Mulherada querida do meu Brasil, sei que o momento é político e de luta, mas como cupido nunca descansa nos anseios dos corações e almas femininas, aqui vai um guia-manual rápido e prático. Uma listagem de tipos dos quais devemos fugir com toda presteza e decisão.
Há sim, homens maravilhosos por aí, mas os tipinhos abaixo são o que minha sábia avó chamaria de pura perda de tempo... Sei também que faz parte da vida ter tido pelo menos dois deles no currículo, afinal, a gente não nasce sabendo... O que passou, passou e que sirva de experiência. Bola pra frente. O intuito da lista é alertar e evitar futuros desastres que podem, e vão, machucar mais ainda o seu lindo e bondoso coração. Sei que não é bonito rotular e classificar as pessoas, mas quem resiste?
Atenção! Modo de usar: Os tipos classificados abaixo não são auto-excludentes, ou seja, há os que conseguem pertencer a mais de uma categoria ao-mesmo-tempo-agora! E, se você já está irrevogavelmente apaixonada e envolvida com um deles, não se desespere, tudo passa!
1 - O ESPORTISTA - esse te dá o maior mole, lança frases de efeito que fazem sua cabeça pirar por dias e noites! Tudo indica que ele está caidinho por você, e que vai rolar em breve, mas ele caça por esporte, amor. Tudo não passa de um teste pra ver se você é ou não receptiva ao seu charme quase irresistível. Na hora da finalização, ele dá uma de Sergio Ramos, aquele jogador da seleção espanhola que chutou o pênalti pra fora... Em suma, melhor sumir!
2 - O SABONETE - esse, todo mundo conhece pelo menos três... Tem muita coisa em comum com o tipo esportista, com a vantagem de que consegue finalizar. Pode até ser um bom PA. - Se você não sabe o que é um PA, pergunta pra uma amiga mais sagaz. - Mas a serventia é essa e não passa disso. Ele muda de forma e escorrega sempre... Some e reaparece, tem super poderes! Ok, não precisa fugir dos sabonetes, mas se não sabe brincar, não desce pro play!
3 - O SISSI KING - esse bofe se sente: se acha a última coca-cola do deserto, o último biscoito do pacote, a bala que matou Kennedy. Ui que preguiça! Merece ser colocado no banco dos reservas por tempo indeterminado pra ver se volta com um textinho remodelado, mais humilde e coerente. Atenção, nunca elogie ou dê muito mole pra esse tipo pois você só está contribuindo pra sua sissizice atávica e, o que é pior, enfraquecendo o nosso lado.
4 - O MAL CASADO - Vixi, piorou... esse faz a linha coitado, vítima de um casamento horrível, muito infeliz, uma megera monstra com quem ele "não tem mais nada há anos" costuma ser a mãe dos filhos que ele ama perdidamente... Geralmente se dá superbem e descola uma amante de primeiríssima, sempre pronta a lhe agradar, com vocação para salvadora da pátria. Se está envolvida com um desses, busque terapia, ou também pode sentar e esperar ele separar da monstra mocréia pra ficar com vocêzinha, só não prende a respiração!
Queridas, há outros tipos perigosíssimos no mercado, como o aproveitador, o encostado, o drogado, o tirano e o recalcado, mas desses eu não quero nem falar! Corra, Lola, corra!
E lembre-se:
beijos e boa sorte
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Momento deusa - receitinha
Quando foi a última vez que você tirou um momento relax para cuidar de si? Não falo da obrigatória faxina: depilação, unha, cabelo, isso não tá contando.... Falo de um momento exfoliação, beleza, beauté: banho ou escalda-pés e tratamento facial, um tempo de qualidade entre você e vocêzinha. Banhos e escalda-pés são que nem pipoca, podem ser sal ou doce. Vale uma bacia com água quente e sal grosso para megulhar os pés num dia em que esteja particularmente cansada, precisando reabastecer. Só essa mistura seguida de toalha, creminho hidratante e uma meia nos pés já faz muito bem, pode até te salvar de um resfriado.
Agora, se quiser um milagre, invista num vidro de 10ml de óleo essencial de lavanda ou lavandim, que é um pouco mais barato - os de uma boa procedência custam entre 40,00 e 60,00 reais o vidrinho - e duram muito tempo pois apenas 3 gotas são necessárias para um escalda-pés, por exemplo. Se na sua casa tiver banheira, meio caminho andado para a glória, você tem um mini spa! Inspire-se. Vamos criar um clima. Ponha uma música deliciosa para tocar, eu amo e recomendo a trilha original do filme Chocolate, mas todo mundo tem lá sua trilha favorita... Acenda umas velas no banheiro. Encha a banheira com água quente e pingue, na hora que for entrar, umas 6 ou 8 gotinhas de óleo essencial de lavanda ou lavandim.
Enquanto a banheira enche, vá até a cozinha e prepare numa cumbuquinha ou xícara uma mistura de 1 colher de chá de açúcar para 2 de mel, misture e leve com você para o banheiro. Quando estiver feliz e contente no seu banho e já tiver molhado o rosto com a água quentinha, passe a mistura exfoliante no rosto, fazendo movimentos circulares com as pontas dos dedos, com carinho pra não arranhar. Depois de um tempinho enxague o rosto com a água de lavanda do banho para retirar a máscara "mamãe passou açúcar ni mim". Essa mistura de mel com açúcar também pode ser usada para exfoliação corporal, aí sugiro que acrescente uma colher de azeite extra virgem na mistura, muito boa para a circulação e para a maciez da pele. Passe no corpo também em movimentos circulares e simplesmente enxague depois. Como a superfície do corpo é bem maior, melhor dobrar a quantidade de mel e açúcar. Esse banho é sem sabonete, tá?
Azeite de oliva extra virgem não é bom-bril mas tem mil e uma utilidades. Depois da exfoliação facial e de ter enxugado o rosto, coloque um pouquitito na palma da mão e passe no rosto - bem pouquinho mesmo, tipo meia colherinha de café. Pode passar sem medo. Sua pele recém exfoliada vai sorver todos os nutrientes puríssimos do azeite e, garanto, vai ficar radiante e cheia de viço, parecendo que você fez um tratamento caríssimo ultra master plus moderno a laser. Se sua pele for oleosa, pode depois do azeite lavar o rosto com água morna, depois fria. E pronto. Eu, deixo o azeite trabalhar, só lavo o rosto no dia seguinte de manhã. Se não acredita em mim, pode pesquisar as propriedades do azeite de oliva extra virgem.
Ainda depois do banho, momento hidratação: beba muita água ou um chá de jasmim, camomila, erva doce, cidreira ou hibisco.
Vista uma roupa confortável e tenha bons pensamentos. Antes de dormir, uma gotinha de óleo essencial de lavanda no travesseiro garante bons sonhos e um sono tranquilo.
