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domingo, 1 de novembro de 2009

Sobre bichanos

Mais um domingo de chuva, véspera de feriado e eu, de preguiça em casa, graças a deus! Vou até a cozinha pra lavar a louça do almoço e ouço um miadinho de gato filhote, muito perto, vindo do corredor do prédio. Abro a porta da cozinha e dou de cara com uma fofolita cinza e branca, esguia e filhotinha, um amor! A essa altura a gata que temos aqui em casa, Juju, já está soltando uns barulhos de estranhamento através da porta da sala, que está devidamente fechada para assegurar a integridade da pequena... sei lá se nossa gata vai achá-la tão lindinha quanto a gente... Juju tem 7 anos e quase nenhum convívio com seus colegas... uma pena!

Pelo bom estado da gatinha, presumimos que ela seja de algum outro morador do prédio, também porque, se não for de um morador, como foi que veio parar no corredor do prédio? pelo sim, pelo não, batemos no apartamento vizinho, sabemos que lá há gatos. O vizinho diz que não é dele, mas também fica encantando com a recém chegada... como os gatos dele são machos, decidimos que a fofolita vai ficar abrigada na casa dele até que o dono apareça. Colocamos um comunicado na portaria dizendo o paradeiro da charmosa. Entro em casa com um misto de dúvida: "se ela apareceu na porta aqui de casa, será que não deveríamos adotá-la? se um dono não aparecer, ela vai ser nossa", decido impulsiva.

O que me leva a escrever essa postagem é o fato das pessoas terem tanta birra com gatos. Quando um gato é carinhoso e afável, sempre tem alguém que diz: "nossa, ele parece um cachorro!" e isso deve ser ouvido como um elogio... Já ouvi todo o tipo de asneira, que gato é traiçoeiro, que não gosta de ninguém, e blá blá blá. Então vamos lá: quem não gosta de gatos simplesmente não os conhece! Porque quem já teve a chance de conviver com um, e é mínimamente antenado com o sutil, ama gatos. O convívio é necessário pois raramente os gatos têm com um visitante o carinho que têm com os "de casa".

Carinhosos, atentos, perceptivos, brincalhões, inteligentes e comunicativos, gatos são deliciosos de conviver. Gostam de gente que gosta de música e de livros. A nossa, se deita de barriga para cima querendo um afago todas as vezes que um de nós chega em casa. Basta contar que uma vez eu estava de cama com uma gripe horrorosa e minha gata vinha volta e meia checar se eu estava respirando, isso mesmo, ela se aproximava e colocava o nariz sob o meu, depois se afastava e deitava à meus pés.

A dadivosa Dra Nise da Silveira tem um livro chamado "GATOS, A EMOÇÃO DE LIDAR", recomendo a leitura para quem queira conhecer melhor esses amigos tão amáveis.

foto: Rodrigo Romano

domingo, 4 de outubro de 2009

Domingo chuvoso

Contrariando a teoria da Calcanhoto, cariocas gostam de dias nublados sim, falo por mim. Sei que a maioria prefere sol, sal e cerveja - também gosto muito. Mas não inventaram nada mais gostoso do que abrir os olhos num domingo e o céu estar nublado. Um convite à preguiça e à contemplação. Sem culpa, sem obrigação de pular da cama e inventar um programa pra "ser feliz".

O domingo chuvoso é o dia certo para fazer tudo na maior calma: ler o jornal, sair andando na chuva pra comprar um almoço (no meu caso, sem guarda-chuva que é pra aproveitar e tomar um banhozinho com gosto de infância), tirar aquela soneca reparadora, assistir um dvd, ler um livro, tomar café com bolo, enfim, tudo que a gente aprendeu erroneamente a chamar de "não fazer nada". E não fazer nada é a recarga certa na bateria, é o velho, bom, sagrado e esquecido "descansar". Um luxo.

Não dá pra ser melhor.


foto: Rodrigo Romano

Em tempo: a próxima vez que escrever aqui, terei novidades!!!