villela, Glorinha Marques, Marcella Virzi, Mariana Salim, Pedro Cardoso, Renata Abranchs, Renata Salles Brun, Ronaldo Fraga e Rosanna Naccarato.
As ilustrações da amiga Adriana Tavares deram um charme todo especial ao projeto. Enfim, o compasso é de espera: o filhote vai nascer!
Eis a carica dele:
Pequeno Manual de Astrologia e Estilo - 150 pags - Editora Circuito
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sábado, 10 de março de 2012
Júpiter e Vênus
Gente querida da minha vida, vamos ficar ligados no céu nesse meados de março pois há uma conjunção de Júpiter com Vênus no signo de Touro que ocorre só de 12 em 12 anos e pode ser apreciada a olho nu logo após o por do sol. Daqui, vão parecer duas estrelas muito grandes e de brilho fixo que vão estar juntinhas perto do horizonte a oeste.
O significado não é menos lindo que o visual: Júpiter, deus da fartura e da prosperidade, Vênus, deusa do amor e da beleza, unidos no signo que simboliza o que é prazeroso, estável e consistente. É tempo de valorizar as pequenas coisas que nos fazem felizes no dia-a-dia, de cultivar o nosso próprio bem-estar - num plano muito básico, nos cuidar, comer bem, dormir bem, tomar banho com nosso sabonete favorito, enfeitar a casa com flores - , de demonstrar fiscamente amor, carinho e presença às pessoas a quem amamos - amigos inclusive - , cultivando assim a gentileza e a generosidade.
Tempo de meditar e afirmar a prosperidade em nossas vidas, aceitar os presentes que a vida traz, e de botar a mão na massa para manifestar os empreendimentos e projetos que desejamos realizar. Beijos e boa sorte!
O significado não é menos lindo que o visual: Júpiter, deus da fartura e da prosperidade, Vênus, deusa do amor e da beleza, unidos no signo que simboliza o que é prazeroso, estável e consistente. É tempo de valorizar as pequenas coisas que nos fazem felizes no dia-a-dia, de cultivar o nosso próprio bem-estar - num plano muito básico, nos cuidar, comer bem, dormir bem, tomar banho com nosso sabonete favorito, enfeitar a casa com flores - , de demonstrar fiscamente amor, carinho e presença às pessoas a quem amamos - amigos inclusive - , cultivando assim a gentileza e a generosidade.
Tempo de meditar e afirmar a prosperidade em nossas vidas, aceitar os presentes que a vida traz, e de botar a mão na massa para manifestar os empreendimentos e projetos que desejamos realizar. Beijos e boa sorte!
domingo, 27 de março de 2011
Sobre Urano em Áries
Como primeiro signo do zodiaco, Áries representa o portal de entrada para os 12 signos, o fogo primal, o início dos inícios. É um signo espontâneo e impetuoso, cheio de coragem e vigor. Urano leva aproximadamente 84 anos para dar a volta em todo o zodíaco, tendo então estado em Áries, pela última vez, de 1927 à 1935. Em termos coletivos, a chegada do "despertador celestial" ao signo do fogo inicial pode causar muita instabilidade, terremotos, erupções vulcânicas, sendo que eu não descartaria a possibilidade de violência bélica à medida que em 2012 ele forma uma quadratura com Plutão em Capricórnio.
Urano é o planeta mais irreverente do sistema solar. Está pautado na lei da impermanência. Inesperado, precipitador de mudanças súbitas e de novidades, é o planeta que inverte padrões, sempre desafiando o status quo. Pode parecer um tanto abrupto em sua forma de impor primeiro a desordem e o caos, para poder então imprimir uma nova ordem. É um planeta de abertura às novas possibilidades. Sem compromisso com o acerto, Urano valoriza a experiência do desafio, e nos impele a sair da "zona de conforto" e buscar novas formas de agir. Em termos pessoais, quem tem planetas nos primeiros 10 graus de Áries, Libra, Câncer e Capricórnio está mais imediatamente pilhado por essa energia. Gradativamente, ao longo dos próximos 7 anos, todos com planetas nesses signos serão afetados.
Vamos ter que fazer difente. Mudar ou, ao menos, adotar uma postura mais irreverente e criativa diante da vida. Quanto mais estapafúrdia, excêntrica e inovadora for uma idéia, quanto mais inusitada uma situação, mais Urano nos apoiará na empreitada. Costumo usar a frase "salto de crescimento individual" ao ler trânsitos de Urano. É isso o que ele causa, um baita desconforto ante ao deconhecido, muita adrenalina, inquietação e excitabilidade para que se possa chegar ao despertar (ou insight) que leva ao salto radical. Sem garantias, sem saber ao certo onde se vai chegar... Capacidade de improviso, adaptabilidade e ousadia são ingredientes indispensáveis diante de tais desafios. O cara diz mais ou menos assim: "tava achando que já viveu tudo o que tinha pra viver? pois então, aí vai novidade, se vira aeeeeeeee!"
Canção Mínima
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
Entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.
(Cecília Meireles)
Urano é o planeta mais irreverente do sistema solar. Está pautado na lei da impermanência. Inesperado, precipitador de mudanças súbitas e de novidades, é o planeta que inverte padrões, sempre desafiando o status quo. Pode parecer um tanto abrupto em sua forma de impor primeiro a desordem e o caos, para poder então imprimir uma nova ordem. É um planeta de abertura às novas possibilidades. Sem compromisso com o acerto, Urano valoriza a experiência do desafio, e nos impele a sair da "zona de conforto" e buscar novas formas de agir. Em termos pessoais, quem tem planetas nos primeiros 10 graus de Áries, Libra, Câncer e Capricórnio está mais imediatamente pilhado por essa energia. Gradativamente, ao longo dos próximos 7 anos, todos com planetas nesses signos serão afetados.
Vamos ter que fazer difente. Mudar ou, ao menos, adotar uma postura mais irreverente e criativa diante da vida. Quanto mais estapafúrdia, excêntrica e inovadora for uma idéia, quanto mais inusitada uma situação, mais Urano nos apoiará na empreitada. Costumo usar a frase "salto de crescimento individual" ao ler trânsitos de Urano. É isso o que ele causa, um baita desconforto ante ao deconhecido, muita adrenalina, inquietação e excitabilidade para que se possa chegar ao despertar (ou insight) que leva ao salto radical. Sem garantias, sem saber ao certo onde se vai chegar... Capacidade de improviso, adaptabilidade e ousadia são ingredientes indispensáveis diante de tais desafios. O cara diz mais ou menos assim: "tava achando que já viveu tudo o que tinha pra viver? pois então, aí vai novidade, se vira aeeeeeeee!"
Canção Mínima
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
Entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.
(Cecília Meireles)
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Pacto - um poema à moda antiga
O dia em que contares teus segredos
e teus sonhos
- ou que eles saiam de ti sem que percebas -
Quando me deres um pedaço da tu´alma
para que eu dela cuide, e seja,
ao mesmo tempo, lavrador e passarinho,
Então, em ti confiarei.
Agradecida, em troca,
darei parte de mim para que cuides.
E, lavanda calma,
Esperarei pelos girassóis do teu plantio,
Para deles me aproximar,
depois me apaixonar.
Sabendo que, voláteis, giram para o sol...
A dançar com eles seguirei o caminho
Ora para o nascente, ora para o poente
Como companheira, Vênus, espelho fiel
de ti nunca longe!
Planta na minh´alma tua vida,
E através de ti e da tua dança
descobrirei o eu.
As vezes tão junto que não possa me ver,
Outras vezes mais longe, pra te convencer,
no foco da distância, serei só eu.
E tu, lavrador e passarinho.
Seguiremos firmes. (filmes)
Flexíveis.
Sonhos de nós dois.
No meio, ainda, espaço que nunca finda,
alecrim, sálvia e calêndula,
talvez outros ramos, silvestres,
as daninhas, os sem-cuidados...
Alegria, sabedoria,
desejo, um outro lampejo,
caminho de renovação
levando o sol pr´onde nunca nunca havia.
esse poema é meu mesmo...
e teus sonhos
- ou que eles saiam de ti sem que percebas -
Quando me deres um pedaço da tu´alma
para que eu dela cuide, e seja,
ao mesmo tempo, lavrador e passarinho,
Então, em ti confiarei.
Agradecida, em troca,
darei parte de mim para que cuides.
E, lavanda calma,
Esperarei pelos girassóis do teu plantio,
Para deles me aproximar,
depois me apaixonar.
Sabendo que, voláteis, giram para o sol...
A dançar com eles seguirei o caminho
Ora para o nascente, ora para o poente
Como companheira, Vênus, espelho fiel
de ti nunca longe!
Planta na minh´alma tua vida,
E através de ti e da tua dança
descobrirei o eu.
As vezes tão junto que não possa me ver,
Outras vezes mais longe, pra te convencer,
no foco da distância, serei só eu.
E tu, lavrador e passarinho.
Seguiremos firmes. (filmes)
Flexíveis.
Sonhos de nós dois.
No meio, ainda, espaço que nunca finda,
alecrim, sálvia e calêndula,
talvez outros ramos, silvestres,
as daninhas, os sem-cuidados...
