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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mensagens de Natal

Apesar de nunca ter sido lá muito fã do Natal, sempre gostei dos cartões. Agora, ao invés de chegarem pelo correio, eles vêm pela internet e eu continuo adorando recebê-los! Vou postar aqui dois dos que recebi, muito bacanas.

Esse a seguir veio de longe, lá de Fiji, onde mora meu amigo Owen. Espia que simpático, achei quase brasileiro o velhinho tropical, e ainda me fez lembrar minha querida vó Helena, que dizia que ser absurdo a gente aqui ter papai noel vestido de roupa de pelúcia em pleno verão carioca...



E esse aqui abaixo veio de Portugal, da amiga Isabel, teve tudo a ver com o que eu estava sentindo, adorei!



Delícia, né?
Aproveito para desejar um Natal terno e feliz, com de gente querida e alegria e agradeço as visitas aqui ao Mundo da Lua!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um ótimo natal e...

Desejo, de coração, um natal simples e prazeroso, compartilhado com pessoas queridas. E um 2009 de saúde, paz, amor, alegria, prosperidade, harmonia e criatividade!

Encerro as postagens do ano agradecendo demais a presença, a força e os comentários de vocês nesse blog. Tem sido um delicioso exercício de escrita!

Como ilustração, usei um cartão da talentosa amiga Adriana Tavares, que além de artista plástica, está se saindo uma DJ de primeira!!!

http://adrianatavares.com.br/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Uma árvore diferente

Todos os anos, minha avó Helena decorava uma planta da casa dela como árvore de natal e eu adorava aquela árvore totalmente diferente das demais. Ainda hoje é com esse espírito do diferente e com gosto de infância que penso qual planta aqui de casa vai servir de árvore de natal. Nunca fomos muito católicos nessa parte da família, aliás, nem católicos, nem de religião nenhuma. Mas havia solidariedade.

Cresci vendo minha avó servir café com leite e pão com manteiga para as mães que passavam na porta da casa dela com seus filhos à caminho do Hospital Menino Jesus. Acho que deviam saber que naquela casa havia lanche, pois era um ritual quase diário. Eu, com menos de seis anos, queria também tomar meu lanche nas canecas de plástico coloridas que eram exclusivas das mães e das crianças, e minha avó explicava que aquelas pessoas estavam indo ou vindo do hospital e que podiam estar doentes. Ela preparava o lanche e eu ajudava a servir. Era tudo muito natural, rotina, normal. A palavra "caridade" nunca era mencionada.

Hoje entendo que a árvore da casa da minha avó não era só diferente das outras, era de fato outra árvore. Minha avó não ajudava as pessoas no natal, ajudava o ano todo. Minha avó não era católica, nunca rezou, mas seu coração era mais cheio do espírito de comunhão do que qualquer outro coração que eu tenha conhecido. Meu maior orgulho é ser um fruto dessa árvore.





foto: Adriana Pinheiro