Ontem assisti Julie e Julia, uma delícia de filme baseado em duas histórias verdadeiras unidas pela culinária:
Meryl Streep - sempre impecável - interpreta Julia Child, uma figura fantástica, mulher de um diplomata servindo os EUA na França, que resolve aprender a cozinhar com os franceses e acaba estudando Le Cordon Bleu, e revolucionando a culinária americana. Julie Powell , que vive em NY, em 2002, decide tentar cozinhar todas as receitas do livro de culinária publicado por Julia em 1961 e relatar o desafio em um blog. Por favor, assistam!!! Nem preciso dizer o quanto eu, que sou blogueira e adoro cozinhar (e comer), amei o filme!
O que mais me comove nisso tudo é a questão da busca criativa. Mais do que a culinária, o que une essas duas mulheres é a busca por algo que as salve da mesmice, tornando a vida mais leve, mais cheia de significado, mais colorida. O mas lindo nessa busca é a despretensão, o improviso, o fato de um simples passatempo reavivar a nossa alma. Há duas postagens aqui no blog em que falo disso: Procure um amante e Maria Brechó, um novo projeto. Então, gente querida, vamos nos munir dessas armas tão poderosas! Comprar agulhas, linhas e botões, pincéis, telas, pegar a caneta, abrir o laptop, tocar piano e acordeon, redecorar a casa, plantar um jardim, inventar qualquer coisa, sei lá! O "veneno anti-monotonia" do poeta Cazuza. Ou, como diz outro fabuloso poeta, Arnaldo Antunes na letra da música Socorro, "qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva".
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
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