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sábado, 3 de agosto de 2013

Liberdade para as borboletas

Tenho pensado muito sobre a postura das mulheres. Falo daqui do Rio de Janeiro, mas creio estar falando do Brasil como um todo, um país que se diz católico, talvez neo-evangélico. Duas doutrinas que repreendem e amarram terrivelmente o feminino. No catolicismo, a santíssima trindade é pai, filho e espírito santo. O feminino é excluído ou retratado aos pedaços: Maria, a virgem, é mãe e santa, Madalena, a prostituta. Creio que a grande maioria das mulheres esteja em algum lugar do meio nessa pobre e indigesta composição. As igrejas trabalham pelo enfraquecimento da mulher, suas escolhas e liberdade de ação.

De muito pouco vale que hoje sejamos chefes de família se não mudarmos a postura machista de submissão sem consciência ou visão, onde a repressão passa a vir das das próprias mulheres para com suas semelhantes, filhas e irmãs. O machismo é assim perpetrado de geração em geração. Triste. Uma atitude sombria e arrogante. Irônico que ao olhar para países muçulmanos, por exemplo, essas mesmas mulheres se digam horrorizadas com as mortes por apedrejamento, as burcas, a remoção dos clitóris... Quando, no simbólico, estão, elas mesmas, escondidas atrás de burcas da hipocrisia, apedrejando com severas críticas, julgamento e superioridade as que tentam se libertar e ter voz, repreendendo todo o tempo o prazer da outra. É nesse lugar da repressão simbólica, em nome da sociedade, da moral e dos bons costumes, que está a mulher brasileira.

Não quero ofender a fé de ninguém, trata-se de uma questão tão arraigada que é difícil crescer aqui e buscar alguma outra percepção. Todas já sentimos na carne a dor do preconceito e da submissão. A autoanálise é fundamental para o processo de vida, saúde e evolução do feminino. Chega de submissão e repressão, sinceramente. Meu amigo, o astrólogo Marcos Kolker observou: "A primeira forma de opressão que se conhece na sociedade é a do homem sobre a mulher. Engels dizia isso.Tirar o direito das mulheres e tirar o direito sexual de uma pessoa é fascismo, e é a raíz das tiranias e opressões!" 



É preciso estarmos atentas sempre aos nossos atos, posturas e palavras, se quisermos, um dia, caminhar para fora dessa armadilha letal.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

meus heróis morreram de overdose

Quando eu era adolescente e não sabia nada da vida, mas achava que sabia tudo, pensava que todo mundo da minha geração cresceria para ser quem fosse, que a minha geração mostraria a que veio. Que, quando estivéssemos no poder, não haveria mais corrupção, nem hipocrisia, nem agrotóxico!!!! Que nossas prioridades seriam o ser humano, a qualidade de vida e não os jogos de poder e o
dinheiro. No nosso mundo adulto não haveria tanta injustiça, nem os sem-terra, nem os sem-teto, nem muito menos índio desprotegido...

Pode debochar, eu era uma inocente... o ácido de Woodstock veio parar na minha veia, e eu virei hippie, paz e amor, pra nunca mais ser diferente... sou da geração flower power, (gente que nasceu entre 60 e 70), pra quem não conhece, o povo da resistência pacífica, que ouve rock, faz a curva e não tem medo da morte, que canta pela liberdade, pela independência, e que não pode causar mal nenhum, a não ser a si mesmo. Um povo amigo, com espírito tribal, que enxerga os velhos e as crianças como responsabilidade coletiva. Uma geração que veio para revolucionar.

Daí a minha indignação com as prioridades dos atuais governantes do meu estado e da minha cidade - não votei neles, mas ainda assim, são dessa geração e portanto, deveriam ser desprovidos de tamanha hipocrisia e ganância. Mas não... Estão ficando, de fato já ficaram, muito ricos com os cargos que ocupam, mas se esqueceram do propósito e do real significado de estarem onde estão. São um desperdício.

Cabral e Paes são uns vendidos, uns covardes. Estão perdendo a chance de realizar um trabalho fantástico, tudo em prol do seu enriquecimento pessoal e dos interesseses sórdidos de empresários como  Cavendish e Eike... Conseguiram endividar um estado rico, acabar com o bondinho de Sta Tereza, venderam o maracanã, estão deixando subir construçãoes em áreas de preservação ambiental, despejam esgoto sem tratamento nas praias... e a lista segue... Quer saber? asssuntinho da semana: vocês são mesmo uns merdas! Vocês são tudo que o deveria morrer e não morreu. Vocês trairam a sua geração. Mas esquecem que vocês mesmos e seus filhos também vivem aqui e de que o lixo vai ser cuspido de volta em cima de vocês. Segredos são revelados, helicópteros caem... e isso, não há fortuna pessoal que emende. Os amigos do Renato Russo e Cássia Eller sabem do que eu estou falando.