Um pouquinho de amor próprio é tão bom, faz tão bem... e custa tão pouco!
para se inteirar sobre cosméticos naturais, visite Maison Pi
Agora, se quiser um milagre, invista num vidro de 10ml de óleo essencial de lavanda ou lavandim, que é um pouco mais barato - os de uma boa procedência custam entre 40,00 e 60,00 reais o vidrinho - e duram muito tempo pois apenas 3 gotas são necessárias para um escalda-pés, por exemplo. Se na sua casa tiver banheira, meio caminho andado para a glória, você tem um mini spa! Inspire-se. Vamos criar um clima. Ponha uma música deliciosa para tocar, eu amo e recomendo a trilha original do filme Chocolate, mas todo mundo tem lá sua trilha favorita... Acenda umas velas no banheiro. Encha a banheira com água quente e pingue, na hora que for entrar, umas 6 ou 8 gotinhas de óleo essencial de lavanda ou lavandim.
Enquanto a banheira enche, vá até a cozinha e prepare numa cumbuquinha ou xícara uma mistura de 1 colher de chá de açúcar para 2 de mel, misture e leve com você para o banheiro. Quando estiver feliz e contente no seu banho e já tiver molhado o rosto com a água quentinha, passe a mistura exfoliante no rosto, fazendo movimentos circulares com as pontas dos dedos, com carinho pra não arranhar. Depois de um tempinho enxague o rosto com a água de lavanda do banho para retirar a máscara "mamãe passou açúcar ni mim". Essa mistura de mel com açúcar também pode ser usada para exfoliação corporal, aí sugiro que acrescente uma colher de azeite extra virgem na mistura, muito boa para a circulação e para a maciez da pele. Passe no corpo também em movimentos circulares e simplesmente enxague depois. Como a superfície do corpo é bem maior, melhor dobrar a quantidade de mel e açúcar. Esse banho é sem sabonete, tá?
Azeite de oliva extra virgem não é bom-bril mas tem mil e uma utilidades. Depois da exfoliação facial e de ter enxugado o rosto, coloque um pouquitito na palma da mão e passe no rosto - bem pouquinho mesmo, tipo meia colherinha de café. Pode passar sem medo. Sua pele recém exfoliada vai sorver todos os nutrientes puríssimos do azeite e, garanto, vai ficar radiante e cheia de viço, parecendo que você fez um tratamento caríssimo ultra master plus moderno a laser. Se sua pele for oleosa, pode depois do azeite lavar o rosto com água morna, depois fria. E pronto. Eu, deixo o azeite trabalhar, só lavo o rosto no dia seguinte de manhã. Se não acredita em mim, pode pesquisar as propriedades do azeite de oliva extra virgem.
Ainda depois do banho, momento hidratação: beba muita água ou um chá de jasmim, camomila, erva doce, cidreira ou hibisco.
Vista uma roupa confortável e tenha bons pensamentos. Antes de dormir, uma gotinha de óleo essencial de lavanda no travesseiro garante bons sonhos e um sono tranquilo.
Um pouquinho de amor próprio é tão bom, faz tão bem... e custa tão pouco!
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
Mirror
I look in the mirror
And what do I see?
A strange looking person
That cannot be me.
For I am much younger
And not nearly so fat
As that face in the mirror
I am looking at.
Oh, where are the mirrors
That I used to know
Like the ones which were
Made thirty years ago?
Now all things have changed
And I'm sure you'll agree
Mirrors are not as good
As they used to be.
So never be concerned,
If wrinkles appear
For one thing I've learned
Which is very clear,
Should your complexion
Be less than perfection,
It is really the mirror
That needs correction!!
Edmund Burke (1729-1797), filósofo irlandês
Acho esse poema de uma belezura sem fim. Muito útil para todos os momentos em que não nos reconhecemos muito bem no querido amigo espelho...
Vou fazer uma tradução livre:
Espelho
Olho no espelho e o que vejo ali?
Uma pessoa estranha, não me reconheci.
Pois sou bem mais jovem e não tão gordinha
quanto o rosto que me olha, cara de fuinha!
Ah, me diz onde foram parar os espelhos em que eu costumava me olhar?
Como os que eram feitos antigamente..
Agora está tudo mudado, tenho certeza de que vai concordar:
Já não se fazem espelhos bons no presente.
Então não se preocupe se as rugas aparecerem
Pois uma coisa está clara e aprendi:
Se sua aparência for menos que a perfeição,
É o espelho que está precisando de correção!!
And what do I see?
A strange looking person
That cannot be me.
For I am much younger
And not nearly so fat
As that face in the mirror
I am looking at.
Oh, where are the mirrors
That I used to know
Like the ones which were
Made thirty years ago?
Now all things have changed
And I'm sure you'll agree
Mirrors are not as good
As they used to be.
So never be concerned,
If wrinkles appear
For one thing I've learned
Which is very clear,
Should your complexion
Be less than perfection,
It is really the mirror
That needs correction!!
Edmund Burke (1729-1797), filósofo irlandês
Acho esse poema de uma belezura sem fim. Muito útil para todos os momentos em que não nos reconhecemos muito bem no querido amigo espelho...
Espelho
Olho no espelho e o que vejo ali?
Uma pessoa estranha, não me reconheci.
Pois sou bem mais jovem e não tão gordinha
quanto o rosto que me olha, cara de fuinha!
Ah, me diz onde foram parar os espelhos em que eu costumava me olhar?
Como os que eram feitos antigamente..
Agora está tudo mudado, tenho certeza de que vai concordar:
Já não se fazem espelhos bons no presente.
Então não se preocupe se as rugas aparecerem
Pois uma coisa está clara e aprendi:
Se sua aparência for menos que a perfeição,
É o espelho que está precisando de correção!!
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Ó que delícia!
Há muito não recebo um texto que me tocasse tão profundamente... Não sei de quem é a autoria, mas gostei tanto, tanto, que vou postar aqui:
Tô Idoso
Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo.
Eu me tornei meu próprio amigo. .. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão "avant garde" no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de
compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem
vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as
quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos
maravilhosos dos anos 60&70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo
chorar por um amor perdido ... Eu vou. Vou andar na praia em um calção excessivamente largo sobre um corpo
decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos
olhares penalizados dos outros no jet set. Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser idoso. A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Tô Idoso
Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo.
Eu me tornei meu próprio amigo. .. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão "avant garde" no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de
compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem
vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as
quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos
maravilhosos dos anos 60&70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo
chorar por um amor perdido ... Eu vou. Vou andar na praia em um calção excessivamente largo sobre um corpo
decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos
olhares penalizados dos outros no jet set. Eles, também, vão envelhecer.Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser idoso. A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Adolescência, sexualidade, orientação e limites
Estava jantando numa varanda e não pude deixar de observar as garotas adolescentes passando em grupo a caminho das casas noturnas de um balneário carioca. A faixa etária variava dos 13 aos 16 anos. O invariável era o figurino: todas vestiam uma blusinha com certo brilho, ultra mini micro saia e sapatos de salto muito alto. A aberração era o comprimento das saias - ou a falta dele! Não se trata de moralismo, não sou nenhuma paladina da moral e dos bons costumes, mas estavam todas vestidas de periguetes! (Nem vou entrar no mérito da cafonice master dos saltos super altos numa cidade praiana...)
