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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Es tiempo de vivir sin miedo. (legendado)

Nesse vídeo, o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano fala sobre a vida de forma sensível, verdadeira e simples. Apaixonante!

domingo, 12 de maio de 2013

Momento deusa - receitinha

Quando foi a última vez que você tirou um momento relax para cuidar de si? Não falo da obrigatória faxina: depilação, unha, cabelo, isso não tá contando.... Falo de um momento exfoliação, beleza, beauté: banho ou escalda-pés e tratamento facial, um tempo de qualidade entre você e vocêzinha. Banhos e escalda-pés são que nem pipoca, podem ser sal ou doce. Vale uma bacia com água quente e sal grosso para megulhar os pés num dia em que esteja particularmente cansada, precisando reabastecer. Só essa mistura seguida de toalha, creminho hidratante e uma meia nos pés já faz muito bem, pode até te salvar de um resfriado.

Agora, se quiser um milagre, invista num vidro de 10ml de óleo essencial de lavanda ou lavandim, que é um pouco mais barato - os de uma boa procedência custam entre 40,00 e 60,00 reais o vidrinho - e duram muito tempo pois apenas 3 gotas são necessárias para um escalda-pés, por exemplo. Se na sua casa tiver banheira, meio caminho andado para a glória, você tem um mini spa! Inspire-se. Vamos criar um clima. Ponha uma música deliciosa para tocar, eu amo e recomendo a trilha original do filme Chocolate, mas todo mundo tem lá sua trilha favorita... Acenda umas velas no banheiro. Encha a banheira com água quente e pingue, na hora que for entrar, umas 6 ou 8 gotinhas de óleo essencial de lavanda ou lavandim.

Enquanto a banheira enche, vá até a cozinha e prepare numa cumbuquinha ou xícara uma mistura de 1 colher de chá de açúcar para 2 de mel, misture e leve com você para o banheiro. Quando estiver feliz e contente no seu banho e já tiver molhado o rosto com a água quentinha,  passe a mistura exfoliante no rosto, fazendo movimentos circulares com as pontas dos dedos, com carinho pra não arranhar. Depois de um tempinho enxague o rosto com a água de lavanda do banho para retirar a máscara "mamãe passou açúcar ni mim". Essa mistura de mel com açúcar também pode ser usada para exfoliação corporal, aí sugiro que acrescente uma colher de azeite extra virgem na mistura, muito boa para a circulação e para a maciez da pele. Passe no corpo também em movimentos circulares e simplesmente enxague depois. Como a superfície do corpo é bem maior, melhor dobrar a quantidade de mel e açúcar. Esse banho é sem sabonete, tá?

Azeite de oliva extra virgem não é bom-bril mas tem mil e uma utilidades. Depois da exfoliação facial e de ter enxugado o rosto, coloque um pouquitito na palma da mão e passe no rosto - bem pouquinho mesmo, tipo meia colherinha de café. Pode passar sem medo. Sua pele recém exfoliada vai sorver todos os nutrientes puríssimos do azeite e, garanto, vai ficar radiante e cheia de viço, parecendo que você fez um tratamento caríssimo ultra master plus moderno a laser. Se sua pele for oleosa, pode depois do azeite lavar o rosto com água morna, depois fria. E pronto. Eu, deixo o azeite trabalhar, só lavo o rosto no dia seguinte de manhã. Se não acredita em mim, pode pesquisar as propriedades do azeite de oliva extra virgem.

Ainda depois do banho, momento hidratação: beba muita água ou um chá de jasmim, camomila, erva doce, cidreira ou hibisco.
Vista uma roupa confortável e tenha bons pensamentos. Antes de dormir, uma gotinha de óleo essencial de lavanda no travesseiro garante bons sonhos e um sono tranquilo.
Um pouquinho de amor próprio é tão bom, faz tão bem...  e custa tão pouco!