domingo, 23 de outubro de 2011

Embalado individualmente

Como não sei para quem reclamar, desabafo aqui mesmo... à beira do caos ecológico e da entrada de Netuno em Peixes, me parece óbvio que deveríamos estar econômicos com as embalagens, especialmente as de plástico. Ao invés disso, tenho notado que agora tudo é embalado um a um... estamos gastando mais em embalagem. Na verdade, muito mais do que gastávamos há poucos anos. Não faz muito tempo, por exemplo, que os modess, absorventes higiênicos, vinham todos dentro de uma única caixa ou saco, dobrados ou retos, ali, juntinhos num grupinho. Agora vêm embalados um a um, noutro plastiquinho, tipo, cada um no seu. Por que?

Canudo, ketchup, maionese, guardanapo de papel, tudo agora é embalado individualmente, um a um, tudo tem capa! Não entendo! A gente não deveria estar economizando os recursos do planeta? ou esqueceram de avisar isso pro pessoal que é designer e marqueteiro das indústrias? De vez em quando me pergunto o que faz o marketing de uma empresa de cosméticos, por exemplo, não pensar em reciclagem, em sistemas de refil, onde o cliente paga só pelo produto, não pela embalagem, que ele, inclusive, já tem.

Comentei com uma amiga, ela disse: "Adriana, o povo tá pa-ra-nói-co com bactéria, repara só!" Ah, pensei, então é por isso que até o açúcar, agora, nos bares e cafés daqui, vem numa embalagem individual??? Jesus! Nunca ouvi dizer que alguém tenha morrido porque tomou café no bar tal com açúcar estragado... Nem acho que condimentos, como ketchup e maionese precisem ficar em saquinhos 'cada um na sua'. Basta o dono do estabelecimento comercial lavar os frascos e mantê-los limpos e frescos, ou tô louca?

Numa clínica de terapia ou salão de beleza, você sabia que é lei ter copos descartáveis? Pois é! Aqui no RJ, pelo menos, as leis estão burras assim! Super politicamente corretas com a vigilância sanitária. Copo de vidro em salão de beleza? Não pode! Quem foi o mentor dessa lei, gente? Quando a lei mudou? Será lei municipal, estadual ou federal? O que há de errado em LAVAR os copos de vidro? O que aconteceu com o velho e eficiente trio água- esponja-detergente? Se a paranóia é de doença e contágio, cada pessoa deveria então andar com seu próprio copinho!

Quando alguém me serve um cafézinho em copo de plástico ou isopor, cismo que a quentura do café fez derreter um pouco do plástico e que vou tomar café-com-plástico! Pode parecer loucura, mas isso sim: loucura - cada um com a sua. Essa é a minha, embalada individualmente. Não tomo nada quente dentro de copo de plástico. Tenho medo da química! Sempre que tenho opção, prefiro um copo de vidro, uma xicrinha...

Será que houve alguma epidemia secreta por causa de canudo com leptospirose? Canudos com camisinha fazem parte do 'choque de ordem' do atual prefeito??? Ainda mais cinicamente falando: que empresas estarão lucrando com o 'universo dos sachês & embalagens individuais'? Não vai adiantar nada ter muito dinheiro e tudo devidamente esterelizado e embalado se não tiver peixe no mar... Pelas barbas de Netuno!

Loucuras à parte, já parou pra pensar na quantidade de lixo formada apenas por copinhos de plástico, camisinhas de canudos e sachês de mostarda, ainda, mini plastiquinhos embaladores de modess, sacos de mercado e tralha e tal, pra onde vai tanto desperdício, minha gente???
Vai contaminar o solo e os oceanos... e a gente precisa deles pra viver, não precisa?

O que custa mais caro, educar uma criança ou arcar com um presidiário? Investir em embalagens eficientes e responsáveis ou em aterros sanitários? Perdoe a minha chatice, mas de vez em quando faço umas contas, assim, no pensamento, em pleno domingão... E boa semana pra você também!



