Obituário
Aos 50 anos, morre regente Tina Pereira, da Pro Arte
Plantão Publicada em 24/09/2008 às 15h14m O Globo online
Antônio Carlos Miguel
RIO - Regente da Orquestra de Sopros Pro Arte, que, ultimamente, vinha apresentando um tributo a Egberto Gismonti, a musicista Tina Pereira morreu na manhã desta quarta-feira, em São José de Campos (SP), onde estava internada. Após estrear no Rio, na semana passada, e com um novo concerto em homenagem a Gismonti agendado para este sábado, dia 27, na Sala Baden Powell, a regente viajara para a cidade de Mirantão, em São Paulo, onde sofreu um aneurisma. Transferida para um hospital de sua cidade natal, São José dos Campos, onde seria operada, Tina, de 50 anos, não resistiu. Seu corpo será enterrado nesta quarta-feira em São José dos Campos. Formada em Educação de Música e Dança pelo Instituto Orff da Escola Superior de Música e Artes Dramáticas "Mozarteum", em Salzburg, Áustria, Tina estudou flauta com Lenir Siqueira, Carlos Ratto e Carlos Alberto Rodrigues. Integrou o duo de flauta e piano com o pianista e compositor Caio Senna, quando se dedicaram à pesquisa e execução de repertório contemporâneo para esta formação. Atuava como professora da Escola de Música Villa-Lobos, da UniverCidade, do projeto de formação musical Villa-Lobinhos, regente do Coral Infantil da Escola Sá Pereira e diretora musical da Orquestra de Sopros da Pro Arte.
O Sopro da vida
Não tem ainda sete dias que Tina morreu, mas rezo aqui minha própria missa: Tina era minha fada madrinha. Não fui batizada ao nascer e nos adotamos mútua e carinhosamente como fada madrinha e fada afilhada – fadrinha e fadaafi, para encurtar. Tinha outra fada afilhada, a Lulu.
Grande musicista e maestrina, Tina fez fluir o sopro da vida através das muitas flautas que colocou em mãos miúdas e mentes férteis. Hoje, grande parte de seus alunos propagam esse legado sendo também professores e músicos.
Tina gostava de natureza, tinha o dedo-verde, suas plantas eram as mais lindas e bem cuidadas. No natal, serviam de árvore um manjericão e uma romã, muito floridos, em anos diferentes, claro. Também gostava de poesia, de banho de rio, de prosecco e dos produtos da l´Occitane. Era uma exímia bordadeira. Organizou, com a amiga Tetê Amarante, uma cooperativa de bordadeiras em Lídice. Traziam ocasionalmente as peças bordadas para serem vendidas no Rio. Tinha pena de vender as mais criativas e “perturbadas”, então ela as comprava para si mesma, ou para dar de presente (sorte minha!). Tinha a voz doce e rouca e uma rara delicadeza, ria com facilidade.
Enfrentou com grande coragem e humildade os sobressaltos da doença e da morte do companheiro de muitos anos. Viúva, se permitiu amar de novo quando o amor lhe acenou com outra chance. Saiu à francesa, minha fada madrinha... saudades, Tinoca!
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”
Antoine de Saint-Exupéry
domingo, 28 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A TPM e outros monstros
Todo mundo sabe que TPM é a sigla que descreve a tensão pré-menstrual, o estado de nervos causado por uma chuva de hormônios que assola a mulherada mais ou menos uma semana antes do início da menstruação.
A questão é: a TPM varia... alguns meses ela gera uma espécie de desamparo, uma vontade de chorar, uma supersensibilidade, uma pena de si mesma. Em outros, ela aparece na forma de raiva, irritabilidade, pavio curto, vontade de socar um. Em outros ainda, pode ser uma mistura das anteriores (Jesus!). Em outros, a menstruação vem, você acha que está tudo bem pois nem teve TPM e aí é que vem o blues, uma angústia maluca. Outro mês passa e você não tem TPM, nem pré, nem pós, e pode-se dizer que foi uma brisa. Não tem fórmula, o monstro tem mil faces. E há ainda meses em que não há nenhuma alteração de humor, mas o corpo em compensação fica combalido, um mal-estar, as pernas parecem pesar 100 quilos... e vamos levando.