O impacto das ínfimas saias, que acabavam exatamente no início das coxas e nem um milímetro a mais, era tal que, se uma daquelas garotas fosse, por desventura, vítima de violência sexual, tenho certeza que alguém argumentaria a favor do estuprador, dizendo que ela estava pedindo para que isso acontecesse... Me pergunto se os pais (ou responsáveis) acham pertinente, ou ainda por que permitem, que uma mocinha em idade tão tenra saia por aí "vestida para matar". Me pergunto se alguma vez já conversaram com as filhas no intuito de esclarecer questões sobre sexualidade e sobre a impressão, as vezes totalmente errônea, que uma vestimenta pode causar. O amigo que estava comigo observou tratar-se de um fenômeno da moda Big Brother Brasil... Moda muito deselegante, equivocada e - por que não dizer - perigosa.
Sendo astróloga e terapeuta, parte da minha missão consiste em observar
comportamentos e seus desdobramentos. Sei perfeitamente que a
adolescência é a fase das descobertas e experimentações, da emergência
da sexualidade, da urgência de pertencer ou ser aceita em determinados
grupos. E do desabrochar da questão ainda mais profunda que costuma acompanhar as
mulheres na vida adulta: a capacidade de despertar o desejo no sexo
oposto como validação da sua feminilidade e às vezes, existência.
Apesar do deleite que ser desejada causa na auto estima do feminino, creio que o anseio vá além: as meninas - e mulheres - querem também ser amadas, descobrir os meandros do corpo e as delícias do sexo com um parceiro que seja de alguma forma atento também a dar prazer. Com uma iniciação sexual carinhosa, mesmo apesar dos inevitáveis atropelos da adolescência, podemos construir uma base mais inteira para a sexualidade na vida adulta.
Fica a pergunta: a quem cabe a educação sexual dos nossos filhos?
Se você tem um filho ou filha adolescentes e não sabe muito bem como abordar o assunto, recomendo que lhe presenteie com o livro Sexo e Amor para os Jovens, do psicanalista Flavio Gikovate. É objetivo, franco e certamente um bom começo de conversa.
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sábado, 20 de agosto de 2011
Minimamente Feliz
Leila Ferreira - jornalista
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
Eu contabilizo tudo de bom que me aparece, sou adepta da felicidade homeopática. Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá para ser feliz no singular:'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.
foto: Adriana Pinheiro (orquidário da 'mãe' Nely)
Acredito profundamente nessa felicidade das pequenas coisas e por isso adorei esse texto! Mas tenho uma importante ressalva: admiro o príncipe Charles por assumir seu amor por Camila, que embora feiosa parece ser uma mulher interessante e cheia de conteudo. Já Victoria Beckham, sinceramente, apesar do marido lindo, me parece uma pessoa muito infeliz com questões de aparência e sérios distúrbios alimentares... Portanto, talvez Camila esteja sim mais "bem servida" que Victoria.
Pronto, falei!
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
Eu contabilizo tudo de bom que me aparece, sou adepta da felicidade homeopática. Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá para ser feliz no singular:'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.
Acredito profundamente nessa felicidade das pequenas coisas e por isso adorei esse texto! Mas tenho uma importante ressalva: admiro o príncipe Charles por assumir seu amor por Camila, que embora feiosa parece ser uma mulher interessante e cheia de conteudo. Já Victoria Beckham, sinceramente, apesar do marido lindo, me parece uma pessoa muito infeliz com questões de aparência e sérios distúrbios alimentares... Portanto, talvez Camila esteja sim mais "bem servida" que Victoria.
Pronto, falei!
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domingo, 15 de maio de 2011
Um homem pra chamar de seu
Acabei de ler um livro chamado O Mundo Pós-Aniversário, de Leonel Shriver. Logo no começo da história, a personagem principal, que é casada, sente enorme atração por um amigo do casal. A partir daí, o livro se alterna em duas narrativas. Na primeira, ela resiste à tentação e continua casada, embora empurrando para debaixo do tapete seus anseios e frustrações para não "criar problema". Na segunda, ela inicia um romance com o amigo e deixa o marido para ir viver o novo amor. Nessa segunda relação, ela se vê relegando o seu trabalho para orbitar em torno do novo marido. De uma ou outra forma, a trama nos faz refletir sobre temas como segurança, submissão, auto estima, erotismo e tudo o que compraz o universo ou papel do feminino dentro de um relacionamento amoroso. É impossível não se identificar com a personagem e também não se aturdir com as "burrices" dela... uma leitura muito interessante e instigante que nos coloca frente à frente com nossas próprias barganhas relacionais.
É essencial ressaltar o quanto, apesar de todas as conquistas no âmbito sócio-econômico, nós mulheres continuamos tendo a vida amorosa como fonte primordial de validação da nossa existência/felicidade. Talvez por questões fora do alcance consciente... Recebemos uma herança de crença coletiva que pode sussurar ou gritar frases como "você é independente demais para atrair um homem", "o fim do seu casamento foi culpa sua, você não soube "segurar" o seu marido", "coitada de você, está sozinha... não dá sorte nos relacionamentos!" Se essas vozes estão secretamente no comando, que preço estamos dispostas a pagar para ter um relacionamento? Calar essas vozes talvez seja uma tarefa individual, mas que precisa ser trazida à luz da discussão se for para transmitirmos às gerações futuras conceitos mais flexíveis de felicidade.
No último programa Saia Justa, exibido no GNT, foi posto em debate o resultado de uma pesquisa da cientista social Debora Emm, exatamente sobre esse tema. A revelação de um segredo íntimo, a nossa sensação de inadequação ou incompetência quando estamos sozinhas. Vale assistir:
É essencial ressaltar o quanto, apesar de todas as conquistas no âmbito sócio-econômico, nós mulheres continuamos tendo a vida amorosa como fonte primordial de validação da nossa existência/felicidade. Talvez por questões fora do alcance consciente... Recebemos uma herança de crença coletiva que pode sussurar ou gritar frases como "você é independente demais para atrair um homem", "o fim do seu casamento foi culpa sua, você não soube "segurar" o seu marido", "coitada de você, está sozinha... não dá sorte nos relacionamentos!" Se essas vozes estão secretamente no comando, que preço estamos dispostas a pagar para ter um relacionamento? Calar essas vozes talvez seja uma tarefa individual, mas que precisa ser trazida à luz da discussão se for para transmitirmos às gerações futuras conceitos mais flexíveis de felicidade.