foto: Maria e Renata - Corumbau - mar da Bahia

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tragédia em 3 atos

Primeiro ato - estou no show da Amy Winehouse, setor cadeiras 1, fico todo o tempo anterior ao show com a minha amiga em pé em um lugar super ultra estratégico, onde não atrapalhávamos a visão de ninguém e ninguém a nossa. O show começa. Amy está ótima, tudo de bom! De repente aparece uma quarentona e suas duas filhas adolescentes, uma com uns 16, a outra com uns 12. Na maior cara de pau, a perua se prostra na minha frente e incentiva as filhinhas lendeas a ficarem na frente da minha amiga. Com toda a educação, toco gentilmente no ombro da folgada e digo: "dá pra vocês chegarem um pouquinho para o lado? Vocês estão na nossa frente..." Ao que a bruaca retruca secamente: "Não! Tô afim de ficar aqui mesmo!". Primeiro, fantasiei sobre empurrá-la escada abaixo, numa mistura de dia de fúria com a noiva de chuck. Depois, olhei com uma calma ártica para sua bolsinha de corrente dourada, Chanel falsa, e para seu iphone (ela filmava o show ao invés de assistir e curtir) e senti profunda repulsa por ela, por sua sua noção de grande importância e esperteza e pela educação(?) e exemplo que estava dando às filhas. Com garra, apelei para o divino e evoquei o Exu-tira-essa-gentalha-daqui-já, uma entidade que inventei, mas a qual respeito profundamente, porque, com Exu, inventado ou não, você sabe, não se brinca. A intrusa pode não ter obedecido a mim, ou às normas da boa vizinhança, mas à Ele, ela obedeceu. Ah se não obedeceu... E foram elas com suas chanelzinhas da china, iphones e blackberries se chegando para o lado e nossa visão glamurosa de Amy voltou a reinar.

Segundo ato - dia seguinte. Sinto uma angústia, não se trata se um mau pressentimento, só coisa minha, angústias pessoais. É madrugada e choveu muito. Passo a noite meio que em claro. Meu pai vê que estou online no skype e me liga às duas da manhã, não era nada, só uma conversa boa, que até ajudou a acalmar meu coração. Ainda meio agitada, vou dormir. Acordo para descobrir a catástrofe que assolou a região serrana. Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, não sei quantos mortos, muitos. Gente desabrigada. Terror total. Não consigo ver o noticiário inteiro, tudo é triste demais. Sinto que estamos totalmente desamparados.

Terceiro ato - ainda sobre a tragédia, ouço especialistas na TV dizerem que as chuvas e inundações são consequências diretas do desmatamento na Amazônia. O negócio tem nome: zona de convergência do atlântico. Vejo Dilma e Cabral falarem sobre sei lá o quê, eles falam de tudo menos de dar um jeito no desmatamento desenfreado. Para eles, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não ouvem os especialistas. Há planos, inclusive, de fazer uma hidrelétrica na região norte. São exatamente como a madame tenebrosa do show da Amy - querem que todo mundo se dane, contanto que continuem a mamar na grande teta. Vejo meus amigos e outras pessoas da cidade e empresas e entidades se mobilizando para enviar alimentos, medicamentos e ajuda aos que sobreviveram. Call me old fashioned, podem me chamar de antiga: mas sou de tempo em que Nando Reis se atinha a cantar as próprias músicas ao invés de gravar - Muito Estranho - Dalton, que os governos deviam de fato cuidar da soberania e dos interesses da população de um país, e que chuvas de verão eram só chuvas de verão e não consequências de ganância e ignorância. Tenho inveja dos raçudos hermanos argentinos: por muito menos, vão para a rua e fazem um panelaço.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A História das Coisas

Muitas vezes me perguntei porquê algumas coisas que compramos são tão feitas para não durar, principalmente eletro-domésticos! Sempre que compro um telefone sem fio, secretária eletrônica, ou até artigos para a casa, como lâmpadas e tal, tenho essa sensação de descartabilidade.
Pois, o filme A História das Coisas explica exatamente o porquê desse fenômeno de consumo desenfreado e descartável. Essa versão que vou postar aqui é a dublada, a original também tá no Youtube.
São 21 minutos, mas, se você ainda não viu, vale muito assistir, para entender melhor o que está por traz dessa loucura. Quem sabe, assim, seremos menos reféns!


domingo, 9 de maio de 2010

Poema da infância

Outro dia, num lampejo me memória, um poema escrito por mim aos 8 ou 9 anos, veio inteiro na minha cabeça. Uma daquelas coisas que a gente não sabe que sabe e, de repente, recupera no HD! Achei o fato curioso, pois é um poema de um certo cunho político e até bastante triste. Acho que aos oito anos, como uma boa netuniana, eu já sentia as dores do mundo... Por favor não sejam excessivamente exigentes ou críticos com as rimas, afinal, eu era uma garotinha!!