Acabei de ler um email daqueles “quem entende as mulheres?” , e quero dizer o seguinte: homem também tem TPM, só que sem ter o ciclo ovulação/menstruação como base. A deles pode não ter ainda uma explicação científica do tipo alta ou baixa de testosterona, mas que eles têm variações estranhas de humor, ah, têm!
Mas, voltando à TPM feminina, alguns defendem a tese de que se trata de um luto físico, pois o corpo que vai menstruar não engravidou, um óvulo foi produzido e não foi fecundado, a vida se perdeu. Faz todo sentido, não acham?
A questão é: a TPM varia... alguns meses ela gera uma espécie de desamparo, uma vontade de chorar, uma supersensibilidade, uma pena de si mesma. Em outros, ela aparece na forma de raiva, irritabilidade, pavio curto, vontade de socar um. Em outros ainda, pode ser uma mistura das anteriores (Jesus!). Em outros, a menstruação vem, você acha que está tudo bem pois nem teve TPM e aí é que vem o blues, uma angústia maluca. Outro mês passa e você não tem TPM, nem pré, nem pós, e pode-se dizer que foi uma brisa. Não tem fórmula, o monstro tem mil faces. E há ainda meses em que não há nenhuma alteração de humor, mas o corpo em compensação fica combalido, um mal-estar, as pernas parecem pesar 100 quilos... e vamos levando.
Acabei de ler um email daqueles “quem entende as mulheres?” , e quero dizer o seguinte: homem também tem TPM, só que sem ter o ciclo ovulação/menstruação como base. A deles pode não ter ainda uma explicação científica do tipo alta ou baixa de testosterona, mas que eles têm variações estranhas de humor, ah, têm!
Mas, voltando à TPM feminina, alguns defendem a tese de que se trata de um luto físico, pois o corpo que vai menstruar não engravidou, um óvulo foi produzido e não foi fecundado, a vida se perdeu. Faz todo sentido, não acham?
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TPM em 4 fases
Depois de publicar a postagem sobre TPM, um amigo me envia essa beleza de texto. Não pude resistir e publico aqui:
TPM em 4 fases
(procura-se a autoria para entregar o Nobel)
Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:
*Fase 1 - a Fase Meiguinha*
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal. Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.
*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.
*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas... Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que... - Merda, viu!? - ela rosna de repente. - Que foi? A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta. Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!' Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.
*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...
ADENDO DO LEITOR
P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!! ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO, E DAÍ?
TPM em 4 fases
(procura-se a autoria para entregar o Nobel)
Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:
*Fase 1 - a Fase Meiguinha*
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal. Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.
*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.
*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas... Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que... - Merda, viu!? - ela rosna de repente. - Que foi? A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta. Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!' Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.
*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...
ADENDO DO LEITOR
P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!! ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO, E DAÍ?
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Sacos plásticos? não, obrigada!
Vou reproduzir aqui dados de um email que recebi a respeito das sacolas plásticas que tão cordialmente “ganhamos” nas lojas e supermercados:
Usamos anualmente cerca de um trilhão de sacos plásticos em todo o mundo;
Menos de 1% desses sacos é reciclado, pois é mais barato fabricá-los do que reciclá-los;
Um estudo de 1975 mostra que as embarcações lançam, por ano, aproximadamente 4 milhões de quilos de plástico nos oceanos;
Segundo a WWF, cerca de 200 espécies diferentes de vida marinha, incluindo baleias, focas, golfinhos e tartarugas, morrem depois de ingerir os sacos, que confundem com comida;
Isso, sem falar nas aves que são encontradas mortas com plástico no estômago ou enredando suas asas;
Os sacos plásticos se foto-degradam: se decompõe em petro-polímetros menores e ainda mais tóxicos, que acabam contaminando os solos e as vias fluviais.