No último programa Saia Justa, exibido no GNT, foi posto em debate o resultado de uma pesquisa da cientista social Debora Emm, exatamente sobre esse tema. A revelação de um segredo íntimo, a nossa sensação de inadequação ou incompetência quando estamos sozinhas. Vale assistir:
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Entre cobras e cobranças
Hoje quero divagar sobre as pessoas abelhudas e sem noção que fazem as perguntas mais indiscretas e estapafúrdias. Repare que, geralmente, é gente com quem se tem pouca ou nenhuma intimidade, que, por pura diversão ou falta de assunto, pergunta coisas de foro super íntimo. É praticamente um fenômeno comportamental.
Vivo isso pessoalmente e vejo o mesmo acontecer com amigos, com pacientes... pode acreditar, a coisa é uma verdadeira praga. Outro dia estava em um jantar e uma pessoa se interessou pelo meu brechó, começou fazendo perguntas despretensiosas do tipo, "faz sucesso?", "ah é?", "vende muito?" e me saiu com um "quanto?" e, ao perceber que fui evasiva na resposta, insistiu: "mas quanto vocês lucram por mês?" HÃ??? COMO ASSIM??? deu vontade de dizer com a cara mais séria do mundo que não podia revelar números, mas que um grupo japonês já havia feito uma proposta de compra do domínio... rsrs Mas é claro que essa resposta incrível só me ocorreu dias depois...
Nessas horas, pode-se:
a) fazer cara de paisagem, mudar de assunto e sair de fininho
b) fingir que engasgamos com um caroço de azeitona e estamos passando muito mal
c) ser direta e dizer: "meta-se com a sua vida e atenha-se a ela, inconveniente!"
A questão é que quase sempre somos pegos de surpresa por esses bombardeios e acabamos sendo educados e gentis, como manda o protocolo e a opção "a". Depois, ficamos remoendo que respostas desaforadas e/ou irônicas poderíamos ter dado...
Casais passam por isso: se não estão casados, perguntam "quando vão casar?"; se casaram, perguntam "quando vão ter um filho?"; se tiveram um filho perguntam "quando vão ter o próximo?" Tudo muito simpaticamente, com um sorriso e aquela cara de "te-quero-tão-beeem"! É uma loucura! E quando você já tá lá com o relógio biológico pelas tabelas, vem sempre uma desavisada perguntar: "Você não vai ter filho, não?" Resposta correta: "Porra, não sei, o que você acha?"
Pior é quando essas vozes estridentes do exterior ganham força pelos ecos das nossas próprias cobranças e questionamentos. Ficamos com um sentimento horrível de inadequação, de baixa auto estima, às vezes até de fracasso. Aí, é preciso respirar no desconforto e respirar no desconforto, respirar e esperar passar. Perdoem-me o francês, mas puta que o pariu, que gente é essa??? De onde vêm? Por que querem nos expor assim? Estou convencida que se trata de um tipo de perversidade...
Vou encerrar esse post revoltado contando uma piada que li há tempos (acho que no blog do Bruno Mazzeo - ou foi no Cilada?), era o seguinte: o sujeito era solteiro e tinha umas tias que, em todos os casamentos da família, diziam para ele: "Você, Fulaninho, vai ser o próximo!" Ele resolveu se vingar dizendo a mesma frase para elas, só que em todos os funerais!
A mente que se abre à uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
Vivo isso pessoalmente e vejo o mesmo acontecer com amigos, com pacientes... pode acreditar, a coisa é uma verdadeira praga. Outro dia estava em um jantar e uma pessoa se interessou pelo meu brechó, começou fazendo perguntas despretensiosas do tipo, "faz sucesso?", "ah é?", "vende muito?" e me saiu com um "quanto?" e, ao perceber que fui evasiva na resposta, insistiu: "mas quanto vocês lucram por mês?" HÃ??? COMO ASSIM??? deu vontade de dizer com a cara mais séria do mundo que não podia revelar números, mas que um grupo japonês já havia feito uma proposta de compra do domínio... rsrs Mas é claro que essa resposta incrível só me ocorreu dias depois...
Nessas horas, pode-se:
a) fazer cara de paisagem, mudar de assunto e sair de fininho
b) fingir que engasgamos com um caroço de azeitona e estamos passando muito mal
c) ser direta e dizer: "meta-se com a sua vida e atenha-se a ela, inconveniente!"
A questão é que quase sempre somos pegos de surpresa por esses bombardeios e acabamos sendo educados e gentis, como manda o protocolo e a opção "a". Depois, ficamos remoendo que respostas desaforadas e/ou irônicas poderíamos ter dado...
Casais passam por isso: se não estão casados, perguntam "quando vão casar?"; se casaram, perguntam "quando vão ter um filho?"; se tiveram um filho perguntam "quando vão ter o próximo?" Tudo muito simpaticamente, com um sorriso e aquela cara de "te-quero-tão-beeem"! É uma loucura! E quando você já tá lá com o relógio biológico pelas tabelas, vem sempre uma desavisada perguntar: "Você não vai ter filho, não?" Resposta correta: "Porra, não sei, o que você acha?"
Pior é quando essas vozes estridentes do exterior ganham força pelos ecos das nossas próprias cobranças e questionamentos. Ficamos com um sentimento horrível de inadequação, de baixa auto estima, às vezes até de fracasso. Aí, é preciso respirar no desconforto e respirar no desconforto, respirar e esperar passar. Perdoem-me o francês, mas puta que o pariu, que gente é essa??? De onde vêm? Por que querem nos expor assim? Estou convencida que se trata de um tipo de perversidade...
Vou encerrar esse post revoltado contando uma piada que li há tempos (acho que no blog do Bruno Mazzeo - ou foi no Cilada?), era o seguinte: o sujeito era solteiro e tinha umas tias que, em todos os casamentos da família, diziam para ele: "Você, Fulaninho, vai ser o próximo!" Ele resolveu se vingar dizendo a mesma frase para elas, só que em todos os funerais!
A mente que se abre à uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)
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sábado, 3 de julho de 2010
Pessoal e intransferível
Esses dias me dei conta que, com o passar dos anos, fui adquirindo e exercendo mais e mais a minha feminilidade. Explico: sempre fiz a linha água + sabão neutro + hidratante = estou pronta para sair. Em primeiro lugar, acho que vale dizer que nunca fui o tipo mulherão. Talvez eu seja ou tenha sido o que as pessoas chamam de uma beleza meio selvagem ou natural, sem muito quás quás quás. Tirando a obrigatória depilação que faço, seja aqui ou no inverno inglês, desde os 14 anos, o resto foi vindo com a vida. E claro, um batonzinho não faz mal a ninguém - e pode se morder de inveja, Cristiano Ronaldo!
Lembro quando, aos 12 anos, usei meu primeiro salto alto para sair na rua: um tamanco horrendo com salto acrílico, todo transparente, no qual eu me senti o máximo, uma lady! Logo depois dos primeiros dias da novidade, voltei pros rasteiros e os anabelas, salvo raríssimas exceções. Na Índia, as mulheres adquirem o direito de usar certos adornos depois de casadas, como aquele vermelho no repartido do cabelo. E acho que fui, atabalhoada e espontaneamente, fazendo assim. Só que, ao invés do estado civil servir como abono, foram os anos que o trouxeram.