O suor escorre pelo rosto cansado
A fome e a sede o esperam
Da enxada e da pá faz seu lema
Segue firme num só esquema:
De noite, ao chegar em casa,
Mulher e filhos a o esperar
Porém, muito cansado,
Nada come no jantar.
E a vida continua,
No dia seguinte, ao acordar,
Estacas, buracos se abrem,
trabalhador.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bia Diniz - sobre a chuva e o descaso

(Vou publicar o texto da minha amiga, sem tirar, nem por:)

Há mais de 30 anos não se vê uma chuva tão forte como a que cai no Rio de Janeiro desde ontem [segunda, 5 de abril]. Sem dúvida, é uma quantidade enorme de água caindo do céu. Porém, não dá mais para se aceitar que as ôtoridades fiquem sentadinhas em seus gabinetes esperando a chuva chegar e ir embora.

Sempre que chove ocorrem os mesmo problemas por aqui. A água não escoa porque os bueiros estão entupidos de lixo que nós mesmo jogamos em qualquer lugar e a prefeitura não os mantém desobstruídos. A limpeza de bueiros é sempre emergencial, após as tragédias. Deve ser constante, assim como a população tem que ser educada para não jogar lixo em qualquer lugar.

Especificamente desta vez, a chuva forte por mais de 24 horas se combinou à maré alta. Contudo, não vivemos nas épocas de poucos recursos tecnológicos e nenhuma observação de fenômenos naturais. A prontidão pode e deve ser anterior, e não mais posterior como ainda é. Não vivemos na era da ignorância, mas, parece que pouco e mal usamos mecanismos técnicos de prevenção de tragédias anunciadas.

E ainda não parou de chover por aqui não. E nesse exato momento, pouco antes das 16 horas, a chuva está caindo forte e venta pra dedéu...

Entre montanhas e o oceano...

O estado do Rio de Janeiro cresceu meio que entre as imponentes Serra da Mantiqueira e Serra do Mar. Nossos horizontes são montanhas e oceano. Por isso, é tão úmido aqui e chove bastante.

A população ocupa as encostas do Rio sem noção ou com noção, com habite-se ou sem habite-se, no risco. Risco administrado entre votos e propinas. Risco omitido no desrespeito à leis ou em sua mudança. A ocupação irregular e de risco é incentivada até por ôtoridades ávidas por faturar votinhos e/ou propinas.

Deslizamentos, portanto, são eventos prováveis. Viram catástrofes trágicas quando a irresponsabilidade dos administradores públicos se combina ao tempo natural dos fenômenos climáticos e geológicos. E piora tudo quando o clima no planeta já está mudado o suficiente para tornar fenômenos naturais mais fortes.

Então, bora cobrar das ôtoridades que ouçam os técnicos, que decidam com base técnica e não eleitoreira e populista, e que tenham responsabilidade para investir devidamente o sagrado dinheirinho dos nossos impostos. Em cada pedacinho do Brasil...

Culpar a chuva o caramba. Chuva é fator determinante. Responsáveis são aqueles que elegemos para administrar o lugar em que vivemos e que permitem que eventos naturais, secularmente, prováveis se tornem tragédias.

E responsáveis somos nós também, por nos conformarmos com o improviso e não reivindicarmos nossos direitos.

Olha que interessante, tem exemplo de 1854 na matéria sobre o costume de se responsabilizar a natureza por problemas: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/03/27/para-justificar-mau-servico-empresas-apostam-em-desculpas-esfarrapadas-916188684.asp

Sugestão pro seu Cabral:

Que o Mapa Geoambiental do Rio de Janeiro seja livro de cabeceira do governador do Estado. Ele pode aproveitar e presentear os prefeitos com o estudo técnico elaborado, em 2001, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Inacreditável e surreal

"Nós temos agora que esperar passar a chuva", diz o presidente do nosso país. Nossa, que sabedoria.

E segue com o proselitismo: "E temos que tentar fazer aos poucos o sistema de drenagem funcionar". Aos poucos, tentar?

Infelizmente, não gostamos de lembrar do passado. Se cultivássemos a memória histórica nos lembraríamos que no início do governo lula o Rio de Janeiro sofreu com a falta de investimentos do governo federal no estado.

E não é a propaganda de obras do PAC que resolve problemas seculares da capital e do Estado.

"Quando acontece uma desgraça, acontece", sentencia o presidente. E aviltante e irresponsavelmente ainda tem a cara de pau de afirmar: "O rio de janeiro está preparado para fazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas com tranquilidade".

Ahan...


Sustentabilidade é o assunto mais global, importante e atual do planeta. Tem a ver com tudo que fazemos e deixamos de fazer, está em todo setores econômicos e atividades profissionais. Por isso, aproveito a internet para fazer circular os Ecos Lógicos. Pode parecer chato, mas, não custa nada dar uma olhadinha e compartilhar como é lógico dar eco à sustentabilidade. Se você não se interessar, por favor, não delete, encaminhe para seus contatos.