Há leis em diversos países que proíbem a gratuidade das sacolas plásticas no comércio, ou regulam sua utilização com impostos. Segundo a BBC, a Irlanda foi o primeiro país europeu a adotar a medida (2002) e reduziu o consumo em 90%. Segundo a CNN, a China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos. Ruanda, Israel, Canadá, India, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul e Singapura também proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos. Cidades também podem criar leis próprias para a questão, como fez São Francisco, nos EUA.
Diante dos fatos, devemos, imediatamente, adotar medidas para banir a proliferação dessas pragas que são usadas por meia hora e levam mais de 1000 anos para desaparecer:
Ir às compras com uma sacola de lona ou nylon, carregar as coisas na própria bolsa;
Pressionar as autoridades locais, (aproveitando as eleições municipais), para que criem leis no sentido de fazer com que as lojas passem a cobrar pelos sacos em cada compra;
Os próprios mercados podem passar a ter uma caixa-depósito onde os sacos são devolvidos pelos clientes e reutilizados.
Dessa forma, estaremos criando maior consciência ecológica e educando as pessoas para aplacar a calamidade e evitar tanto desperdício. É urgente e tem solução.
foto: The Daily Mail
Usamos anualmente cerca de um trilhão de sacos plásticos em todo o mundo;
Menos de 1% desses sacos é reciclado, pois é mais barato fabricá-los do que reciclá-los;
Um estudo de 1975 mostra que as embarcações lançam, por ano, aproximadamente 4 milhões de quilos de plástico nos oceanos;
Segundo a WWF, cerca de 200 espécies diferentes de vida marinha, incluindo baleias, focas, golfinhos e tartarugas, morrem depois de ingerir os sacos, que confundem com comida;
Isso, sem falar nas aves que são encontradas mortas com plástico no estômago ou enredando suas asas;
Os sacos plásticos se foto-degradam: se decompõe em petro-polímetros menores e ainda mais tóxicos, que acabam contaminando os solos e as vias fluviais.
Há leis em diversos países que proíbem a gratuidade das sacolas plásticas no comércio, ou regulam sua utilização com impostos. Segundo a BBC, a Irlanda foi o primeiro país europeu a adotar a medida (2002) e reduziu o consumo em 90%. Segundo a CNN, a China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos. Ruanda, Israel, Canadá, India, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul e Singapura também proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos. Cidades também podem criar leis próprias para a questão, como fez São Francisco, nos EUA.
Diante dos fatos, devemos, imediatamente, adotar medidas para banir a proliferação dessas pragas que são usadas por meia hora e levam mais de 1000 anos para desaparecer:
Ir às compras com uma sacola de lona ou nylon, carregar as coisas na própria bolsa;
Pressionar as autoridades locais, (aproveitando as eleições municipais), para que criem leis no sentido de fazer com que as lojas passem a cobrar pelos sacos em cada compra;
Os próprios mercados podem passar a ter uma caixa-depósito onde os sacos são devolvidos pelos clientes e reutilizados.
Dessa forma, estaremos criando maior consciência ecológica e educando as pessoas para aplacar a calamidade e evitar tanto desperdício. É urgente e tem solução.
foto: The Daily Mail
sábado, 30 de agosto de 2008
A importância de dizer não
Outro dia, conversando com um amigo, ele disse que tinha aprendido a dizer não. Aquilo me surpreendeu por vir dele, alguém que sempre considerei muito safo, nunca passou pela minha cabeça que ele pudesse ter dificuldade para estabelecer limites e simplesmente mandar um não bem mandado para quem quer que fosse... mas não é bem assim... por mais forte que se aparente ser, o não ainda é uma questão de aprendizado, treino e prática,.