Aí vai um pouco dessa cronologia da dondoquice:
quando criança adorava me emperequetar toda com os figurinos e bijus da minha avó para fazer "espetáculos caseiros" de teatro, canto e dança (valha-me deus, nossa senhora, que paciência tinham meus avós!);
11 anos - furei as orelhas e passei a usar mini brinquinhos; (meu tio e a mulher dele me levaram para furá-las na finada loja Mesbla - ou seria Sears??? - fiquei tão feliz!)
12 anos - primeiro salto alto;
14 anos - depilação (a primeira é de matar, depois, a gente acostuma e nem liga...);
15 anos - fui ao salão de beleza e voltei pra casa com o cabelo todo encaracolado, não era permanente, era um outro troço, tal de bigudim. Ao chegar em casa, me achando incrível, meu pai me olhou e disse: "tá parecendo um poodle!" (sem comentários!);
17 anos - passei a alternar os confortáveis e eternos brinquinhos com brincos pendurados e argolas (sempre muito leves, que tenho a maior agonia de orelha rasgada, credo!),
18 anos - tatuagem;
19 anos - outra tatuagem;
20 anos- terceira tatuagem (tatuagem vicia.);
26 anos - primeiro sutiã (tudo bem que a anatomia permitia, mas hoje, olhando pra trás, acho que eu era meio totalmente nem aí, tipo despudorada...);
34 anos - passei a pintar as unhas da mão de cores vivas, como rosa, ameixa, chocolate e vermelho;
36 anos - descobri que também podia pintar com cores vibrantes as unhas dos pés (nunca quando as mãos estão pintadas, gosto das coisas desconjuntadas...);
37 anos - primeira vez que deixei alguém fazer as minhas sobrancelhas;
38 anos - passei a tingir os cabelos (não por gosto, mas pelo despontar dos primeiros fios brancos, que parecem ter vida própria);
44 anos - descobri que corretivo é uma coisa sensacional! (obrigada Renata!)
De mulher para mulher, essa blogueira adverte: esse post não tem a pretensão de servir como exemplo de nada para ninguém, os quesitos de beauté citados aqui foram apenas surgindo como desejos ou necessidades ao longo do caminho. O que eu acho bacana é o "tomar posse" da mulher aos pouquinhos, com gosto e delicadeza. Assim, a idade nova traz também novas descobertas. Invariavelmente, algo de caráter muito pessoal. Pessoal e intransferível.
Isabela em "espelho meu", foto: Renata Corrêa
Lembro quando, aos 12 anos, usei meu primeiro salto alto para sair na rua: um tamanco horrendo com salto acrílico, todo transparente, no qual eu me senti o máximo, uma lady! Logo depois dos primeiros dias da novidade, voltei pros rasteiros e os anabelas, salvo raríssimas exceções. Na Índia, as mulheres adquirem o direito de usar certos adornos depois de casadas, como aquele vermelho no repartido do cabelo. E acho que fui, atabalhoada e espontaneamente, fazendo assim. Só que, ao invés do estado civil servir como abono, foram os anos que o trouxeram.
Aí vai um pouco dessa cronologia da dondoquice:
quando criança adorava me emperequetar toda com os figurinos e bijus da minha avó para fazer "espetáculos caseiros" de teatro, canto e dança (valha-me deus, nossa senhora, que paciência tinham meus avós!);
11 anos - furei as orelhas e passei a usar mini brinquinhos; (meu tio e a mulher dele me levaram para furá-las na finada loja Mesbla - ou seria Sears??? - fiquei tão feliz!)
12 anos - primeiro salto alto;
14 anos - depilação (a primeira é de matar, depois, a gente acostuma e nem liga...);
15 anos - fui ao salão de beleza e voltei pra casa com o cabelo todo encaracolado, não era permanente, era um outro troço, tal de bigudim. Ao chegar em casa, me achando incrível, meu pai me olhou e disse: "tá parecendo um poodle!" (sem comentários!);
17 anos - passei a alternar os confortáveis e eternos brinquinhos com brincos pendurados e argolas (sempre muito leves, que tenho a maior agonia de orelha rasgada, credo!),
18 anos - tatuagem;
19 anos - outra tatuagem;
20 anos- terceira tatuagem (tatuagem vicia.);
26 anos - primeiro sutiã (tudo bem que a anatomia permitia, mas hoje, olhando pra trás, acho que eu era meio totalmente nem aí, tipo despudorada...);
34 anos - passei a pintar as unhas da mão de cores vivas, como rosa, ameixa, chocolate e vermelho;
36 anos - descobri que também podia pintar com cores vibrantes as unhas dos pés (nunca quando as mãos estão pintadas, gosto das coisas desconjuntadas...);
37 anos - primeira vez que deixei alguém fazer as minhas sobrancelhas;
38 anos - passei a tingir os cabelos (não por gosto, mas pelo despontar dos primeiros fios brancos, que parecem ter vida própria);
44 anos - descobri que corretivo é uma coisa sensacional! (obrigada Renata!)
De mulher para mulher, essa blogueira adverte: esse post não tem a pretensão de servir como exemplo de nada para ninguém, os quesitos de beauté citados aqui foram apenas surgindo como desejos ou necessidades ao longo do caminho. O que eu acho bacana é o "tomar posse" da mulher aos pouquinhos, com gosto e delicadeza. Assim, a idade nova traz também novas descobertas. Invariavelmente, algo de caráter muito pessoal. Pessoal e intransferível.
Isabela em "espelho meu", foto: Renata Corrêa
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Mulheres do século XXI
Num arroubo de pensamentos desconexos, saí com a seguinte sacada: estamos tentando ser tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Nada de ter uma coisa e não ter outra e ainda estar batalhando noutra, queremos (ou achamos que queremos) ser perfeitas. Mulheres olham com desdém para as que optaram por ser donas de casa, como se isso fosse uma menos valia... Nossas avós não eram nem um pouco idiotas e eram donas de casa. Olhamos também com uma certa pena para as que não constituíram família. Também é considerada incompleta, ou pior, infeliz, a que não tem um relacionamento estável. Enfim, penso que estamos confinadas ao desespero por não sermos maravilhosamente bem sucedidas em tudo.
foto: Anusha Jardim
Na falta de uma mitlogia que nos sirva de parâmetro, nos restam as revistas de celebridades e os astros de Hollywood, o nosso atual e empobrecido Olimpo. Daí, bolei um teste, daqueles de revista feminina, para fazermos aqui no blog. A "deusa" em quetão é Angelina Jolie, considerada, em junho de 2009, pela revista Forbes o 1º lugar no ranking das 100 celebridades mais poderosas do mundo. Angelina tem tudo: beleza física, uma carreira brilhante que lhe rende fortuna, uma família do gênero united colors of benetton, é casada com ninguém menos que Brad Pitt e pra completar, é Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas. Gente, ela é incrível!!! Para provar essa tese, vamos ao teste:
Quesito 1: Beleza - aqui vale como referéncia ter um rosto lindo e um corpo escultural digno de sair numa revista masculina sem retoques de photoshop.
marque zero pontos se você se acha um horror,
1 ponto se você dá para o gasto,
e 2 pontos se você tem pele de pêssego, bocão, olhão, braços e pernas longos e esguios, peitão, cinturinha e bundão.