Eco Lógico Sustentabilidade { Produção editorial de Beatriz Diniz [JP 24133/RJ], sem fins comerciais. Compartilhe o conteúdo sempre citando as fontes consultadas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mais um da WWF

Essa campanha gerou muita polêmica:




Ainda na onda da postagem anterior, questiono o seguinte: por quê essa compra de aviões de combate, helicópteros militares e submarinos nucleares? Pra que a corrida armamentista? Será que estamos nos preparando para uma futura guerra?

Nâo seria melhor e produtivo investir esses mesmos bilhões em agricultura e infraestrutura?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A natureza contra-ataca

No final do ano passado, escrevi um texto indignado com o acordo bandido que o Brasil estava fazendo com a França. Lula e Sarkozy estão determinados: não vão descansar enquanto não esgotarem os recursos naturais do planeta. Como a França não tem mais o que destruir em casa, resolveu se meter aqui no nosso território, com a total anuência do nosso presidente, é claro. Um submarino nuclear ali, uma base para construção naval no litoral fluminense aqui, um pedacinho da Amazônia ali, uns não sei quantos bilhões aqui e aqui ... e eles estão rindo à toa.

O noticiário da noite seria interessante se não fosse trágico: logo após o anúncio da assinatura do acordo, que agora está causando polêmica com o Ministério da Defesa, estão as notícias do tornado (que ninguém chama de tornado) no sul e sudeste do país. Vento, chuva, enchente, gente desabrigada, gente morta. Um quadro metereológico que não existia aqui poucos anos atrás.

Será que ninguém percebe? Há de haver alguma correlação, algum jogo de causa e inevitável consequência. Achei então que seria apropriado o momento para postar essa linda animação, campanha da WWF-Brasil:





quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Um oceano de plástico

Amigos, sei que tenho sido muito chata falando volta e meia do perigo das sacolas plásticas, copinhos descartáveis e afins, mas a questão é de uma gravidade ímpar e, sinceramente, não há mais tempo a perder. O vídeo abaixo deixa isso bem claro.

Quem me chamou atenção para esse vídeo foi minha amiga jornalista Beatriz Diniz. Vale a pena assistir e mudar de vez os hábitos do dia-a-dia. Garanto que nunca mais você vai olhar pra uma sacola de plástico com olhos inocentes.

Mesmo o governo do Estado do Rio de Janeiro já tendo aprovado a lei, não custa nada agir agora, ao invés de esperar até que as lojas não mais possam "oferecer" sacolas plásticas e o consumidor tenha que pagar por elas. Já estamos pagando e o preço é infinitamente maior do que se imagina. Nossa comida está contaminada por fragmentos de plástico. É mais que uma questão de educação, é a sobrevivência que está em jogo. De verdade.

para conhecer melhor o trabalho de Beatriz Diniz, digite seu nome no Google.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Xô, sacolas plásticas...


O texto a seguir e a logomarca acima são da jornalista Beatriz Diniz. O texto é a respeito de um pequeno, porém importante e educativo, passo rumo à sustentabilidade:

O estado do Rio de Janeiro dá a seus cidadãos condições de tomarem atitudes que fazem muita diferença para o meio ambiente no Brasil e no mundo. Vamos poder devolver sacolas de plástico aos comerciantes e nessa devolução trocar 50 delas por um quilo de arroz ou feijão. Também ganhamos no mínimo R$ 0,03 de desconto a cada cinco itens ao optarmos por bolsas reutilizáveis.

O projeto de lei do governo estadual para substituição pelo comércio das sacolas de plástico por sacolas de materiais reutilizáveis, depois de dois anos engavetado na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), foi aprovado, na quarta 24. Demorou, apesar de importante, teve emendas, mas é um início, e se for ajustado para melhor, será política pública de primeira.
Provocará mudanças positivas de conduta do comércio (que assume o custo de degradação ambiental do setor quando sacolas plásticas são devolvidas ou não usadas pelos consumidores) e de comportamento dos consumidores (que escolhem não levar a sacola plástica oferecida pelo comércio e assim fazem o setor pagar o custo pela degradação ambiental).

O plástico demora mais de 100 anos para se decompor na natureza. As sacolinhas que levamos para casa não são de graça e custam muito mais caro que imaginamos: asfixiam tartarugas, entopem bueiros, favorecem a ocorrência de enchentes. Vemos sacolas plásticas boiando no mar, voando em dias de vento, espalhadas depois de tempestades, no entanto, não fazemos a relação entre esse lixo de plástico, sua livre circulação por tanto tempo, os danos que causam e as nossas compras. O que parece um pequeno desconto para nós é um investimento do setor comercial em compensação ambiental e também representa um ganho global.
Agora, o Rio de Janeiro, que continua lindo, vai ficar ainda mais limpo!