Alegria, sabedoria,
desejo, um outro lampejo,
caminho de renovação
levando o sol pr´onde nunca nunca havia.
esse poema é meu mesmo...
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Trânsitos de Plutão, o poderoso
Chamamos de trânsitos de Plutão as períodos em que o nano-planeta lá confins da galáxia faz aspecto (um ângulo) com um planeta que temos na carta natal ou com um importante ângulo do mapa natal (ascendente, descendente, fundo do céu e meio do céu). Como o sujeito anda devagar, seus trânsitos são raros e únicos, e duram cerca de 3 ou 4 anos. Ainda bem que levam esse tempo todo acontecendo, pois as transformações realizadas são tão profunadas que não poderiam mesmo ser elaboradas por nós num período mais curto.
Plutão é Hades na mitologia grega, o senhor dos mortos e do mundo subterrâneo (leia-se senhor do inconsciente), um cara de decisões irrevogáveis, de quem ninguèm (nem Zeus) ousava discordar. Pouco saía do seu reino e, diferente dos demais deuses, que viviam se metendo em várias aventuras amorosas, Hades apaixonou-se uma única vez e abduziu sua amada Perséfone para viver com ele em seu sombrio reinado. Toda mitologia plutoniana está ligada ao processo de morte e renascimento.
Plutão gosta das profundezas, do que é denso e intenso, é um planeta sem olhos para o superficial. Suas transformações são profundas e têm o gosto da irrevocabilidade, de que nunca mais as coisas serão como antes. E não são mesmo. Somos revolvidos por dentro. Quando se fala do senhor da morte, logo pensamos em morte física: na nossa morte ou morte de um ente querido, mas quero ressaltar que, embora as mortes acima não estejam descartadas - nem em trânsitos de Plutão, nem nos de outros planetas - a morte descrita por Plutão é uma morte simbólica. A morte de uma fase, a morte de uma faceta da gente, da morte da inconsciência de determinados aspectos do eu.
O cunho psicológico de um trânsito dessa monta é um maior reconhecimento da nossa essência e de nosso todo para que vivamos mais de acordo com quem somos. Daí termos a impressão de que estamos diante de decisões e escolhas de extrema importância. Na maioria das vezes, a escolha se restringe apenas a simplesmente "fazermos bom grado aquilo que sabemos que temos que fazer", frase do eterno mestre C.G.Jung. Note que a escolha aqui é o estado de ânimo com que encaramos a inevitável batalha.
Trânsitos de Plutão exigem uma viagem aos quartos escuros da alma. Lá, junto com os ratos, medos e aspectos ocultos do eu, estão também nossos maiores tesouros. Não dá pra chegar aos tesouros sem encarar a sujeirada. Gosto da imagem do dragão que guarda o tesouro. O dragão pode ser uma renúncia, uma perda, uma traição, uma rejeição, uma dependêcia, e precisamos enfrentá-lo para poder então fazer o caminho de volta à vida. É sofrido, mas vale a pena. A recompensa é o desabrochar. Crescemos. Nos descobrimos mais fortes do que pensávamos ser, mais íntegros do que éramos e mais alinhados com nosso propósito de vida.
pintura de C.G. Jung, Shadow Cornered (Sombra Encurralada).
Plutão é Hades na mitologia grega, o senhor dos mortos e do mundo subterrâneo (leia-se senhor do inconsciente), um cara de decisões irrevogáveis, de quem ninguèm (nem Zeus) ousava discordar. Pouco saía do seu reino e, diferente dos demais deuses, que viviam se metendo em várias aventuras amorosas, Hades apaixonou-se uma única vez e abduziu sua amada Perséfone para viver com ele em seu sombrio reinado. Toda mitologia plutoniana está ligada ao processo de morte e renascimento.
Plutão gosta das profundezas, do que é denso e intenso, é um planeta sem olhos para o superficial. Suas transformações são profundas e têm o gosto da irrevocabilidade, de que nunca mais as coisas serão como antes. E não são mesmo. Somos revolvidos por dentro. Quando se fala do senhor da morte, logo pensamos em morte física: na nossa morte ou morte de um ente querido, mas quero ressaltar que, embora as mortes acima não estejam descartadas - nem em trânsitos de Plutão, nem nos de outros planetas - a morte descrita por Plutão é uma morte simbólica. A morte de uma fase, a morte de uma faceta da gente, da morte da inconsciência de determinados aspectos do eu.
O cunho psicológico de um trânsito dessa monta é um maior reconhecimento da nossa essência e de nosso todo para que vivamos mais de acordo com quem somos. Daí termos a impressão de que estamos diante de decisões e escolhas de extrema importância. Na maioria das vezes, a escolha se restringe apenas a simplesmente "fazermos bom grado aquilo que sabemos que temos que fazer", frase do eterno mestre C.G.Jung. Note que a escolha aqui é o estado de ânimo com que encaramos a inevitável batalha.
Trânsitos de Plutão exigem uma viagem aos quartos escuros da alma. Lá, junto com os ratos, medos e aspectos ocultos do eu, estão também nossos maiores tesouros. Não dá pra chegar aos tesouros sem encarar a sujeirada. Gosto da imagem do dragão que guarda o tesouro. O dragão pode ser uma renúncia, uma perda, uma traição, uma rejeição, uma dependêcia, e precisamos enfrentá-lo para poder então fazer o caminho de volta à vida. É sofrido, mas vale a pena. A recompensa é o desabrochar. Crescemos. Nos descobrimos mais fortes do que pensávamos ser, mais íntegros do que éramos e mais alinhados com nosso propósito de vida.
pintura de C.G. Jung, Shadow Cornered (Sombra Encurralada).
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Mercúrio
Para aqueles que vêm pedindo que eu escreva mais sobre Astrologia, no mês de Virgem, um texto sobre seu regente:
Mercúrio simboliza nossa inteligência. A localização de Mercúrio no mapa natal indica como pensamos, como aprendemos, a forma como nos comunicamos, a maneira como percebemos o mundo e arquivamos experiências.
Na alquimia, Mercurius era, ao mesmo tempo, o “espírito criador do mundo” e “o espírito aprisionado na matéria” – assim como nós, que criamos a realidade a partir da nossa percepção dela e que também somos limitados ou aprisionados por essa mesma percepção - uma vez que formamos uma idéia a respeito de algo. Portanto, quando pretendemos mudar algo em nossas vidas, devemos primeiro alterar a nossa visão, percepção ou crença acerca desse assunto. Pode parecer bobeira, mas poder mudar de idéia é sinal de muita liberdade.
A figura mitológica de Hermes representa e traduz perfeitamente a simbologia astrológica do ágil e astuto Mercúrio. Hermes tem múltiplos papéis: mensageiro dos deuses, mago, trickster, ladrão, artesão, senhor dos caminhos e das encruzilhadas, patrono do comércio e dos mercadores, protetor dos viajantes, deus dos limiares, das transições, das palavras e da linguagem. Possui qualidades de todos os outros deuses.
Por ser o único deus grego a ter livre acesso ao Olimpo, aos mortais e ao mundo subterrâneo, Hermes funciona como uma ponte entre esses três mundos. Assim como a mente, que pode ter acesso a algo superior – o superconsciente, o nível espiritual ou transpessoal; ao consciente, ao dia-a-dia; e ao inconsciente, onde vivem os conteúdos psíquicos profundos. Dessa forma, Mercúrio pode “pescar” conteúdos inconscientes e trazê-los à consciência.

“Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.”
Lya Luft (do livro Pensar é Transgredir)
Mercúrio simboliza nossa inteligência. A localização de Mercúrio no mapa natal indica como pensamos, como aprendemos, a forma como nos comunicamos, a maneira como percebemos o mundo e arquivamos experiências.
Na alquimia, Mercurius era, ao mesmo tempo, o “espírito criador do mundo” e “o espírito aprisionado na matéria” – assim como nós, que criamos a realidade a partir da nossa percepção dela e que também somos limitados ou aprisionados por essa mesma percepção - uma vez que formamos uma idéia a respeito de algo. Portanto, quando pretendemos mudar algo em nossas vidas, devemos primeiro alterar a nossa visão, percepção ou crença acerca desse assunto. Pode parecer bobeira, mas poder mudar de idéia é sinal de muita liberdade.
A figura mitológica de Hermes representa e traduz perfeitamente a simbologia astrológica do ágil e astuto Mercúrio. Hermes tem múltiplos papéis: mensageiro dos deuses, mago, trickster, ladrão, artesão, senhor dos caminhos e das encruzilhadas, patrono do comércio e dos mercadores, protetor dos viajantes, deus dos limiares, das transições, das palavras e da linguagem. Possui qualidades de todos os outros deuses.
Por ser o único deus grego a ter livre acesso ao Olimpo, aos mortais e ao mundo subterrâneo, Hermes funciona como uma ponte entre esses três mundos. Assim como a mente, que pode ter acesso a algo superior – o superconsciente, o nível espiritual ou transpessoal; ao consciente, ao dia-a-dia; e ao inconsciente, onde vivem os conteúdos psíquicos profundos. Dessa forma, Mercúrio pode “pescar” conteúdos inconscientes e trazê-los à consciência.

“Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.”
Lya Luft (do livro Pensar é Transgredir)
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Relógio biológico - matutino, vespertino ou intermediário?
