Essa estranha constatação desencadeou uma série de memórias da minha infãncia e adolescência: lembrei das várias cores dos fusquinhas - minha mãe tinha um ocre - havia os verde-abacate, os azulões, os azul-calcinha. Meu pai teve um chevette carinhosamente apelidado de Trovão Azul, "Trovão", para os íntimos. Tinha um amigo que era dono de um baja chamado Quindim e uma amiga que tinha um fusca vermelho, o Bombeirinho. As cores davam personalidade aos carros, faziam deles parte da turma, ou da família.
Você pode estar pensando que estou com saudades dos carros coloridos, mas não estou. Ou pode estar se perguntando que importância tem essa minha observação: nenhuma. E para que não seja simplesmente muito inútil a postagem, sugiro aos que têm filhos que os entretenham no trânsito com algum joguinho do tipo I Spy, em que os carros coloridos valham pontos, muitos pontos.