Para mais conteúdo sobre sustentabilidade, digite Beatriz Diniz no Google.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Campanha anônima


No último dia primeiro de maio, foram distribuídos na praia de ipanema kits contendo uma camisa oficial da seleção brasileira de futebol que trazia na frente os dizeres "o Irã nos fodeu" e atrás, acima do número 10, "Odebrecht", como se fosse o nome do jogador (veja as fotos), um short azul e um adesivo explicando o caríssimo brinde. O adesivo tinha o seguinte título: "Conspirando com o Equador, o Irã roubou da Odebrecht muitos investimentos e empregos brasileiros" e discorria num texto dizendo que o Brasil havia sido logrado na transação entre os dois países e terminava assim: "o líder do Irã, Mahmud Ahmadi-nejad, vem ao Brasil em alguns dias... leve esta camisa para demonstrar sua discordãncia com esta política persa de cosnpiração contra o Brasil". Conspiração contra o Brasil? Além do estranho brinde, havia aviões de propaganda passando na praia com os dizeres, mais suaves: "O Irã nos ferrou".

No dia seguinte, saiu uma matéria no O Globo online, falando que a camiseta e os aviões tinham os mesmos dizeres, o "ferrou" ao invés do "fodeu", e onde a empreiteira Odebrecht negava qualquer participação na campanha... leia a matéria:

Como já disse antes aqui no blog, não sei nada de política internacional, mas, ao que me consta, o Brasil nunca teve qualquer problema com o Irã, quem parece não gostar nada dos iranianos são Israel e os EUA. Usar a camisa oficial da seleção brasileira, símbolo de orgulho da nação, para dizer que o Irã nos fodeu é de uma agressividade ímpar. Não saber quem está por trás da distribuição dos luxuosos brindes e da contratação dos aviões de propaganda é, minimamente, preocupante. Que campanha é essa? O que ou quem está por trás disso?
Muito grave.

fotos: Rodrigo Romano http://romanodesign.com.br/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O peru de Sarkozy

(Se você não gosta de política, não leia essa postagem)...

Eis que eu já havia fechado os trabalhos do blog em 2008, desejando a todos um ano novo maravilhoso, e, ao assistir o noticiário, me deparo com a seguinte novidade: o presidente francês está no Rio e assina acordo com Lula. Muito bem. Ou será que eu devia dizer - trés bon?

O "acordo", assinado às vésperas do natal, é o seguinte: os franceses ficam com um pedaço da floresta amazônica, onde poderão se instalar e fazer pesquisa, (o lucro do que eles retirarem dali não vai ser dividido com o Brasil), em contrapartida, ficamos com a tecnologia para a construção de um submarino nuclear e uns helicópteros de guerra. Nossa! Mas era tudo que a gente tava pedindo a papai noel, um submarino e uns helicópteros... imprescindível, não acham? Ah, eles também vão nos dar de lambuja umas bolsas de estudo lá na França, como são bonzinhos, os franceses!

Então deixa ver se eu entendi: ficam com um pedaço da nossa floresta, não nos pagam nada por isso, nos emprestam tecnologia pra uns troços que a gente não precisa e isso é uma troca justa! Otários, nós... Posso não entender nada de política, menos ainda de relações internacionais, mas sei reconhecer fácil quando estou sendo ludibriada...

Depois de assinar o acordo, Monsieur Sarkozy se manda com Carla Bruni para uma pequena temporada no sul da Bahia, paraíso! Gente, perdoa o meu francês, mas isso não é um peru, é uma trolha de natal! Peço, peloamordedeus, aos mais esclarecidos no assunto, que me expliquem essa barganha.

"Dormia, a nossa pátria mãe, tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações"
Vai Passar, do genial Chico Buarque.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

BRASIL RURAL CONTEMPORÂNEO

V FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR E REFORMA AGRÁRIA

Essa feira imperdível está pela primeira vez aqui no Rio, esse fim de semana, na Marina da Glória, (as edições anteriores foram em Brasília). Acabei de chegar em casa, a feira é fabulosa: tem doce, suco, salame, queijo, cachaça, cestaria, brinquedo, roupa, mel, sabonete, orgânico, tambor indígena, tapete, uma festa.

Fiquei muito emocionada ao caminhar pela feira, ver os produtos e conversar com expositores. Gente muito simples e talentosa que faz esse brasilsão de meu deus com toda essa riqueza, toda a diversidade, todas as nuances. A gente só não dá mais certo por causa da robalheira ... Senti enorme orgulho de ser brasileira, não por nossos dirigentes, mas pela qualidade do nosso povo. Êta gente bacana!