para se inteirar sobre cosméticos naturais, visite Maison Pi

sábado, 2 de março de 2013

De outro mundo ou no mundo dos outros

Deus me livre de quem faz festa de criança com animador urrando no microfone!
Há em mim uma moradora muito antiga que anseia por passeios de charrete,
caminhos de terra batida e cheiro de seiva...
Gosta de sossego e de balanço, manso.
Bolo de fubá, café e simplicidade.
Nunca mais vi as joaninhas tão presentes na infância...
Será que estão em extinção?


sábado, 10 de março de 2012

Júpiter e Vênus

Gente querida da minha vida, vamos ficar ligados no céu nesse meados de março pois há uma conjunção de Júpiter com Vênus no signo de Touro que ocorre só de 12 em 12 anos e pode ser apreciada a olho nu logo após o por do sol. Daqui, vão parecer duas estrelas muito grandes e de brilho fixo que vão estar juntinhas perto do horizonte a oeste.

O significado não é menos lindo que o visual: Júpiter, deus da fartura e da prosperidade, Vênus, deusa do amor e da beleza, unidos no signo que simboliza o que é prazeroso, estável e consistente. É tempo de valorizar as pequenas coisas que nos fazem felizes no dia-a-dia, de cultivar o nosso próprio bem-estar - num plano muito básico, nos cuidar, comer bem, dormir bem, tomar banho com nosso sabonete favorito, enfeitar a casa com flores - , de demonstrar fiscamente amor, carinho e presença às pessoas a quem amamos - amigos inclusive - , cultivando assim a gentileza e a generosidade.

Tempo de meditar e afirmar a prosperidade em nossas vidas, aceitar os presentes que a vida traz, e de botar a mão na massa para manifestar os empreendimentos e projetos que desejamos realizar. Beijos e boa sorte!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Da vida

Salve, gente! Andei sumida, é verdade... Mesmo sendo uma geminiana falante, andante, (e muito pensante), tenho cá os meus silêncios. Ora por não ter nada a dizer, ora por estar absorta num universo interno que não se deixa articular. Não se trata de um silêncio frio ou indiferente, há calor e alguma melodia no meu calar. Os tempos do silêncio são tempos de mar, ajustes internos, prioridades da alma.

Dessas, estar com quem me sinto aceita e à vontade são um grande prazer. Estar comigo tem sido assim. Pode ser que isso seja a tal maturidade que o povo fala e nunca soube exatamente o que era... Será que parte da maturidade tem a ver com se aceitar? Se for, o troço é bom, viu? Vale deixar um pouco da juventude (e seu intenso desejo de agradar) para trás, conviver com as rugas, mazelas, perebas. Existe nisso vasto alívio e liberdade.

Nessa onda liberta, resolvi sair sozinha, ouvir um pouco de música. Engraçado como em pleno século XXI estar sozinha num bar/restaurante causa espanto, um certo olhar de desolação, como se a pessoa sozinha fosse meio estranha, infeliz, sei lá... Mas o melhor disso é a diversão: Diz o maitre: "a mesa é para quantas pessoas?" e dá vontade de dizer: "para três: me, myself and I" - a tradução dessa expressão seria talvez um "mim, eu mesma e eu" - tríade até que bem divertida! A música era da melhor qualidade: violão, baixo, batera e sax - alternado com flauta transversa - uma festa para os ouvidos. - Gostei tanto que vou voltar lá! - De repente, senta ao meu lado um garoto de 8 anos, filho de um grande amigo. A conversa é interessantíssima, puxa assunto de cinema, falamos sobre o bruxo Harry Potter, depois me fala dos lugares do mundo onde "é amarradão para ir". Meu coração transborda de admiração por toda aquela graça e vivacidade, uma alegria!
E penso que a vida é mesmo maravilhosa quando estamos receptivos a ela...
As vezes, achamos que estamos juntos e estamos sós, outras vezes, achamos que estamos sós, e estamos juntos! Saravá!Detail from the Miggy Tree illustrated by Anna Walker

sábado, 20 de agosto de 2011

Minimamente Feliz

Leila Ferreira - jornalista

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

Eu contabilizo tudo de bom que me aparece, sou adepta da felicidade homeopática. Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá para ser feliz no singular:'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.