Quesito 2: Carreira
marque zero se você é do tipo sustentada ou madame ou os dois.
1 se você faz o que gosta e não ganha uma fortuna ou se você ganha uma fortuna e não gosta do que faz,
2 se você faz o que gosta e ficou rica através desse ofício.
Quesito 3: Relacionamento
marque zero se você está sozinha,
1 se você está em um relacionamento bacana,
2 se você é casada com o Brad Pitt.
Quesito 4: Filhos
marque zero se você não tem filhos,
1 se você tem um ou dois filhos
2 se você tem três ou mais filhos (podem ser adotados, de pais diferentes ou do mesmo pai).
Quesito 5: O que você faz para tornar o mundo um lugar melhor
marque zero se você não tá nem aí,
1 se você é uma consumidora consciente que não joga lixo na rua,
2 se você é Embaixadora da ONU.
Pontuacão:
10 pontos: querida, nem Angelina tem esse score, pois lhe falta uma bela bunda gostosa, redonda e sem celulite do gênero mulher-fruta-da-estação.
de 7 à 9: poderosa, você não exite... você deveria trabalhar num circo! Não, não estou falando que você é uma palhaça, você é malabarista, equilibrista de pratos, consegue mantê-los todos girando sem cair. Parabéns e tire umas férias de vez em quando para não ter uma estafa ou coisa pior!
de 4 à 6 pontos: média 5, passou!!! Pode se parabenizar todas as noites, antes de dormir e de manhã, ao acordar! Apesar de tudo o que construiu, amiga, você é normal, normal, NORMAL!!! Acostume-se com o sentimento de inadequação diante das poderosas desse planeta e toque a vida com personalidade e perseverança!
de 1 à 3 pontos: bem-vinda ao clube! Tá muito bem, continue na batalha, nada de desânimo. A vida está aí cheia de oportunidades e você ainda pode fazer muita coisa. Nâo esqueça que você é normal, normal, NORMAL!!!!
Zero pontos - não é possível! Pelo menos 1 pontinho você marcou nesse teste! Deixe de ser curiosa e vá para a sua faixa de pontução.
Valeu, mulherada! Vamos em frente! Não fomos formatadas como cubos de gelo em série, ainda bem. Personalidade, brilho nos olhos e vontade de viver valem ouro e vão longe. E, por tudo que é mais sagrado, não esqueçamos de ser um pouquinho felizes! Como diria o sábio Gilberto Gil: " O melhor lugar do mundo é aqui e agora". Flores pra nós!
foto: Anusha Jardim
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Entre mães e filhas
Mãe: Alô?
Filha: Mãe? Posso deixar os meninos contigo hoje à noite?
Mãe: Vai sair?
Filha: Vou.
Mãe: Com quem?
Filha: Com um amigo.
Mãe: Não entendo porque você se separou do teu marido, um homem tão bom...
Filha: Mãe! Eu não me separei dele! ELE que se separou de mim!
Mãe: É... você me perde o marido e agora fica saindo por aí com qualquer um...
Filha: Eu não saio por aí com qualquer um. Posso deixar os meninos?
Mãe: Eu nunca deixei vocês com a minha mãe, para sair com um homem que não fosse teu pai! Filha: Eu sei, mãe. Tem muita coisa que você fez que eu não faço!
Mãe: O que você tá querendo dizer?
Filha: Nada! Só quero saber se posso deixar os meninos.
Mãe: Vai passar a noite com o outro? E se teu marido ficar sabendo?
Filha: Meu EX-marido!! Não acho que vai ligar muito, não deve ter dormido uma noite sozinho desde a separação!
Mãe: Então você vai dormir com o vagabundo!
Filha: Não é um vagabundo!!!
Mãe: Um homem que fica saindo com uma divorciada com filhos só pode ser um vagabundo, um aproveitador!
Filha: Não vou discutir, mãe. Deixo os meninos ou não?
Mãe: Coitados... com uma mãe assim...
Filha: Assim como?
Mãe: Irresponsável! Inconseqüente! Por isso teu marido te deixou!
Filha: CHEGA!!!
Mãe: Ainda por cima grita comigo! Aposto que com o vagabundo que tá saindo contigo você não grita.
Filha: Agora tá preocupada com o vagabundo?
Mãe: Eu não disse que era vagabundo!? Percebi de cara!
Filha: Tchau!!
Mãe: Espera, não desliga! A que horas vai trazer os meninos?
Filha: Não vou. Não vou levar os meninos,> também agora não vou mais sair!
Mãe: Não vai sair? Vai ficar em casa? E você acha o que, que o príncipe encantado vai bater na tua porta? Uma mulher na tua idade, com dois filhos, pensa que é fácil encontrar marido? Se deixar passar mais dois anos, aí sim que vai ficar sozinha a vida toda! Depois não vai dizer que não avisei! Eu acho um absurdo, na tua idade você ainda precisar que EU te empurre para sair!
O diálogo acima é fictício e desconheço o autor, recebi de uma amiga por email e não pude deixar de reparar o quanto essa filha não tem saída: se sai com um novo homem, é uma aventureira desnaturada, se não sai, é uma encalhada amargurada.
Há muito que as mulheres se tratam com esse menosprezo, a si mesmas e umas às outras. Para serem merecedoras de um mínimo de respeito e admiração, precisam preencher quesitos considerados "básicos". Não é novidade para nenhuma de nós ter nossa existência validada por outras mulheres apenas se tivermos um marido (se mantivermos a relação), se tivermos filhos, se, se, se... A baixa estima é uma praga que atravessa gerações, envenenando totalmente nossa auto-avaliação e, consequentemente, nossas escolhas.
Não tenho uma varinha de condão que resolva o problema de forma imediata e eficaz. Mas sei que algo precisa ser trazido à luz da consciência para que comece a ser trabalhado com alguma honestidade. Admitir a existência do problema é meio caminho andado, não se tornar vítima dele vestindo a carapuça da menos valia, mais mil passos em direção à glória. Precisamos viver em constante alerta para não repetir esse padrão acachapante conosco e com nossas filhas. Escorregaremos vez por outra na casca de banana deixada ali há gerações... E para levantar, uma pitada de ousadia é ingrediente essencial!
Filha: Mãe? Posso deixar os meninos contigo hoje à noite?
Mãe: Vai sair?
Filha: Vou.
Mãe: Com quem?
Filha: Com um amigo.
Mãe: Não entendo porque você se separou do teu marido, um homem tão bom...
Filha: Mãe! Eu não me separei dele! ELE que se separou de mim!
Mãe: É... você me perde o marido e agora fica saindo por aí com qualquer um...