Foto: Rachel Grandinetti

Essa da foto, sendo abraçada pelo ministro, é dona Eva, de São Borja, Rio Grande do Sul. Dona Eva e outras artesãs do LÃ PURA fazem maravilhosas bolsas e écharps, um luxo! Claro que comprei uma bolsa incrível na barraca delas!

No site oficial tem todos os detalhes:
http://feira.mda.gov.br/

Mas vá lá conferir de perto, é uma delícia! Ainda tem uma parte de comidinhas regionais com vista para a Baía de Guanabara. Um programão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O pintinho da pintinho

Ainda na onda comemorativa da vitória do Obama nos Estados Unidos, minha amiga, talentosa designer e fotógrafa, Fernanda Pinto, me envia essa delícia:

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama

Olha a mentalidade de quem perdeu, uma temeridade:



Tradução: "Vou ficar com a minha liberdade, minhas armas e meu dinheiro. Você pode ficar com o troco". Ou "Vou ficar com a minha liberdade, minhas armas e meu dinheiro. Você pode ficar com a mudança". Há um trocadilho na última frase, em resposta ao slogan da campanha de Obama que era "Change, we need it", algo como "Precisamos da Mudança".




O mundo celebra, esperançoso, a vitória de Obama.
Bem-vinda a mudança!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Derrota de Paes

Pronto, chegou um texto da Cora Rónai que é justamente o que eu tava precisando publicar aqui:

Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos. Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.

Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar. Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?

Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.

Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.

Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.

Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante "Liberou geral!"
Nojo, nojo, nojo.

domingo, 26 de outubro de 2008

Derrota

Nem acredito...
Perdemos a chance de dar uma virada no jogo de interesses que rege a política.
Perdemos todos, tanto os que votaram em Gabeira, como os que se deixaram iludir pela rica campanha de Eduardo Paes.
A cidade perdeu, o Rio está triste, calado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O presidente nos ameaça no Rio?

Gente, olha, sei que agora em outubro esse blog mais parece um blog de campanha, mas é que não dá pra ficar calada só assistindo sem lutar pela melhoria da qualidade de vida na cidade em que vivemos e que tanto amamos.
Então, mais uma vez, ataco com um texto de Beatriz Diniz, minha amiga jornalista:

Sou cidadã brasileira, natural do Rio de Janeiro, eleitora, pagante de impostos, e não apenas acredito como tenho certeza absoluta que relações institucionais entre esferas de poder não devem, em uma democracia, ser baseadas em interesses partidários, eleitorais ou pessoais.
No entanto, a Justiça Eleitoral permite que o Presidente da República faça campanha para um candidato qualificando como verdadeira a parceria Lula/Cabral/Paes e publicamente vinculando parceria harmoniosa do governo federal com a prefeitura dependendo do prefeito que for eleito pela população.
A cada vez que vejo comercial que divulga o apoio do Presidente Lula à campanha de Eduardo Paes, me sinto ameaçada como cidadã e como eleitora.
Transcrição do Comercial:
Fala do Presidente Lula: "se você tem um Presidente da República e um Governador que estão estabelecendo uma harmonia extraordinária nas relações políticas e nas suas relações administrativas, é importante que a gente tenha um Prefeito afinado com essa harmonia."
Fala do narrador: "uma parceria forte por recursos para levar o PAC a mais comunidades e expandir a rede upa 24 horas a todos os bairros."
Fala do Presidente Lula: "por isso, Sergio Cabral, Eduardo Paes, estejam certos que da minha parte iremos trabalhar harmonicamente e iremos trabalhar fazendo verdadeiras parcerias porque o povo da cidade do Rio de Janeiro merece."
O Presidente parece tentar enganar os eleitores, pois Lula não pode afirmar que o candidato que não apóia não estará afinado com a harmonia já existente entre o governo federal e o governo estadual. O Presidente Lula não pode garantir que harmonia será preservada apenas pelo seu candidato - a não ser que Lula se recuse a estabelecer relações e parcerias harmoniosas com eleitos não apoiados por ele .
No comercial da campanha de Eduardo Paes, Lula afirma que "é importante que a gente tenha um prefeito afinado com essa harmonia", ou seja, fica claro que essa harmonia não é importante para a cidade ou para a população e sim para "a gente", pois que gente é essa senão eles mesmos, Presidente, Governador e candidato do Governador e do Presidente? Isso é democrático e legal, é moral e decoroso um Presidente da república se posicionar publicamente nestes termos?
Se o Presidente afirma que irá trabalhar harmonicamente com Sérgio Cabral e Eduardo Paes, podemos entender que Lula não trabalhará harmonicamente com governadores e prefeitos não apoiados por ele e seu partido? Se o Presidente classifica como verdadeiras as parcerias com o governador e o candidato a prefeito que apóia, então, são falsas as parcerias com governadores e prefeitos não apoiados por Lula e seu partido? Se o Presidente afirma que trabalhará fazendo verdadeiras parcerias porque o povo da cidade merece, Lula quer dizer que parcerias não verdadeiras são o que merece o povo da cidade que eleger candidato diferente do apoiado por ele?
O apoio do Presidente e do governador deve ser a prefeituras e não a prefeitos, deve existir independente de afinidade política, eleitoral ou pessoal. Lula é indecoroso e nos desrespeita ao condicionar recursos do governo federal à eleição de seu candidato a prefeito no Rio, essa condição pode ser interpretada como uma ameaça aos eleitores, aos cidadão e à democracia. Lula, como Presidente, tem obrigação institucional de se relacionar com representantes de outras esferas de poder eleitos democraticamente, e não pode se negar a investir no Rio se o candidato dele não for eleito pela população do Rio. E a justiça eleitoral não deveria permitir que o Presidente de nosso país se preste a esse papel de ameaçar os cidadãos do Rio ao condicionar recursos públicos aos seus interesses eleitorais.