foto: Adriana Pinheiro (orquidário da 'mãe' Nely)

Acredito profundamente nessa felicidade das pequenas coisas e por isso adorei esse texto! Mas tenho uma importante ressalva: admiro o príncipe Charles por assumir seu amor por Camila, que embora feiosa parece ser uma mulher interessante e cheia de conteudo. Já Victoria Beckham, sinceramente, apesar do marido lindo, me parece uma pessoa muito infeliz com questões de aparência e sérios distúrbios alimentares... Portanto, talvez Camila esteja sim mais "bem servida" que Victoria.
Pronto, falei!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Florais para TPM

A postagem mais comentada desse blog é sobre TPM. Muito contente com o debate que se entabulou nos comentários, resolvi postar uma fórmula de florais para as mulheres que sofrem nesse período.

Florais atuam primeiramente no lado emocional e têm também efeito físico.
Nessa fórmula específica, um deles atua como um regulador hormonal (Pomegranate); outro é para irritabilidade, o nome já diz tudo, tipo "vou matar um!", (Mala Mujer); há um para aqueles sentimentos de rejeição do tipo "socorro, estou carente..." (Evening Primrose); e outro que é para equlibrar o sistema nervoso (Lavander); e ainda o australiano She Oak, que também trabalha infertilidade (quando não há aparente causa física) e disfunções hormonais, devendo, inclusive, ser usado durante a menopausa.
Não possuem contra-indicações e podem ser tomados por quem faz uso de outros medicamentos. A fórmula pode ser tomada apenas na fase mais aguda da TPM ou durante todo o mês.
  • Evening Primrose (Califórnia)
  • Pomegranate (Califórnia)
  • Lavander (Califórnia)
  • She Oak (Australia)
  • Mala Mujer (Deserto)
Podem ser manipulados todos juntos em vidros de 30ml ou 60ml. Recomendo tomar 1/2 conta-gotas direto na língua ou diluído em um pouco d´água - para quem não gosta do gosto de conhaque. Devem ser tomados de 3 a 6 vezes ao dia.
Espero que se beneficiem com o alívio!


A flor da romã, nossa amiga protetora do feminino, Pomegranate.

sábado, 3 de julho de 2010

Pessoal e intransferível

Esses dias me dei conta que, com o passar dos anos, fui adquirindo e exercendo mais e mais a minha feminilidade. Explico: sempre fiz a linha água + sabão neutro + hidratante = estou pronta para sair. Em primeiro lugar, acho que vale dizer que nunca fui o tipo mulherão. Talvez eu seja ou tenha sido o que as pessoas chamam de uma beleza meio selvagem ou natural, sem muito quás quás quás. Tirando a obrigatória depilação que faço, seja aqui ou no inverno inglês, desde os 14 anos, o resto foi vindo com a vida. E claro, um batonzinho não faz mal a ninguém - e pode se morder de inveja, Cristiano Ronaldo!