Filha: Eu não saio por aí com qualquer um. Posso deixar os meninos?
Mãe: Eu nunca deixei vocês com a minha mãe, para sair com um homem que não fosse teu pai! Filha: Eu sei, mãe. Tem muita coisa que você fez que eu não faço!
Mãe: O que você tá querendo dizer?
Filha: Nada! Só quero saber se posso deixar os meninos.
Mãe: Vai passar a noite com o outro? E se teu marido ficar sabendo?
Filha: Meu EX-marido!! Não acho que vai ligar muito, não deve ter dormido uma noite sozinho desde a separação!
Mãe: Então você vai dormir com o vagabundo!
Filha: Não é um vagabundo!!!
Mãe: Um homem que fica saindo com uma divorciada com filhos só pode ser um vagabundo, um aproveitador!
Filha: Não vou discutir, mãe. Deixo os meninos ou não?
Mãe: Coitados... com uma mãe assim...
Filha: Assim como?
Mãe: Irresponsável! Inconseqüente! Por isso teu marido te deixou!
Filha: CHEGA!!!
Mãe: Ainda por cima grita comigo! Aposto que com o vagabundo que tá saindo contigo você não grita.
Filha: Agora tá preocupada com o vagabundo?
Mãe: Eu não disse que era vagabundo!? Percebi de cara!
Filha: Tchau!!
Mãe: Espera, não desliga! A que horas vai trazer os meninos?
Filha: Não vou. Não vou levar os meninos,> também agora não vou mais sair!
Mãe: Não vai sair? Vai ficar em casa? E você acha o que, que o príncipe encantado vai bater na tua porta? Uma mulher na tua idade, com dois filhos, pensa que é fácil encontrar marido? Se deixar passar mais dois anos, aí sim que vai ficar sozinha a vida toda! Depois não vai dizer que não avisei! Eu acho um absurdo, na tua idade você ainda precisar que EU te empurre para sair!
O diálogo acima é fictício e desconheço o autor, recebi de uma amiga por email e não pude deixar de reparar o quanto essa filha não tem saída: se sai com um novo homem, é uma aventureira desnaturada, se não sai, é uma encalhada amargurada.
Há muito que as mulheres se tratam com esse menosprezo, a si mesmas e umas às outras. Para serem merecedoras de um mínimo de respeito e admiração, precisam preencher quesitos considerados "básicos". Não é novidade para nenhuma de nós ter nossa existência validada por outras mulheres apenas se tivermos um marido (se mantivermos a relação), se tivermos filhos, se, se, se... A baixa estima é uma praga que atravessa gerações, envenenando totalmente nossa auto-avaliação e, consequentemente, nossas escolhas.
Não tenho uma varinha de condão que resolva o problema de forma imediata e eficaz. Mas sei que algo precisa ser trazido à luz da consciência para que comece a ser trabalhado com alguma honestidade. Admitir a existência do problema é meio caminho andado, não se tornar vítima dele vestindo a carapuça da menos valia, mais mil passos em direção à glória. Precisamos viver em constante alerta para não repetir esse padrão acachapante conosco e com nossas filhas. Escorregaremos vez por outra na casca de banana deixada ali há gerações... E para levantar, uma pitada de ousadia é ingrediente essencial!
foto: Rodrigo Romano
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ele simplesmente não está a fim de você
É o título de um livro escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccilo, ambos roteiristas da série Sex and the City, publicado aqui pela editora Rocco. Como se pode notar pelo título, o livro é um verdadeiro balde de água fria naquelas mil e oitenta desculpas que as mulheres costumam dar para o descaso dos homens que dizem que vão ligar e não ligam (nem atendem as ligações), também pra aqueles que vêm com um papinho do tipo “não estou preparado pra ter um relacionamento agora” e “você é uma mulher muito legal mas, blá blá blá” (pode preencher o blá blá blá com sua imaginação).
Ouvi falar desse livro há uns quatro anos, mas só o comprei uns dois anos depois. Estava conversando com uma amiga sobre esses assuntos, entramos numa livraria e, munidas do livro, sentamos em um café. Demos muita risada folheando juntas e lendo uma para a outra a cartilha de Greg e Liz. Nos identificamos, identificamos amigas, e, em alguns trechos, era rir para não chorar da perda de tempo que determinadas relações podem ser.
O livro traz relatos de inúmeras mulheres que sofrem por não ter dos homens a atenção merecida, seguidos da opinião de Greg, que detona o auto-engano, rasgando em pedacinhos o véu da ilusão. Apesar de não concordar piamente com Greg no capítulo sobre traição por achar que é radical demais, a verdade do livro é inegável.
Se enganar, assim como ser enganada, rejeitada, ou tomar um olímpico pé na bunda, faz parte da trajetória de todo mundo que se aventura no amor. O problema não é entrar numa roubada, (isso é normal): o problema é insistir nela, não mudar de padrão. Se por acaso você estiver investindo sua energia em uma relação com alguém que você acha que, no fundo, gosta de você, mas que contradiz a sua teoria em todas as atitudes, leia o livro. Saia já do auto-engano e valorize-se!
Ouvi falar desse livro há uns quatro anos, mas só o comprei uns dois anos depois. Estava conversando com uma amiga sobre esses assuntos, entramos numa livraria e, munidas do livro, sentamos em um café. Demos muita risada folheando juntas e lendo uma para a outra a cartilha de Greg e Liz. Nos identificamos, identificamos amigas, e, em alguns trechos, era rir para não chorar da perda de tempo que determinadas relações podem ser.
O livro traz relatos de inúmeras mulheres que sofrem por não ter dos homens a atenção merecida, seguidos da opinião de Greg, que detona o auto-engano, rasgando em pedacinhos o véu da ilusão. Apesar de não concordar piamente com Greg no capítulo sobre traição por achar que é radical demais, a verdade do livro é inegável.
Se enganar, assim como ser enganada, rejeitada, ou tomar um olímpico pé na bunda, faz parte da trajetória de todo mundo que se aventura no amor. O problema não é entrar numa roubada, (isso é normal): o problema é insistir nela, não mudar de padrão. Se por acaso você estiver investindo sua energia em uma relação com alguém que você acha que, no fundo, gosta de você, mas que contradiz a sua teoria em todas as atitudes, leia o livro. Saia já do auto-engano e valorize-se!
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sábado, 31 de maio de 2008
A inveja e a cobiça
Estive pensando sobre a inveja nessas últimas semanas, tudo por causa de uma desvairada que, num ímpeto frívolo, deu em cima do marido alheio (e foi até muito mal sucedida na empreitada). Me espanta a burrice de determinadas pessoas e, nesse caso em particular, me dá raiva dessas mulheres, pois são elas quem dão conteúdo à comentários machistas do tipo “mulher não é amiga de mulher, os homens são muitos mais amigos... tal e tal”. Isso nos leva de volta ao pensamento católico de que a mulher é a precursora de todo o mal, uma verdadeira enviada do demônio... Precisamos lutar para corrigir esse pensamento absurdo a todo custo, mulheres são leais e solidárias amigas, capazes de ajudarem umas às outras nos momentos mais críticos. A inveja não é exclusividade do sexo feminino, é um sentimento que também corrói os homens. Não é à toa que é um dos pecados capitais.