São muitas as cobranças e as demandas desmedidas que merecem um belo não. Podem vir dos amigos, de um patrão, da família, de qualquer lugar. Se você tem filhos então, o não é uma prova de amor. Pode inicialmente acarretar em uma certa culpa... dá trabalho. Pode parecer mais fácil dizer sim e não desapontar a expectativa dos outros. Principalmente se estamos (ou fomos colocados) no lugar do bonzinho, do disponível. Os outros podem até se indignar quando saímos desse lugar tão cômodo para muitos.
Porém, dizer não é uma questão de sobrevivência. Mais cedo ou mais tarde todos teremos que começar a praticar. Se o mundo fosse um lugar onde todas as pessoas tivessem um alto grau de semancol e respeitassem umas o espaço das outras, o não nem seria tão imprescindível. Mas é. Temos que fazê-lo em prol da vida e da sanidade. Incrível como aprender a dizer não valoriza o nosso sim.
São muitas as cobranças e as demandas desmedidas que merecem um belo não. Podem vir dos amigos, de um patrão, da família, de qualquer lugar. Se você tem filhos então, o não é uma prova de amor. Pode inicialmente acarretar em uma certa culpa... dá trabalho. Pode parecer mais fácil dizer sim e não desapontar a expectativa dos outros. Principalmente se estamos (ou fomos colocados) no lugar do bonzinho, do disponível. Os outros podem até se indignar quando saímos desse lugar tão cômodo para muitos.
Porém, dizer não é uma questão de sobrevivência. Mais cedo ou mais tarde todos teremos que começar a praticar. Se o mundo fosse um lugar onde todas as pessoas tivessem um alto grau de semancol e respeitassem umas o espaço das outras, o não nem seria tão imprescindível. Mas é. Temos que fazê-lo em prol da vida e da sanidade. Incrível como aprender a dizer não valoriza o nosso sim.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Sobre o luto e a morte
Temos horror à morte e é até compreensível, posto que é a separação final, a derradeira. Parte de toda angústia humana tem a ver com separação e ela é a separação irrevogável. Mas uma coisa é certa: todos vamos, mais cedo ou mais tarde, nos deparar com ela – e não estou falando da nossa própria morte, a morte que se morre – falo da morte de entes queridos, a morte que se vive. Quanto mais vivermos, mais pessoas veremos morrer.
No tempo dos nossos avós, as pessoas morriam e eram veladas em casa, normalmente o caixão era colocado na sala da casa e velado por toda a noite, com choro, conversa, bebida e comida. As pessoas contavam casos da vida do morto, riam dos seus episódios hilários e choravam a sua partida. Só então o cortejo partia para o funeral. Hoje, morre-se mais nos hospitais e o velório praticamente não existe: no cemitério São João Batista, por exemplo, as capelas são fechadas às 22 horas por “motivo de segurança”. O morto fica lá sozinho, esperando os familiares voltarem para o enterro no dia seguinte (sem comentários).
No sétimo dia, os que são católicos celebram uma missa muito da impessoal, raramente alguém faz um discurso, toca uma música ou lê um poema em homenagem àquela vida que se foi. Aos que perderam uma pessoa amada, restam o silêncio, a solidão. Não é raro ouvir alguém falar de uma viúva ou um filho assim: “fulano tá ótimo, já até voltou a trabalhar”. Destituídos do ritual, perdemos o direito à celebração da pessoa que partiu, o direito ao luto. Não que eu ache que a vida não tenha que prosseguir – ela vai prosseguir – mas vai prosseguir melhor ainda se pudermos sentir o luto e sair dele. E para sentir o luto, precisamos poder falar sobre quem morreu, recordar histórias, rir e chorar, sentir o calor da acolhida de quem ainda está aqui, compartilhar a perda com outros que também amaram aquela pessoa. Assim, a morte tem o poder de unir os vivos.