Nunca gostei de acordar cedo. Na época em que estudava de manhã, tinha que levantar às 5:45 para estar no colégio às 7:00, era um tormento. E, mesmo sendo uma pessoa alerta e falante, sentia que meu rendimento era melhor nas aulas que vinham depois do recreio. Acho que foi nessa fase que decidi que, quando fosse adulta, não teria compromissos de manhã cedo. Isso, infelizmente, não foi sempre possível, pois durante um (curto) período da minha vida, fiz um esforço hercúleo para dar aulas de inglês às 7 da manhã. A ideia de estar com a mente funcionando à todo vapor nas primeiras horas do dia é para mim, um grande esforço.
A verdade é que minha cabeça está acordada em outros horários... Quando comecei a estudar astrologia então, meu relógio biológico ficou patente, pois ainda não havia esses maravilhosos computadores que calculam mapas em segundos e eu fazia os cálculos de cada mapa à mão. Era impressionante como meus cálculos rendiam se fossem feitos à noite, quando o telefone não toca, a campainha não toca, não há distrações. E o mais importante, quando a minha atividade mental está alerta.
No entanto, nada disso é muito bem visto. As pessoas que não têm essa disposição de manhã são alvo de desqualificações, chamadas de preguiçosas, boêmias, e até de vagabundas. Pois bem, por ser um desses seres, me embrenhei numa rápida pesquisa no google e eis algumas das informações que encontrei:
"o funcionamento do organismo é baseado nos estímulos externos que recebemos das mais diversas condições do ambiente no qual vivemos (a luz solar é a principal). Para que o ser humano se adapte a essas variações e para que elas não provoquem uma verdadeira "bagunça", o corpo conta com osciladores internos que mantêm tudo sob controle, conhecidos como relógios biológicos. Há inclusive um ramo da Biologia, a Cronobiologia, que estuda a organização desses relógios.
O ritmo biológico, ou ritmo circadiano, é regido pelo hipotálamo - área localizada no cérebro - que controla o sono e a vigília, a temperatura corporal e até a quantidade de água no organismo. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard (EUA), publicada na revista Science, o ritmo circadiano (que se inicia quando acordamos e termina ao dormimos) tem um período de 24 horas e 18 minutos, independentemente da idade. Ou seja, a duração desse ciclo permanece a mesma durante toda a vida, seja bebê, criança, adolescente, adulto ou idoso.
Se todos têm o mesmo ciclo biológico, por que acordar cedo é normal para alguns e não para outros? A explicação vem dos genes. As pessoas apresentam cronotipos diferentes, ou seja, algumas são do tipo matutino, com maior predisposição genética para realizar suas tarefas na parte da manhã, enquanto outras são vespertinas, os típicos "corujas". Além disso, segundo os pesquisadores da USP, a tendência matutina ou vespertina também pode estar ligada ao ciclo de temperatura corporal da pessoa. Os matutinos, por exemplo, atingem o pico alto de temperatura do corpo mais cedo do que os vespertinos.
Os matutinos típicos, que representam de 10 a 12% da população, em geral atingem seu ápice em torno das 13 horas, enquanto os vespertinos, que representam de 8 a 10%, atingem esse pico às 20 horas. Já os chamados indiferentes, que representam cerca de 80% da população, são aqueles que podem apresentar bom desempenho em suas atividades tanto no período matutino quanto no vespertino. O seu pico de temperatura ocorre por volta das 17 horas.
A especialista Roberta Arêas do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (GMDRB) da USP também confirma os resultados do estudo. Segundo ela, os bebês costumam dormir 16 horas por dia, mas é um sono polifásico, isto é, eles acordam e voltam a repousar várias vezes ao longo do dia. Com o tempo, a criança apresenta um padrão monofásico de sono e passa a dormir oito horas consecutivas durante a noite.
Na adolescência ocorre um "atraso de fase". Muitos pais têm a impressão de que seus filhos dormem muito, pois costumam se levantar tarde. "A verdade é que, nesse período, o jovem prefere ir para a cama altas horas da noite e, como consequência, acordam mais tarde. Ele não necessariamente dorme mais", explica. Além disso, os jovens têm o hábito de sair à noite durante a semana e passar a madrugada em frente ao computador, situações que alteram o sono.
Os pesquisadores da USP estudaram o rendimento dos alunos da Escola de Aplicação, da instituição, depois de estabelecer uma alteração do horário de suas aulas. Os alunos da quinta série, que estudavam de manhã, passaram a frequentar as aulas no período da tarde. As crianças tiveram uma melhora significativa em seu rendimento escolar, o que comprovou que o entendimento das aulas era pior durante as primeiras horas do dia.
Na fase adulta, o indivíduo volta a ter um sono mais regular, de oito horas consecutivas. Na terceira idade, por sua vez, há um retorno ao padrão polifásico do bebê e a pessoa acorda diversas vezes ao longo da noite, o que dá a impressão de que o idoso dorme menos. No entanto, os mais velhos tendem a cochilar várias vezes ao dia, para compensar o sono fragmentado do período noturno."(reportagem da revista Viva Saúde)
Portanto, se você tem um filho que sofre ao acordar muito cedo, tente matriculá-lo no colégio no período da tarde e deixar que ele faça pela manhã uma atividade física ou lúdica que não exija grande esforço mental. Ele não é vagabundo, ele é vespertino. E mais, ênfases em alguns signos indicam essas tendências: indivíduos com planetas e/ou ascendente em Leão tendem a ser matutinos, já planetas e/ou ascendente em Gêmeos, vespertinos.
A verdade é que minha cabeça está acordada em outros horários... Quando comecei a estudar astrologia então, meu relógio biológico ficou patente, pois ainda não havia esses maravilhosos computadores que calculam mapas em segundos e eu fazia os cálculos de cada mapa à mão. Era impressionante como meus cálculos rendiam se fossem feitos à noite, quando o telefone não toca, a campainha não toca, não há distrações. E o mais importante, quando a minha atividade mental está alerta.
No entanto, nada disso é muito bem visto. As pessoas que não têm essa disposição de manhã são alvo de desqualificações, chamadas de preguiçosas, boêmias, e até de vagabundas. Pois bem, por ser um desses seres, me embrenhei numa rápida pesquisa no google e eis algumas das informações que encontrei:
"o funcionamento do organismo é baseado nos estímulos externos que recebemos das mais diversas condições do ambiente no qual vivemos (a luz solar é a principal). Para que o ser humano se adapte a essas variações e para que elas não provoquem uma verdadeira "bagunça", o corpo conta com osciladores internos que mantêm tudo sob controle, conhecidos como relógios biológicos. Há inclusive um ramo da Biologia, a Cronobiologia, que estuda a organização desses relógios.
O ritmo biológico, ou ritmo circadiano, é regido pelo hipotálamo - área localizada no cérebro - que controla o sono e a vigília, a temperatura corporal e até a quantidade de água no organismo. Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard (EUA), publicada na revista Science, o ritmo circadiano (que se inicia quando acordamos e termina ao dormimos) tem um período de 24 horas e 18 minutos, independentemente da idade. Ou seja, a duração desse ciclo permanece a mesma durante toda a vida, seja bebê, criança, adolescente, adulto ou idoso.
Se todos têm o mesmo ciclo biológico, por que acordar cedo é normal para alguns e não para outros? A explicação vem dos genes. As pessoas apresentam cronotipos diferentes, ou seja, algumas são do tipo matutino, com maior predisposição genética para realizar suas tarefas na parte da manhã, enquanto outras são vespertinas, os típicos "corujas". Além disso, segundo os pesquisadores da USP, a tendência matutina ou vespertina também pode estar ligada ao ciclo de temperatura corporal da pessoa. Os matutinos, por exemplo, atingem o pico alto de temperatura do corpo mais cedo do que os vespertinos.
Os matutinos típicos, que representam de 10 a 12% da população, em geral atingem seu ápice em torno das 13 horas, enquanto os vespertinos, que representam de 8 a 10%, atingem esse pico às 20 horas. Já os chamados indiferentes, que representam cerca de 80% da população, são aqueles que podem apresentar bom desempenho em suas atividades tanto no período matutino quanto no vespertino. O seu pico de temperatura ocorre por volta das 17 horas.
A especialista Roberta Arêas do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (GMDRB) da USP também confirma os resultados do estudo. Segundo ela, os bebês costumam dormir 16 horas por dia, mas é um sono polifásico, isto é, eles acordam e voltam a repousar várias vezes ao longo do dia. Com o tempo, a criança apresenta um padrão monofásico de sono e passa a dormir oito horas consecutivas durante a noite.
Na adolescência ocorre um "atraso de fase". Muitos pais têm a impressão de que seus filhos dormem muito, pois costumam se levantar tarde. "A verdade é que, nesse período, o jovem prefere ir para a cama altas horas da noite e, como consequência, acordam mais tarde. Ele não necessariamente dorme mais", explica. Além disso, os jovens têm o hábito de sair à noite durante a semana e passar a madrugada em frente ao computador, situações que alteram o sono.
Os pesquisadores da USP estudaram o rendimento dos alunos da Escola de Aplicação, da instituição, depois de estabelecer uma alteração do horário de suas aulas. Os alunos da quinta série, que estudavam de manhã, passaram a frequentar as aulas no período da tarde. As crianças tiveram uma melhora significativa em seu rendimento escolar, o que comprovou que o entendimento das aulas era pior durante as primeiras horas do dia.
