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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sonhos para Vestir (e ouvir)

Sonhos para vestir é o nome da peça em cartaz até a semana que vem no SESC Copacabana que fui assistir no último sábado. O roteiro é de autoria da atriz Sara Antunes, a direção é de Vera Holtz e o cenário é da minha querida amiga talentosíssima atriz e artista plástica (garota que que pinta e borda), Analu Prestes. Como o nome da peça sugere, a presença dos sonhos marca todo o espetáculo, tudo muito bem pontuado por um acordeon e um piano.

Desse coletivo que os sonhos abarcam, vamos sendo envolvidos numa atmosfera íntima e pessoal, provocando lembranças, questionamentos e aguçando sentimentos. A peça é linda! Me fez pensar em entes queridos, sentir saudades e querer sonhar.

Palavras em águas profundas são revolvidas com bordados e muita delicadeza. Depois descubro pra que outro teatro vão as fabulosas e conto procês. É um tem-que-ver!




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Dias depois, deparei com outra mídia sobre o universo onírico, o curta de Kahlil Joseph, entitulado Jung at Heart, um filme que na verdade é o segundo de dois curtas feitos para registrar as músicas, novos trabalhos, de Seu Jorge e Almaz. São dois filminhos, Marcello no Limbo e o meu favorito, Oxum e o Sonho, que está aqui abaixo. Uma nova linguagem para o clip, onde a música está inserida como pano de fundo de uma narrativa. Outra linda costura! Vale ler a entrevista que Kahlil Joseph deu ao NOWNESS, muito boa!

Em sua obra analítica e pesquisa do inconsciente, C.G. Jung descreve a importâcia de sonhos onde ocorre o encontro com um Orixá (ou um deus de qualquer outra mitologia). Orixás, afinal, são entidades da mitologia Iorubá, com seus símbolos, domínios e forças específicas. O sonho com Oxum fala do encontro interno com a mãe primordial das águas doces. A sedução, o acalanto e mistério do feminino das águas que podemos beber - mais águas!- para suprir a vida com maior doçura e carinho. São sonhos arquetípicos, ou seja, sonhos que todos temos, já tivemos e voltaremos a ter, com diferentes deuses, em diferentes momentos da vida.
















terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mercúrio

Para aqueles que vêm pedindo que eu escreva mais sobre Astrologia, no mês de Virgem, um texto sobre seu regente:
Mercúrio simboliza nossa inteligência. A localização de Mercúrio no mapa natal indica como pensamos, como aprendemos, a forma como nos comunicamos, a maneira como percebemos o mundo e arquivamos experiências.

Na alquimia, Mercurius era, ao mesmo tempo, o “espírito criador do mundo” e “o espírito aprisionado na matéria” – assim como nós, que criamos a realidade a partir da nossa percepção dela e que também somos limitados ou aprisionados por essa mesma percepção - uma vez que formamos uma idéia a respeito de algo. Portanto, quando pretendemos mudar algo em nossas vidas, devemos primeiro alterar a nossa visão, percepção ou crença acerca desse assunto. Pode parecer bobeira, mas poder mudar de idéia é sinal de muita liberdade.

A figura mitológica de Hermes representa e traduz perfeitamente a simbologia astrológica do ágil e astuto Mercúrio. Hermes tem múltiplos papéis: mensageiro dos deuses, mago, trickster, ladrão, artesão, senhor dos caminhos e das encruzilhadas, patrono do comércio e dos mercadores, protetor dos viajantes, deus dos limiares, das transições, das palavras e da linguagem. Possui
qualidades de todos os outros deuses.

Por ser o único deus grego a ter livre acesso ao Olimpo, aos mortais e ao mundo subterrâneo, Hermes funciona como uma ponte entre esses três mundos. Assim como a mente, que pode ter acesso a algo superior – o superconsciente, o nível espiritual ou transpessoal; ao consciente, ao dia-a-dia; e ao inconsciente, onde vivem os conteúdos psíquicos profundos. Dessa forma, Mercúrio pode “pescar” conteúdos inconscientes e trazê-los à consciência.



“Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.”
Lya Luft (do livro Pensar é Transgredir)