Sempre achei que a inveja fosse uma espécie de prima pobre e feia da admiração, afinal, ninguém inveja o que não admira. Mas, numa breve pesquisa no Google, vi que eu confundia inveja com cobiça. Segundo Zuenir Ventura: “A inveja não é querer o que o outro tem (isso é cobiça), mas querer que ele não tenha, é essa a grande tragédia do invejoso.”
Na mesma pesquisa, encontrei um texto chamado Dialética da Inveja, de Olavo de Carvalho, publicado na Folha de São Paulo em 26 de agosto de 2003. Transcrevo aqui o primeiro parágrafo:
“A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível, mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.”
É natural sentir inveja vez por outra, afinal, é um sentimento como qualquer outro e faz parte da vida. Não estamos aqui para sentir apenas o que é politicamente correto ou conveniente, mas não podemos nos deixar dominar. O invejoso é aquele que se avalia sempre desfavoravelmente em relação ao outro. Deveria cultivar um pouco de amor próprio para descobrir que cada um tem seu brilho, sua trajetória. Olhar para aqueles a quem admira e buscar desenvolver aquelas qualidades ou habilidades em si mesmo... ou simplesmente se ejetar para outra galáxia!
Sempre achei que a inveja fosse uma espécie de prima pobre e feia da admiração, afinal, ninguém inveja o que não admira. Mas, numa breve pesquisa no Google, vi que eu confundia inveja com cobiça. Segundo Zuenir Ventura: “A inveja não é querer o que o outro tem (isso é cobiça), mas querer que ele não tenha, é essa a grande tragédia do invejoso.”
Na mesma pesquisa, encontrei um texto chamado Dialética da Inveja, de Olavo de Carvalho, publicado na Folha de São Paulo em 26 de agosto de 2003. Transcrevo aqui o primeiro parágrafo:
“A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível, mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.”
É natural sentir inveja vez por outra, afinal, é um sentimento como qualquer outro e faz parte da vida. Não estamos aqui para sentir apenas o que é politicamente correto ou conveniente, mas não podemos nos deixar dominar. O invejoso é aquele que se avalia sempre desfavoravelmente em relação ao outro. Deveria cultivar um pouco de amor próprio para descobrir que cada um tem seu brilho, sua trajetória. Olhar para aqueles a quem admira e buscar desenvolver aquelas qualidades ou habilidades em si mesmo... ou simplesmente se ejetar para outra galáxia!
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domingo, 11 de maio de 2008
Saturno, Vênus e a arte do encontro
No mapa natal, Vênus reflete nossas escolhas, tanto no amor, como nas amizades. É um planeta de troca com o outro, indica aquilo que nos atrai, o que nos é caro, o que valorizamos, do que e de quem gostamos, o que nos dá prazer. Vênus simboliza nossa forma de amar, tanto amar ao outro quanto a nós mesmos. Por isso, quando queremos saber de relacionamentos, é para Vênus que devemos olhar.
A cada sete anos, aproximadamente, nossa Vênus natal é aspectada por Saturno em trânsito. Isso ocorre para cada um em épocas distintas, mas sempre nesse ciclo de sete em sete anos. Esse é o momento para examinarmos com sinceridade as nossas trocas, se elas têm sido ou não satisfatórias. O trânsito pede uma análise das nossas relações: se têm bases sólidas, se têm estrutura para maior comprometimento. Se temos ou não agido de forma coerente com nosso desejo. Essa análise pode até levar a uma crise, mas ela é necessária para que façamos ajustes condizentes para uma vida mais satisfatória. Até as amizades passam por esse crivo saturnino: que amigos são amigos para todas as horas, quais são os muito divertidos, mas só para o oba-oba. Em suma, o trânsito pede uma arrumação das prateleiras sentimentais, um exame das datas de validade e qualidades dos relacionamentos.
Se estamos casados, o trânsito apresenta uma oportunidade de revermos as bases do contrato. Podemos atualizar cláusulas, falar ao parceiro das nossas prioridades, dedicar um pouco mais de tempo e energia na relação.
Se estamos sós e em busca de um amor, é tempo de refletir se nossas atitudes têm sido sabotadoras ou construtivas. Saturno pede cautela, é um planeta de critério e seriedade. É bom aproveitar o momento para dar uma melhorada na auto-estima, é clichê, mas é verdade: quando nos gostamos, temos mais chances de sermos gostados. Desespero atrai desespero, agir por impulso ou carência não é a onda de Saturno. O cara é sério e demanda uma análise dos nossos valores para que possamos então encontrar pessoas que tenham a ver com eles. Saturno pergunta à Vênus o que ela realmente deseja e parte em busca dessa realização. Eu sei que um encontro amoroso não depende exclusivamente da nossa vontade, mas fica mais fácil para o universo materializar o que queremos se soubermos o que é.
A cada sete anos, aproximadamente, nossa Vênus natal é aspectada por Saturno em trânsito. Isso ocorre para cada um em épocas distintas, mas sempre nesse ciclo de sete em sete anos. Esse é o momento para examinarmos com sinceridade as nossas trocas, se elas têm sido ou não satisfatórias. O trânsito pede uma análise das nossas relações: se têm bases sólidas, se têm estrutura para maior comprometimento. Se temos ou não agido de forma coerente com nosso desejo. Essa análise pode até levar a uma crise, mas ela é necessária para que façamos ajustes condizentes para uma vida mais satisfatória. Até as amizades passam por esse crivo saturnino: que amigos são amigos para todas as horas, quais são os muito divertidos, mas só para o oba-oba. Em suma, o trânsito pede uma arrumação das prateleiras sentimentais, um exame das datas de validade e qualidades dos relacionamentos.
Se estamos casados, o trânsito apresenta uma oportunidade de revermos as bases do contrato. Podemos atualizar cláusulas, falar ao parceiro das nossas prioridades, dedicar um pouco mais de tempo e energia na relação.
Se estamos sós e em busca de um amor, é tempo de refletir se nossas atitudes têm sido sabotadoras ou construtivas. Saturno pede cautela, é um planeta de critério e seriedade. É bom aproveitar o momento para dar uma melhorada na auto-estima, é clichê, mas é verdade: quando nos gostamos, temos mais chances de sermos gostados. Desespero atrai desespero, agir por impulso ou carência não é a onda de Saturno. O cara é sério e demanda uma análise dos nossos valores para que possamos então encontrar pessoas que tenham a ver com eles. Saturno pergunta à Vênus o que ela realmente deseja e parte em busca dessa realização. Eu sei que um encontro amoroso não depende exclusivamente da nossa vontade, mas fica mais fácil para o universo materializar o que queremos se soubermos o que é.
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