Na fase adulta, o indivíduo volta a ter um sono mais regular, de oito horas consecutivas. Na terceira idade, por sua vez, há um retorno ao padrão polifásico do bebê e a pessoa acorda diversas vezes ao longo da noite, o que dá a impressão de que o idoso dorme menos. No entanto, os mais velhos tendem a cochilar várias vezes ao dia, para compensar o sono fragmentado do período noturno."(reportagem da revista Viva Saúde)
Portanto, se você tem um filho que sofre ao acordar muito cedo, tente matriculá-lo no colégio no período da tarde e deixar que ele faça pela manhã uma atividade física ou lúdica que não exija grande esforço mental. Ele não é vagabundo, ele é vespertino. E mais, ênfases em alguns signos indicam essas tendências: indivíduos com planetas e/ou ascendente em Leão tendem a ser matutinos, já planetas e/ou ascendente em Gêmeos, vespertinos.
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quinta-feira, 5 de março de 2009
Águas de março
Depois de um longo silêncio, uma homenagem aos piscianos:
Netuno é o mais sutil dos planetas transpessoais. Tudo o que ele representa é abstrato: imagens, cores, música, sonhos, estados alterados de consciência (através de drogas, álcool, transe ou misticismo). Não devemos tentar compreendê-lo de forma racional: é o planeta da alma, da sensibilidade, da sublimação, da dissolução do ego, do desmembramento, do escape da realidade para um lugar mais sublime e belo (Éden).
Por sua sensibilidade, piscianos precisam de silêncio, sossego e contemplação. Descobrir isso e colocar em prática deveria estar em seu "manual de sobrevivência". O que o mundo chama de "não fazer nada" é essencial para que possam recarregar suas baterias e não serem engolidos pela confusão externa. Esse lugar do silêncio, seja ele um canto tranquilo, um livro, um caminho, a meditação, ou a praia, é o seu jardim interior. Se você é pisciano, tem planetas na casa 12 ou um Netuno proeminente no mapa natal, visite esse jardim com frequência e a lida com os terráqueos será bem menos invasiva para você.
Netuno é o mais sutil dos planetas transpessoais. Tudo o que ele representa é abstrato: imagens, cores, música, sonhos, estados alterados de consciência (através de drogas, álcool, transe ou misticismo). Não devemos tentar compreendê-lo de forma racional: é o planeta da alma, da sensibilidade, da sublimação, da dissolução do ego, do desmembramento, do escape da realidade para um lugar mais sublime e belo (Éden).
Por sua sensibilidade, piscianos precisam de silêncio, sossego e contemplação. Descobrir isso e colocar em prática deveria estar em seu "manual de sobrevivência". O que o mundo chama de "não fazer nada" é essencial para que possam recarregar suas baterias e não serem engolidos pela confusão externa. Esse lugar do silêncio, seja ele um canto tranquilo, um livro, um caminho, a meditação, ou a praia, é o seu jardim interior. Se você é pisciano, tem planetas na casa 12 ou um Netuno proeminente no mapa natal, visite esse jardim com frequência e a lida com os terráqueos será bem menos invasiva para você.
acrílica sobre tela 1.40 x 2.00m de Guilherme Secchin
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Plutão em Capricórnio e a crise mundial
Astrologia política não é meu forte, mas diante dos acontecimentos atuais, não dá pra não falar da entrada de Plutão em Capricórnio agora em novembro.
Senhor dos processos lentos e dolorosos, Plutão é o grande transformador do zodíaco e traz à superfície aquilo que está oculto nas profundezas, como algo que revolve o fundo de um lago trazendo o lodo à tona, para que possa ser limpo. Seu significado tem a ver com morte e renascimento, com o fim definitivo de algo para dar origem a algo mais adequado à essência.
Após o crash de Wall Street em 1929, Plutão foi descoberto em 1930, no signo de Câncer (onde esteve de 1914 até 1939). Sincronicamente, o mundo atravessava uma forte recessão política e financeira. A década de 30 marcou o surgimento de governos totalitários na Europa com fortes objetivos militaristas e expansionistas que resultou na Segunda Guerra Mundial. Também nesse período, pesquisas científicas levaram à divisão do átomo e à conseqüente descoberta da energia nuclear, usada tanto para a destruição em massa como para a cura.
Capricórnio é o signo do alto da mandala astrológica, o arquétipo da autoridade, dos limites, da estrutura, da ordem institucional e governamental. Durante esses anos viveremos profunda transição nas estruturas políticas e sociais, em termos coletivos. É exatamente nessa esfera que Plutão transitará de 2008 até 2023. (Arrisco dizer que a coisa ficará ainda mais exacerbada de 2010 á 2015, período em que forma uma quadratura com Urano em Áries.) Em seu curso, Plutão fará ruir estruturas consideradas sólidas como bancos (grandes falências e fusões para evitá-las), instituições e até governos. Por estarem inseguros, governos tentarão cada vez mais controlar suas populações através da política do medo, tendendo à maior centralização de poder, em nome da segurança, uma estratégia de manipulação. Podemos esperar o uso da força militar, maior controle de fronteiras e de cidadãos pelo uso de câmeras de vigilância, assim como recessão, escassez de recursos, como água e alimentos, e a imposição de regras mais controladoras e rígidas, o que pode levar a rebeliões e até mais guerras.
O mundo vive uma fase de reforma. Cedo ou tarde, atentaremos para esse fato e passaremos a um uso mais consciente e responsável dos recursos que temos. A ordem é DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Especialmente, nós, brasileiros, donos (?) de vastas reservas naturais. Acho que o mundo ainda pode precisar muito da gente...
Assim que escrevi esse texto, enviei-o à amiga Bia Casotti, pessoa muito sensível e sensata, perguntando: "Amiga, escrevi o texto, mas tô achando muito sombrio demais da conta. O que vc acha?"
Eis a resposta: "Achei bom. O sombrio faz parte desse lodo que virá a tona, mas talvez no final fosse interessante falar um pouco mais da possibilidade desse lodo ser transformado, ou seja, ser limpo e renascer algo mais interessante para a humanidade."
o planeta Plutão
Senhor dos processos lentos e dolorosos, Plutão é o grande transformador do zodíaco e traz à superfície aquilo que está oculto nas profundezas, como algo que revolve o fundo de um lago trazendo o lodo à tona, para que possa ser limpo. Seu significado tem a ver com morte e renascimento, com o fim definitivo de algo para dar origem a algo mais adequado à essência.
Após o crash de Wall Street em 1929, Plutão foi descoberto em 1930, no signo de Câncer (onde esteve de 1914 até 1939). Sincronicamente, o mundo atravessava uma forte recessão política e financeira. A década de 30 marcou o surgimento de governos totalitários na Europa com fortes objetivos militaristas e expansionistas que resultou na Segunda Guerra Mundial. Também nesse período, pesquisas científicas levaram à divisão do átomo e à conseqüente descoberta da energia nuclear, usada tanto para a destruição em massa como para a cura.
Capricórnio é o signo do alto da mandala astrológica, o arquétipo da autoridade, dos limites, da estrutura, da ordem institucional e governamental. Durante esses anos viveremos profunda transição nas estruturas políticas e sociais, em termos coletivos. É exatamente nessa esfera que Plutão transitará de 2008 até 2023. (Arrisco dizer que a coisa ficará ainda mais exacerbada de 2010 á 2015, período em que forma uma quadratura com Urano em Áries.) Em seu curso, Plutão fará ruir estruturas consideradas sólidas como bancos (grandes falências e fusões para evitá-las), instituições e até governos. Por estarem inseguros, governos tentarão cada vez mais controlar suas populações através da política do medo, tendendo à maior centralização de poder, em nome da segurança, uma estratégia de manipulação. Podemos esperar o uso da força militar, maior controle de fronteiras e de cidadãos pelo uso de câmeras de vigilância, assim como recessão, escassez de recursos, como água e alimentos, e a imposição de regras mais controladoras e rígidas, o que pode levar a rebeliões e até mais guerras.
O mundo vive uma fase de reforma. Cedo ou tarde, atentaremos para esse fato e passaremos a um uso mais consciente e responsável dos recursos que temos. A ordem é DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Especialmente, nós, brasileiros, donos (?) de vastas reservas naturais. Acho que o mundo ainda pode precisar muito da gente...
Assim que escrevi esse texto, enviei-o à amiga Bia Casotti, pessoa muito sensível e sensata, perguntando: "Amiga, escrevi o texto, mas tô achando muito sombrio demais da conta. O que vc acha?"
Eis a resposta: "Achei bom. O sombrio faz parte desse lodo que virá a tona, mas talvez no final fosse interessante falar um pouco mais da possibilidade desse lodo ser transformado, ou seja, ser limpo e renascer algo mais interessante para a humanidade."
