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sábado, 2 de março de 2013

De outro mundo ou no mundo dos outros

Deus me livre de quem faz festa de criança com animador urrando no microfone!
Há em mim uma moradora muito antiga que anseia por passeios de charrete,
caminhos de terra batida e cheiro de seiva...
Gosta de sossego e de balanço, manso.
Bolo de fubá, café e simplicidade.
Nunca mais vi as joaninhas tão presentes na infância...
Será que estão em extinção?


domingo, 9 de maio de 2010

Poema da infância

Outro dia, num lampejo me memória, um poema escrito por mim aos 8 ou 9 anos, veio inteiro na minha cabeça. Uma daquelas coisas que a gente não sabe que sabe e, de repente, recupera no HD! Achei o fato curioso, pois é um poema de um certo cunho político e até bastante triste. Acho que aos oito anos, como uma boa netuniana, eu já sentia as dores do mundo... Por favor não sejam excessivamente exigentes ou críticos com as rimas, afinal, eu era uma garotinha!!

O suor escorre pelo rosto cansado
A fome e a sede o esperam
Da enxada e da pá faz seu lema
Segue firme num só esquema:
De noite, ao chegar em casa,
Mulher e filhos a o esperar
Porém, muito cansado,
Nada come no jantar.
E a vida continua,
No dia seguinte, ao acordar,
Estacas, buracos se abrem,
trabalhador.