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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Um texto leve

Ando pensando muito sobre uma qualidade humana: a leveza. Querendo trazê-la mais pra pertinho de mim. Há pessoas leves e pessoas pesadas, fases leves e pesados. Não é pra confundir com superficialidade, cabeça de vento, desligamento ou dissociação. Falo apenas de estar leve, ser leve, tomar as coisas pelo lado bom. Ter entusiasmo e ter calma. Talvez a leveza seja não um, mas um conjunto de atributos.

Bom humor e bom senso são as qualidades que Sogyal Rimpoche descreve como sendo as que mais nos ajudarão diante das adversidades da vida. Concordo. Difícil não perder a leveza na correria da vida que levamos, no stress das mil coisas, mas temos que tornar a buscá-la ao invés de simplesmente esperarmos que ela "aconteça". Pois ela torna tudo mais fácil, mais fluido e mais leve! A leveza olha tudo de uma outra perspectiva. Sabe levar. Eleva. Às vezes, até releva.

Como cultivar a leveza: comtemplar a natureza, ouvir música, cantar, beijar, transar, praticar esportes, comer frutas, sorrir, tomar banho (de chuveiro, banheira, chuva, mar, cachoeira). Pensar leve. Arejar a cabeça para ter a cuca freca. A leveza é muito amiga do frescor, estão sempre juntos. Respirar, respirar, respirar.
PS - last but not least - dar aquela "geral" na bagagem emocional e jogar fora o que não tem mais serventia também ajuda demais a cultivar a leveza... dá um certo trabalho e pode doer um pouquinho... mas é libertador!

leve ilustração (deconheço o autor).

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O começo do começo


Acabo de me tornar blogueira, quero colocar aqui algumas das minhas experiências e questionamentos. Abrir um espaço a mais para me comunicar com amigos, pacientes e impacientes. Há vinte anos atendo pessoas, traduzindo o simbólico dos planetas pra vida de cada um. Vejo cada vida como um processo de desdobramento em busca de uma totalidade, o que Jung chamou de "processo de individuação". O mapa natal (como uma foto tirada do céu no momento de um nascimento) forma a base dessa jornada, ali estão os instrumentos. O que vamos fazer com eles, depende de cada oportunidade e de cada escolha.

Acho que nem preciso dizer que gosto de gente, de ouvir sagas e ajudar a jogar luz em determinadas questões. Esse é o meu trabalho de consultório: ajudar o outro a melhor entender sua essência e o momento que está vivendo.
Não gosto de determinismos, fico um pouco irritada quando alguém chega perto de mim numa festa e diz: "Sou Capricórnio com ascendente Leão, isso é bom?" Dá vontade de responder:"Não sei... é?" Como posso eu dizer se algo é bom ou ruim? Como diz a música do leonino Caetano "...cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."
Mas uma coisa é certa, é preciso ter largo bom humor e uma pitada de bom senso, e isso não é idéia minha, é do Sogyal Rinpoche que escreveu O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, e se o Rinpoche, que estudou a vida toda, diz que bom humor e bom senso são ingredientes essenciais para se viver os momentos mais críticos, eu acredito plenamente nele! E acrescento: podemos, eventualmente, perder um ou outro... ficar sem os dois, simultaneamente, gera advertência do ministério da saúde e pode ser muito prejudicial. No mais, vamos em frente.