Lembro quando, aos 12 anos, usei meu primeiro salto alto para sair na rua: um tamanco horrendo com salto acrílico, todo transparente, no qual eu me senti o máximo, uma lady! Logo depois dos primeiros dias da novidade, voltei pros rasteiros e os anabelas, salvo raríssimas exceções. Na Índia, as mulheres adquirem o direito de usar certos adornos depois de casadas, como aquele vermelho no repartido do cabelo. E acho que fui, atabalhoada e espontaneamente, fazendo assim. Só que, ao invés do estado civil servir como abono, foram os anos que o trouxeram.
Aí vai um pouco dessa cronologia da dondoquice:
quando criança adorava me emperequetar toda com os figurinos e bijus da minha avó para fazer "espetáculos caseiros" de teatro, canto e dança (valha-me deus, nossa senhora, que paciência tinham meus avós!);
11 anos - furei as orelhas e passei a usar mini brinquinhos; (meu tio e a mulher dele me levaram para furá-las na finada loja Mesbla - ou seria Sears??? - fiquei tão feliz!)
12 anos - primeiro salto alto;
14 anos - depilação (a primeira é de matar, depois, a gente acostuma e nem liga...);
15 anos - fui ao salão de beleza e voltei pra casa com o cabelo todo encaracolado, não era permanente, era um outro troço, tal de bigudim. Ao chegar em casa, me achando incrível, meu pai me olhou e disse: "tá parecendo um poodle!" (sem comentários!);
17 anos - passei a alternar os confortáveis e eternos brinquinhos com brincos pendurados e argolas (sempre muito leves, que tenho a maior agonia de orelha rasgada, credo!),
18 anos - tatuagem;
19 anos - outra tatuagem;
20 anos- terceira tatuagem (tatuagem vicia.);
26 anos - primeiro sutiã (tudo bem que a anatomia permitia, mas hoje, olhando pra trás, acho que eu era meio totalmente nem aí, tipo despudorada...);
34 anos - passei a pintar as unhas da mão de cores vivas, como rosa, ameixa, chocolate e vermelho;
36 anos - descobri que também podia pintar com cores vibrantes as unhas dos pés (nunca quando as mãos estão pintadas, gosto das coisas desconjuntadas...);
37 anos - primeira vez que deixei alguém fazer as minhas sobrancelhas;
38 anos - passei a tingir os cabelos (não por gosto, mas pelo despontar dos primeiros fios brancos, que parecem ter vida própria);
44 anos - descobri que corretivo é uma coisa sensacional! (obrigada Renata!)

De mulher para mulher, essa blogueira adverte: esse post não tem a pretensão de servir como exemplo de nada para ninguém, os quesitos de beauté citados aqui foram apenas surgindo como desejos ou necessidades ao longo do caminho. O que eu acho bacana é o "tomar posse" da mulher aos pouquinhos, com gosto e delicadeza. Assim, a idade nova traz também novas descobertas. Invariavelmente, algo de caráter muito pessoal. Pessoal e intransferível.

Isabela em "espelho meu", foto: Renata Corrêa

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O besouro favorito

Give me love
Give me love

Give me peace on earth

Give me light

Give me life

Keep me free from birth

Give me hope

Help me cope, with this heavy load

Trying to touch and reach you

With heart and soul
Om m m m m m m m m m m m m m

M m m my lord . . .

Please take hold of my hand,
that
I might understand you
Won't you please
Oh won't you
Give me Love



Hoje passei o dia em muito boa companhia, escutando
George Harrison, meu Beatle preferido. Pisciano, de 24 de fevereiro de 1943, com ascendente em Libra e Lua em Escorpião. Porque ficava sempre na dele durante as entrevistas no auge da beatlemania, era chamado de "o Beatle quieto" - embora seus amigos garantam que era um ser alegre e falante no convívio. George Harrison era guitarrista, compositor, cantor, produtor de cinema e místico. Sua primeira composição a fazer muito sucesso foi a sensacional While my Guitar Gently Weeps, de 1968. Depois vieram mais clásicos de toda a vida como Something, Here Comes the Sun e Give me Love (Give me Peace on Earth), a lista é enorme...

Em sua busca espiritual, ainda nos Beatles, iniciou a prática de meditação transcendental, aprendeu a tocar cítara e abraçou a tradição Hare Krishna. Com o final da banda, em 1970, teve maior liberdade para mostrar seu trabalho e seu primeiro álbum solo depois da separação,
All Things Must Pass - considerado por muitos um dos melhores discos da história - continha a canção My Sweet Lord. Basta ouvir um acorde de uma das músicas dele que a alma já agradece em elevação. Gente, George é o cara!

Em 1971, foi o primeiro artista do rock a organizar um show humanitário, o Concerto para Bangladesh, no Madison Square Garden, NY, que reuniu mais de 40.000 pessoas e contou com as participações de seus grandes amigos Eric Clapton e Ravi Shankar.