Me lembrei do programa que vi ontem na Globonews, daquele rapaz Trigueiro, que mostrava uma usina de reciclagem de embalagens longa-vida, em Piracicaba (a única no mundo todo) com uma técnica que separa o alumínio e o plástico do papel (essas embalagens não são só de papel) e, de um caldo marrom estranhíssimo surgia no final rolos enormes de um papel fabuloso. Além de barras de alumínio e parafina. Tudo isso utilizando técnicas que não poluem em nada o meio ambiente. Eu acho que isso mostra a nossa capacidade de transformar o sujo em algo adequado à essência.
Genial a minha amiga, sabe tudo. Vou repetir as palavras dela: o surgimento de algo mais interessante para a humanidade.
o planeta Plutão
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O Sol no mapa natal
No mês de Leão, uma homenagem ao astro-rei:
Força vital da galáxia e do mapa natal, o sol é um símbolo da nossa individualidade e auto expressão, uma fonte de energia e luz. O sol no mapa natal é como uma seta apontando uma direção na vida do indivíduo. Dizemos que somos daquele signo (signo solar), mas devemos de fato desenvolver conscientemente as qualidades desse determinado signo (e também das atividades relativas à casa do sol natal), pois representam algo vital ligado ao nosso potencial. Quando expressamos as qualidades do nosso sol, estamos contribuindo para o todo, como um instrumento que faz parte de uma orquestra. É a nossa capacidade de nos tornarmos quem somos e, é claro, servimos melhor quando somos nós mesmos. Psicologicamente, é o princípio da polaridade yang, masculina e ativa da carta natal, o animus, individuação, identidade, diferenciação.
Todo mapa natal conta uma historia: no princípio da vida, somos mais lunares, mais instintivos e indiferenciados. A lua indica onde e como somos afetados pelo meio, o sol indica onde e como afetamos o meio. O sol é o nosso herói, e o herói tem uma jornada a cumprir, o desenvolvimento da personalidade. Essa jornada começa com o nascimento. Em alguns momentos da vida, recebemos “o chamado para aventura”. Assim como o herói dos contos de fadas, receberemos ajuda e também teremos empecilhos e dificuldades (sabotadores, sombra).
O planeta regente do signo solar pode ser um grande aliado nessa aventura, é essencial que ele seja usado como instrumento de batalha. A batalha com o dragão (o lado de nós que deseja permanecer indiferenciado, que tem medo de mudar, de brilhar, medo de não ser mais amado, medo da solidão) é parte intrínseca dessa jornada. Essa solidão é sentida até encontrarmos a nossa orquestra, a nossa família espiritual. A carta natal pode indicar que planetas são nossos aliados na jornada, e que outros planetas sentimos como inimigos. Algum prêmio é obtido com a derrota do dragão, geralmente, algo que nos dá propósito, significado, que faz a batalha valer a pena. Ao desenvolvermos características solares, passamos a ter vontade e escolha. Há no entanto o perigo de nos tornarmos arrogantes ou dissociados do princípio lunar, dos nossos instintos e emoções. Essa dissociação é altamente destrutiva. Devemos buscar um equilíbrio entre os dois princípios:
“Ganhar liberdade das flutuações da natureza, das emoções, dos instintos e do meio é uma coisa, aliená-los é outra coisa. O ego ocidental não apenas libertou-se da Grande Mãe, mas lesou severamente sua profunda interconexão com ela. Essa ferida se ampliou, não apenas entre ego X natureza, mas entre ego X corpo” (Ken Wilber)
Referências literárias - Os Luminares, Liz Greene e Howard Sasportas
Força vital da galáxia e do mapa natal, o sol é um símbolo da nossa individualidade e auto expressão, uma fonte de energia e luz. O sol no mapa natal é como uma seta apontando uma direção na vida do indivíduo. Dizemos que somos daquele signo (signo solar), mas devemos de fato desenvolver conscientemente as qualidades desse determinado signo (e também das atividades relativas à casa do sol natal), pois representam algo vital ligado ao nosso potencial. Quando expressamos as qualidades do nosso sol, estamos contribuindo para o todo, como um instrumento que faz parte de uma orquestra. É a nossa capacidade de nos tornarmos quem somos e, é claro, servimos melhor quando somos nós mesmos. Psicologicamente, é o princípio da polaridade yang, masculina e ativa da carta natal, o animus, individuação, identidade, diferenciação.
Todo mapa natal conta uma historia: no princípio da vida, somos mais lunares, mais instintivos e indiferenciados. A lua indica onde e como somos afetados pelo meio, o sol indica onde e como afetamos o meio. O sol é o nosso herói, e o herói tem uma jornada a cumprir, o desenvolvimento da personalidade. Essa jornada começa com o nascimento. Em alguns momentos da vida, recebemos “o chamado para aventura”. Assim como o herói dos contos de fadas, receberemos ajuda e também teremos empecilhos e dificuldades (sabotadores, sombra).
O planeta regente do signo solar pode ser um grande aliado nessa aventura, é essencial que ele seja usado como instrumento de batalha. A batalha com o dragão (o lado de nós que deseja permanecer indiferenciado, que tem medo de mudar, de brilhar, medo de não ser mais amado, medo da solidão) é parte intrínseca dessa jornada. Essa solidão é sentida até encontrarmos a nossa orquestra, a nossa família espiritual. A carta natal pode indicar que planetas são nossos aliados na jornada, e que outros planetas sentimos como inimigos. Algum prêmio é obtido com a derrota do dragão, geralmente, algo que nos dá propósito, significado, que faz a batalha valer a pena. Ao desenvolvermos características solares, passamos a ter vontade e escolha. Há no entanto o perigo de nos tornarmos arrogantes ou dissociados do princípio lunar, dos nossos instintos e emoções. Essa dissociação é altamente destrutiva. Devemos buscar um equilíbrio entre os dois princípios:
“Ganhar liberdade das flutuações da natureza, das emoções, dos instintos e do meio é uma coisa, aliená-los é outra coisa. O ego ocidental não apenas libertou-se da Grande Mãe, mas lesou severamente sua profunda interconexão com ela. Essa ferida se ampliou, não apenas entre ego X natureza, mas entre ego X corpo” (Ken Wilber)
Referências literárias - Os Luminares, Liz Greene e Howard Sasportas
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
A Lua no mapa natal
As pessoas normalmente falam o seu signo (posição do Sol) e o signo ascendente, deixando de fora o signo da Lua. Dizer onde está a lua no mapa natal entrega muito sobre quem somos intimamente... Em homenagem ao nome desse blog e à lua cheia do mês de aniversário dos cancerianos, aí vai um resumo sobre o significado dela no mapa natal:
O signo, aspectos e casa da Lua natal descrevem a fonte de nutrição mais básica do indivíduo, como ele é na intimidade, na sua casa, como foi seu passado, sua família, sua infância. Altamente ligada ao feminino (anima), representa o nosso lado yin, as necessidades emocionais, a sensibilidade e mutabilidade, energia receptiva, passiva, reflexiva que rege as nossas emoções e reações.
Por ser o “planeta” mais próximo da terra, a Lua completa seu ciclo zodiacal aproximadamente a cada 28 dias (ciclo menstrual), alterando, com seus ciclos, o fluxo das marés, os partos e concepções, e o plantio e colheita de alimentos. O corpo humano, à semelhança da Terra, é constituído por cerca de 80% de água, e está sujeito às “marés biológicas”, que resultam em mudanças de humor e transbordamentos da energia emocional. A influência da Lua sobre o comportamento humano tem sido objeto de muitas crenças e folclores (como o do Lobisomem). O termo “lunático”, por exemplo, descreve precisamente esse tipo de transbordamento emocional.
Na mitologia, a Lua é a Grande Mãe, representante do matriarcado. Deusas regentes do lar e da família, como Hera; da vida selvagem e das feras, como Ártemis; da fartura de alimentos, da fertilidade, e de toda a vida na Terra, como Deméter e Gaia; dos mistérios do útero, do nascimento e da morte, e, em sua face mais oculta ou obscura, deusas feiticeiras como Hécate ou Circe, ou mesmo Perséfone; todas deusas lunares. Representações lunares estão associadas às tríades, numa alusão às fases da lua, (a quarta fase sendo oculta). Tudo tem o seu ciclo: o impulso criativo, a vida familiar, os relacionamentos, a própria história. Tudo passa e volta a passar, como uma grande ciranda, e “não há nada de novo sob o Sol”, porque a Lua já fez tudo antes. As fases da Lua representam a vida orgânica em todo o seu ciclo: concepção, gravidez, nascimento, infância, puberdade, maturação, envelhecimento e morte.
É fácil idealizar a consciência lunar, até como contraponto a tanto poder destrutivo contra a natureza gerado por excesso de racionalidade e vontade (Sol). No entanto, é preciso trabalhar com os opostos em harmonia, pois o excesso de consciência lunar reprime o valor da expressão individual em prol da tribo, ou da família. Permanecer em consciência lunar significa não crescer, não se diferenciar, não se individuar. Muitos empregos estáveis e enfadonhos e relacionamentos insatisfatórios e sufocantes operam com o princípio lunar, sacrificando o crescimento do indivíduo pela segurança que provêm. Por outro lado, dá para se ter um panorama do que acontece quando somos de tal forma dissociados da nossa ligação com a Lua (anima) que negligenciamos as necessidades do corpo e, num plano mais coletivo, depredamos a Terra e destruímos a natureza. Sem os cuidados necessários, adoecemos.