Texto escrito por Beatriz Diniz, jornalista profissional, que trabalhou em 15 campanhas eleitorais (PMDB, PSDB, PT e PDT), e que acredita na vitória da cidadania na cidade do Rio

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Faço votos

Como a sincronicidade não falha, recebi ainda agora por email o texto de Anna Maria Ribeiro que reproduzo aqui. Serve de alerta e orientação aos que insistem em taxar o Gabeira de maconheiro e outras cositas más:

Faço votos para que os eleitores deste Rio de Janeiro tão lindo e tão maltratado percebam, neste segundo turno, que promessas e intenções declaradas em campanha só têm credibilidade quando respaldadas por uma história de vida. Qualquer um pode dizer "eu sou". Muito poucos podem dizer "eu fui". Da mesma forma o "eu vou fazer" diz muito menos do que o "eu fiz".

Faço votos para que os eleitores atentem para o fato inédito de um dos candidatos ter condicionado sua candidatura a uma carta branca que lhe permitisse escolher seus auxiliares - se eleito - por um critério de competência e não por indicações políticas dos partidos que o apoiaram. Tem sido assim, não é? E como resultado constatamos ser a incompetência ainda mais danosa que a corrupção.concorrendo ainda para que esta ocorra. Acreditem! Os prejuízos por ela causados são incalculáveis e seus efeitos perversos atravessam décadas.

Faço votos para que estudem com atenção as propostas deste candidato. Nelas não se faz presente o impossível nem as promessas vãs. Como exemplo: todos nós, é claro, ansiamos por segurança. Mas é possível garanti-la na esfera municipal? Claro que não. No entanto é possível a atuação da Prefeitura numa ação de inteligência que municie com informações valiosas àquelas esferas que têm por dever nossa proteção, possibilitando a adoção de medidas que não sejam meramente pontuais e conjunturais. Isto é prometer o possível. A recondução do Rio ao papel de capital cultural é mais que possível. Ações coordenadas nas áreas de educação, saúde, saneamento e infra-estrutura também são e se conduzidas com competência e pé no chão também terão impacto na área de segurança.

Faço votos para que observem neste candidato a ausência do ódio, do revanchismo, do vociferar, da postura histriônica quando em frente às câmeras e a presença da intervenção firme, corajosa e respeitosa com que sempre ocupou a tribuna ou participou de comissões parlamentares. Nunca jogou para platéia. Jogava para o Brasil. Como sempre o fez, desde muito jovem.

Faço votos para que pessoas como eu - velhas ou terceira idade se preferem - não se abstenham de votar. A Lei não nos obriga, é fato. Mas a gente deveria se obrigar, não é? Pode ser que não se veja pessoalmente o resultado, mas os filhos e netos verão. Não é assim construído o futuro? Conhecemos, ao contrário dos jovens, uma época em que existiam políticos mais sérios. Não eram exceções como este de quem vos falo. E, por que sabemos das coisas podemos dar o exemplo.

Vamos lá. Ainda é tempo.

Faço votos para que os eleitores não acreditem em milagres. Na esfera administrativa eles não existem. Os resultados quando existem são construídos pela competência, pela cultura, pela ética, pelo trabalho, pela união de esforços, pela disseminação do conhecimento, pela compaixão não piegas por este povo tão sofrido.

E se meus votos forem ouvidos teremos orgulhosamente Fernando Gabeira como Prefeito desta cidade maravilhosa que mais que merece melhores dias, não apenas por ser linda e mundialmente conhecida, mas por ser a nossa casa. E casa da gente é muito importante para que dela façamos uma entrega sem pensar.

Anna Maria Ribeiro, 78, é Analista de Sistemas e Roteirista