Em novembro de 2001, doente, ciente de que a morte estava próxima, George coordenou com um amigo o que gostaria que acontecesse. Assim, cercado pela mulher, pouquíssimos amigos e ao cântigo de mantras Hare Krishna, foi para o andar de cima. Depois, suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.
O vídeo que vou postar aqui é do show Tributo à George Harrison, realizado em 29 de novembro de 2002 no Royal Albert Hall, em Londres. A homenagem ao "quiet beatle", um ano depois da sua morte, foi organizada por sua mulher, Olivia, e pelo amigão Eric Clapton. Reparem na banda: Clapton no violão, o filho de George, Dhani, na primeira guitarra, Paul McCartney no piano, Ringo Starr e Phill Collins nas bateras, Tom Petty na segunda guitarra e Billy Preston no vocal: como tudo de George, é de arrepiar!!! (se o play não funcionar, clique em watch on youtube)



N
a semana passada, em Cannes, Martin Scorcese anunciou que está preparando um documentário sobre a vida de George, Living in the Material World: George Harrison, com lançamento programado para 2011. Oba!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Gentileza é amor

Estive recentemente em Brasília para visitar a família. Um pouco na correria, pois é difícil encaixar tanta saudade em poucos dias ... mas foi muito gostoso sentir o acolhimento e o carinho com que fui recebida por cada um dos meus de lá. Pra terem uma idéia, marquei um lanche com uma amiga e, ao chegar em sua casa, havia uma mesa de Natal no jardim! Maravilhoso! Nessa casa, li a seguinte frase: "as pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem."

foto tirada do meu celular do detalhe da mesa da amiga

Nesse mesmo dia, o jantar na casa da outra querida era lagosta grelhada, regada à muita cerveja e muitas boas gargalhadas: uma delícia! Fui dormir todas as noites com a sensação de gratidão pela forma que estava sendo tratada. Muito bom se sentir querida. Nada substitui afeto. É o pão da alma.

Toda essa gentileza me fez pensar na forma como escolhemos tratar nossos pares. É mais corriqueiro ser amável com os que estão longe, com quem vemos pouco. O desafio é ser gentil com quem está ali ao lado, bem pertinho. Valorizar o outro apesar e justamente pela proximidade.

Esse é o meu desejo para todos nós em 2010: gentileza.

rosa branca do jardim mágico de um outro querido em Brasília.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Julie e Julia

Ontem assisti Julie e Julia, uma delícia de filme baseado em duas histórias verdadeiras unidas pela culinária:

Meryl Streep - sempre impecável - interpreta Julia Child, uma figura fantástica, mulher de um diplomata servindo os EUA na França, que resolve aprender a cozinhar com os franceses e acaba estudando Le Cordon Bleu, e revolucionando a culinária americana. Julie Powell , que vive em NY, em 2002, decide tentar cozinhar todas as receitas do livro de culinária publicado por Julia em 1961 e relatar o desafio em um blog. Por favor, assistam!!! Nem preciso dizer o quanto eu, que sou blogueira e adoro cozinhar (e comer), amei o filme!

O que mais me comove nisso tudo é a questão da busca criativa. Mais do que a culinária, o que une essas duas mulheres é a busca por algo que as salve da mesmice, tornando a vida mais leve, mais cheia de significado, mais colorida. O mas lindo nessa busca é a despretensão, o improviso, o fato de um simples passatempo reavivar a nossa alma. Há duas postagens aqui no blog em que falo disso:
Procure um amante e Maria Brechó, um novo projeto. Então, gente querida, vamos nos munir dessas armas tão poderosas! Comprar agulhas, linhas e botões, pincéis, telas, pegar a caneta, abrir o laptop, tocar piano e acordeon, redecorar a casa, plantar um jardim, inventar qualquer coisa, sei lá! O "veneno anti-monotonia" do poeta Cazuza. Ou, como diz outro fabuloso poeta, Arnaldo Antunes na letra da música Socorro, "qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Um texto leve

Ando pensando muito sobre uma qualidade humana: a leveza. Querendo trazê-la mais pra pertinho de mim. Há pessoas leves e pessoas pesadas, fases leves e pesados. Não é pra confundir com superficialidade, cabeça de vento, desligamento ou dissociação. Falo apenas de estar leve, ser leve, tomar as coisas pelo lado bom. Ter entusiasmo e ter calma. Talvez a leveza seja não um, mas um conjunto de atributos.