Ter consciência dos nossos conflitos e nossas necessidades ajuda demais a estabelecer uma melhor relação com a nossa “criança interior”, principalmente se nos tornarmos a “Grande Mãe” responsável por ela, cuidando para que esteja minimamente nutrida; sem depositar no outro a responsabilidade total de cuidá-la. Afinal, a Lua é, fisicamente, cheia de crateras e não há relação íntima, emprego ou o que seja que possa cuidar do preenchimento de todas elas.
Referências Literárias:
Os Luminares – Liz Greene e Howard Sasportas
Ciclos Astrológicos e Períodos de Crise – John Townley
O signo, aspectos e casa da Lua natal descrevem a fonte de nutrição mais básica do indivíduo, como ele é na intimidade, na sua casa, como foi seu passado, sua família, sua infância. Altamente ligada ao feminino (anima), representa o nosso lado yin, as necessidades emocionais, a sensibilidade e mutabilidade, energia receptiva, passiva, reflexiva que rege as nossas emoções e reações.
Por ser o “planeta” mais próximo da terra, a Lua completa seu ciclo zodiacal aproximadamente a cada 28 dias (ciclo menstrual), alterando, com seus ciclos, o fluxo das marés, os partos e concepções, e o plantio e colheita de alimentos. O corpo humano, à semelhança da Terra, é constituído por cerca de 80% de água, e está sujeito às “marés biológicas”, que resultam em mudanças de humor e transbordamentos da energia emocional. A influência da Lua sobre o comportamento humano tem sido objeto de muitas crenças e folclores (como o do Lobisomem). O termo “lunático”, por exemplo, descreve precisamente esse tipo de transbordamento emocional.
Na mitologia, a Lua é a Grande Mãe, representante do matriarcado. Deusas regentes do lar e da família, como Hera; da vida selvagem e das feras, como Ártemis; da fartura de alimentos, da fertilidade, e de toda a vida na Terra, como Deméter e Gaia; dos mistérios do útero, do nascimento e da morte, e, em sua face mais oculta ou obscura, deusas feiticeiras como Hécate ou Circe, ou mesmo Perséfone; todas deusas lunares. Representações lunares estão associadas às tríades, numa alusão às fases da lua, (a quarta fase sendo oculta). Tudo tem o seu ciclo: o impulso criativo, a vida familiar, os relacionamentos, a própria história. Tudo passa e volta a passar, como uma grande ciranda, e “não há nada de novo sob o Sol”, porque a Lua já fez tudo antes. As fases da Lua representam a vida orgânica em todo o seu ciclo: concepção, gravidez, nascimento, infância, puberdade, maturação, envelhecimento e morte.
É fácil idealizar a consciência lunar, até como contraponto a tanto poder destrutivo contra a natureza gerado por excesso de racionalidade e vontade (Sol). No entanto, é preciso trabalhar com os opostos em harmonia, pois o excesso de consciência lunar reprime o valor da expressão individual em prol da tribo, ou da família. Permanecer em consciência lunar significa não crescer, não se diferenciar, não se individuar. Muitos empregos estáveis e enfadonhos e relacionamentos insatisfatórios e sufocantes operam com o princípio lunar, sacrificando o crescimento do indivíduo pela segurança que provêm. Por outro lado, dá para se ter um panorama do que acontece quando somos de tal forma dissociados da nossa ligação com a Lua (anima) que negligenciamos as necessidades do corpo e, num plano mais coletivo, depredamos a Terra e destruímos a natureza. Sem os cuidados necessários, adoecemos.
Ter consciência dos nossos conflitos e nossas necessidades ajuda demais a estabelecer uma melhor relação com a nossa “criança interior”, principalmente se nos tornarmos a “Grande Mãe” responsável por ela, cuidando para que esteja minimamente nutrida; sem depositar no outro a responsabilidade total de cuidá-la. Afinal, a Lua é, fisicamente, cheia de crateras e não há relação íntima, emprego ou o que seja que possa cuidar do preenchimento de todas elas.
Referências Literárias:
Os Luminares – Liz Greene e Howard Sasportas
Ciclos Astrológicos e Períodos de Crise – John Townley
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
As festas juninas e os rituais pré-cristãos
Desde os primórdios, o homem observou a natureza e as mudanças climáticas, constatando que o sol, em quatro determinadas épocas do ano, nascia e se punha em pontos diferentes do horizonte. Assim o calendário celta, por exemplo, determinou os dois solstícios e os dois equinócios, marcando o início de cada uma das quatro estações. Os equinócios marcam a chegada do outono e da primavera, têm dias com a mesma duração e eram comemorados com festas diurnas. Os solstícios, comemorados com festas noturnas, marcam a chegada do verão (dia mais longo do ano) e do inverno (noite mais longa do ano), nos dias 21 e 22 de junho, verão no hemisfério norte e inverno no hemisfério sul, e 21 e 22 de dezembro, inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul. Os solstícios de verão e inverno sempre foram comemorados com diferentes rituais agrários em celebração ao sol, portanto, festas do fogo.
O solstício de verão do hemisfério norte, um festejo junino, marca o início das colheitas, uma festa dedicada à fertilidade do solo e à proliferação da vida. Há uma infinidade de crenças e ritos que envolvem a noite do solstício de verão: fogueiras, dança, jogos, e muita comida. Era costume as mulheres dançarem nuas pelos campos na véspera do solstício para assegurar a colheita do ano seguinte. Acreditava-se também que tudo aquilo que fosse sonhado, desejado ou pedido nessa noite se tornaria realidade. Tratava-se de uma noite mágica, repleta de significado e esperança, onde era possível fazer pedidos ou prever o futuro: as moças faziam advinhações para saber com quem iriam casar, os rapazes pulavam as fogueiras evocando a fertilidade e a fartura da colheita. As cinzas das fogueiras eram posteriormente espalhadas nos campos para proteger as plantações. Também costumavam banhar-se em rios, cachoeiras e fontes, no intuito de purificação e fertilidade. As ervas tinham um destaque especial nessa data, pois suas propriedades curadoras eram consideradas ainda mais fortes se colhidas nessa noite mágica.
Essas celebrações atravessaram os séculos e hoje dão lugar a ritos religiosos que ainda remetem aos rituais pré-cristãos. O catolicismo celebra o nascimento de São João (o arauto de Cristo) no dia 24 de junho e o de Jesus Cristo no dia 24 de dezembro, exatamente junto com os solstícios. Também no catolicismo, São João é associado às fogueiras, pois foi acendendo uma fogueira no alto de uma montanha que sua mãe Isabel avisou à Maria que seu filho havia nascido. Há lugares onde até hoje a imagem de São João é banhada em um rio nesse dia, para que o santo renove as suas forças e abençoe tudo o que se relaciona com as águas e com os homens.
Trazida pelos portugueses, a festa foi logo incorporada no Brasil, onde comemos derivados do milho, da mandioca e do coco. Ao festejar São João, com fogueira, quadrilha e comidas típicas, continuamos, mesmo que inconscientemente, cultuando a fertilidade, a fartura e perpetuando o contato com a natureza. É uma celebração da vida. Anarriê!
O solstício de verão do hemisfério norte, um festejo junino, marca o início das colheitas, uma festa dedicada à fertilidade do solo e à proliferação da vida. Há uma infinidade de crenças e ritos que envolvem a noite do solstício de verão: fogueiras, dança, jogos, e muita comida. Era costume as mulheres dançarem nuas pelos campos na véspera do solstício para assegurar a colheita do ano seguinte. Acreditava-se também que tudo aquilo que fosse sonhado, desejado ou pedido nessa noite se tornaria realidade. Tratava-se de uma noite mágica, repleta de significado e esperança, onde era possível fazer pedidos ou prever o futuro: as moças faziam advinhações para saber com quem iriam casar, os rapazes pulavam as fogueiras evocando a fertilidade e a fartura da colheita. As cinzas das fogueiras eram posteriormente espalhadas nos campos para proteger as plantações. Também costumavam banhar-se em rios, cachoeiras e fontes, no intuito de purificação e fertilidade. As ervas tinham um destaque especial nessa data, pois suas propriedades curadoras eram consideradas ainda mais fortes se colhidas nessa noite mágica.
Essas celebrações atravessaram os séculos e hoje dão lugar a ritos religiosos que ainda remetem aos rituais pré-cristãos. O catolicismo celebra o nascimento de São João (o arauto de Cristo) no dia 24 de junho e o de Jesus Cristo no dia 24 de dezembro, exatamente junto com os solstícios. Também no catolicismo, São João é associado às fogueiras, pois foi acendendo uma fogueira no alto de uma montanha que sua mãe Isabel avisou à Maria que seu filho havia nascido. Há lugares onde até hoje a imagem de São João é banhada em um rio nesse dia, para que o santo renove as suas forças e abençoe tudo o que se relaciona com as águas e com os homens.
Trazida pelos portugueses, a festa foi logo incorporada no Brasil, onde comemos derivados do milho, da mandioca e do coco. Ao festejar São João, com fogueira, quadrilha e comidas típicas, continuamos, mesmo que inconscientemente, cultuando a fertilidade, a fartura e perpetuando o contato com a natureza. É uma celebração da vida. Anarriê!