Vai o luto e fica a saudade que volta e meia aparece precipitada pelo gosto de uma comida, por um cheiro, um sonho, uma lembrança. Nossos mortos estão vivos dentro dos nossos corações e das nossas memórias e só de fato morrerão de todo quando nós também tivermos partido. Eu sou a favor da volta do ritual, nem que seja um singelo almoço íntimo na saída do funeral... proponho uma festa (também íntima e singela) de sétimo dia.
No tempo dos nossos avós, as pessoas morriam e eram veladas em casa, normalmente o caixão era colocado na sala da casa e velado por toda a noite, com choro, conversa, bebida e comida. As pessoas contavam casos da vida do morto, riam dos seus episódios hilários e choravam a sua partida. Só então o cortejo partia para o funeral. Hoje, morre-se mais nos hospitais e o velório praticamente não existe: no cemitério São João Batista, por exemplo, as capelas são fechadas às 22 horas por “motivo de segurança”. O morto fica lá sozinho, esperando os familiares voltarem para o enterro no dia seguinte (sem comentários).
No sétimo dia, os que são católicos celebram uma missa muito da impessoal, raramente alguém faz um discurso, toca uma música ou lê um poema em homenagem àquela vida que se foi. Aos que perderam uma pessoa amada, restam o silêncio, a solidão. Não é raro ouvir alguém falar de uma viúva ou um filho assim: “fulano tá ótimo, já até voltou a trabalhar”. Destituídos do ritual, perdemos o direito à celebração da pessoa que partiu, o direito ao luto. Não que eu ache que a vida não tenha que prosseguir – ela vai prosseguir – mas vai prosseguir melhor ainda se pudermos sentir o luto e sair dele. E para sentir o luto, precisamos poder falar sobre quem morreu, recordar histórias, rir e chorar, sentir o calor da acolhida de quem ainda está aqui, compartilhar a perda com outros que também amaram aquela pessoa. Assim, a morte tem o poder de unir os vivos.
Vai o luto e fica a saudade que volta e meia aparece precipitada pelo gosto de uma comida, por um cheiro, um sonho, uma lembrança. Nossos mortos estão vivos dentro dos nossos corações e das nossas memórias e só de fato morrerão de todo quando nós também tivermos partido. Eu sou a favor da volta do ritual, nem que seja um singelo almoço íntimo na saída do funeral... proponho uma festa (também íntima e singela) de sétimo dia.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O Sol no mapa natal
No mês de Leão, uma homenagem ao astro-rei:
Força vital da galáxia e do mapa natal, o sol é um símbolo da nossa individualidade e auto expressão, uma fonte de energia e luz. O sol no mapa natal é como uma seta apontando uma direção na vida do indivíduo. Dizemos que somos daquele signo (signo solar), mas devemos de fato desenvolver conscientemente as qualidades desse determinado signo (e também das atividades relativas à casa do sol natal), pois representam algo vital ligado ao nosso potencial. Quando expressamos as qualidades do nosso sol, estamos contribuindo para o todo, como um instrumento que faz parte de uma orquestra. É a nossa capacidade de nos tornarmos quem somos e, é claro, servimos melhor quando somos nós mesmos. Psicologicamente, é o princípio da polaridade yang, masculina e ativa da carta natal, o animus, individuação, identidade, diferenciação.
Todo mapa natal conta uma historia: no princípio da vida, somos mais lunares, mais instintivos e indiferenciados. A lua indica onde e como somos afetados pelo meio, o sol indica onde e como afetamos o meio. O sol é o nosso herói, e o herói tem uma jornada a cumprir, o desenvolvimento da personalidade. Essa jornada começa com o nascimento. Em alguns momentos da vida, recebemos “o chamado para aventura”. Assim como o herói dos contos de fadas, receberemos ajuda e também teremos empecilhos e dificuldades (sabotadores, sombra).
