domingo, 20 de setembro de 2009

Tudo cinza

Andando ontem pela rua Jardim Botânico, notei que todos os carros parados no sinal - e não eram poucos - eram da mesma cor, todos em tons de cinza, uma coisa meio grafite, meio prata, ou pretos. Essa monotonia cromática só era quebrada pelo amarelo-desmaiado dos taxis, uns poucos carros brancos e pelos eventuais clássicos carros vermelhos. Ouvi dizer, ou li em algum lugar, que os carros vermelhos eram os mais assaltados em sinais de trânsito, não sei se é verdade... esquisito que uma cor possa chamar mais a atenção do ladrão, mas não duvido nada que a cidade maravilhosa tenha inconscientemente cedido à direção de arte da bandidagem...

Essa estranha constatação desencadeou uma série de memórias da minha infãncia e adolescência: lembrei das várias cores dos fusquinhas - minha mãe tinha um ocre - havia os verde-abacate, os azulões, os azul-calcinha. Meu pai teve um chevette carinhosamente apelidado de Trovão Azul, "Trovão", para os íntimos. Tinha um amigo que era dono de um baja chamado Quindim e uma amiga que tinha um fusca vermelho, o Bombeirinho. As cores davam personalidade aos carros, faziam deles parte da turma, ou da família.

Você pode estar pensando que estou com saudades dos carros coloridos, mas não estou. Ou pode estar se perguntando que importância tem essa minha observação: nenhuma. E para que não seja simplesmente muito inútil a postagem, sugiro aos que têm filhos que os entretenham no trânsito com algum joguinho do tipo I Spy, em que os carros coloridos valham pontos, muitos pontos.
Dinho dos Mamonas e sua musa, a Brasília Amarela.

8 comentários:

Gui secchin disse...

Eu sempre reparo nisso!
Adorei e me lembrei do "PUDIM" do Fê.
Eu mesmo tive o meu"FOSCÃO" que por falta de polimento era fôsco quase como uma camurça.
Que maravilha ver o Dinho na Brasília...

gui secchin disse...

Me esqueci de dizer que é verdade, parece que antes tudo era mais colorido...será?
Deve ser mais barato fazer variações de cinza...

Adriana Pinheiro disse...

hahaha, Gui, adorei Pudim, nome perfeito pro fusquinha café com leite, era um dos mais lindinhos!O Foscão eu não conheci :(

Adélia disse...

Que lindo, Dri, adorei!
Mas será que são os carros?
Ou a nossa alma?

claudiahersz disse...

também reparamos nisso muito (nós é o coletivo hersz-meirelles). Quando chegou a linha da renault, de twingos, clios e kangoos, chegou ótima: amarelo ovo, verdinho miami, azul hortênsia... mas não durou nem uma estação.
a 2ª leva já foi no cinza, grafite, sem graça, sem imaginação...e nós tivemos que comprar grafite ( eu queria o azul hortênsia, e não rolou).

Mari Cotrim disse...

Adorei, Dri. Isso me fez lembrar do Uno vermelho de um amigo, o "perereca", que durou muitos anos e deu muita alegria ao dono e aos amigos, pois quase ninguem tinha carro na epoca...beijo grande.

adriana disse...

Nossa Dri , outro dia em SP eu Lili e Tom estavamos falando exatamente isto , pq o povo só compra carro cinza? que tédio.... adorei a foto e a lembrança do PUDIM, que arrasava , me lembro do desivo no vidro , um pudim feito pelo Gui, lindim demaixx. beijo

Anônimo disse...

No R.J só tem carro cinza, prata e
preto.
Ano passado estive na Alemanha, vi
carros de todas as cores.
A autoban parecia a India.
Toda colorida! Linda!
E o melhor, não tem pedágio e podemos andar a 200Km por hora.
Com a máxima segurança.