quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Sol no mapa natal

No mês de Leão, uma homenagem ao astro-rei:
Força vital da galáxia e do mapa natal, o sol é um símbolo da nossa individualidade e auto expressão, uma fonte de energia e luz. O sol no mapa natal é como uma seta apontando uma direção na vida do indivíduo. Dizemos que somos daquele signo (signo solar), mas devemos de fato desenvolver conscientemente as qualidades desse determinado signo (e também das atividades relativas à casa do sol natal), pois representam algo vital ligado ao nosso potencial. Quando expressamos as qualidades do nosso sol, estamos contribuindo para o todo, como um instrumento que faz parte de uma orquestra. É a nossa capacidade de nos tornarmos quem somos e, é claro, servimos melhor quando somos nós mesmos. Psicologicamente, é o princípio da polaridade yang, masculina e ativa da carta natal, o animus, individuação, identidade, diferenciação.

Todo mapa natal conta uma historia: no princípio da vida, somos mais lunares, mais instintivos e indiferenciados. A lua indica onde e como somos afetados pelo meio, o sol indica onde e como afetamos o meio. O sol é o nosso herói, e o herói tem uma jornada a cumprir, o desenvolvimento da personalidade. Essa jornada começa com o nascimento. Em alguns momentos da vida, recebemos “o chamado para aventura”. Assim como o herói dos contos de fadas, receberemos ajuda e também teremos empecilhos e dificuldades (sabotadores, sombra).

O planeta regente do signo solar pode ser um grande aliado nessa aventura, é essencial que ele seja usado como instrumento de batalha. A batalha com o dragão (o lado de nós que deseja permanecer indiferenciado, que tem medo de mudar, de brilhar, medo de não ser mais amado, medo da solidão) é parte intrínseca dessa jornada. Essa solidão é sentida até encontrarmos a nossa orquestra, a nossa família espiritual. A carta natal pode indicar que planetas são nossos aliados na jornada, e que outros planetas sentimos como inimigos. Algum prêmio é obtido com a derrota do dragão, geralmente, algo que nos dá propósito, significado, que faz a batalha valer a pena. Ao desenvolvermos características solares, passamos a ter vontade e escolha. Há no entanto o perigo de nos tornarmos arrogantes ou dissociados do princípio lunar, dos nossos instintos e emoções. Essa dissociação é altamente destrutiva. Devemos buscar um equilíbrio entre os dois princípios:

“Ganhar liberdade das flutuações da natureza, das emoções, dos instintos e do meio é uma coisa, aliená-los é outra coisa. O ego ocidental não apenas libertou-se da Grande Mãe, mas lesou severamente sua profunda interconexão com ela. Essa ferida se ampliou, não apenas entre ego X natureza, mas entre ego X corpo” (Ken Wilber)

Referências literárias - Os Luminares, Liz Greene e Howard Sasportas

1 comentários:

bia casotti disse...

Amiga,
Esses seus textos astrológicos são um alento na minha alma. É muito bom ler !!! Continue nos presenteando...Merci. Bjs