Bom humor e bom senso são as qualidades que Sogyal Rimpoche descreve como sendo as que mais nos ajudarão diante das adversidades da vida. Concordo. Difícil não perder a leveza na correria da vida que levamos, no stress das mil coisas, mas temos que tornar a buscá-la ao invés de simplesmente esperarmos que ela "aconteça". Pois ela torna tudo mais fácil, mais fluido e mais leve! A leveza olha tudo de uma outra perspectiva. Sabe levar. Eleva. Às vezes, até releva.

Como cultivar a leveza: comtemplar a natureza, ouvir música, cantar, beijar, transar, praticar esportes, comer frutas, sorrir, tomar banho (de chuveiro, banheira, chuva, mar, cachoeira). Pensar leve. Arejar a cabeça para ter a cuca freca. A leveza é muito amiga do frescor, estão sempre juntos. Respirar, respirar, respirar.
PS - last but not least - dar aquela "geral" na bagagem emocional e jogar fora o que não tem mais serventia também ajuda demais a cultivar a leveza... dá um certo trabalho e pode doer um pouquinho... mas é libertador!

leve ilustração (deconheço o autor).

domingo, 4 de outubro de 2009

Domingo chuvoso

Contrariando a teoria da Calcanhoto, cariocas gostam de dias nublados sim, falo por mim. Sei que a maioria prefere sol, sal e cerveja - também gosto muito. Mas não inventaram nada mais gostoso do que abrir os olhos num domingo e o céu estar nublado. Um convite à preguiça e à contemplação. Sem culpa, sem obrigação de pular da cama e inventar um programa pra "ser feliz".

O domingo chuvoso é o dia certo para fazer tudo na maior calma: ler o jornal, sair andando na chuva pra comprar um almoço (no meu caso, sem guarda-chuva que é pra aproveitar e tomar um banhozinho com gosto de infância), tirar aquela soneca reparadora, assistir um dvd, ler um livro, tomar café com bolo, enfim, tudo que a gente aprendeu erroneamente a chamar de "não fazer nada". E não fazer nada é a recarga certa na bateria, é o velho, bom, sagrado e esquecido "descansar". Um luxo.

Não dá pra ser melhor.


foto: Rodrigo Romano

Em tempo: a próxima vez que escrever aqui, terei novidades!!!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O que o vento traz

Adoro casa, brincar de casinha, enfeitar a casa com pequenos arranjos de flores que as vezes cato na rua e dão aquele toque especial numa mesinha ou na pia do banheiro. Pois hoje, depois de tanto vento e chuva, andando na rua, olhando pro chão, fiz duas lindas "aquisições".

A primeira foi um pedaço de tronco de árvore, com muitas folhinhas e raízes que amarrei com um barbante bonito em uma das paredes da varanda e ficou uma belezura:

A outra é mais fofa ainda: um mini galho com uma suculenta, essa foi para uma mesinha que temos no banheiro. (Fotografei ao lado de uma caixa de fósforos para dar noção de tamanho):

Simples, fácil, inusitado, lindo e grátis. Pode ser melhor?

domingo, 5 de julho de 2009

Lavanda, um santo remédio

Usado desde os primórdios, o mais versátil de todos os óleos essencias, o óleo de lavanda é o primeiro passo para montar uma mini farmácia de aromaterapia. É importante adquiri-lo de um bom fornecedor - o vidrinho de 10 ml custa em torno de R$ 40 - mas é um excelente investimento e dura muito, pois tudo o que você precisa são poucas gostas de cada vez.

Suas propriedades são inúmeras: analgésico, antidepressivo, antisséptico, bactericida, descongestionante, repelente de insetos, sedativo e vermífugo. O que mais faz desse óleo essencial uma chave para o bem estar é o fato de ser um estabilizante: quer dizer, se você está agitado, ele é calmante, se está depressivo, ele dá uma levantada no astral.