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
Futebol e astrologia - fantastique
No blog Planeta que Rola do O Globo Online, Marcelo Alves assina um artigo de 2 de junho falando das excentricidades do treinador da seleção francesa de futebol, Raymond Domenech. Aparentemente, o treinador é um aficionado da astrologia que leva em consideração os signos dos craques ao fazer sua escalação. Até aí, tava achando o treinador chique no último... só de admitir gostar de astrologia e não se importar com os inevitáveis deboches, o cara já merece meu respeito.
Segundo a matéria, Domenech não escala jogador escorpiano nem que a vaca tussa... o que faria dele um verdadeiro bobalhão por deixar de dar oportunidades a jogadores do signo de Pelé, Maradona e Garrincha*. Gente, isso seria preconceito astral! Como assim escorpiano não pode jogar? Admito que são seres intensos, que podem até ser um tanto obsessivos, tanto para treinar, como para emburacar numa jaca qualquer da existência... mas descartá-los? Achei que Domenech fizesse os mapas dos jogadores para entender melhor seus pontos fortes e fracos, para melhor orientá-los. Pode ser que seja isso e que a mídia esportiva tenha o transformado numa espécie de bobalhão esotérico do futebol. Não acredito que Domenech simplesmente barre os escorpianos, afinal, podem ser jogadores implacáveis, sagazes, talentosíssimos – a pequena lista de exemplos fala por si! Dunga não faria uma coisa dessas... primeiro, por aparentemente não ligar a mínima para astrologia, segundo, por ser ele mesmo um escorpiano.
Mais adiante na matéria, Domenech diz ficar de olho vivo ao escalar zagueiros leoninos, pois teme que “cedo ou tarde tentem alguma coisa idiota”. Leoninos podem mesmo querer aparecer desenvolvendo jogadas individuais, o que é um grande risco para um jogador de defesa... Bom lembrar que futebol é um jogo de espírito de equipe (qualidade do signo de Aquário). Atenção treinador, arianos também podem se destacar em jogadas individuais, pois são fominhas em campo e têm pavio curto, mas costumam ter excelente arrancada e chutes que são verdadeiras bombas. Como em tudo o mais, cada signo tem seus defeitos e seus méritos.
Bem, voltando ao treinador, que por sinal é aquariano, Raymond Domenech não deve ser tão tolo assim, com seu método eclético, convenceu três veteranos em vias de aposentadoria – Zidane, Thuram e Makelele - a integrarem mais uma vez o time e assim levou les bleus à final contra a Itália na Copa de 2006.
Por conta dessa história, saí pela Internet pesquisando as datas de nascimento de craques atuais e de outros tempos, daqui e de outros países. Não consegui os horários, segue então uma lista curiosa dos signos dos jogadores:
Áries: Rivaldo, Luisão, Emerson, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Edmundo, Bobby Moore , Baggio, Makelele
Touro: Lúcio, Gilberto, Kaká, Dodô, David Beckham
Gêmeos: Cafu, Ricardinho, Cris, Elano, Vagner Love, Paul Gascoine
Câncer: Cicinho, Zé Roberto, Carlos Alberto, Riquelme, Messi, Platini, Zidane, Fabien Barthez
Leão: Thierry Henry
Virgem: Alexandre Pato, Julio César, Denílson, Deco, Beckenbauer
Libra: Gilberto Silva, Dida, Ronaldo Fenômeno, Roque Junior, Falcão, Paolo Rossi, Trezeguet
Escorpião: Pelé, Maradona, Garrincha, Luis Fabiano, Fred, Robert Pires, Van Basten, Luis Figo
Sagitário: Gary Lineker, Passarella
Capricórnio: Rivelino, Jairzinho, Marcelinho Carioca, Thuram
Aquário: Robinho, Adriano Imperador, Tostão, Juninho Pernambucano, Juan, Cristiano Ronaldo, Rogério Ceni, Sócrates, Romário, Batistuta, Patrick Vieira
Peixes: Diego, Vampeta, Thiago Neves, Zico
* há dúvida sobre o signo de Garrincha: em alguns registros, a data de nascimento do saudoso jogador é 18 de outubro, o que o faria libriano, em outros, consta como tendo sido dia 28 de outubro, caso no qual ele seria de Escorpião.
Link do artigo: <http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/post.asp?t=domenech_suas_manias&cod_Post=105829&a=419>
Segundo a matéria, Domenech não escala jogador escorpiano nem que a vaca tussa... o que faria dele um verdadeiro bobalhão por deixar de dar oportunidades a jogadores do signo de Pelé, Maradona e Garrincha*. Gente, isso seria preconceito astral! Como assim escorpiano não pode jogar? Admito que são seres intensos, que podem até ser um tanto obsessivos, tanto para treinar, como para emburacar numa jaca qualquer da existência... mas descartá-los? Achei que Domenech fizesse os mapas dos jogadores para entender melhor seus pontos fortes e fracos, para melhor orientá-los. Pode ser que seja isso e que a mídia esportiva tenha o transformado numa espécie de bobalhão esotérico do futebol. Não acredito que Domenech simplesmente barre os escorpianos, afinal, podem ser jogadores implacáveis, sagazes, talentosíssimos – a pequena lista de exemplos fala por si! Dunga não faria uma coisa dessas... primeiro, por aparentemente não ligar a mínima para astrologia, segundo, por ser ele mesmo um escorpiano.
Mais adiante na matéria, Domenech diz ficar de olho vivo ao escalar zagueiros leoninos, pois teme que “cedo ou tarde tentem alguma coisa idiota”. Leoninos podem mesmo querer aparecer desenvolvendo jogadas individuais, o que é um grande risco para um jogador de defesa... Bom lembrar que futebol é um jogo de espírito de equipe (qualidade do signo de Aquário). Atenção treinador, arianos também podem se destacar em jogadas individuais, pois são fominhas em campo e têm pavio curto, mas costumam ter excelente arrancada e chutes que são verdadeiras bombas. Como em tudo o mais, cada signo tem seus defeitos e seus méritos.
Bem, voltando ao treinador, que por sinal é aquariano, Raymond Domenech não deve ser tão tolo assim, com seu método eclético, convenceu três veteranos em vias de aposentadoria – Zidane, Thuram e Makelele - a integrarem mais uma vez o time e assim levou les bleus à final contra a Itália na Copa de 2006.
Por conta dessa história, saí pela Internet pesquisando as datas de nascimento de craques atuais e de outros tempos, daqui e de outros países. Não consegui os horários, segue então uma lista curiosa dos signos dos jogadores:
Áries: Rivaldo, Luisão, Emerson, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Edmundo, Bobby Moore , Baggio, Makelele
Touro: Lúcio, Gilberto, Kaká, Dodô, David Beckham
Gêmeos: Cafu, Ricardinho, Cris, Elano, Vagner Love, Paul Gascoine
Câncer: Cicinho, Zé Roberto, Carlos Alberto, Riquelme, Messi, Platini, Zidane, Fabien Barthez
Leão: Thierry Henry
Virgem: Alexandre Pato, Julio César, Denílson, Deco, Beckenbauer
Libra: Gilberto Silva, Dida, Ronaldo Fenômeno, Roque Junior, Falcão, Paolo Rossi, Trezeguet
Escorpião: Pelé, Maradona, Garrincha, Luis Fabiano, Fred, Robert Pires, Van Basten, Luis Figo
Sagitário: Gary Lineker, Passarella
Capricórnio: Rivelino, Jairzinho, Marcelinho Carioca, Thuram
Aquário: Robinho, Adriano Imperador, Tostão, Juninho Pernambucano, Juan, Cristiano Ronaldo, Rogério Ceni, Sócrates, Romário, Batistuta, Patrick Vieira
Peixes: Diego, Vampeta, Thiago Neves, Zico
* há dúvida sobre o signo de Garrincha: em alguns registros, a data de nascimento do saudoso jogador é 18 de outubro, o que o faria libriano, em outros, consta como tendo sido dia 28 de outubro, caso no qual ele seria de Escorpião.
Link do artigo: <http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/post.asp?t=domenech_suas_manias&cod_Post=105829&a=419>
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segunda-feira, 2 de junho de 2008
Vulgo "inferno astral"
É popularmente conhecido como inferno astral o mês que antecede o aniversário de cada um, (por exemplo, se uma pessoa nasceu dia 15 de setembro, seu inferno astral começaria em 15 de agosto). Particularmente, acho o termo “inferno” muito infeliz e vou tentar aqui explicar porque.
Todos os anos, (no dia anterior, no dia exato ou no dia seguinte ao nosso aniversário), o Sol volta para a posição zodiacal onde estava no ano em que nascemos, o que é chamado de "revolução solar". O aniversário marca, portanto, o fim do ciclo solar de um ano e o começo de um outro ciclo de um ano, um novo ano, um reveillon particular. Deixamos de ter uma idade para ter outra, é um rito de passagem. Costuma-se celebrar essa data, (lembrando simbolicamente o nosso nascimento), dando boas-vindas ao novo ano de vida com família, amigos, música, comida, bebida, dança, enfim, com um pequeno ritual.
O inferno astral seria, então, o mês que marca o fim de um ciclo, um período de morte do velho ano que deveria ser usado para uma reflexão. Reflexão é algo que exige certa introspecção, um pouco de paz para podermos fazer um balanço do ano que acaba, e também um pouco de serenidade para pensar sobre nossos planos para o ano que começa... será que há planos?