O planeta regente do signo solar pode ser um grande aliado nessa aventura, é essencial que ele seja usado como instrumento de batalha. A batalha com o dragão (o lado de nós que deseja permanecer indiferenciado, que tem medo de mudar, de brilhar, medo de não ser mais amado, medo da solidão) é parte intrínseca dessa jornada. Essa solidão é sentida até encontrarmos a nossa orquestra, a nossa família espiritual. A carta natal pode indicar que planetas são nossos aliados na jornada, e que outros planetas sentimos como inimigos. Algum prêmio é obtido com a derrota do dragão, geralmente, algo que nos dá propósito, significado, que faz a batalha valer a pena. Ao desenvolvermos características solares, passamos a ter vontade e escolha. Há no entanto o perigo de nos tornarmos arrogantes ou dissociados do princípio lunar, dos nossos instintos e emoções. Essa dissociação é altamente destrutiva. Devemos buscar um equilíbrio entre os dois princípios:
“Ganhar liberdade das flutuações da natureza, das emoções, dos instintos e do meio é uma coisa, aliená-los é outra coisa. O ego ocidental não apenas libertou-se da Grande Mãe, mas lesou severamente sua profunda interconexão com ela. Essa ferida se ampliou, não apenas entre ego X natureza, mas entre ego X corpo” (Ken Wilber)
Referências literárias - Os Luminares, Liz Greene e Howard Sasportas
Força vital da galáxia e do mapa natal, o sol é um símbolo da nossa individualidade e auto expressão, uma fonte de energia e luz. O sol no mapa natal é como uma seta apontando uma direção na vida do indivíduo. Dizemos que somos daquele signo (signo solar), mas devemos de fato desenvolver conscientemente as qualidades desse determinado signo (e também das atividades relativas à casa do sol natal), pois representam algo vital ligado ao nosso potencial. Quando expressamos as qualidades do nosso sol, estamos contribuindo para o todo, como um instrumento que faz parte de uma orquestra. É a nossa capacidade de nos tornarmos quem somos e, é claro, servimos melhor quando somos nós mesmos. Psicologicamente, é o princípio da polaridade yang, masculina e ativa da carta natal, o animus, individuação, identidade, diferenciação.
Todo mapa natal conta uma historia: no princípio da vida, somos mais lunares, mais instintivos e indiferenciados. A lua indica onde e como somos afetados pelo meio, o sol indica onde e como afetamos o meio. O sol é o nosso herói, e o herói tem uma jornada a cumprir, o desenvolvimento da personalidade. Essa jornada começa com o nascimento. Em alguns momentos da vida, recebemos “o chamado para aventura”. Assim como o herói dos contos de fadas, receberemos ajuda e também teremos empecilhos e dificuldades (sabotadores, sombra).
O planeta regente do signo solar pode ser um grande aliado nessa aventura, é essencial que ele seja usado como instrumento de batalha. A batalha com o dragão (o lado de nós que deseja permanecer indiferenciado, que tem medo de mudar, de brilhar, medo de não ser mais amado, medo da solidão) é parte intrínseca dessa jornada. Essa solidão é sentida até encontrarmos a nossa orquestra, a nossa família espiritual. A carta natal pode indicar que planetas são nossos aliados na jornada, e que outros planetas sentimos como inimigos. Algum prêmio é obtido com a derrota do dragão, geralmente, algo que nos dá propósito, significado, que faz a batalha valer a pena. Ao desenvolvermos características solares, passamos a ter vontade e escolha. Há no entanto o perigo de nos tornarmos arrogantes ou dissociados do princípio lunar, dos nossos instintos e emoções. Essa dissociação é altamente destrutiva. Devemos buscar um equilíbrio entre os dois princípios:
“Ganhar liberdade das flutuações da natureza, das emoções, dos instintos e do meio é uma coisa, aliená-los é outra coisa. O ego ocidental não apenas libertou-se da Grande Mãe, mas lesou severamente sua profunda interconexão com ela. Essa ferida se ampliou, não apenas entre ego X natureza, mas entre ego X corpo” (Ken Wilber)
Referências literárias - Os Luminares, Liz Greene e Howard Sasportas
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