A maneira mais fácil de se beneficiar da aromaterapia é tomar um bom banho de banheira com 3 gotas de óleo essencial de lavanda. Se você não tem uma banheira em casa, pode recorrer ao velho, bom e infalível escalda-pés - para quando estiver gripado, cansado ou simplesmente precisando de um trato. Use, de preferência, uma bacia de porcelana ou metal, coloque água o mais quentinha que aguentar, e 3 gostas do santo óleo. Outra maneira de usar o óleo essencial de lavanda é pingar gotinhas dele no que se chama de óleo transportador (óleo de amêndoas, semente de uva ou mesmo azeite virgem de oliva, o importante é ser um óleo vegetal) e usá-lo como óleo de massagem. Também pode ser usado, durante a gripe ou resfriado, para fazer inalação: derrame água fervendo em uma bacia, pingue 3 gotas do óleo e respire esse vapor, cobrindo a cabeça com uma toalha.

Ainda outra forma de usar a lavanda é borrifá-la na roupa de cama ou na roupa de uso na hora de passar. Para fazer uma bela água de lavanda, use 2 xícaras de água mineral, 1/4 de xícara de álcool e 8 gostas de óleo essencial de lavanda. Além da roupa ficar cheirosíssima, combate a insônia, alivia a tosse e os insetos ficam longe! Essa água também pode ser usada como aromatizador de ambientes.

Mas talvez o mais impressionante uso do óleo essencial de lavanda seja nas queimaduras. Se alguém se queimar, aplique gotas do óleo essencial puro, diretamente sobre a área da pele que sofreu a queimadura e, como um milagre, além de aliviar a dor, a cicatrização se dá sem deixar marcas na pele.

O nome LAVANDA vem do latin e quer dizer "lavar", provavelmente devido ao seu uso como antisséptico. Lavanda está ligada à pureza e à felicidade. Então, não espere, tenha óleo essencial de lavanda em casa e deleite-se com seus vários usos!


sábado, 3 de maio de 2008

Limpeza de casa

Volta e meia, é bom fazer uma limpeza na energia da casa... Afinal, é nesse espaço que a gente recarrega as baterias: é onde, no mínimo, dormimos, nos banhamos e comemos. Deve ser um lugar aprazível, arejado, claro e limpo, pois representa o nosso útero na Terra, e que seja um 5 estrelas... É importante tentar não acumular muita tranqueira, fazer aquela limpeza periódica na papelada, nos armários de roupa, dar aquilo que não estamos mais usando pra alguém que vá usar, fazer a energia circular.

Flores, plantas e cristais (devem ser lavados de vez em quando, gostam de sol, lua e chuva) são super aliados, bem como boa música, pra dar aquela melhorada no astral. Além da renovada que podemos dar mudando coisas de lugar, jogando uma nova colcha na cama, ou mesmo pintando uma parede de uma nova cor, podemos também fazer uma simples mini mandinga de limpeza que acho muito útil. Acendo um incenso Ananda (comprado em lojas de produtos naturais ou camelôs de incenso), saio andando pela casa toda com o Ananda queimando na mão, visito cada cantinho, vou falando coisas como "nessa casa reina o amor, a harmonia, a verdade e a justiça, todos os habitantes dessa casa estão protegidos, são saudáveis, prósperos e felizes", vou falando a ladainha que vem na hora, mas é sempre mais ou menos isso, sigo a minha intuição. Para aqueles que têm um certo receio em falar uma reza, recomendo colocarem uma música bem sublime, algo de Tom Jobim, Luiz Eça, Gismonti ou Raphael Rabello da preferência, e irem mentalizando o bem. O Ananda não é um incenso qualquer, é uma espécie de defumador mesmo. Dá muito certo, purifica e protege.

Para os mais preguiçosos, há uma outra receita: comprar pastilhas de cânfora na farmácia e espalhá-las por alguns cantos da casa. Essas pastilhas vão se dissolvendo e somem com o passar do tempo, são limpadoras de ambiente. Ah, aos que vão utilizar as pastilhas, é bom dar um toque na faxineira para que não as jogue fora quando varrer o chão. Essas duas mandinguinhas são inofensivas e baratas. Uma limpezinha de vez em quando só faz bem!