Como no reveillon, há aqueles que decidem que vão ter um filho naquele ano, outros, decidem malhar mais, outros, que vão procurar um novo trabalho ou aprender um novo idioma, e há resoluções menos objetivas, mas não menos importantes, como ser mais tolerante, ouvir mais, dedicar mais tempo a um ente querido... a lista é infinda. Também não precisa ser o mês anterior ao aniversário para decidirmos algo novo... pode ser qualquer dia...o importante é olhar para esse mês chamado (a meu ver, injustamente) de “infernal” como uma chance de analisar e também valorizar a vida.
PS - Num tempo onde envelhecer é tão mal visto, desconfio que o termo deva ter sido inventado por alguém que não gostava nem um pouco de ficar mais velho, daí o “inferno”! Porém, envelhecer é exatamente o que acontece quando dá tudo certo e a gente continua vivo...
Todos os anos, (no dia anterior, no dia exato ou no dia seguinte ao nosso aniversário), o Sol volta para a posição zodiacal onde estava no ano em que nascemos, o que é chamado de "revolução solar". O aniversário marca, portanto, o fim do ciclo solar de um ano e o começo de um outro ciclo de um ano, um novo ano, um reveillon particular. Deixamos de ter uma idade para ter outra, é um rito de passagem. Costuma-se celebrar essa data, (lembrando simbolicamente o nosso nascimento), dando boas-vindas ao novo ano de vida com família, amigos, música, comida, bebida, dança, enfim, com um pequeno ritual.
O inferno astral seria, então, o mês que marca o fim de um ciclo, um período de morte do velho ano que deveria ser usado para uma reflexão. Reflexão é algo que exige certa introspecção, um pouco de paz para podermos fazer um balanço do ano que acaba, e também um pouco de serenidade para pensar sobre nossos planos para o ano que começa... será que há planos?
Como no reveillon, há aqueles que decidem que vão ter um filho naquele ano, outros, decidem malhar mais, outros, que vão procurar um novo trabalho ou aprender um novo idioma, e há resoluções menos objetivas, mas não menos importantes, como ser mais tolerante, ouvir mais, dedicar mais tempo a um ente querido... a lista é infinda. Também não precisa ser o mês anterior ao aniversário para decidirmos algo novo... pode ser qualquer dia...o importante é olhar para esse mês chamado (a meu ver, injustamente) de “infernal” como uma chance de analisar e também valorizar a vida.
PS - Num tempo onde envelhecer é tão mal visto, desconfio que o termo deva ter sido inventado por alguém que não gostava nem um pouco de ficar mais velho, daí o “inferno”! Porém, envelhecer é exatamente o que acontece quando dá tudo certo e a gente continua vivo...
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domingo, 11 de maio de 2008
Saturno, Vênus e a arte do encontro
No mapa natal, Vênus reflete nossas escolhas, tanto no amor, como nas amizades. É um planeta de troca com o outro, indica aquilo que nos atrai, o que nos é caro, o que valorizamos, do que e de quem gostamos, o que nos dá prazer. Vênus simboliza nossa forma de amar, tanto amar ao outro quanto a nós mesmos. Por isso, quando queremos saber de relacionamentos, é para Vênus que devemos olhar.
A cada sete anos, aproximadamente, nossa Vênus natal é aspectada por Saturno em trânsito. Isso ocorre para cada um em épocas distintas, mas sempre nesse ciclo de sete em sete anos. Esse é o momento para examinarmos com sinceridade as nossas trocas, se elas têm sido ou não satisfatórias. O trânsito pede uma análise das nossas relações: se têm bases sólidas, se têm estrutura para maior comprometimento. Se temos ou não agido de forma coerente com nosso desejo. Essa análise pode até levar a uma crise, mas ela é necessária para que façamos ajustes condizentes para uma vida mais satisfatória. Até as amizades passam por esse crivo saturnino: que amigos são amigos para todas as horas, quais são os muito divertidos, mas só para o oba-oba. Em suma, o trânsito pede uma arrumação das prateleiras sentimentais, um exame das datas de validade e qualidades dos relacionamentos.
Se estamos casados, o trânsito apresenta uma oportunidade de revermos as bases do contrato. Podemos atualizar cláusulas, falar ao parceiro das nossas prioridades, dedicar um pouco mais de tempo e energia na relação.
Se estamos sós e em busca de um amor, é tempo de refletir se nossas atitudes têm sido sabotadoras ou construtivas. Saturno pede cautela, é um planeta de critério e seriedade. É bom aproveitar o momento para dar uma melhorada na auto-estima, é clichê, mas é verdade: quando nos gostamos, temos mais chances de sermos gostados. Desespero atrai desespero, agir por impulso ou carência não é a onda de Saturno. O cara é sério e demanda uma análise dos nossos valores para que possamos então encontrar pessoas que tenham a ver com eles. Saturno pergunta à Vênus o que ela realmente deseja e parte em busca dessa realização. Eu sei que um encontro amoroso não depende exclusivamente da nossa vontade, mas fica mais fácil para o universo materializar o que queremos se soubermos o que é.
A cada sete anos, aproximadamente, nossa Vênus natal é aspectada por Saturno em trânsito. Isso ocorre para cada um em épocas distintas, mas sempre nesse ciclo de sete em sete anos. Esse é o momento para examinarmos com sinceridade as nossas trocas, se elas têm sido ou não satisfatórias. O trânsito pede uma análise das nossas relações: se têm bases sólidas, se têm estrutura para maior comprometimento. Se temos ou não agido de forma coerente com nosso desejo. Essa análise pode até levar a uma crise, mas ela é necessária para que façamos ajustes condizentes para uma vida mais satisfatória. Até as amizades passam por esse crivo saturnino: que amigos são amigos para todas as horas, quais são os muito divertidos, mas só para o oba-oba. Em suma, o trânsito pede uma arrumação das prateleiras sentimentais, um exame das datas de validade e qualidades dos relacionamentos.
Se estamos casados, o trânsito apresenta uma oportunidade de revermos as bases do contrato. Podemos atualizar cláusulas, falar ao parceiro das nossas prioridades, dedicar um pouco mais de tempo e energia na relação.
Se estamos sós e em busca de um amor, é tempo de refletir se nossas atitudes têm sido sabotadoras ou construtivas. Saturno pede cautela, é um planeta de critério e seriedade. É bom aproveitar o momento para dar uma melhorada na auto-estima, é clichê, mas é verdade: quando nos gostamos, temos mais chances de sermos gostados. Desespero atrai desespero, agir por impulso ou carência não é a onda de Saturno. O cara é sério e demanda uma análise dos nossos valores para que possamos então encontrar pessoas que tenham a ver com eles. Saturno pergunta à Vênus o que ela realmente deseja e parte em busca dessa realização. Eu sei que um encontro amoroso não depende exclusivamente da nossa vontade, mas fica mais fácil para o universo materializar o que queremos se soubermos o que é.
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
O começo do começo

Acabo de me tornar blogueira, quero colocar aqui algumas das minhas experiências e questionamentos. Abrir um espaço a mais para me comunicar com amigos, pacientes e impacientes. Há vinte anos atendo pessoas, traduzindo o simbólico dos planetas pra vida de cada um. Vejo cada vida como um processo de desdobramento em busca de uma totalidade, o que Jung chamou de "processo de individuação". O mapa natal (como uma foto tirada do céu no momento de um nascimento) forma a base dessa jornada, ali estão os instrumentos. O que vamos fazer com eles, depende de cada oportunidade e de cada escolha.
Acho que nem preciso dizer que gosto de gente, de ouvir sagas e ajudar a jogar luz em determinadas questões. Esse é o meu trabalho de consultório: ajudar o outro a melhor entender sua essência e o momento que está vivendo.
Não gosto de determinismos, fico um pouco irritada quando alguém chega perto de mim numa festa e diz: "Sou Capricórnio com ascendente Leão, isso é bom?" Dá vontade de responder:"Não sei... é?" Como posso eu dizer se algo é bom ou ruim? Como diz a música do leonino Caetano "...cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."
Acho que nem preciso dizer que gosto de gente, de ouvir sagas e ajudar a jogar luz em determinadas questões. Esse é o meu trabalho de consultório: ajudar o outro a melhor entender sua essência e o momento que está vivendo.
Não gosto de determinismos, fico um pouco irritada quando alguém chega perto de mim numa festa e diz: "Sou Capricórnio com ascendente Leão, isso é bom?" Dá vontade de responder:"Não sei... é?" Como posso eu dizer se algo é bom ou ruim? Como diz a música do leonino Caetano "...cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."
Mas uma coisa é certa, é preciso ter largo bom humor e uma pitada de bom senso, e isso não é idéia minha, é do Sogyal Rinpoche que escreveu O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, e se o Rinpoche, que estudou a vida toda, diz que bom humor e bom senso são ingredientes essenciais para se viver os momentos mais críticos, eu acredito plenamente nele! E acrescento: podemos, eventualmente, perder um ou outro... ficar sem os dois, simultaneamente, gera advertência do ministério da saúde e pode ser muito prejudicial. No mais, vamos em frente.
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